Attention!

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Aproveitem a história!

Nove e quarenta e cinco da manhã, tudo bem que já não era tão cedo assim, mas eu continuava cansado. A professora de ciências falava alguma coisa sobre anfíbios e de como eles eram interessantes, porque um sapo é muito legal. Eu não conseguia me concentrar direito na aula. A garota com cabelos e olhos negros não saíam da minha cabeça. Eu estou falando de Giovana, uma das minhas melhores amigas. Faz um tempo que eu sinto algo a mais por ela, algo... Diferente. Mas não consigo falar tudo isso para Mitty, isso exige coragem e é com certeza uma coisa que eu não tenho.

Além disso, eu estava caindo de sono. Já havia aguentado muito tempo, desde o começo da manhã, acho que agora é hora que eu cochilo. Debrucei-me sobre a mesa, cruzando os braços e apoiando a cabeça em cima deles, como um travesseiro. Já não escutava mais nada, quando a televisão da sala de aula ligou:

“Atenção! Pedimos a evacuação imediata da terra!

Alienígenas invadiram o nosso planeta!

Por favor, mantenham a calma, isso não é um treinamento.”

A repórter sumiu da tela e um silêncio se alastrou pela classe, quando um de meus colegas grita:

— A gente vai morrer! — Então, todos começaram a se mexer e a gritar para todos os lados, antes que a professora fizesse alguma coisa, muitos dos meus colegas haviam saído da sala. – Eu sempre soube que ia ter um ataque alienígena!

— Dougie, vamos! – Um amigo meu, Harry, gritou. Ele e o resto dos meus amigos já estavam de pé ao lado da porta. Levantei-me do lugar e saí atrás deles.

— Aonde estamos indo, Tom? – Nati, a namorada dele, perguntou. Parecia estar com medo, os braços em volta de si mesma deduravam isso.

— Eu sempre achei que iria ter essa espécie de ataque, então, me preparei. – Ela balançou a cabeça concordando, mas tenho certeza de que entendeu tanto quanto eu. Fui para o lado de Mitty, ela olhava para os lados tentando entender para onde estávamos indo. Quando cheguei ao seu lado, sorri para ela, meio nervoso, e recebi um em troca.

- Acho que Tom pirou de vez, não tem nenhum covil aqui, a única sala aberta é o laboratório de química. – Ela cochichou para mim, ri em resposta.

Mitty estava certa, todas as salas trancadas, menos o laboratório e o meu amigo loiro não hesitou em entrar.

— O laboratório? – Danny, outro amigo, só que era moreno e tinha os olhos azuis, perguntou – Tom, não tem nada de esconderijo aqui.

— Isso é o que você pensa, Dan-Dan. – Dito isso, ele se aproximou de uma parte do piso e levantou, mostrando uma pequena alavanca para todos. Tudo bem, isso é surpreendente, Thomas realmente acredita nessas coisas. Olhei para a janela e vi uma coisa vindo na direção da escola. Sim, uma coisa. Eu não sei direito dizer o que era, mas parecia uma gosma gigante, tão grande quanto um prédio de sete andares, verde e com SEIS braços enormes e finos. As mãos tinham somente três dedos, os olhos eram de um amarelo parecido com gema de ovo. Aquilo era um dos alienígenas.

— Dude, eu não quero te apressar ou acabar com esse mistério que você faz, mas um alíen nojento pra caralho tá vindo para cá. – Quando eu terminei de dizer isso todos correram na direção da janela e ficaram assustados com o que viram.

— Vamos logo com isso. – Bárbara, uma garota com cabelos pintados de um castanho forte, falou.

Dito isso, Thomas puxou a alavanca fazendo abrir um buraco não muito grande no chão. Um “uau” foi exclamado de todos, fazendo o loiro dar um sorriso convencido.

— Temos que escorregar? – Luisa, a ultima menina que estava com a gente, perguntou, tendo como resposta um Thomas escorregando pelo buraco.

- Venham logo! Vêm, Nati! – Ele gritou para a namorada – Um de cada vez. ­– Natália se aproximou do túnel e logo desceu, assim todos fizeram sobrando só eu e Mitty.

— Vai você primeiro. – Eu disse a ela.

— Com medo, Doug? – A morena perguntou com um sorriso brincalhão estampado no rosto. A puxei até o túnel, fazendo nós dois escorregar juntos. O trajeto até lá era meio rápido a ponto de fazer os cabelos de Giovana voarem na minha cara, ela estava entre a minhas pernas. O túnel era como um escorregador, só que fechado e de metal. A garota soltou uma risada enquanto chegávamos no final.

— Um de cada vez eu disse! – Meu amigo repreendeu – Eu não sei o quanto o túnel aguenta. – Eu pude analisar melhor o local que fomos parar. Era como se fosse um laboratório também, tudo feito de metal e vidro, dando um ar bem neutro. Havia uma mesa no meio de tudo, era bem grande, mas não tinha cadeiras, só pequenos pufes no canto. Uma das paredes era toda feita de gavetas e eu estava louco para ver o que tinha ali dentro. Também continha uma bancada num dos cantos, onde vários frascos esquisitos com líquidos estranhos e potes de formatos diferentes com conteúdos coloridos estavam em cima.

— E agora, Tom? A gente fica aqui? – Harry perguntou mexendo nos cabelos e olhando em volta.

— Mas é claro que não, nós vamos ir lá fora. Mas preparados. – Nosso amigos respondeu com um sorriso no rosto e foi em direção as gavetas. Abriu uma e tirou uma arma comprida e azul metálica de lá. – Hazz, essa é a sua. E essa a do Dan... – O loiro pegou outra arma, menos comprida, mas um pouco mais “gorda” de lá, essa era vermelha metálica com uns detalhes pratas e pretos.

— E a minha? – Eu perguntei animado. Ah, qual é? Eu sempre quis lutar contra alienígenas.

— Calma, apressado. Essa aqui. – Tom me entregou uma arma mais ou menos do tamanho de um estojo. Era verde, também metálico, com alguns fios e botões azuis. Era estranha. A ponta dela, a parte onde sai o tiro, era feita por umas coisas redondas, não sei explicar.

— E nós? – Mitty veio para o meu lado olhando a arma.

— Vocês o quê? – Danny perguntou ainda analisando a arma dele.

— A gente não ganha arma? Como a gente vai lutar? – Bárbara falava meio irritada com tudo isso. – Eu quero uma arma.

— Bárbara, vocês são meninas... Acho que é melhor vocês ficarem aqui. – Harry foi cuidadoso para o lado dela tentando explicar. Esses dois eram para ter algo juntos, mas não deu certo.

— Tom! Eu sou menina e sou sua namorada, eu sei atirar e eu quero ir lutar. – Nati cruzou os braços na frente do namorado e olhou bem séria para ele, fazendo-o suspirar e abrir outra gaveta. – ISSO! – Ela e as garotas comemoraram.

No final, Giovana ganhara um arma muito parecida com aquelas que se atira água, só que laranja com detalhes roxos claros. A de Nati era do mesmo estilo que a minha, só que roxa com os botões e sei lá mais o que verdes. Bárbara ganhara tipo uma bazuca, tipo, porque era um pouco menor e preta. Já Luísa... Ela ainda estava reclamando da arma.

— Ah não, Tom! Por que a minha é essa? – Ela mostrava a pequena arminha rosa pink com uns brilhos dourados – Não tem outra?

— Eu fiz essa para ti! Não gostou? – Tom respondia debochado. – E qual o problema com ela?

— É pequena e... inofensiva. Fraca... – A garota continuava fazendo manha.

— Não fale assim da Pink! – O loiro virou para ela e retirou a arma de sua mãos, começando a acariciar a arma. – Ela poderosa, Luh. – Devolveu a garota e depois saiu, ela reparou que não tinha mais discussão era essa a arma.

— Como atira, Tom? – Harry perguntou. – Tem alguma coisa de especial?

— Não mesmo, são bem práticas. Apertar o gatilho e ir, a recarga é de um líquido, vou entregar a vocês depois, é só apertar o botão e pronto. Como em vídeo game. – Ele sacudiu o ombro terminando de falar.

Depois que finalmente fomos lá fora lutar reparamos que a situação estava realmente um caos. Várias pessoas tentando lutar contra os alienígenas de diferentes formar, facas, armas normais, serras elétricas e algumas armas como as nossas. Como eles tinham isso? Participavam do mesmo clube que o Tom, “Como se proteger de um alíen”.

— Acertem na cabeça se quiserem acabar logo com ele. – Nati disse. Como que ela sabia disso?! Reparando que todos nós olhávamos para ela esperando uma resposta ela terminou – Eu li o livro que ganhei de dia dos namorados, “Tem um alíen no meu quintal”.

O normal dos bichos, se é que eu posso chamar eles dessa forma, não era ser grande como o que vimos da janela, era serem pequenos, mais ou menos batendo na minha cintura. O problema era que eles eram muito rápidos e pulavam muito. Nem todos eram verdes, alguns laranjas, amarelos, vermelhos, diversas cores.

— Acho que o grandão ali é tipo uma espécie de Rainha... Estão vendo os pequenos dentro da gosma? Eles saem dali. – Luh apontou para o verde que vimos da janela.

Do nada, dez alienígenas pularam na nossa frente e começaram a jogar uma gosmas pela boca, que quando atingiam algo, aqui simplesmente derretia.

— Temos um problema. – Harry disse já atirando em um bicho vermelho. Todos nós concordamos já correndo e atacando eles. Eu cuidava Mitty de longe, vendo se estava tudo bem com ela.

A batalha continuou assim, todos nós se machucando e tentando acabar com eles.

— Eles são muitos! – Thomas gritou de longe, puxando Nati para desviar de uma gosma amarela. Um barulho começou bem próximo de onde eu estava e quando eu percebi era o celular de Bárbara.

— Alô? – Ela atendeu botando o aparelho entre o ombro e o pescoço, ainda atirando. – Conrado! Você está bem! Tá com a Gi? Ela tá desacordada?!

— Bárbara, acho que não é hora para isso! – Eu gritei para ela enquanto protegia suas costas.

— Onde nós estamos? Lutando! Vocês arranjaram um jeito de escapar? Uma nave? Onde, criatura?! – Ela olhou para o lado esquerdo e eu também, lá estava um nave, não muito grande, mas que cabia todos nós e mais alguns. – Beleza, a gente já vai para aí. – A morena fake desligou o telefone e depois gritou – Pessoal! Hora de vazar! Vamos! – Bem na hora, um alíen pulou nas costas dela, estava pronto para atirar a gosma nojenta que saía de sua boca, eu mirei a arma, mas quando vi, alguém já havia acertado. Harry.

— Bárbara! – Ele correu na direção dela, mas ela já havia caído no chão, desacordada.

— Leva ela para a nave, Harry! Eu aviso o resto. – Meu amigo concordou com a cabeça e a segurou no colo já indo para a nave que esperava. Corri até onde Tom e Nati estavam, já que eram os mais próximos da onde eu estava. O loiro continha arranhões nos braços e suava, já sua namorada estava com um machucado na testa que escorria sangue. Todos bem sujos.

— Corram para a nave! A gente já vai para lá, eu só preciso avisar o resto! – Eu falei eufórico na frente deles.

— Abaixa! – Tom gritou para mim, eu fiz, e assim que abaixei, Nati atirou em algum alienígena vermelho que tinha atrás de mim. Disse um “obrigado” ainda meio chocado e logo eles saíram em direção a nave. Procurei Luisa e Danny com os olhos, mas não os encontrava, até que escutei alguém me chamar.

— Dougie! Me ajuda! – Virei-me e vi Luh apoiando Daniel nos ombros – Ele se machucou muito! Está sangrando pra caralho nas costas. A gente tem que leva-lo para a nave! — Apoiei Danny nas minhas costas e fomos indo para a nave.

— Vai procurando a Mitty! Eu não consegui achar ela! – Eu falei meio desesperado. Onde ela tinha se metido?

Chegamos na nave sem nenhum sinal de Giovana... Será que...

— Ela não está morta! Mitty está por aí, e a gente tem que achar ela. – Danny disse com toda a força que conseguiu, já que estava muito fraco. Luh pingava gotas de algum dos remédios que Natália havia entregue. Assim que terminou levantou e foi para fora.

Na nave, além de nós, estava outra Giovana, Conrado e outros quatros garotos que eram nossos amigos. Todos com medo e com marcas de luta, como arranhões, roxos, sangue pelo corpo inteiro.

— Ai meu Deus... – Luísa soltou enquanto olhava o que vinha se aproximando. Sim, a “Rainha” do bagulho todo. O coisa verde gosmento e nojento. E esse não era o pior, era que ele ou ela, sei lá, o traveco, segurava a Mitty.

— Socorro! – Ela gritava – Alguém pode me tirar daqui? Dougie! Me ajuda! – Mitty gritou assim que me viu. Eu não pensei duas vezes e corri na direção daquilo.

Eu atirava com toda a minha raiva naquilo, ou tentava, mas aquilo era muito grande.

— A gente vai te tirar daí, Mitty! Não se preocupa! – Eu gritei para ela. Escalei uma árvore que tinha ali do lado tentando chegar mais próximo a cabeça dele, mas nada adiantava. Eu ficava cada vez mais nervoso. Mais preocupado com alguma coisa que podia acontecer com a Mitty. Atirei no seu braço e finalmente fez algum efeito, o monstro abriu as mãos fazendo a minha morena sair dali e caminhar sobre o braço dele. Pulei junto em cima do monstro para conseguir chegar perto de Mitty.

— Seu louco! Que ficasse ali! – Ela gritava e batia no meu braço

— Calma! A gente dá um jeito de sair daqui, estamos juntos. Eu vou te ajudar. – Eu falei olhando no fundo dos olhos negros que eu tanto amo. Como resposta recebi um sorriso, ela se inclinou, acho que ela ia me beijar. Mas ouvimos um barulho muito alto, ou barulhos, o monstro ainda gritava de dor por causa de seu braço que desabou, mas o outro som era o da nave, que estava com a porta aberta, mas já voando.

— Venham! Pulem aqui! – Luh e Nati gritavam da porta dando espaço para nós.

— Pula você primeiro, Mitty. – Eu disse deixando espaço para ela.

— Eu? Eu não vou conseguir, Doug... Sei que não vou. – A morena botava a mão no rosto com uma mistura de medo e vergonha.

— Vai sim! Eu confio em ti. – Me aproximei e a beijei, foi um beijo rápido, eu precisava muito fazer aquilo. Assim que nos separamos, ela sorriu para mim e riu baixinho. Mitty foi um pouco para trás e pulou, alcançando logo em seguida a nave.

— Consegui! Dougie, vêm! – Mas antes que eu conseguisse me preparar para pular, algo me atingiu nas costas. O alienígena havia me acertado. Eu desabei daquela altura e estava caindo quando algo me segurou.

— Pegamos ele! – Eu escutei Harry gritando próximo. O que estava acontecendo? Por que eu não conseguia me mexer nem enxergar? Eu só ouvia e sentia dor. Alguém me pôs no chão e senti a minha morena perto de mim.

— Dougie! Fala comigo! – Ela mexia no meu rosto e dava leves tapas. – Dougie! Acorda! – Comecei a sentir algo molhado caindo sobre mim, pequenas gotas. Será que Mitty estava chorando? Queria dizer a ela que estava tudo bem, que eu estava ali. Se eu conseguisse abrir os olhos.

— Dougie! Acorda, vamos! – Eu sentia que finalmente estava abrindo os olhos. O barulho foi cessando até que eu só ouvia a voz da minha garota. – Dougie, acorda. – Quando abri os olhos por completo eu vi que não estava na rua, nem na nave, muito menos perto de algum alíen. Mas sim na sala de aula. – Vamos, a aula de ciências acabou, acorda.

— O que aconteceu? – Perguntei passando as mãos no cabelo e depois na boca. – Eu tava babando? – Perguntei limpando o molhado.

— Parece que sim – Mitty respondeu rindo de mim – Você dormiu de novo.

— Nossa! – Exclamei ainda meio que acordando – Eu sonhei que...

— Com o que? – A morena me olhou curiosa

— Ah, nada de mais... Só acho que não vou mais dormir nas aulas de ciência. – Ri baixinho e logo a depois passei meus braços pelos seus ombros, indo para o recreio.

Notas finais
Gostaram? Eu achei uma bosta uhauahuahu Desculpem. Recado para Mitty: Te lovo e eu tentei, desculpa a demora. Recado para o resto: Vou gostar também de quem deixar um review! Só dizendo. Ah! E cuidado com o alíen da janela. Beijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!