Até Que A Morte Os Separem
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Notas iniciais
_Como que ela pode fazer isso comigo? Ela dizia que era louca por mim! Por que ela me traiu? Por que? — rugia Hector em meio a lagrimas de raiva. — Por que meu Deus? Por que? Aquela vadia!
Hector descobriu a traição um dia antes de seu casamento. Recebeu um vídeo anonimo de sua mulher transando com o seu primo, Felix. Sonia e o amante, estavam na cama de Hector, em meio aos gemidos, eles riam da cara do marido corno. Hector ficou arrasado, traído, enganado, com raiva. O amor se transformou em ódio e pura raiva.
_Eu vou acabar com eles! — braveja Hector. — Acabar!
Ele despenca no chão em meio as lagrimas. O coitado estava em casa, provando o terno que usaria em seu casamento. Sua felicidade era contagiante, o homem mais feliz do mundo, iria se casar com o amor de sua vida. Mas acaba de descobrir, que seu amor o traia. Aquela vagabunda só estava com ele por causa de sua fortuna. O dinheiro vinha em primeiro lugar. Ele não conseguiu acreditar no que estava vendo. Sua mulher, Sonia Bravo, nua transando com seu primo em sua cama, debochando dele. "Aquele idiota acha que você o ama, da pra acreditar?", zombava Felix, sugando os seios da amante. "Deixa aquele trouxa pra lá! Agora eu quero você!", Vadia! Puta desgraçada! pensa Hector. A raiva ferve em seu peito, nojo! É isso que ele sente por esses dois. Eles vão pagar! Eles vão pagar com a própria vida! Vão pagar!
Hector Green, um jornalista policial. Já havia presenciado muitos atos criminosos, muitas mortes. Assassinato pra ele, não era uma coisa horrorosa. Até gostava, as historias que possuíam esses atos. O ódio dos criminosos. Era tudo tão fascinante para ele. Seu herói fictício era o destemino Dexter Morgan, o serial killer. Matar era apenas um hobby para Dexter. Era realmente fascinante tudo isso. Logico que ele nunca contou isso para ninguém. Deve ser meio assustador uma pessoa gostar de assassinatos. Mas a raiva que ele estava sentindo no momento, fez ele pensar em coisas horríveis. Matar sua noiva. Sonia Bravo e Felix Kerman, estão com os dias contados. Ou melhor, com as horas contadas. Ele já sabia o que fazer, isso o deixava animado. Ele mesmo se assustou com o fato de de matar o amor da sua vida e seu primo traíra o deixara muito animado. Vou acabar com eles!
A felicidade de provar o terno de seu casamento havia acabado, o sonho de se casar com o amor de sua vida foi arruinado. Ódio, raiva, nojo.
Amor pode muito bem ser substituído por raiva.
Não preciso de amor! Não mais! Como eu odeio esses dois, pensava ele. As lagrimas havia cessado. Tudo já estava formulado em sua cabeça, tudo. Ele sabia o que fazer.
O grande dia havia chegado. O casamento feliz ia acontecer. Tudo estava pronto.
Hector esta se arrumando, com o sorriso no rosto. Ele é um bom ator, conseguiu enganar a todos com seu sorriso falso. Mas por dentro, havia um Hector destruído que só queria vingança. Eles vão pagar!
Como é fácil enganar as pessoas. Fingir esta feliz e alegre na cerimonia de seu próprio casamento, é tão fácil. Sorrir para todos, transbordar felicidade pelos olhos. Todos pensam que ele é o homem mais feliz do mundo. Como vocês são patéticos, acreditam em tudo o que veem.
A musica começou a tocar, Sonia Bravo estava tão linda em seu vestido, acompanhada de seu pai, Sr. Bravo. Em sua face havia um sorriso muito largo. Realmente estava feliz. Feliz em achar que o trouxa acredita no amor dela, Hector quase não conseguiu segurar seu ódio. Ele queria mata-la ali mesmo. Queimar seus olhos com a cera da vela dos pedestais da igreja. Vagabunda.
O padre começou a falar sobre os dois. Que eles realmente pareciam se amar muito. E que o amor é a coisa mais importante no casamento. A cada palavra do padre, Hector retrucava secamente em sua mente.
_ Hector Green, você aceita Sonia Bravo como sua legitima esposa? — pergunta o padre com um sorriso lardo no rosto.
_ Sim, aceito — responde ele, vagabunda nojenta.
_ Sonia Bravo, você aceita Hector Green como seu legitimo esposo, para ama-lo na alegria e na tristeza, até que a morte os separem?
_ Sim! Sim! Eu aceito — responde ela com lagrimas nos olhos. Vendo assim, até parece que me ama, puta.
_ Então, eu os declaro marido e mulher — diz ele olhando para os dois. — Já pode beijar a noiva — ele ri.
Ao tocar em seus lábios, Hector quase tem ânsia de vômito. Seu beijo foi seco. Acho que isso nem pode ser chamado de beijo. Mas Sonia não se importou com isso. Ela estava feliz demais, havia enganado o grande Hector, o trouxa caiu em seu golpe.
Felix estava na primeira bancada, sorrindo para os noivos. Hector quase se descontrolou quando o viu. Você me paga! Vocês dois vão pagar com a própria vida! Bravejava em seus pensamentos, passando pela chuva de arroz.
Lua de mel vai ser em uma ilha deserta. A ilha vai ser inteiramente deles. Um lugar lindo, com águas cristalinas e muito sol.
Na limousine, Sonia não para de beija-lo. Esta tão feliz.
_ Nós casamos meu amor! Estamos casados! Eu te amo muito Hec!
Ele apenas sorria e concordava. Se beijavam o tempo todo. A repulsa de Hector era muito grande, mas ele conseguiu se controlar. Cínica, falsa, nojenta, puta!
Hector carrega sua noiva para o quarto. Os dois pareciam muito felizes. Ele a joga na cama, e cai em cima dela. Os dois se beijam calorosamente. Ela entrelaça suas pernas em suas costas nuas. Hector arranca seu vestido, e começa a beija-la. Puta desgraçada!
Ele para quando sua mão já esta dentro de sua calcinha molhada. Ele sorri, ela também. Hector levanta, só esta de calça. Sonia esta sorridente na cama, agora completamente nua.
_ Vou abrir uma champagne pra gente amor — diz Hector abrindo a garrafa. — Sabe qual é a melhor coisa daqui?
_ O que é?
_ Ninguém vai te ouvir berrando — ele se aproxima dela, que esta com um sorriso malicioso.
_ Ninguém é?! — seu olhar é sugestivo.
_ Ninguém — ele sorri, e coloca a taça de champagne na mesa. Os dois estão frente a frente.
_Ninguém. Sua vadia — ele acerta um soco em sua face.
Sonia cai da cama, de cara no chão. Sua boca esta sangrando. Ela parece confusa, assustada.
_ Hec? — ela chora.
_ Você achou realmente que ia me enganar por todo esse tempo? Que eu ia casar com você e você ia continuar com seu amante? Que nós íamos ficar juntos, na alegria e na tristeza? Que eu ia ser o corno pelo resto de minha vida? — rugi ele.
_ Hec, o que você esta falando? Eu te amo — sua voz é tremula.
_ Sua vagabunda, você sabe o que é amor — a chuta no rosto, que começa a chorar e a tossir sangue.
_ Você vai pagar! Vai pagar com sua vida!
Hector solta mais um chute em sua face. Sonia desmaia.
Ele a amarra na cama, nua. Pega seu celular e vê as mensagens dela com o amante. Essa puta nem serve pra esconder que me trai! Ele manda uma mensagem para Felix, dizendo para ir até lá. E o trouxa aceita sem cogitar.
Uma hora se passou até Felix chegar. Hector já havia preparado tudo. Sonia ainda estava amarrada a cama, agora acordada com panos em sua boca, a impossibilitando de gritar. Ela chorava, sua maquiagem esta arruinada.
A campanhinha soou. O vagabundo chegou.
A porta estava aberta. Felix vê a amante amarrada a cama, e entra sem perceber Hector.
_ Sonia?! O que esta acon — ele se vira antes de completar a frase.
Hector quebra uma garrafa de champagne na cabeça do pilantra que cai no chão. Sua cabeça abre, mas ele ainda esta vivo. A muito sangue.
_ Filho da mãe! — rugi o traíra caído no chão com a mão cobrindo sua cabeça.
Felix é arremessado para o lado com um chute em seu estomago. Hector o levanta pegando em seu pescoço.
_ Diga adeus ao seu amante!
Sonia tenta gritar, mas é impossível. Ela se debate contra as cordas que estão a amarrando. As lagrimas se misturam ao sangue de sua face.
Hector da uma olhada em seu oponente. E logo em seguida acerta um soco na cabeça dele. Ainda esta com o pedaço da champagne em sua mão.
_ Morre seu desgraçado! — Hector o acerta varias vezes com o pedaço de vidro em seu pescoço. O sangue nojento de Felix espira em sua face. O marido feliz, deixa o corpo do amante caído ali em meio a poça de sangue.
Hector gargalha. Esta quase satisfeito.
_ Agora é sua vez de pagar! — nem parece ser Hector Green que esta falando.
Sonia começa a se debater mais e mais, girando a sua cabeça como protesto.
Hector pega uma faca, e fica em cima da mulher nua. Ele começa a fazer sua arte na barriga sarada. Escrituras são feitas calmamente, com a superfície da faca cortando a pele da vítima.
"Sou uma vagabunda" é isso que ele escreve nela.
Se debatendo. Hector quase se desequilibra. Ele fica com raiva, mas sorri cinicamente. Adrenalina corre em suas veias.
_ Sua vaca! — berra ele, rasgando o silicone de sua amada.
Hector levanta, e abre mais uma champagne. Bebe no gargalo, e derrama o liquido nos ferimentos de sua mulher. Ela chora de dor.
Ele não esta totalmente satisfeito.
A olha com nojo.
Hector olha para suas mãos que estão sujas de sangue. Sua aliança esta ali. Ele a tira, e começa a avalia-la. Enfia sua aliança dentro da vagina de sua amada com muita força, a muito sangue.
Sonia Bravo continua se debatendo e chorando.
_ Não acredito que Sonia Bravo, a mulher mais feliz do mundo, e amante mais inteligente de todos os tempos esta com medo de morrer! — fala Hector com deboche.
_ Você já esta morta Sonia, meu amor.
Ele corta a mão de Sonia que estava com a aliança.
Hector arranca os panos que estavam a impedindo de gritar, e os substituem com a mão de sua amada. Ela esta apavorada.
_ Gosto de te ver assim, calada.
Ele coloca champagne no toco de braço ensanguentado de Sonia.
_ Agora, você vai queimar junto com o corpo do seu amante minha querida.
Hector joga álcool em todo o quarto, o corpo de Felix agora esta em cima do corpo nu e ensanguentado de Sonia. Ela esta desesperada. Deve esta pedindo socorro a Deus.
_ Aproveite seus últimos momentos com seu amante. Vadia. — se despede pegando uma das velas que estavam pelos arredores. A cera da vela derramada em cima do olho de Sonia, queimando-o. Hector colocando fogo nos dois.
O fogo faz a temperatura subir, o lugar fica insuportável. Tudo queima. Sonia e Felix, estão queimando junto com a casa.
Hector Green esta em sua lancha, vislumbrando o lugar em chamas. A muita fumaça. Um prazer toma conta de seus músculos. Parece até um orgasmo.
Uma pausa.
Um pensamento.
Um arrependimento.
_ Oh meu Deus! O que foi que eu fiz? — ele se desespera. — Eles vão me pegar. Eu estraguei a minha vida. Meu Deus! O que foi que eu fiz?
Hector começa a bufar de raiva, começa a se descabelar praguejando. Tudo fica confuso.
_ Meu Deus, Sonia...
Ele chora.
Hector em meio ao desespero, vai até a cabine do piloto. E pega a arma que fica na gaveta.
Ele olha a ilha com a casa em chamas. Chora. Aponta a arma para sua cabeça.
_ Me perdoe.
Aperta o gatilho.
Sua cabeça explode.
Hector Green, cometeu suicídio logo depois de casar e assassinar cruelmente sua esposa, Sonia Bravo e seu primo, amante de sua mulher, Felix Kerman. Os dois corpos foram encontrados em uma ilha, queimados. A lancha de Hector Green foi encontrada no meio do mar pela Guarda Costeira. O corpo do infeliz, estava com uma arma em mão.
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