Notas iniciais
Oi amores, mais um cap pra vocês! Ta curtinho, mas o próximo é maior hauhua prometo.

Inúmeros vultos pretos passavam rodeando-me, alguns esbarravam bruscamente, outros sussurravam ofensas direcionadas a mim. O local estava completamente escuro, mas eu conseguia ver o meu próprio corpo claramente como se um refletor me iluminasse. As risadas malévolas ecoavam por toda a área, como se estivesse no vácuo. No vácuo de minha cabeça. Cada risada dominava a minha mente. Eu tremia dos pés à cabeça, os vultos negros me empurravam de um lado para o outro. Mas... eu pude jurar que um deles me estendeu a mão.

Então despertei, segundos antes de despencar da cama, conseguindo me segurar no criado mudo e acabar de joelhos no chão. Rony conseguiu se esticar tanto a ponto de ocupar a cama inteira e me expulsar dela. Vontade – de – matá-lo. Respirei fundo e desci para a cozinha, precisava falar com um certo elfo.

– Bom dia Monstro – ele grunhiu em resposta – preciso lhe perguntar –

– Monstro não sabe de nada – ele me interrompeu, deixando mais que óbvio que sabia.

– Tudo bem – ele não me contaria de qualquer maneira – Mesmo assim... Obrigado.

Ele me olhou intrigado, estreitando os olhos, e se retirou da cozinha. Ninguém havia acordado ainda, então fui para a sala e me joguei no sofá, abracei os joelhos e fiquei em posição fetal. Que horas deviam ser? Provavelmente não eram nem sete da manhã. Perdida em pensamentos meus olhos começaram a encher de lágrimas, lembrando-me de Draco Malfoy, do crucio, do sonho. Mordi com força o lábio inferior. CRACK! Levantei em um pulo, a visão ainda embaçada por conta das lágrimas. Que barulho foi esse? Por impulso corri até onde achava que tinha vindo o som, quando dei por mim, estava no armário da cozinha em que o monstro dormia.

Lentamente, com as mãos tremulas, abri a porta do armário. Por reflexo saltei para trás, porém não havia ninguém ali dentro. Monstro tinha aparatado, tenho certeza disso. Corri escada a cima e entrei silenciosamente no quarto de Harry, ele dormia profundamente. Abri seu malão com cuidado e peguei a capa da invisibilidade, joguei-a sobre mim e fui fazer um tour pela casa. Eu precisava saber o que estava acontecendo.

CRACK! Quase cai da escada.

– Onde você foi? – a voz de Sirius, parecia bravo.

Corri escada a cima até seu quarto, a porta estava aberta pela metade. Prendi a respiração. Monstro estava de pé batendo sua cabeça tão forte na parede que ela tremia.

– Monstro, pare – ele parou – apenas não faça nada que prejudique alguém desta casa, e isso é uma ordem.

O elfo, de cara feia, se reverenciou e saiu do quarto.

– Você está segura aqui, não se preocupe – Sirius vinha em minha direção, como se me visse através da capa, me assustei.

Então vi a gafe que cometi, estava com um dos pés para fora da capa. Sirius segurou o pano levemente e me descobriu, me abraçando. Sorri em resposta e o abracei.

Antes que Harry acordasse, guardei a capa de volta em seu lugar e voltei para meu quarto. Rony continuava em sua hibernação, roncando como um urso feroz. Sorri. Deitei-me em seu peito, encolhida, aconchegando-me em seus braços. Pareciam feitos para mim, modelados para o encaixe do meu corpo. Então senti seus lábios beijando o topo de minha cabeça, o abracei forte.

Eram dez e meia da manhã quando Harry veio nos acordar para tomar café, após isso nos reunimos no quarto dele. Somente nós três, Sirius não podia ouvir isso. Após um minuto de silêncio, Rony e Harry olhavam pra mim como se esperassem minhas respostas.

– Aaah, o que seria de vocês sem mim? – bufei – não conseguem pensar em nada!

– Não mesmo, descobriu algo Mione? – Rony perguntou.

– É obvio que sim – empinei o nariz, eles sorriram – e vocês tem que me agradecer muito por isso. Li inúmeros livros de magia negra, e acreditem vocês não gostariam de passar da primeira página. Medá arrepios só de lembrar – esfreguei os braços com os pelos eriçados – Bom, Harry, lembra da lembrança que Dumbledore te mostrou? Do professor Slughorn? Tudo se baseia nisso.

Levantei-me, andando de um lado para o outro enquanto processava tudo em minha cabeça.

– Horcruxes – disse por fim.

Esperava por uma reação surpresa por parte deles, mas Rony me encarava com sua típica cara de sonso confuso.

– Bom, foi muito, mas muito difícil achar algum livro sobre isso, já que eles foram proibidos. Horcruxe é um objeto mágico no qual é inserida a alma de um bruxo, impedindo-o de morrer já que parte de sua alma está presa a terra.

– Isso quer dizer que– interrompi Harry.

– Pela minha teoria, sim, você-sabe-quem dividiu sua alma.

– Mas que repugnante! – Rony exclamou.

Notas finais
Gostaram? Comentem, favoritem, divulguem *--*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.