Até As Nerds Sabem Lutar!
7 Capítulo 7 - Meu encontro com o Deus do Sol
Notas iniciais
Juro pelo Rio Estige que assim que possível eu posto um novo capítulo!
O resto da semana no acampamento meio-sangue foi legal. Annabeth me apresentou o seu namorado, Percy, e acabamos nos tornando amigos. Quando contei a ele sobre a Clarisse, ele disse para que eu tivesse cuidado com ela, pois ela podia ser muito traiçoeira. Descobri que Percy era um herói no acampamento. Ele era filho de Posêidon. Zeus e Hades não gostavam dele e ele odiava Ares. Ele me contou como recuperou o raio-mestre de Zeus, como salvou seu amigo Grover do temido ciclope Polifemo, como salvou Ártemis das mãos de Atlas e como atravessou o labirinto de Dédalo ao lado de Annabeth e de sua amiga Rachel. Annabeth gostava de chamar Percy de “cabeça de alga” por ele ser filho de Posêidon. Eles eram os meus únicos amigos dentro do acampamento. O resto dos campistas, diziam que eu era esquisita e tentavam se afastar ao máximo de mim. Clarisse toda vez que me via me olhava torto e dizia para eu ficar atenta. Mike ficava o tempo todo colado em mim, ele estava morrendo de medo de apanhar da Clarisse.
No meu penúltimo dia no acampamento, Quíron deixou que jogássemos caça a bandeira. O jogo era o seguinte: o acampamento seria dividido em dois grupos, cada qual, deveria esconder sua bandeira em uma parte da floresta e o time oposto deveria capturá-la. O time que capturasse a bandeira primeiro e atravessasse a barreira ganhava. Todo tipo de armas era permitido, desde canetas mágicas a bombas de fogo grego. Eu fiquei com o time em que havia os chalés de Apolo, Atena, Hefesto e Posêidon. O outro time era formado pelos outros chalés, inclusive o de Ares (onde obviamente Clarisse estava). Antes de começar, Quíron disse:
— Todos conhecem as regras! É proibido matar e aleijar. A bandeira não deve ter mais de dois guardas. Eu serei o médico e o juiz do campo de batalha. Comecem!
Percy e Annabeth foram para o ataque e me deixaram como guarda da bandeira. Aquilo não ia prestar! Enquanto ninguém vinha pegar a bandeira, eu fiquei fazendo o nada. Cansei de ficar em pé e sentei ao pé da bandeira, analisando a lâmina da minha adaga de bronze celestial. De repente eu só vi uma flecha voando na minha direção. Desviei dela, mas mesmo assim ela passou a poucos centímetros do meu braço.
— Aí idiotas! Eu sou do time de vocês! – eu gritei jurando que a flecha era de um dos filhos de Apolo
Outra flecha passou zunindo pelos meus ouvidos. Espera! Aquelas flechas não eram dos filhos de Apolo, senão elas tinham me acertado! De repente um garoto enorme saiu do meio da floresta com um arco na mão e uma aljava vazia nas costas. Logo atrás dele, Clarisse apareceu com uma lança que faiscava.
— Eu disse que era para você ter cuidado, não disse loirinha? – Clarisse disse
Ela mandou o garoto dar uma volta e quebrar o nariz de alguns campistas em quanto ela “terminava” comigo. Ela apontou a lança para mim e disse:
— Diga suas últimas palavras antes de eu acabar com você!
— Você pensa que é páreo para mim? Eu já cuidei de você uma vez, posso cuidar de novo! – eu disse desafiadora
Clarisse rosnou como um cachorro e partiu para cima de mim. Ela conseguiu me pegar e cortou meu rosto com a ponta da sua lança. Com o choque que a lança me deu, eu cambaleei para trás e caí de bunda no chão. Minha bochecha sangrava. Eu mandei um sorriso malandro para Clarisse e curei com meus próprios poderes o corte que ela havia feito. Clarisse me olhou assustada e recuou um pouco. Eu levantei e a ataquei com a ferocidade de uma loba tentando proteger os seus filhotes. Fiz um pequeno corte no braço de Clarisse e ela largou a lança elétrica dela no chão. Ela me olhou furiosa e tentou pegar a lança para me atacar novamente, mas eu fui mais rápida e fiz isso antes dela.
— Devolve. A minha. Lança! Eu não vou pedir duas vezes! – ela disse nervosa
— Vem pegar! – eu disse correndo dela
Ela correu atrás de mim furiosa, até tropeçar em um galho que estava caído no chão e ralar toda a cara na areia. Eu parei para olhar aquela cena. Clarisse cuspia um monte de areia. Eu ri como uma louca, quando um campista de Apolo chegou correndo com a bandeira do time oposto na mão. O jogo havia acabado. Nós havíamos ganhado! Eu fui até a Clarisse que ainda estava cuspindo areia e lhe dei a mão para que ela levantasse. Ela me fitou furiosa e levantou-se sozinha, limpando as mãos e tirando a sua lança de minhas mãos. Achei que ela ia me espetar com a lança de novo ou me socar, qualquer coisa, mas ela apenas me lançou um olhar de aviso, deu meia volta e foi embora. Voltei para o início do jogo e recebi parte do mérito junto com os outros campistas. Dia perfeito! Detonei a Clarisse (de novo), ganhei o caça a bandeira com os meus amigos e fiquei livre dos trabalhos diários.
No dia seguinte, as campistas do chalé de Afrodite pediram para Quíron para darem uma festa á fantasia na arena para que nos despedíssemos. Quíron ficou com um pé atrás (ou melhor, uma pata), mas depois de falar com o Sr D (que não dispensava uma festa nem morto), acabou deixando. Todos estavam convidados, inclusive eu, já que eu era uma campista agora.
Annabeth e Percy não eram muito festivos, mas acabaram topando de participar, afinal, eles precisavam relaxar um pouco. Eu não tinha fantasia, por isso resolvi não ir. Annabeth apareceu na Casa Grande, meia hora antes da festa e pediu que eu a ajudasse com a fantasia. Ela iria se fantasiar de anja (o que não ia combinar nem um pouco com a fantasia do Percy, que era de pirata). Eu prendi as asas de mentira nas suas costas e ajeitei o seu cabelo. Quando fui pegar a maquiagem na minha bolsa, Annabeth viu o vestido e a tiara da minha mãe.
— Que bonito! Por que não os usa como uma fantasia? – ela perguntou
— Não acho que devo! Eram da minha mãe! Meu pai nem sabe que eu peguei isso! – eu respondi
— Você que sabe! Eu achei que seria legal se você fosse também.
Eu olhei para o vestido novamente e pensei: “quer saber? Vou fazer uma surpresa para todo mundo!” Disse a Annabeth que eu não estava com clima para a festa e terminei de ajudá-la a se arrumar.
Quando Annabeth foi embora, eu tomei um banho e vesti o antigo vestido da minha mãe. Ele era branco, de um ombro só, tinha uma faixa dourada e a saia era bem solta. Olhando-me no espelho, eu pus a tiara dourada. Com meu cabelo solto e aquele vestido, eu parecia muito com a minha mãe. Tirei os óculos e ajeitei o meu cabelo. Passei um blush rosa bem clarinho, uma sombra dourada de leve, um rímel, um delineador marrom bem clarinho e um gloss rosa. Eu estava parecendo a Taylor Swift no clipe da música Love Story. Coloquei o bracelete/adaga e os anéis/arco, calcei as sandálias gregas da mamãe, respirei fundo e saí.
Cheguei à arena, morrendo de vergonha. Eu esperava estar menos vermelha do que sentia. Procurei Annabeth e Percy no meio da multidão. Quando se está todo mundo fantasiado, fica difícil encontrar alguém. Tentei ser discreta, mas infelizmente não deu certo. Quando entrei, acabei sem querer derrubando um sátiro que estava segurando uma bandeja. A bandeja caiu no chão com todos os copos junto e fez um barulhão. Todo mundo, exatamente todo mundo, olhou para mim! Eles murmuravam coisas do tipo: “quem é aquela garota linda?” ou “essa é a garota mais linda que eu já vi!” Mas de todos os campistas, apenas um me chamou a atenção. Era um garoto de 16 anos que estava vestido com uma toga grega. Ele era loiro e tinha olhos azuis. Eu podia dizer que ele era exatamente como um filho de Apolo, mas ele parecia brilhar um pouco. Antes do incidente com o sátiro e a bandeja, ele conversava com Quíron perto da mesa onde estavam as comidas, e agora ele me olhava surpreso como se eu o lembrasse alguém. Ele chegou mais perto de Quíron e lhe perguntou algo, e Quíron assentiu a cabeça afirmativamente. Achei Annabeth e Percy e hesitante caminhei até eles.
— Uau! Não achei que você vinha! Você está... – Percy começou e Annabeth lhe deu uma cotovelada.
Eu ri e agradeci. O rapaz loiro de olhos azuis veio falar comigo. Espera! O RAPAZ GATO VEIO FALAR COMIGO! AAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!!!!!!!!!
— Então você é a Lana? Filha da Rosellie? – ele disse
— S-sou! Mas como... – eu disse nervosa
— Prazer, sou Apolo. Conheci sua mãe aqui neste acampamento, ela estava grávida de você!
Eu estava diante de um deus grego (literalmente) e não sabia! Apolo era... Uau! Acho que ninguém acreditava que ele tinha 3.000 anos. Não é a toa que eu achei ter visto uma aura brilhante em volta dele. Eu fiquei sem palavras e sem ar, parecia que eu ia desmaiar, quando eu o olhei direito. Sua toga só tinha um ombro só e a sua barriga de tanquinho aparecia todinha. Seus músculos eram bem definidos, seu cabelo era dourado como o sol e o seu sorriso brilhava tanto, que poderia facilmente cegar um mortal comum. Agora eu sabia por que ele tinha tantos filhos. Precisei de um tempo para processar a informação. Eu estava diante do deus grego mais lindo do universo e ele conhecia a minha mãe. Apolo estalou os dedos e do nada, um copo de coca-cola surgiu em suas mãos. Ele me deu o copo de coca-cola e observou enquanto eu a bebia, nervosa.
— O que foi Lana? Parece que está com medo de mim! Eu não mordo! – ele brincou
— Desculpa! É que eu estou um pouco nervosa, com todo mundo me olhando! – eu menti
— Por que não vamos lá para fora então? Você está pálida! Talvez o ar de faça bem!
— T-tudo bem!
Eu e ele demos um passeio pelo acampamento. O ar da noite era tão gostoso! Apolo era muito gentil e simpático. Ele me elogiou e disse que eu era a garota mais linda que ele já havia visto e eu corei. Caminhamos pelo acampamento todo até que paramos em frente à Casa Grande.
— Escute Lana! Quero dar uma coisa a você! – Apolo disse
— U-uma coisa para mim? – eu perguntei
Ele puxou uma caixinha de presentes e me deu. Eu abri e encontrei lá dentro um pequeno frasco com algo líquido dentro.
— O que é isso? – eu perguntei
— É uma poção que faz com que você possa trocar de lugar com alguém. Por exemplo: sua amiga está toda machucada e não irá resistir. Se você souber que pode suportar mais dor do que ela, é só você beber isso e todas as dores e os machucados dela passarão para você. – Apolo me respondeu
— Sem querer sem ingrata, mas... Para quê que eu quero isso?
— Você saberá em breve, Lana! Esteja preparada!
— Mas... Estar preparada para quê?
Infelizmente já era tarde, pois ele já havia desaparecido em uma nuvem quente, brilhante e dourada como o sol.
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