Mariana bateu a porta do armário. Ofegava e o vapor se condensava a sua frente. Os olhos arregalados lacrimejavam, seu rosto queimava. Andava de um lado para o outro com as mãos na cabeça, ainda sentia o sangue quente verter no lado direito, mal conseguia pensar.

O barulho de alguém tentando abrir a porta do vestiário a assustou. Precisava sair dali.

— Mariana, sou eu. Deixe-me entrar, preciso ver seu ferimento, querida — a voz velutina da treinadora.

Tomou impulso numa das cadeiras e alcançou a janela no alto da parede. Segundos depois a porta era aberta, mas o vestiário estava vazio.