Até Que A Morte Os Separe

3 Capítulo 3 -Tensão pré-casamento e... lua-de-mel?


Notas iniciais
Heey. Olha eu aqui!!
Cap dedicado pra Bea e pra Gabs, que me pertubam no face (adoro ser perturbada).
Gente, fiquei muito feliz com os comentários do cap anterior! Mesmo! E também mil desculpas pelos erros de digitação. Tentei ser menos cega neste cap.
O cap saiu menor que os outros, mas espero que gostem.
E eu não vou matar ninguém nessa fic, ok? Ela só vai até a lua-de-mel do James e da Lily
Vejo você lá em baixo =*

Ele achava que não poderia existir sensação melhor que aquela. Bem, quando há uma garota nos braços de Sirius Black, ele não ligava mais para nenhuma distração a não ser a dos lábios da garota colados aos seus. Mas, considerando o fato de que o maroto tinha a 'fama' de pegador, ele bem que estava bem comportado naquela noite.

Sirius estava sentado no sofá de sua casa com Marlene McKinnon sentada de lado em seu colo. A morena tinha os braços ao redor do pescoço do maroto. Ela gostava de passear com as mãos pelos cabelos sedosos de Sirius, enquanto sentia os lábios dele em movimento com os seus. Uma das mãos do maroto estava pousada inocentemente — por incrível que pareça — na coxa direita dela, no espaço entre a barra da saia e o joelho, enquanto o outro braço rodeava a cintura da morena. Apesar de estarem bastante calmos naquela noite, ambos podiam sentir o calor que subia por suas espinhas toda vez em que paravam pra respirar e logo depois recomeçarem de onde tinham parado.

Peter estava na cozinha, provavelmente assaltando o armário do amigo, mas nem Marlene e nem Sirius pareciam se importar.

Sirius havia acabado de chegar da casa de James quando viu Marlene em seu sofá, completamente linda usando uma blusa de mangas e uma saia. Ela abriu um sorriso quando o viu e esse não demorou para a tomar nos braços. Já havia se passado minutos, talvez horas, eles só se preocupavam em manter seus lábios colados. O único problema era a falta de ar, mas ela não deixava que suas bocas se mantivessem afastadas por muito tempo. Sirius beijava muito bem, mas ela resolveu guardar isso pra ela, afinal, o ego dele já era consideravelmente grande.

–Você vai ficar aqui essa noite, não vai? -Indagou Sirius. Ele começou a fazer um carinho na coxa de Marlene, com o polegar da mão que ele ainda não se atrevera a subir para baixo da saia dela.

Ok. Não é como se eles ainda não tivessem ido para a cama juntos. O maroto não era nenhum santinho, mas ela tinha que admitir que ele despertava nela algo totalmente louco. Algo cujo ela não conseguia controlar.

E também não era como se eles transassem todos os dias e todas as noites, embora Marlene duvidasse de que aquilo era exatamente o que ele queria. Como fora mesmo que Lily dissera que eles eram? Ah, foguentos! Lily os chamara de foguentos em uma noite quando ela acidentalmente os pegou em um amasso no sofá do salão comunal da Grifinória. Bem, aquela cena não fora totalmente culpa de Marlene. Sirius poderia ser bem persuasivo em alguns momentos.

–Acho que... -Uma coruja batendo o bico na janela impediu com que a morena respondesse.

Sirius colocou-a sentada no sofá e levantou-se, caminhando até a janela para receber a carta que a coruja trazia. Marlene viu um sorrisinho nos lábios do maroto ao ler o conteúdo do pergaminho que ele tinha em mãos.

–O que é?

–Apenas o pessoal confirmando presença na despedida do Pontas. -Respondeu o moreno, largando o pergaminho de qualquer jeito em cima de uma poltrona. -Vocês vão fazer uma pra ruivinha, não é?

–É claro que vamos. O noivo não é o único a ter direito a uma despedida de solteiro, Sirius. — Marlene se acomodou no sofá, cruzando os braços. -Eu só espero que o James não faça nada que comprometa o casamento...

Sirius sorriu, enquanto um barulho de talheres vinham da cozinha.

–Você sabe muito bem que o Pontas é paradão na Lily. Ele não vai aprontar nada. E, além do mais, ele vai estar comigo.

–É exatamente isso que me preocupa.

Ele deu de ombros, com um sorrisinho sínico na cara, antes de levantar sua camisa e jogá-la em cima de Marlene.

–Não se preocupe. Se o Pontas sair da linha, ele vai se ver comigo. -Ela revirou os olhos, mas não pôde deixar de rir. Pegou a blusa dele que havia caído em seu colo e colocou-a nos ombros. -Agora, eu vou tomar um banho. (N/A: Homens cheirosos são uma tortura! *-*)

Ele se inclinou, apoiando os braços um de cada lado do rosto de Marlene, no sofá, e ao invés de beijar-lhe a boca, ele deixou um beijo na curva do pescoço da garota, causando-lhe arrepios.

–Você sabe o caminho do chuveiro, não sabe?

Sirius correu antes que Marlene pudesse acertá-lo com sua própria blusa.

Ela ainda pôde ouvir o riso do maroto vindo do quarto, e revirou os olhos. Sirius era impossível.. E ela não estava reclamando! Fora exatamente aquilo que a fizera render-se as cantadas dele.

Ficou por alguns minutos sozinha na sala, e quando ouviu novamente o barulho de Peter na cozinha, ela se levantou para ir até lá, mas parou ao notar um brilhosinho vindo da carta que Sirius largara na poltrona ao lado do sofá. Ela franziu a testa e caminhou para mais perto. Aquilo era um coração? Um coração desenhado com tinta brilhosa e rosa?

Marlene pegou o pergaminho e começou a ler. Como ela suspeitava, a carta era de uma garota, mas ela estava realmente confirmando presença na festa de James, como Sirius dissera. O problema era o modo como ela havia escrito aquilo...

"Meu lindo" ?

"Ficarei muito feliz em rever você" ?

"Nosso último encontro foi maravilhoso, espero que possamos repeti-lo..." ?

O que diabos era aquilo, afinal? Uma raiva repentina subiu pelo corpo de Marlene, fazendo-a querer rasgar em pedacinhos aquele pergaminho que, além de coraçõezinhos, estava impregnado de perfume! Ela não podia suportar tal ousadia.

A morena largou o pergaminho de volta na poltrona e sentou-se novamente no sofá. O que estava acontecendo? Marlene odiava ter que admitir que estava se corroendo de ciúmes. Ciúmes de Sirius!

Certo. Ela e Sirius estavam juntos fazia um tempinho, mas o que eles realmente tinham? Um rolo? Ele nunca havia a pedido em namoro. Simplesmente havia beijado-a quando ela aceitara sair com ele e, a partir daquele encontro em Hogsmeade, os dois começaram a se encontrar cada vez mais. Simples assim. Ambos nunca nem ao menos se referiram um ao outro como namorados.

Ela tinha consciência de cada olhar invejoso que as garotas de Hogwarts lançavam a ela todos os dias em que ela e Sirius beijavam-se em público. E nunca, nunca, até aquele momento, sentira ciumes do maroto.

Achando-se completamente estranha, calçou seus sapatos que ela havia tirado em busca de maior conforto, e caminhou até a cozinha, onde encontrou Peter abocanhando um saco de fritas.

–Diga a Sirius que eu tive que ir. — Disse Marlene.

Peter balançou a cabeça gorducha positivamente para a garota, mas sem em nenhum momento tirar os olhos de sua comida.

Podia-se ouvir o barulho do chuveiro ligado quando Marlene abriu a porta da sala e passou por ela, estranhando-se mais do que em qualquer outro momento.

XXXXXXXX

5. Esse era o número de dias que faltava para Lily acrescentar o sobre-nome 'Potter' ao seu nome. Seu coração batia mais forte ao lembrar-se daquele detalhe, enquanto tomava café naquela manhã.

Lily se servia de torradas enquanto ouvia o assovio da mãe vindo da área onde ficava a máquina de lavar roupas. Claro, ela fazia suas refeições sem exagero, pois queria estar deslumbrante no dia de seu casamento. Sarah, sua mãe, dizia que a ruiva não precisava se preocupar com aquilo, mas ela tinha ouvido a história de sua vizinha, quando esta dissera que não tinha facilidade para engordar e, no dia de seu casamento, seu vestido quase a sufocou. Então, Lily preferia se prevenir, cuidando de sua alimentação. Tentando manter o corpo em ótima forma, embora ela nunca tivesse aumentado seu manequim. Ela estava muito satisfeita em vestir 36¹.

–Quais as tarefas para hoje, Lils? — Perguntou o pai da ruiva, que visualizava o jornal daquele dia.

–Nada.

–O que? Você já resolveu tudo?

–É claro que não, pai. -Respondeu Lily, para logo depois tomar um gole de seu leite quente. -James disse que eu estava exagerando... Bem, eu acho que ele tinha um poco de razão...O que você acha?

–Você está apenas ansiosas, Lils. Nada fora do normal. Mas James tem razão. Deixe o resto com a sua mãe, querida.

–Não... Isso seria injusto. E também, acho que não tem mais nada pra escolher..Eu apenas... apenas tenho medo de que, não sei, tudo saia errado.

Richard deu uma risada. Mulheres.

–Por acaso você anda tendo sonhos? -Perguntou ele, olhando-a por cima do jornal.

–Alguns.. Por que?

–Porque dizem que quando sonhamos que algo dê errado, é porque, na verdade, dará tudo certo.

–Céus,pai! Eu sonhei que estava tudo perfeito! -Exclamou Lily, jogando o cabelo para as costas e Richard arrependeu-se imediatamente do que dissera.

–Querida, por Deus, não fique nervosa. São apenas.. são apenas sonhos! E eu deveria ter ficado calado...

Lily suspirou, não conseguindo segurar o riso de si mesma, por quase ter tido um colapso ou algo pior.

–Tudo bem.. Eu não vou acreditar nisso. Mas, bem, é melhor que eu não tenha sonhos até o dia do casamento.

–Suponho que exista um feitiço para isso, não é? -Ele virou a página do jornal, olhando para a filha mais nova.

–Uma poção, na verdade. -Disse Lily, passando um pouco de geleia em sua torrada.

Passou-se alguns minutos até que ela percebesse de que o pai a olhava por cima do jornal, parecendo analisá-la, como se estivesse a procura de algo errado.

–O que foi? Me sujei?

–Não, Lils... Você apenas está diferente.

–Hum... Diferente. Mas de um jeito bom, certo?

Richard riu, fechando o jornal e colocando-o em cima da mesa.

–Sim, de um jeito bom. -Ele bebeu um pouco de seu café antes de continuar. -Apenas estava pensando em como você e sua irmã cresceram rápido. Como Petúnia nasceu primeiro, foi fácil notar que ela estava crescida. Mas você Lily... Eu sempre a vi como a minha caçula. E agora, veja só.. Você vai se casar!

–Pai... Não acredito que você vai começar com esse discurso antes do dia...

–Ora, apenas estou falando a verdade. -Richard limpou a boca com um lenço de papel antes de se levantar da cadeira. -Sei que James é um bom rapaz e cuidará muito bem de você. Mas, qualquer coisa, você sabe... O seu quarto sempre vai estar aqui para você...

–Ah, eu sabia! -Exclamou Sarah, ao entrar na cozinha, ouvindo o que o marido dissera. -Não se preocupe, filha. Pelo menos seu pai está falando isso agora, e não antes de você entrar na igreja, assim você não corre o risco de entra de cara inchada.

Lily riu, e logo depois viu os pais trocarem um selinho, sempre apaixonados.

–Tenha um bom dia, Lils. -Richard beijou o topo da cabeça da filha. Ele sempre fazia aquilo antes de ir para o trabalho. -Vejo vocês no jantar.

Não demorou muito para a ruiva sair depois que seu pai foi trabalhar. O bebê da vizinha berrava enquanto o sol esquentava o asfalto, onde ela atravessava

Lily aparatou em um beco, certificando-se de que nenhum trouxa tinha a notado, e saiu caminhando, desviando dos passos apressados de homens e mulheres a caminho do trabalho e de crianças correndo em direção a escola. Era difícil dizer qual dos dois 'mundos' (N/A: Isso me pareceu tão Hannah Montana...) ela gostava mais: o dos trouxas ou os dos bruxos. Lily não achava que poderia viver sem os dois, mas, naquele momento, ela preferia o mundo dos bruxos.

O Caldeirão Furado continuava com a mesma aparência de sempre. Havia alguns bruxos mexendo suas xícaras com a varinhas enquanto outros, sentados de frente para o balcão esperando suas bebidas, liam um exemplo do Profeta Diário. Alguns curiosos levantaram os olhos quando Lily adentrou no local.

–Lily! -Dordas Meadowes estava sentada em um dos bancos de frente para o balcão, bebendo um suco de abóbora. Ela levantou-se e abraçou a ruiva, que caminhou até ela. -O que você está fazendo aqui?

–Vim atrás de uma poção.. Você sabe, não posso fazer isso em casa. Mas e você?

–Bem... -A loura se virou e pegou sua bolça em cima do balcão, antes de dirigir a palavra para um homem de estatura média, de cabelos castanhos e enrolados. -Muito obrigada pela noite, Nick. Foi realmente adorável.

Nick sorriu para Dorcas e, enquanto ambos se despediam, Lily arregalou os olhos.

–Dorcas!

–Que? Você não ia no Beco? -A loura a puxava, envergonhada, em direção da parede de tijolos.

–Você.. Você dormiu com aquele cara?!

Dorcas fechou a porta atrás de si, enquanto buscava a varinha em um espaço entre as vestes. Lily ainda a olhava estupefata, como se acabasse de ser atingida por um feitiço azarante.

–Mérlin, é claro que não, Lily! De onde você tirou essa ideia?

–Você acabou de agradecer pela noite que tiveram!

–É.. É verdade. — Dorcas sentiu seu rosto esquentar. -Mas não é nada disso que você está pensando, Lily. Por Mérlin! Nós não..

–Então pode me explicar porque você está com vergonha? Dorcas.. O Remus! E-ele..

–Calma, deixa eu explicar... Eu e Nick.. Foi apenas um jantar, ta legal?

–Bem, o modo como você disse me fez parecer que foi a noite toda! -Acusou a ruiva.

–Nós apenas jantamos! Ele trabalha com o meu pai, e nos encontramos por acaso. Eu não vi mal nenhum em aceitar seu convite para um jantar.

Dorcas segurou a varinha na mão, mas não tocou nos tijolos. Ficou encarando a amiga que parecia desconfiar de alguma coisa.

–Ok.. Ele tentou algo, mas não aconteceu nada! E pare de olhar pra mim como se eu fosse uma criminosa! Jantamos e depois descobri que ele estava hospedado aqui também. Foi apenas isso. Voltamos a nos encontrar agora de manhã.

–Por que, diabos, você está hospedada no Caldeirão Furado?

Dorcas abaixou a cabeça, e Lily viu uma expressão de tristeza tomar conta do rosto da amiga.

–Briguei com os meus pais.

–Oh... Sinto muito...

–Não sinta. Foi por uma boa causa. — Dorcas ergueu sua varinha e tocou nos devidos tijolos da parede em sua frente. Imediatamente, os tijolos começaram a se afastar, dando passagem para que ela e Lily entrassem no Beco Diagonal que nem estava tão cheio. Vendo que a ruiva a olhava enigmática, Dorcas suspirou. -Foi por Remus.

–Pensei que seus pais gostassem dele. -Ponderou Lily, desviando-se de uma bruxa rechonchuda e curvada que segurava um caldeirão esfumaçante.

–E gostam, mas...

–Mas não querem que você namore com um lobisomem, não é? -Lily completou.

Dorcas balançou a cabeça.

Enquanto caminhavam pelas lojas, em busca da poção de Lily, Dorcas contou sua discussão com o namorado para a amiga. Remus e Dorcas raramente brigavam, comparados a ela e James. E também não era nem um pouco 'assanhados', como Sirius e Marlene. No entanto, ambos tinham que enfrentar um problema do qual não podia sem livrar.

–Remus está sendo..

–Burro? Porque, Lily, eu não me importo.. Você sabe.

–Apenas dê um tempo a ele, Doe. Remus tem a cabeça no lugar e gosta muito de você. Ele vai se desculpar, você vai ver.

–Eu amo ele, Lily.. Mesmo. Mas as vezes a minha vontade é de socá-lo.

Lily arregalou os olhos, e riu logo depois. Entregou alguns galeões e saiu da loja, já com sua poção em mãos.

–Nisso eu te entendo. Eu sempre tenho vontade de fazer isso com James...

As duas amigas entraram na Floreios e Borrões, e Lily comprou mais um livro do qual se ocuparia e se distrairia, embora Dorcas não aprovasse a ideia. Encontraram alguns colegas de Hogwarts e passaram algumas horas, rindo e se divertindo, fazendo a loura se esquecer de seus problemas com Remus.

Mesmo que os amassem, era bom passar horas sem penar em seus marotos.

XXXXXXXX

James terminava de vestir a camisa quando alguém adentrou seu quarto, fechando a porta assim que passou por ela. Ele estava prestes a reclamar por não terem batido na porta, mas quando viu quem era, um sorriso nasceu em seus lábios e seu coração disparou, como se houvesse descobrido naquele momento de que era completamente apaixonado por ela.

–Voc... -Lily ia falar algo, mas foi interrompida. Muito bem interrompida, já que James puxou-a pelo braço e grudou seus lábios no dela, iniciando um beijo caloroso. E ela não teve outra opção e nem outra reação a não ser a correspondê-lo, beijando-o de volta, passando seus braços pelo pescoço do maroto, tentando ficar mais perto.

–Eu sei que nos vimos ontem, mas parece que foi a uma eternidade.. — Disse James, quando terminou o beijo. Liy, ainda em seus braços, riu.

–Tem razão. — Ela ajeitou os óculos do moreno, para se afastar logo depois, colocando a bolsa de lado que carregava em cima da escrivaninha encostada na parede. -Você vai sair?

James bagunçou os cabelos com a mão direita.

–Ia, hum.. na Ordem.

Ambos ficaram se olhando por alguns minutos, James esperando a ruiva falar algo.

Quando Dumbledore os convidaram para entrarem na Ordem da Fênix, ambos tiveram uma discussão. James pedindo para que ela não entrasse, e Lily insistindo em entrar, alegando de que ela tinha o mesmo direito que ele. Ficaram dois longos dias sem se falarem direito, até que o maroto se acostumasse com a entrada da ruiva na Ordem.

Mas, Dumbledore fizera questão de ausentar Lily das tarefas da organização, já que ela estava prestes a se casar, e ela até desconfiava de que James tenha pedido algo a ele. O problema era que Lily não conseguia ficar parada, sabendo que James estaria correndo perigo cumprindo missões e enfrentando Comensais da Morte.

–Não ia em nem uma missão, ok? Apenas iria saber como andam as coisas. — Falou o maroto, com um suspiro.

–James... Eu não mando em você, é só que... -Ela caminhou até a cama dele, no centro do cômodo, e sentou-se nela, olhando-o. — Está acontecendo várias coisas.. Você-Sabe-Quem está cada vez mais.. louco e eu fico preocupada não só com você, mas com sem cabeça do Sirius e também com Remus.. Com todo mundo, na verdade.

–Lily, estamos trocando os papéis. Era eu que deveria me preocupar. Voldemort está atacando nascidos-trouxas!

A ruiva desviou seu olhar para suas mãos.

–Eu sei, eu sei.. Mas... Dá pra você pelo menos me avisar ou... esperar até depois do casamento para ir até lá? Assim poderemos ir juntos.

James caminhou mais para perto de onde Lily estava, colocando uma das mãos no bolço da frente de sua calça jeans. Ele esperou que ela o olhasse antes de responder.

–Tudo bem, lírio... Mas saiba que eu vou cobrar muito caro por isso.

Lily riu, largando-se na cama, fazendo seus cabelos rubros se espalharem pelo colchão. Sentiu seus músculos relaxarem e um cansaço subir por seu corpo. Ela passara a manhã toda e a metade da tarde no Beco Diagonal. O sol brilhava no céu pelas últimas horas antes que escurecesse.

–Vai? -Indagou Lily, levantando as sobrancelhas.

–Vou. -Respondeu James, deitando-se por cima do corpo do Lily na cama, olhando-a nos olhos com um sorriso cínico nos lábios.

Não demorou muito para que o maroto beijasse Lily novamente naquele dia, e ela sentiu-se imensamente satisfeita por ele fazer aquilo. O peso de James contra seu corpo era totalmente agradável, já que ele apoiava metade de seu peso em um dos braços. E quando o beijo se aprofundou, Lily puxou James mias para junto de si, bagunçando os cabelos escuros com as mãos.

Se ele pudesse, não sairia daquela posição nunca mais. Ter Lily tão próximo de si era tudo o que ele queria, e considerando o fato de que eles estavam no quarto dele, na cama dele com ele em cima dela, sua consciência corria pra longe.

Quando o ar fez falta, James desceu os beijos pelo rosto de Lily, em direção ao pescoço alvo, onde a fez se arrepiar. Beijava cada pedacinho da pele dela, desde seu queixo até o pedaço de seu ombro que a blusa que ela trajava deixava a mostra. Ela suspirou, sentindo os lábios dele contra sua pele. Ela adorava quando James fazia aquilo.

Uma sensação muito boa apoderou-se de Lily, fazendo-a querê-lo o mais perto que conseguisse. A ruiva puxou-o para outro beijo, e sentiu uma das mãos de James adentrarem sua blusa, acariciando sua cintura.

Certo. Aquela sensação não era exatamente nova. É claro que James e Lily já haviam dado alguns amassos, ainda mais levando em consideração de que estudavam em Hogwarts e passavam 24 horas juntos. Muitas vezes, em meio a uma ronda, James a pegava de surpresa, puxando-a e a imprensando contra uma parede de um corredor vazio, tomando seus lábios nos dele. Passavam bons e prazerosos minutos daquela maneira, até que a ruiva o lembrasse de suas responsabilidades. E por mais que eles namorassem a quase um ano, James e Lily nunca ultrapassaram os limites de um amasso. A virgindade² de Lily continuava intacta.

A mão que se encontrava na cintura de Lily, desceu lentamente, quase não tocando-a, até chegar na coxa esquerda da ruiva, e segurá-la, puxando-a para cima, fazendo ele se acomodar mais confortavelmente sobre o corpo de Lily.

–James... -Ela suspirou, sentindo seu corpo queimar. Uma das mãos dele subindo e descendo, acariciando e apertando de leve sua coxa esquerda, causava uma espécia de neblina em sua mente, tapando qualquer pensamento que englobava Dorea Potter no andar de baixo ou de que a porta não estava trancada. Ela, então, decidiu seguir seu desejo, e subiu a camisa de James, e jogou-a em algum canto do quarto com a ajuda dele. As coisas realmente estavam esquentando.

Sentiu os músculos de James se contraindo contra suas mãos, quando acariciou as costas do maroto. Ele, no entanto, revesava os beijos entre os lábios e o pescoço de Lily, antes de tirar-lhe também a blusa e passar a beijar seu colo e as sardas espalhadas pela pele que o sutiã preto não escondia.

Foi só quando James tocou na parte de trás de seus sutiã, encostando no fecho do mesmo, fazendo movimentos para abri-lo, que Lily conseguiu recuperar um pouco de sua sanidade, que estava coberta com aquela neblina que tapava seus pensamentos coerentes.

–James... Temos que parar... -Tentou Lily, embora sua mão continuassem a apertá-lo contra sim.

–Eu sei.. -Murmurou James, com a voz rouca, contra o ombro de Lily. -Mas.. está muito bom.. assim.

–Uhuum... Não quero parar.

–Nem eu... -E voltou a beijá-la, aproveitando a maravilhosa sensação de estar tão perto dela, querendo mais que tudo tirar-lhe o jeans que impedia de sentir a pele macia das pernas dela.

Lily juntou todas as forças do mundo para, carinhosamente, postar as mão nos ombros do maroto, e afastá-lo, fazendo-o soltar um muxoxo quando teve que separa seus lábios dos dela.

–James... Acho que.. Acho que estamos pulando para a l-lua-de-mel..

Ele encarou-a por algum segundos, com a respiração ofegante, e levantou-se, sua mão deslizando pela coxa, joelho e perna esquerda de Lily. Ela sentou-se junto com ele, procurando sua blusa, que estava jogada bem ao seu lado.

–Certo. -Disse James, vendo-a colocar novamente a blusa, controlando-se para não puxá-la para junto de si.

Ele levantou-se da cama, e caminhou até o local onde sua blusa havia ido parar, para logo depois vesti-la novamente. Bagunçou um pouco os cabelos antes de sentar de novo no colchão, perto de Lily.

A ruiva sorriu para ele, e sentou-se em seu colo, de lado, apoiando um dos lados da face contra o peito de James.

Lily não era uma 'puritana'. Não era totalmente contra relações sexuais antes do casamento, embora ela tivesse uma concepção diferente de algumas garotas sobre sexo. E, é claro que ela sentia desejos como qualquer uma, ainda mais namorando James Potter, mas quando ele a pedira em casamento, resolveu esperar até a lua-de-mel para consumar o ato.

Ela sabia que as cisas não eram tão fácies para James.

–Depois do casamento...

–Eu sei, lírio, eu sei... Mas é bem difícil se controlar com você não facilitando nada para mim, sabia? Mérlin sabe o quanto eu quero que esse casamento chegue logo.

Lily riu diante do maroto, e depois fechou os olhos, relaxando nos braços dele como se fosse um bebê no colo da mãe.

–Então foi por isso que você me pediu em casamento, Potter?

–Foi apenas um dos motivos.. -Ele recebeu um tapinha no ombro pelo o que dissera. -Eu amo você, lírio.

XXXXXXX

1- Não sei se na Grã-Bretanha o tamanho das roupas são com o mesmo sistema que os daqui, então resolvi deixar no modo brasileiro mesmo.

2- Não. Eu não tenho certeza de que Lily casou-se virgem, mas, eu fiz as minhas contas.. E constatei que ela se casou com 18 ou 19.. e descobriu que estava grávida de Harry alguns meses depois, já que ela o teve com 20. Então, considerando o fato de que ela e James se casaram muito jovens, preferi deixar que ela perdesse a virgindade depois do casamento.

Notas finais
Bem, então é isso. O próximo cap talvez demore, porque passei em uma prova e entrei em uma turma que exige mais do aluno.. mas não pretendo ficar mais de duas semanas sem postar. A fic já está toda na minha cabeça e vou escrever sempre que der.
Comentem, critiquem, dê sua opinião.. falem-me qualquer coisa! Recomendações são mais que bem-vindas xD.
Mil beijos
Giks xxx