Até As Nerds Sabem Lutar!

24 Capítulo 24 - Coisas estranhas


Notas iniciais
A fic acabou. T_T Mas tem continuação! Aqui vai o link:https://www.fanfiction.com.br/historia/217770/Violencia_Nem_Sempre_E_A_Solucao

Os restos dos meus dias que se seguiram foram normais. Nada de estranho ou anormal aconteceu. Eu vivia como uma adolescente normal, com amigos normais, em uma cidade quase normal. Sempre que possível, eu tentava ajudar a Gwen, o Kevin e o Ben nos problemas deles. Nós passávamos todos os dias juntos, como uma grande turma de jovens amigos. Fazíamos besteira, íamos ao cinema, ao shopping e ao parque de diversões juntos. Éramos realmente muito felizes. Alice então, nem se fala! Ela acordava com um sorriso, passava o dia inteiro sorrindo e dormia sorrindo! Ela nem parecia mais aquela emo triste que eu havia encontrado em San Francisco há tão pouco tempo. Aproveitando essa alegria toda, Gwen, Emily, Julie e eu arrastamos Alice para o shopping e demos um banho de loja nela. Ajeitamos a mecha rosa do cabelo dela que já estava descolorindo e pintamos as pontas do cabelo dela de rosa choque. Trocamos as camisas pretas e velhas por novas e lindas camisetas e batas com um pouco mais de cor, substituímos os velhos jeans desbotados por saias, bermudas e calças escuras novas e compramos novas botas, sapatos e jaquetinhas para ela. Quando passamos em frente a uma loja de acessórios, ela empacou na frente da vitrine e ficou admirando um brinco de argolas, um colar com pingente de guitarra e um anel de caveira feito de prata.

- E-esse anel é igual ao do Nico! Eu vi um desses na mão dele quando nós nos vimos da última vez! – Alice exclamou

- Quem é Nico? – Emily e Julie perguntaram juntas

- É um garoto emo que a Alice está afim. Nós o conhecemos no início desse outono.

- E ele era bonitinho? – Emily perguntou

- Bonitinho!? Ele era um gato! Um gato pálido, preto e misterioso. – Alice disse sonhadora – Eu daria tudo para encontrar ele de novo! Ele era tão simpático e divertido! Eu preciso comprar esse anel!

- Você tem certeza? – Gwen perguntou – Ele é bem caro! Ele custa 150 dólares!

- Eu trouxe um dinheiro que eu havia guardado para comprar uma correntinha nova, mas acho que essa ainda vai sobreviver algum tempinho, não é? – Alice disse com a mão na corrente do seu cordão

O problema foi que ao entrarmos na loja, o último anel estava sendo vendido para um garoto emo com cara de mauricinho. Alice se entristeceu e enquanto Gwen, Emily e Julie tentavam consolá-la, eu negociei com o rapaz e ele me vendeu o anel. Foi o dobro do preço, mas valeu a pena. Quando saí da loja, Alice já estava feliz novamente e ria com as meninas na praça de alimentação. Eu olhei para a caixinha do anel que eu havia acabado de comprar e pensei duas vezes antes de enfiá-lo no bolso da minha calça jeans. Decidi então, que só daria aquele anel a Alice no aniversário dela que era no final daquele mês. Assim que eu voltei para o meu grupo de amigas, Alice perguntou:

- Quer um sorvete ou um Milk-shake, Lana?

- Um Milk-shake de ovomaltine pequeno e vocês? – eu perguntei

- Eu quero um sorvete misto! – Emily e Julie disseram juntas

- É sinistro vocês falando juntas assim! Parecem até irmãs gêmeas! – Alice disse – E você, Gwen?

- Sundae de chocolate com bastante calda e paçoca de amendoim. – Gwen respondeu

- 2 sundaes de chocolate, 2 casquinhas mistas e um Milk-shake de ovomaltine pequeno, por favor! – Alice pediu a
atendente da lanchonete

Enquanto tomávamos os nossos sorvetes, o celular da Gwen tocou e ela parou para atender.

- Alô? Oi Kevin, o que foi? O quê!? Eu estou no shopping com as meninas, mas eu já estou indo praí! OK! Estou indo para a frente do shopping agora! – Gwen disse quando atendeu o celular

- O que foi? O que aconteceu? – eu perguntei preocupada

- Um cachorrão preto e gigante está destruindo o centro da cidade e os meninos não tem ideia de como detê-lo. Eu preciso ir! Depois eu falo com vocês! – Gwen respondeu

- Negativo! Nós vamos com você! Eu sei exatamente o que é a ameaça. – Alice disse

- Então é o seguinte, eu, Alice e a Gwen, vamos ajudar os garotos no centro e vocês duas vão para casa. Mais tarde a gente se fala! Precisamos ir!

Emily e Julie se despediram da gente e nós corremos escadaria abaixo, pois os elevadores demorariam muito. Kevin acabava de chegar quando saímos pela porta do shopping.

- Entrem! – ele gritou – Meu deus! Vocês precisam ver o tamanho do bicho! Ele parece um rotveiller gigante!

- Calma! É um Cão Infernal, dos Campos da Punição. Ele só é capaz de matar algumas centenas de pessoas e destruir uma cidade. Nada com que se deva preocupar. – Alice disse na maior tranquilidade

Kevin a fuzilou com os olhos pelo espelho retrovisor e ela ficou encarando-o até chegarmos ao centro da cidade. Pela janela do carro, eu pude ver a surra que o Ben estava levando. Nós abrimos a porta do carro e saímos. Kevin absorveu o metal do carro e saiu correndo na nossa frente, enquanto a Gwen fazia várias plataformas de energia, formando um caminho no ar que ela seguia. Alice subiu em uma árvore e pulou dela, pegando impulso o suficiente para voar até bem perto do Cão Infernal. Para mim, o único jeito que sobrou foi sair correndo atrás deles. Kevin batia no Cão Infernal com suas mãos de ferro, Ben como arraia a jato, atirava no bicho com sua calda que soltava laser e Gwen atirava bolas de energia. Nada parecia ferir o bicho, que inocentemente coçava a sua orelha com a sua pata traseira. Depois que Ben se transformou no fogo fátuo e teve a brilhante ideia de lançar uma bola de fogo no bicho, o Cão Infernal se enfureceu e lhe deu uma bela de uma patada, que o fez voar uns 3 metros. O bicho rosnou para a Gwen e para o Kevin, de modo tão ameaçador, que eles estremeceram. Ben voltou para a batalha e ameaçou jogar outra bola de fogo, mas Alice pulou na frente dele.

- Não faça isso! Eu a conheço! É a Cadela Infernal do Percy! – ela disse e virando-se para o bicho gritou – Srª O’Leary! Senta!

A Cadela Infernal hesitou, mas obedeceu a ordem. Ela deu um latido feliz para a Alice e a lambeu, o que a fez ficar toda coberta de baba de Cão Infernal. Kevin foi o primeiro a cair na risada e nós o acompanhamos. Alice tirou a baba do rosto e encarou a Srª O’Leary.

- O que eu faço com você? – Alice se perguntou

- Deixa que eu a levo para casa. – uma voz conhecida disse vindo de trás de nós

- Nico? – Alice disse virando-se surpresa

- Oi Alice. A Srª O’Leary deu muito trabalho? – ele perguntou

- Ela só aterrorizou a cidade inteira, amassou algumas dezenas de carros e derrubou um prédio em construção. Nada demais! – Ben disse se destransformando

- Bom... Sinto muito pela confusão. Algum campista deve ter a deixado sair e ela acabou vindo parar aqui. Vou levá-la de volta ao acampamento. Quíron deve estar procurando por ela. – Nico disse

- Mas... Você já vai? – Alice disse triste

Nico foi até ela e parou na sua frente. Olhou nos olhos dela e lhe deu um selinho. Alice ficou parada um tempão olhando para o nada, provavelmente tentando lembrar o próprio nome. Nico subiu em cima da Srª O’Leary como se monta em um cavalo. Ele olhou para a Alice e disse:

- Até mais Alice! – e depois desapareceu em uma sombra

Alice tocava os seus lábios com as pontas dos dedos e ficou olhando um tempão para o lugar onde Nico havia desaparecido.

- Eu não achei que ele gostasse de mim tanto assim, a ponto de me beijar mesmo estando coberta de baba de cachorro. – Alice disse quebrando o silêncio – Será que eu ainda o encontrarei novamente?

- Claro que sim! Ele te ama! – Gwen disse – Agora que tal voltarmos para casa? Você precisa de um banho!

Quando voltamos para casa, já era final de tarde e depois de um banho e de guardar todas as roupas no armário do seu quarto, Alice e eu conversamos sobre o Nico. Enquanto conversávamos, meu pai fazia bolo de chocolate lá embaixo e Gwen surgiu do nada na porta do meu quarto.

- Olha o que eu trouxe para você Alice! – ela disse

Gwen estava arrumada para sair e Kevin provavelmente estava a esperando lá embaixo. Ela tirou da bolsa duas fotos e as mostrou para a gente. A primeira foto mostrava o momento em que Nico havia chegado e na segunda, o beijinho que ele havia dado na Alice.

- V-você tirou fotos dele? – Alice disse surpresa

A buzina do carro do Kevin apitou e Gwen disse rápido:

- Achei que você ia gostar de ter uma foto dele no seu quarto. Agora eu preciso ir! O Kevin está me esperando lá embaixo! Tchau!

- Tchau! E obrigada pelas fotos! Você é uma amiga e tanto! – Alice disse

Eu ajudei Alice a pendurar as fotos atrás da porta do seu quarto e depois nós duas descemos para comer bolo. Onze e meia nós fomos cada um para o seu quarto e dormimos. Naquela noite, eu sonhei com algo estranho. Eu estava dentro de um lugar que se parecia muito com um templo grego quando tudo começou a pegar fogo. Eu corria desesperada tentando encontrar uma saída, quando ouvi gritos de criança vindos de perto. Segui os gritos e encontrei uma garotinha loira e de olhos azuis como eu tossindo em meio a fumaça. Porém, quando eu me aproximei dela, ela desmaiou. Eu peguei a garota no colo e saí correndo do incêndio segundos antes de parte da estrutura do lugar ceder e vir ao chão. Lágrimas escorriam dos meus olhos e eu tossia muito por causa da fumaça que eu havia respirado. A garota que estava no meu colo acordou e me fitou com seus grandes olhos azuis. Eu a botei no chão e caí de joelhos no chão com as mãos no rosto, ainda chorando. A garota me abraçou e falou algo que não consegui entender direito. De repente, uma mão tocou o meu ombro e uma voz de homem disse que ia ficar tudo bem, foi quando eu acordei. Eu tentei voltar a dormir, mas aquele sonho me incomodava, era como se aquilo tivesse sido uma visão do futuro. Eu acendi a lâmpada do abajur e vi que horas eram. 2 da madrugada. Abri a gaveta do meu criado mudo, peguei uma folha de papel e um lápis e comecei a desenhar o que eu havia visto. Depois de desenhar a cena, o sono veio e eu voltei a dormir. Mas, as 3 da madrugada eu acordei novamente. Eu senti como se tivesse alguém brincando com os meus cabelos. Por precaução, eu sempre guardava o bracelete mágico da minha avó embaixo do meu travesseiro e quando eu me virei para ver quem era o intruso, ele havia desaparecido. Novamente, eu sentei na cama e acendi o meu abajur. Não havia vestígio algum de que alguém havia entrado no meu quarto. Fiquei olhando para a parede durante um tempão e não consegui dormir. As dúvidas me incomodavam a ponto de me fazer ficar com dor de cabeça. Afinal, quem havia entrado no meu quarto e brincado com o meu cabelo? E aquele sonho estranho? O que ele significava? Será que era um tipo de premonição? Ou talvez uma profecia? Por que eu havia tido aquele sonho? Eram perguntas que eu me fazia e tentava responder, mas era impossível.

Notas finais
Obrigada pelos reviews e pela atenção de todos vocês. Ass.:louise98
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!