Até O Pôr-do-sol
6 Capítulo 6 - Sã e Salva.
Notas iniciais
Pov’s Isabella
_ Essa menina vai ter o que merece! — disse Penélope andando de um lado para o outro — E não me olha desse jeito, porque você também está na minha reta! Você garantiu que ela viria de camponesa, e agora ela está lá, pegando o MEU Ethan!
_ Eu pensei que ela viria! — respondi sinceramente.
_ Dessa vez eu vou te perdoar, mas SÓ dessa vez! Agora me diz, do que ela tem mais medo?
_ Não sei, acho que ela não tem medo de nada.
_ Todo mundo tem medo de algo...
_ Ah! Sei de uma coisa que ela morre de medo...
_ Fala logo!
_ De água.
_ Água? Que menina ridícula! Agora vai atrás dela e veja para onde ela está indo, enquanto eu vou pensando em algumas coisas.
_ Ok!
Pov’s Ethan
Safira Miller, a única coisa que vinha a minha cabeça. Pensei em ir atrás dela, mas achei melhor ficar ali mesmo. Ela era a pessoa mais teimosa que eu já conheci, não adiantaria de nada se eu fosse atrás dela. Mas eu queria. Queria estar ao seu lado, e me inundar naqueles olhos azuis. Fiquei observando-a, o jeito desajeitado que ela andava com aqueles saltos me fez sorrir.
Pov’s Safira
Feliz? Talvez. Confusa? Totalmente! Não sei o que acabou de acontecer. Antes eu o considerava o menino mais ridículo da escola, mas agora é diferente. Ele não parece ser esse cara totalmente sem coração. Ele é lindo, cheiroso, gostoso... Quando estou com ele, sempre parece que estou em perigo, e até que eu gosto dessa sensação.
Desde que soube que a escola iria contratar uma empresa de Halloween para fazer o labirinto do terror, era a coisa que eu mais queria fazer. Ouvia várias pessoas dizendo: “Foi o labirinto mais assustador que eu já fui na minha vida!”. Então fiquei tentada a ver. Primeiro fui procurar Bella. E de repente ela apareceu do meu lado, me dando um susto.
_ Ai! Que susto, Bella! Aonde você estava?
_ Na barraca de pescaria resolvendo uns negócio com a Jennifer.
_ Aquela nerd estranha?
_ É.
_ O que ela queria com você?
_ É que eu estava encarregada dos premios lá... Pra onde você está indo?
_ Pro labirinto do terror, vem comigo!
_ Não, não posso, Jennifer ainda precisa de mim...
_ Então tá. Te vejo depois!
Ela foi embora e eu fui para o labirinto.
Pov’s Isabella
_ ... a gente pode prender ela em algum lugar fechado e ficar jogando água! Ah! Aí está você! — disse Penélope com uma felicidade sombria.
_ Ela vai para o labirinto.
_ Hum...
_ A cabine! — disse Chris, o capacho de Penélope — A cabine é fechada e totalmente escura. Deve ter um buraco para a entrada de ar e é por ali que podemos jogar a água.
_ Ótima idéia! Agora é só ela cair ali. Chris esse é seu dever! Eu vou usar minhas artimanhas para o segurança permitir nossa entrada e você faz com que ela caia lá.
_ Ok!
_ Bella, você continuará sendo amiga dela.
_ Qualquer coisa! — disse impaciente.
Pov’s Safira
A entrada já era assustadora, mas fui do mesmo jeito.
_ Olhe para cima, olhe para baixo, olhe para os lados. Não há desistência, uma vez lá dentro não há volta. Seja bem-vinda ao inferno! — A voz grossa do homem com uma fantasia curiosa fez com que eu me arrepiasse.
Não me arrependi, gosto de perigo. Estava quase tudo preto, só alguns feixes de luz passavam. Monstros, caveiras, bruxas e pessoas mortas perambulavam, me dando sustos de vez em quando. Do nada um mostro, vindo de sei lá onde, veio para cima de mim. Mesmo sabendo que era de mentira, meu instinto falou mais alto e corri. De repente o chão me faltou e caí em um buraco, torcendo meu pé. Era um buraco relativamente profundo e minha altura não ajudava. Tentei gritar, mas ninguém me ouvia. Tentei escalar, mas as paredes eram lisas demais e meu pé doía. Então sentei no chão frio. Deveria ser uma brincadeira do labirinto, logo sairia dali.
Já encostada na parede, espremida pelo pequeno espaço e cansada de esperar, sinto uma coisa gelada respingando na minha perna. Passo a mão para ver o que era, mas não há luz alguma, então cheiro. Não tem cheiro de nada. Só podia ser água. Essa ideia me faz estremecer e levantar do chão. O fluxo da queda da água aumenta. Meu pé já estava totalmente submerso. Procuro da onde está saindo essa água, mas tudo que vejo é escuridão. Um Tic-Toc passava na minha cabeça, meu tempo estava acabando. A água já passava dos meus joelhos.
“Isso só pode ser coisa da Penélope — pensei — Mas como ela sabe desse meu medo? Foi o Ethan! É claro que foi ele! Que menino ridículo! Ele vai ver quando eu sair daqui!”
Se eu sair daqui. Esse pensamento me assombrou por um bom tempo. Tic-Toc, a água já batia na minha cintura e ia subindo e subindo e subindo. Quando percebi já estava batendo na altura do peito. E a água não parava de subir. Então desesperada pela ideia de me afogar e ninguém ver, comecei a gritar por ajuda.
_ SOCORRO! POR FAVOR, ALGUÉM ME AJUDE! SOCORRO! — ouvi passos, o que me fez gritar mais alto — SOCORRO! TEM ALGUÉM AÍ? ME AJUDE! SOCORRO! POR FAVOR... — agora as lágrimas escorriam freneticamente.
Preciso de alguma coisa para tacar no teto. Meu salto. Desculpa tia, mas é minha vida que está em jogo. Limpo minhas lágrimas e engulo meu choro, precisava ser forte agora. Tirei meu sapato com certa dificuldade, pois não queria mergulhar. Já com ele na mão, jogo-o para cima, que faz com que o teto se levantasse. Não era muito um teto, era mais uma tampa flexível. Nada nem nínguem apareceu. Peguei e joguei o outro. E nada de novo.
Comecei a chorar desesperada. Tic-Toc, a água já batia no meu pescoço. Então eu ouço uma voz distante.
_ Tem alguém aí...?
Me coração acelerou. Finalmento vou sair dali.
_ TEM! — gritei — EU TÔ AQUI!
_ Grite mais alto para que eu possa ouvir da onde vem o som!
_ AQUIIII! ME AJUDE, POR FAVOR! — grito o mais alto que posso.
Então vejo um pequeno feixe de luz vindo da onde deveria ser a tampa e um alívio percorre meu corpo. Graças a Deus, ele me achou.
_ Safira?
_ Ethan?
Pov’s Ethan
Deu um aperto no meu coração quando a vi naquele estado, chorando, toda molhada.
_ Quanto tempo você está aí?
_ Sei lá! Há uma hora, mais ou menos. Mas isso não interessa agora, só me tira daqui, por favor! — disse choramingando.
_ Tadinha da minha pequena — disse carinhosamente sem querer.
_ Não é engraçado! — agora ela já estava chorando.
_ Eu tô falando sério! Por favor, não chora... Eu vou te tirar daí! Encosta na parede.
Então eu pulei. A água se espalhou, fazendo com que ela se desesperasse. Segurei-a pela cintura.
_ Por favor não me deixe aqui! — disse Safira encostada no meu peito.
_ Calma, eu tô aqui e não vou sair até que você já esteje sã e salva — disse fazendo carinho em seus cabelos — Você pisa na minha mão que eu te impulsiono para cima — agora limpava suas lágrimas.
_ Meu pé direito tá doendo muito, acho que torci.
_ Então tenta com o esquerdo. Ok? Você consegue? — disse o mais doce possível.
_ Acho que sim!
_ No três. Um. Dois. Três.
Então pisou, com os pés descalços, na minha mão. Ela era bastante leve, quase não fiz esforço. Meu coração desacelerou pelo alívio que sentia por ela já estar segura. Não sei porque, mas me preocupava com ela.
_ Jogando seus sapatos!
_ Obrigada!
Ergui meus braços, segurei na borda do buraco e me impulsionei para fora.
_ Obrigada por me salvar! — disse Safira friamente virando-se para a saída.
_ Para onde você esta indo?
_ Estou indo para um lugar longe de pessoas como você!
_ O que eu fiz?
_ Não se finja de bobo, porque eu sei que você não é!
_ Eu não sei do que você está falando! — estava mais perdido do que cego em tiroteio.
_ Eu cheguei acreditar que você não era essa pessoa tão horível que diziam que você era. Cheguei acreditar que você era um menino bom e que isso tudo era só uma máscara, mas eu estava totalmente enganada!
_ Por favor, me explique, porque eu estou perdido!
_ Essa coisa da água foi armação da Penélope! Mas você era a única pessoa aqui que sabia desse medo!
_ Você acha que fui eu? Eu nunca faria uma coisa como essa! — disse indignado — Ainda mais... — me interrompi, foi uma frase que foi saindo por impulso.
_ Ainda mais o que?
_ Ainda mais com você!
_ O que que tem eu?
_ Eu... eu não sei! Eu estou confuso! Nunca senti nada parecido com o que eu sinto por você! E eu posso tá parecendo um bobo falando do que eu sinto, mas é a verdade. Eu nunca faria nada para te machucar, Safira. Nunca! Nem se minha vida dependesse disso — eu sou um idiota! falar essas besteiras, mesmo que sejam verdadeiras, é para meninos fracos e sensíveis.
_ Mas só você sabia disso...
_ Tem certeza?
_ Tenho! Ah! Eu contei para Bella, mas ela nunca faria isso comigo!
_ Aonde ela está agora?
_ Resolvendo uns problemas com Jennifer.
_ Jennifer, a nerd esquisita?
_ É!
_ Impossível! Ela se mudou semana passada — disse com um gosto de vitória na boca.
_ Você deve estar se confundindo, ela não mentiria para mim!
_ Há uma semana EU fui obrigado de entregar uma medalha de melhor estudante da Sunset Beach School, e vinha um bilhete dizendo: Vamos sentir sua falta e que em sua nova cidade você seja muito bem sucedida. Ass.: Coordenação.
_ Não, a Bella não mentiria para mim... Você só tá fazendo isso para me jogar contra ela!
_ Se você prefere acreditar nisso... Pergunte para a diretora, eu a vi jogando na barraca de tiro ao alvo, ela ainda deve estar lá. Se quiser eu vou com você.
_ Não! Quero descobrir isso sozinha!
Pov’s Safira
Fui correndo para a sala de jogos, onde estavam as barracas. A diretora estava na barraca de tiro ao alvo, como Ethan falou. Tomei coragem e fui falar com ela.
_ Sra. Barnes? Desculpe-me pelo incomodo, a senhora tem como me dar uma informação?
_ Não é nada de provas, não né?!
_ Não! É sobre Jennifer. Ela se mudou?
_ Há uma semana, por quê? — Minhas suspeitas se confirmaram.
_ Nada, só queria confirmar o que os outros andam dizendo. Boa noite Sra. Barnes e obrigada pela informação.
_ Nada querida! Aproveite a noite!
_ Ahhh eu irei!
Virei-me para ir embora, meus olhos já começavam a arder. Como eu fui tão burra! Tenho que parar de confiar nas pessoas cedo de mais. E então, a última pessoa que eu queria ver na minha frente, aparece.
_ Oi! Demorei? Desculpa é que a Jennifer não queria aceitar umas coisas lá... Por que você tá toda molhada? — fingiu Bella.
Mentirosa do cassete, falsa, cobra, ridícula! Era isso que eu queria falar, mas invés disso, preferir ver até onde essa farsa iria continuar.
_ Fiquei presa num buraco cheio de água!
_ Nossa! Deve ter sido horrível para você!
_ Você nem imagina! Tenho que ir.
_ Tão cedo?
_ É! — respondi curta e grossa.
_ Desculpa a preocupação com você! — disse debochadamente.
_ É que eu não tô me sentindo muito bem..
_ Então vai, amiga — disse me dando um beijo.
_ Tchau, amiga! — disse friamente
Saí da sala com os sapatos na mão. Amiga? As lágrimas já ameaçavam descer. Passei pelo pátio e parei no estacionamento. As lágrimas, que estavam presas, se soltaram. Sentei-me no gramado e chorei baixinho para que ninguém me ouvisse.
_ Não fique assim! Pessoas como ela não merecem o seu choro! — disse Ethan docemente.
_ O que você está fazendo aqui? Veio caçoar de mim?
_ Não! Lembra que eu disse que eu não ia sair até que você esteje sã e salva?
_ Mas você já não tinha me salvado?
_ Mas depois que você descobrisse a verdade, você poderia arrancar o pescoço da menina, aí você seria presa e não estaria mais em segurança!
Ri baixinho. Só ele para me fazer ri naquele momento.
_ Você fez algo contra ela?
_ Não, continuei fingindo que eu era amiga dela para ver até onde essa história vai dar.
_ Cuidado, pequena.
_ V-vou ter, e se eu não ti-tiver, eu s-sei que você va-vai ter por m-mim — disse tremendo por causa de um vento gelado que bateu no meu corpo molhado.
_ Você quer um casaco?
_ N-não precisa.
_ Não parece, você tá quase morrendo de frio! Vem comigo — disse estendendo a mão para mim.
_ Para onde você vai me levar? — disse com a mão ainda na dele.
_ Relaxa! Não vou fazer nada que você não queira.
De mãos dada, ele me levou até onde o carro dele estava estacionado. Suas mãos eram quentes, macias e davam uma sensação de segurança. Não queria larga-las nunca mais.
_ Chegamos! — disse Ethan, infelizmente, soltando minha mão.
_ O que vamos fazer no seu carro? — perguntei inocentemente.
_ Podemos fazer muitas coisas, sabe — disse ele maliciosamente — Mas eu vim aqui só para pegar meu casaco para você — falava enquanto pegava o casaco no banco de trás — Agora, se você quiser fazer alguma coisa comigo ali dentro é só falar, não precisa ter vergonha! — vestiu o casaco em mim.
_ Que tal você me levar para casa? tem como?
_ Claro! Mas não é tão divertido quanto as coisas que eu pensei...
Ri, um pouco alto dessa vez. Ele quase me vez esquecer da traição de Bella.
_ Seus olhos são lindos, só não são mais do que a dona deles!
_ Obrigada — respondi um pouco sem graça.
_ Você, definitivamente, fica melhor sem essas lágrimas! — disse ele tirando minhas lágrimas com suas mãos.
_ Ethan? — disse segurando suas mãos que estavam no meu rosto.
_ Oi, pequena.
_ Por que falam tão mal de você? — perguntei carinhosamente.
_ Porque as pessoas gostam de falar mal dos outros e também porque eu dou motivos.
_ Mas você está sendo tão... — lindo? maravilhoso? carinhoso? — tão atencioso comigo, não parece que você é tão mal assim...
_ Eu só sou ruim com quem merece esse meu lado.
_ E eu não mereço?
_ Claro que não! Você é diferente de todas as outras! Você é inteligente e ao mesmo tempo linda!
_ E para quantas você já falou isso?
_ Para muitas, mas em nenhuma vez chegou perto de ser tão verdadeiro quanto está sendo agora.
_ Você nem me conhece direito!
_ E nem você me conhece, mas duvido que isso foi relevante quando nos beijamos.
Corei ao lembrar desse fato.
_ Ah! Outro coisa: você fica muito fofinha corada!
_ Para, você ta me deixando sem graça!
_ Tô te deixando sem graça? É mesmo? — Ethan dizia enquanto fazia cosquinha em mim.
_ Não! Para, para, para! — dizia entre uma gargalhada e outra.
Quase morrendo de rir, caí no concreto frio e, consequentemente, Ethan caíu sobre mim. Estava ofegante pela falta de ar provacada originalmente pelas cosquinhas de Ethan. Meu cabelo estava todo espalhado e alguns fios estavam sobre meu olho. Carinhosamente, Ethan passa a mão pelo meu rosto, tirando esses fios. Sua mão passou por minha bochecha e parou na minha nuca. Naquele momento ele era tudo que me interessava e tudo que eu queria.
_ Menina, o que você está fazendo comigo? — disse ele acariciando meu rosto.
Ethan me beijou cuidadosamente. Foi um beijo doce, suave e demorado. Sua boca passeava carinhosamente em meus lábios. Depois de um tempo sua boca se arrastou até meu ouvido e ele sussurrou:
_ Isso é por que você queria ir embora.
Dei um sorriso.
_ Vamos — disse contrariando a mim mesma.
_ Como você quiser...
Ethan se levanta e me estende a mão, pego-a e me levanto. Limpo minha calça e ajeito meu cabelo. Ele passa a mão no meu cabelo e parece tirar algo dele.
_ Grama! — ele responde à minha cara de dúvida — Primeiro as damas — disse ele abrindo a porta do seu carro de luxo para mim.
_ Nossa! Que carro humilde...
_ Ele é o meu filhotinho! Onde você mora? — disse ele já saindo do estacionamento.
_ Na rua Sunshine, nº 124. Conhece?
_ Conheço! E aliás é bem perto da minha casa, não?
_ É mesmo... Na preocupação com Isabella, eu nem notei isso!
_ Você conheceu essa menina na minha festa?
_ Uhum! Ela estava totalmente bêbada, aí eu a levei para minha casa. Foi aí que eu comecei a ser amiga daquela vaca!
_ Não ligue para ela!
_ Vou tentar... Você vai voltar para a festa?
_ Acho que sim, tenho algumas coisas para resolver lá!
_ Você não vai fazer nada de errado, né?!
_ Não, pequena. Fique tranquila.
_ Chegamos! É aquela casa ali — disse apontando para minha casa.
Ele parou o carro na frente da minha casa. Quando eu ia abrir a porta, ele segura meu braço.
_ Não! Deixa que eu abro!
_ Não preci...
_ Faço questão! — disse interrompendo-me.
_ Então tá.
Ele sai do carro, dá a volta e abre minha porta.
_ Princesa — disse ele pegando minha mão.
Ri baixinho. Ele me faz ri como ninguém mais sabe. Ainda de mãos dadas, ele me leva até a porta.
_ Até amanhã, Ethan — disse soltando minha mão da dele.
_ Não! Peraí! Me dá seu telefone?
_ Sei não...
_ Por favor?
_ Tá! Anota aí: 95378824
_ Obrigada! Você não vai se arrepender.
_ Espero. Tchau!
_ Peraí! Mais uma coisa!
_ O q...
Fui surpreendida por um beijo. E pela minha tia também! Ela abriu na mesma hora que ele me beijou.
_ Hum hum!
_ Tia? — disse envergonhada.
_ Boa noite Sra. Miller, eu sou Ethan White! Prazer em conhece-la — Ethan comprimentou-a.
_ Judith, o prazer é meu — disse minha tia com um pouco de malícia.
_ Toma — ameacei a tirar o casaco.
_ Não! Pode ficar com ele, ficou muito melhor em você do que em mim — Boa noite, pequena! Boa noite, Judith!
_ Boa noite, Ethan! — respondemos juntas.
Ele entrou no carro e foi embora.
_ Entra já, mocinha! Você tem muito a me explicar!
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