Até depois do fim
1 prólogo.
Notas iniciais
então é só isso, boa leitura.
Ate depois do fim.
Era uma simples aula de historia. Estávamos vendo a segunda guerra mundial, um conteúdo bem interessante em minha opinião. Isabelle, minha irmã, que por ironia era minha melhor amiga, estava comentando sobre o livro que terminou de ler essa semana.
Tentava prestar total atenção, mas minha cabeça tinha viajado totalmente. O professor passava algum modelo na lousa, olhei com rapidez para o quadro que fiquei tonta, fechei os olhos esperando passar e logo os abri, mas tudo continuava girando, e começou a girar ainda mais. Encostei minha cabeça na mesa, não estava muito bem. Minha visão começou a escurecer e já não ouvia mais nada.
Estava encarando a lousa, não me lembrava do que tinha acontecido alguns instantes antes, parecia tudo normal pra mim. Isa me encarava.
- Você prestou atenção no que falei? — perguntou-me.
- Não, sinto muito — respondi colocando a mão na testa, Isa riu. Beatrice ou Bea, para os mais íntimos, vinha em nossa direção.
-E aí, gente?! – falou, puxando uma cadeira.
- E aí — respondeu Isa.
- Tive uma ideia; amanhã, vamos chamar todo mundo aqui da sala para um festa na piscina do prédio de vocês? – perguntou, colocando seus pés em minha mesa.
- Nossa, intrometida! — empurrei seus pés para o chão novamente — Além do mais, muito folgada!
Realmente tinha vezes que Bea enchia o saco. Isabelle estava revirando os olhos com o tanto de besteira que ela falava.
No caminho de volta para casa, Bea tentava nos convencer a fazer a tal festa na piscina. Ao entrarmos em casa, logo senti o cheiro delicioso de lasanha.
- Oi, mãe!- Isa gritou junto comigo, fomos em direção ao nosso quarto.
- Mas então, vocês vão fazer?- Bea perguntou se jogando em minha cama, a empurrei de lá.
- Nós vamos fazer o que mesmo?- Isa perguntou entrando no banheiro, caí em minha cama enquanto Bea (eu estava no chão) reclamava.
- Vou explicar tudo de novo e convencer vocês — olhei para Isabelle que estava parada na porta do banheiro.
- NÃO!- gritamos juntas. Bea se assuntou e ficou emburrada.
“Obrigado, Senhor!” pensei, aliviada.
- Olá, meninas — minha mãe entrou no quarto trazendo consigo uma bandeja com suco — Não pude deixar de ouvir a conversa de vocês, e acho que uma festinha na piscina é uma ótima ideia, afinal, está tão calor!
- Finalmente alguém me entende! — Bea gritou, correndo em direção a minha mãe e a abraçando – Obrigada, tia Ro.
Joguei- me novamente na cama, enquanto Isabelle ria.
- Tá, quando vai ser a festa? — perguntei, me sentindo derrotada
- Semana que vem!- Bea falou, sorridente.
- Agora vamos almoçar! — mamãe falou.
- Comida! — Bea saiu correndo e gritando, bati minha mão na testa enquanto Isa quase tinha um infarto de tanto rir.
Depois do almoço, Bea foi para sua casa e eu e Isa ficamos assistindo TV. Mamãe saiu para trabalhar e assim ficou até a noite. Quando era por volta das 7 ou 8 horas, foi quando Isabelle se levantou e foi para o quarto, meia hora depois ela desce toda arrumada e exalando perfume.
- Cara você tomou banho só de perfume? – perguntei, tapando o nariz — Tudo bem, o cheiro até que é ótimo, mas minha rinite não agradeceu.
- Não, eu só quebrei o vidro do perfume – falou, coçando a cabeça.
- Se foi o seu, tudo bem – falei, encarando-a
- Mas foi o seu!- afirmou. A olhei com raiva
- Acho melhor você ir logo com o Thiago, antes que eu te mate! — Isabelle saiu correndo em direção a porta que por sinal estava trancada. Fui correndo pro quarto pegar o perfume que ela tanto adora e desci correndo.
Isa já estava com a porta aberta e rindo com o Thiago.
-Isa? — chamei-a, e a mesma me encarou — Toma!
Joguei o frasco do perfume nela, que fechou a porta bem na hora. Coloquei a cabeça pra fora de casa rindo, e a vi correndo com o namorado.
- Não vai ser eu que vou limpar, mesmo — riu mais alto. Sorri.
Quando estava voltando por sofá tudo começou a rodar e a ficar embaçado, depois todas as luzes começaram a piscar e logo veio a escuridão.
O feriado passou rápido e logo voltamos pra escola, Bea já tinha avisado que a festa seria dentro de uma semana, e quase todos da escola estão querendo ir. Eu, como quase sempre, estava atrás da Isa que sumiu, deve estar se pegando com o Thiago.
No meio do corredor encontro Daniel e Lucas acho que vou perguntar o paradeiro de Isa pra ver se eles sabem onde ela está.
- Oi, gente – cumprimento, me aproximando.
- Oi — Daniel e Lucas responderam juntos.
- Vocês viram a Isa ou o Thiago? — perguntei
- Não, mas eles podem estar atrás da escola — Lucas me respondeu, ele estava encarando o Hélio, um amigo meu, e pra informação é o namorado do Lucas. Mas ele nem sempre foi assim, Lucas como se dizia era “machão”, mas quando conheceu o Hélio deu no que deu. E pelo olhar do Lucas ele não está gostando da aproximação de Maria.
- Ok, então vou procurar os dois — falei saindo de pertos deles, já que Lucas estava me encarando.
Comecei a ir em direção ao espaço privado da senhorita Sampaio, não de morou muito para encontrá-los graças às informações de Lucas e Daniel. Os dois estavam na maior pegação.
- Opa!- gritei rindo e me encostando na parede.
- O que foi? — Isa perguntou se desgrudando pelos míseros 5 segundos de Thiago.
- Nada não, só queria falar que hoje tem prova — olhei para o corredor atrás de mim (pra ir para a parte de trás da escola tem que passar por um corredor) — e que a diretora tá vindo aqui!
Bom, a reação deles não era bem aquela que eu queria, pois eles simplesmente saíram correndo e me deixaram sozinha com a diretora.
- Isabelle, você tá muito ferrada — murmurei quando senti uma mão no meu ombro.
Quando voltei, ou melhor, cheguei na sala de aula, pude ver Isa e Thiago segurando o riso.
O meu querido cunhado que sentava duas cadeiras a minha frente, abaixou a cabeça e começou a rir, mas logo parou com o tapa que dei em sua nuca, peguei meu caderno de matemática e comecei a anotar o conteúdo.
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