Até O Pôr-do-sol

2 Capítulo 2 - Não deveria ter acontecido!


Notas iniciais
oiiii lindjos! minha mãe me não tá deixando eu mexer no pc então esse capítulo tá pequeno! não deixem de colocar os reviews!

_ Você está linda! — disse Ethan fechando a porta atrás de mim.

_ Hum... Obrigada?!

_ Como você chegou aqui?

_ De carro?!

_ Não, bobinha! Você já sabia onde era minha casa?

_ Não, peguei carona com Noah.

_ Noah, professor de história do 2° ano?

_ É.

_ Não me diga que vocês estão se pegando?

_ Não, claro que não! — falei com nojo — Nós somos apenas amigos...

_ Vamos para um lugar mais calmo? — White ainda segurava minha mão.

_ Tá — respondi com um pouco de medo do que isso poderia significar.

Ethan me levou para fora da casa, no quintal de trás, onde tinha um jardim, uma piscina e uma casa da árvore.

_ Essa é a parte que eu mais gosto da casa... Desculpa, qual é seu nome mesmo?

_ Safira. Estranho, né?

_ Na verdade é lindo! Qual é o significado dele?

_ Minha mãe o escolheu por causa dos meus olhos, se você ainda não percebeu eles são bem azuis, iguais à pedra safira.

_ Hum... Legal! Eu não sei qual é o significado do meu — White fez uma cara de triste.

Tirei meu sapato que já fazia calos nos meus pés, não estou acostumada a me vestir assim. Nós sentamos na beirada da piscina. Não coloquei meus pés na água, ainda tinha medo.

_ Por que você não coloca o pé na água? — a água refletia nele e fazia seus olhos castanho-esverdeados brilharem. Ele parecia um garoto fofo e inocente assim.

_ Eu tenho medo — disse envergonhada.

_ Medo? Dessa piscininha?

_ Mas ela é bem profun...

Tentei me segurar, mas era tarde demais, White já tinha me jogado na piscina. Fui afundando e perdendo o ar. Minha visão já ficava turva, então um vulto me pegou, me levou para a superfície e me deitou no chão. Retornava à consciência escutando alguns murmúrios.

_ Safira? Safira você está bem?

Afirmei com a cabeça, ainda um pouco fraca.

_ Ah! Graças a Deus! Por que você não me disse que não sabia nadar?

Não respondi. Tentei me sentar, ainda estava tonta então caí, mas Ethan estava lá e me segurou.

_ Calma aí, pequena!

Nossos rostos estavam perto demais e inacreditavelmente estava com um desejo incontrolável de beijá-lo e ele parecia querer o mesmo. Então, como se ele tivesse lido minha mente, White me beijou. Começou doce e tranquilo, mas o desejo foi aumentando juntamente com a intensidade do beijo. Num estalo, me lembrei quem ele realmente era e recuei, me levantei e estava indo embora, quando White segurou meu braço.

_ Para onde você vai toda molhada?

_ Pra qualquer lugar longe de você!

_ O que eu fiz para você ficar tão irritadinha?

_ O que você faz com todas as meninas! Olha, isso não deveria ter acontecido!

_ O que? O beijo?

_ Eu ter te conhecido!

Me soltei de sua mão, peguei meu sapato e entrei na casa. Levei um susto quando entrei na cozinha. Havia uma menina loira caída no chão. Chamei-a e chacoalhei-a, mas ela não respondia. Quando ia chamar alguém para ajudar a menina se sentou.

_ Quem me acordou? E cadê minha vodka? — Falou com a voz embargada — Foi você, foi você que pegou minha vodka! — apontou pra mim.

_ Eu não peguei nada!

_ Cadê meu nariz? Eu não tô achando! — disse catucando o rosto.

Sabia que ela estava bêbada, então resolvi ajuda-la.

_ Vem comigo, eu sei onde está sua vodka e seu nariz também.

_ Sabe? E aonde está?

_ Só digo se você vier comigo! Você tem carro?

_ Não... — Respondeu decepcionada — Mas tenho um Transformer!

_ E onde que estaria esse Transformer?

_ No jardim, lá atrás. Ele deve estar fazendo suas necessidades.

_ Claro...

_ Oh meu Deus!

_ O que foi?

_ Meu Transformer fez xixi em você!

_ Não foi ele, eu que caí na piscina!

_ Ainda bem, porque se fosse ele, eu teria que deixa-lo de castigo!

Fui para o jardim, sentindo um pouco de decepção por Ethan não estar mais lá. Encontrei um carro preto parado de mal jeito ao lado da casa.

_ É esse? — Perguntei para menina.

_ É! Josefino, pode acordar! — Gritou a menina.

Confesso que na hora me deu muita vontade de rir, mas me controlei.

_ Cadê as chaves?

_ Estão no meu bolço.

Peguei a chave e arrastei a menina para dentro do carro. Eu dirigi, é claro. Eu tive que aprender a dirigir, porque minha tia viaja muito e qualquer emergência que eu tivesse, eu poderia dirigir. Levei-a para minha casa. Chegando lá ela se jogou no sofá e rapidamente dormiu.

Eu estava bastante cansada também. Me joguei na minha cama de roupa e tudo e dormi. E sonhei também! Um sonho estranho, confesso. Era assim:

Estava no mar, me afogando, sem ar. Estava morrendo, quando um menino aparece. Ele estava lá para me salvar, mas estava lutando contra algo que o impedia de chegar até mim. Meu tempo estava acabando. De repente minha visão escurece.

E aí que eu acordo. Levantei sem fôlego. Eram cinco horas da manhã, mas não tinha mais sono. Fui até o banheiro, escovei os dentes e tomei um banho bem gelado, para acordar. Desci para sala, a menina ainda dormia no sofá.

[...]


_ Bom dia, Bela Adormecida!

_ Aonde estou? Quem é você?

_ Você não se lembra de nada?

_ Nadinha!

_ Você estava muito bêbada, aí eu resolvi te trazer aqui pra casa!

_ Eu falei muita besteira?

_ Não, só que você não achava seu nariz e que você não tinha um carro e sim um Transformer!

_ Meu Deus!

_ E ele se chamava Josefino!

Nós começamos a rir descontroladamente.

_ Isabella — disse estendo a mão.

_ Prazer, Safira — apertei a mão dela.


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Safira Miller

Notas finais
E aí, o que acharam da Safira? e da Isabella? não esqueçam de deixar a sua opinião!