Attack Of The Undead
3 O Encontro Dos Encontrados
Zumbis estavam andando pelas ruas, caminhando de um lado para o outro, sem rumo e sem direção. Eu fui andando pelo canto da parede, fazendo o meu melhor para fazer o mínimo de barulho. Agachei-me e comecei a obcervas aquelas criaturas. Um aglomerado de zumbis estava no chão, agachados e comendo o que acho que era o almoço mais nojento da face dessa terra.
Os observei e decidi fazer alguns testes. Puxei a minha arma que pendia na cintura. Retirei o pente de balas e notei que tinha apenas mais sete balas restantes. Coloquei o pente novamente e preparei a arma, retirando as travas de segurança e ficando em posição de guarda.
Peguei uma pedra de tamanho mediano, quase o tamanho total da palma da minha mão. Eu a atirei para dentro de uma casa que estava com a porta aberta. O barulho esperado se fez muito mais alto do que eu esperava. Os zumbis olharam para a direção da casa e começaram a seguir seu rumo naquela direção, até mesmo aqueles zumbis que estavam fazendo o seu lanchinho.
"então eles se orientam pelo som! Interessante, mas é muito perigoso. Barulhos podem ser inevitáveis. E por isso causar a morte. No mínimo àquele cara, que virou papa de zumbi, estava gritando por ai."
Notei que já havia poucos zumbis na rua, tornando seguro minha transição pela rua. Fui andando sorrateiramente pela parede, num estilo stealth, como se fosse o protagonista do jogo splinter cell. A parede acabou e eu virei na direção onde a rua desia. Eu estava olhando para trás, para ver se não estava sendo seguindo. Então olhei para meu caminho para ver onde estava indo. Quando meu coração parou e meus músculos se enrijeceram.
Eu estava a menos de 10 centímetros do rosto de um zumbi. Eu não conseguia reagir ou pensar em nada, só o que fiz foi ficar parado feito uma estatua esperando ele reagir e me atacar. O medo me tomou por completo e o pensamento de que iria morrer não saiu da minha mente.
"eu não acredito que to a beira da morte de novo. A um minuto atrás eu fui atacado por um zumbi e agora vem outro pra me matar. Acho melhor eu ficar bem longe de Las Vegas, pois sou muito sortudo, sabe?"
O zumbi permanecia imóvel.
"é o meu fim. Já era. Finish him. Mas espera ai, cadê o filme que todo mundo fala que aparece para nós quando estamos prestes a morrer?"
Então o zumbi virou para direita e seguiu seu caminho, como seu eu não estivesse ali. Eu permaneci no mesmo lugar paralisado.
"E-ele não me atacou? Porque não? Eu estava bem na frente dele. Por quê? Pare de pensar nisso André. Agora não! Você precisa ir à casa do Ioshua e achar mais sobreviventes."
Chacoalhei a cabeça para tentar recobrar os movimentos. Olhei para baixo e me senti aliviado, pois estava seco.
Fui descendo a rua e entrei numa casa do meu amigo Ioshua. A casa dele é azul com a porta localizada do lado direito da fachada. Logo ao lado esquerdo da porta, estava uma janela. Fui ate a porta e fui bater. Quando percebi a besteira que iria fazer. Iria acabar atraindo os zumbis para lá. E agora?
A porta se abriu misteriosamente. E uma mão me puxou com tudo para dentro.
Entrei aos tropeços. Então me armei e comecei a mirar em qualquer direção. Mas meus olhos estavam desfocados, pois havia acabado de sair da luz e o ambiente estava escuro. Então resolvi apontar para qualquer vulto que visse. Fui andando para trás num gesto proteção a mim mesmo. Quando esbarrei em algo pequeno, mas muito macio.
– ai garoto! Cuidado./ Era uma voz feminina, delicada. E eu a reconhecia perfeitamente.
A luz se acendeu, então pude ver melhor. Gabriela estava ali a minha frente com um celular em mãos. Os cabelos castanhos com mechas vermelhas pendiam sobre o peitoral. Baixinha, muito baixinha. Nem um metro e meio tem direito. Olhos finos e mel bem claro fitavam o celular sem nem piscar. Covinhas dos dois lados das bochechas sustentavam um sorriso amigável e doce. Usava um jeans escuro, com rasgos nos joelhos, e uma blusa branca embaixo de um moletom preto bem grudadinho.
– Tsunade, ainda bem que você esta bem. / falei num tom risonho
– sim Déh. Quem mais seria? E para de me chamar assim. Sabe que eu não gosto. Isso é bulling ta? Posso-te processar por isso
– vai me processar muito. O mundo ta acabando. Como vai me processar?
– É você tem razão. Mas isso é mancada. Não tenho culpa se eles cresceram demais. / falou ela olhando para baixo na direção do peitoral.
– a culpa não é sua, isso é verdade. Mas fazer o que né? / dei uma risada abafada.
– tem como vocês fazerem silêncio, por favor? / soou uma voz bem atrás de mim.
Virei-me e ali estava meu amigo Ioshua. Ele é alto, carismático. Sua personalidade sempre varia, mas na maioria das vezes é zoeira. Olhos escuros e cabelo muito rente, quase careca. Usava uma bermuda jeans e uma blusa do Naruto. Uma bolsa preta estilo, aquelas de acampar, estava posicionada sobre as costas dele. Carregava não mão direita uma frigideira de aço inox e na esquerda, uma faca de serra.
– oi cara. Ainda bem que você esta bem. Precisamos sair daqui. Precisamos sobreviver./ falou-me ele num tom carismático.
– é isso ai cara. Esse é o objetivo. E acho q ta cada vez mais difícil hoje em dia. Ta vendo os mortos por ai?A taxa de mortalidade ta bem alta.
Ele colocou a frigideira em cima da mesa e me cumprimentou com um aperto de mão. Olhei para a faca de serra e quase dei uma risada.
– só me responde uma pergunta. O que pretende fazer com uma faca de serra? Você vai avançar no zumbi e ficar tentando cortar ele como se estivesse cortando carne para churrasco?
– na hora do desespero, qualquer coisa vira uma arma mano/ disse ele dando risada.
– então Déh, qual é o plano?/ disse-me a Gabi
– Não tenho plano por enquanto. Mas o objetivo é, sair daqui e não morrer.
Nós três demos risada.
– então borá por esse plano em pratica/ disse o Ioshua.
– vamos. Peguem tudo de importante e vamos sair daqui. Precisamos encontrar o Maximo de sobreviventes.
– eu já peguei minhas coisas importantes. Meu celular, meu fone e meu carregador. / disse a gabi dando um sorriso pra gente e mostrando as mãos com os três itens
Eu e o Ioshua olhamos um para o outro, fizemos uma cara de reprovação e então olhamos os dois para ela incrédulos do que havíamos acabado de escutar.
"depois que morre, pensam que é bala perdida. É cada coisa que a gente escuta hoje em dia. Não é pra menos que o mundo ta acabando. Acho que um zumbi tem mais mentalidade que a Gabi."
–olha Gabi. Pegue qualquer alimento que você quiser e coloque tudo nessa bolsa. Só isso. / falei jogando a bolsa, que pendia nas costas do Ioshua, para ela.
Ela foi direto para a cozinha. Eu e o Ioshua fizemos a limpo em tudo que poderia ser útil no futuro, um relógio de ponteiro, facas, um espeto de churrasqueira, um boné, sacolas, fita crepe e tudo mais. Algumas coisas nem eu sabia o do por que nós pegamos. Por exemplo, uma buzina de gás comprimido. Aquelas que as pessoas usam no carnaval para fazer barulho e estourar os seus ouvidos.
Colocamos tudo dentro da bolsa que tínhamos e a deixamos com a Gabriela, pois ela não ia ajudar em mais nada alem disso, não é verdade? Então fomos para a rua com o maior cuidado e tentando fazer o mínimo de som. Na rua porem estava tudo muito quieto. Muito silencioso. Não havia zumbis nem pessoas correndo pra lá e pra cá. Subimos a rua e entramos na casa do bruno novamente. Mais uma vez o silêncio dominava o ambiente. Um calafrio subiu pela minha coluna, o que me fez sentir medo.
"onde aquela peste da Laura esta? Era para ela estar aqui. Eu não demorei em buscar o Ioshua."
– o que foi cara? Algum problema? / perguntou-me o Ioshua.
– nada mano. Era só para a Laura estar aqui. Mas ela não esta. Nem ela nem o bruno.
– a Laura esta viva? Que ótimo. Tenho assuntos a tratar com ela sobre um garoto que esta gostando de mim./ disse a Gabriela olhando para o celular novamente./ mas que estranho. Ninguém ta postando nada no Facebook. Nem vieram me chamar no Whatsapp. Tem alguma coisa errada. Devem estar aprontando alguma.
Cheguei perto da Gabriela. Segurei-a pelos ombros e olhei nos olhos dela e disse.
– Gabriela, isso é serio. Não é uma brincadeira. Aquelas criaturas podem te matar. A Laura sumiu. Ela e o bruno. E os dois podem estar mortos agora ou ter se tornado um deles. Não vê o quanto isso é serio?
Ela olhou para mim então abaixou a cabeça com um olhar de tristeza e penar. Ela então começou a chorar. Ela enxugou as lagrimas e me olhou com um olhar que me deu tanta dó que tive vontade instantânea de abraça-la.
– me desculpe. Eu às vezes não vejo o grau de importância das coisas. Prometo ajudar a partir de agora.
Olhei de volta para ela e dei um meio sorriso. Quando então um barulho alto soou na rua. Minha expressão se enrijeceu. Eu então pulei por entre o Ioshua e a gabi. Fui para a rua e dois sentimentos vieram a mim. Primeiro eu senti alivio, pois vi a Laura e o Bruno subindo a rua correndo com mais outra pessoa, mas quem seria? E segundo, eu senti desespero, pois eles estavam acompanhados de muitos zumbis. Parecia um daqueles rolezinhos, e a Laura era a lidar do evento que deveria se chamar "Rolezinhoda morte morte". Havia tantos zumbis que não dava nem pra contar. Levantei meu braço com a arma em mãos.
"O que você vai fazer? Sótenho 7 balas. Precisaria deu mas 10 armas dessas para acabar com todos esses zumbis. O que eu faço? O que eu posso fazer?"
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