Atrás do Santuário...

2 Sutis revelações ...


Notas iniciais
Olá!
Como de costume, este capítulo contém cenas de picaretagens e palavras impróprias.

Enquanto isso na praia..........

- Aê galera, cadê o projeto de aranha com rabo?

- Putz, é mesmo, ele sumiu. AIII MEU PADIM PADINCIÇO CADÊ A MARVADA, não pode ser ele levou ela. – Aldebaram saía da água totalmente desesperado em busca da cachaça.

- Ai, ai, eu não sei aonde é que eu tava com a cabeça quando resolvi participar desse passeio. – Disse Camus, balançando a cabeça enquanto saía também da água.

Minutos depois todos já estavam na areia se vestindo. Afrodite secava seus longos cabelos e se preocupava com o bem estar da concepção de aracnídeo, enquanto seus amigos estavam bufando de raiva por causa do “sumiço” de Milo.

- Gente, já faz mais de meia hora que o Milinho saiu né? Vamos ter que procurá-lo.

- Vamos ter que procurá-lo agora? Ai minha Athena, será o Benedito que nem mesmo aqui nós temos paz. Aquele idiota acabou estragando o passeio. – Aioria estava impaciente com a atitude do amigo

- Bom ao menos a marvada ta aqui...

- Ahh cala a boca pudim de manguaça. – Todos gritaram para Aldebaram que segurava as garrafas com muito amor.

- O pior de tudo é que temos que chegar ao santuário antes de escurecer ou os guardas do alojamento já estarão na porta dos quartos, aí como é que nós vamos entrar sem sermos vistos. É castigo na certa! — Camus estava realmente preocupado. – Aii, só de me lembrar das formigas já me dá comichões pelo corpo.

- Ó, vamos fazer o seguinte. Nós nos dividiremos e vamos procurá-lo. Dentro de quinze minutos nos encontramos aqui novamente, com ou sem o Milo. – Aioria propôs o “resgate”.

- Que merda, agora somos babás do maldito. Que zica, eu sabia que não devia ter vindo.

- Ai Camus não seja insensível. Aii minha deusinha e se não o encontrarmos!

- Ó se não o encontrrarmos, vamos deixar que ele se fôda sozinho vamos voltar ao santuárrrio e fazerr de conta que não sabemos dele, tá ligado. E eu levo as garrrafas, afinal, se deixarrmos aqui, alguém pode se corrtar e...

- CALA BOCA ALDEBARAM! Todos disseram em uníssono.

- Nerrrvosinhos....

Seguiram em direções opostas em busca do amigo. Aldebaram seguiu em direção á umas palmeiras, Afrodite seguiu por entre a mata, Aioria seguiu na orla pela direita e Camus pela esquerda. Desapareceram em suas buscas.

Camus caminhou alguns passos pela encosta quando observou algumas pegadas que presumiu serem de Milo, pegadas estas que seguiram para dentro de uma mata. Continuou seguindo as pegadas na fina areia que cobria parte do solo. Após alguns minutos observou uma saída e também uma formação rochosa, algo em seu instinto lhe dizia que Milo poderia estar naquela direção e seguiu até ás pedras.

Camus se aproximava com cuidado, afinal não conhecia o local. Foi então que ao longe pôde ouvir alguns “barulhos estranhos”. Ocultou seu cosmo e se colocou em posição de ataque, não queria ser pego de surpresa caso fosse atacado. Andou mais alguns passos e observou um rochedo. Continuou andando ouvindo os “barulhos”, e por um instante pensou que tinha alguém gravemente ferido alí, dado os gemidos que vinham por detrás das rochas. Andou mais rapidamente e pôde observar que havia alguém entre as pedras, viu parte de uma coxa nua. Chegou mais perto e o que viu o deixou roxo. De vergonha.

- Milo!!?

Milo quase teve um ataque cardíaco quando ouviu o seu nome ser proferido pela voz grave de um Camus azul, e ainda por cima foi pego com a “mão na massa” como estava.

- SSSHHH!!!!! Cala boca Camus, que porra! Você quer me matar do coração. – Milo gesticulava pedindo silêncio a Camus que agora estava multicor. – Que merda você está fazendo aqui! – Disse saindo de seu esconderijo segurando Camus por um braço e seu membro totalmente rígido com a outra mão.

- Milo não acredito que você tá aqui tocando uma punheta, enquanto nós estamos te procurando, seu idiota! Já vai anoitecer, se esqueceu que temos que voltar! E solta meu braço não me encosta com essas mãos asquerosas. Merd! – Puxou o braço com força se soltando das mãos do amigo.

Camus pronunciava todo o tipo de palavras e xingamentos em sua língua materna tamanho era o seu desconforto ao ter pegado Milo com a boca na butija, ou melhor, com a mão na “butija”.

Já mais afastados do local onde fora “pego”, Milo, que não possuía nenhum senso de vergonha na cara mesmo, não pôde deixar de tirar piadinhas com seu amigo nervosinho.

- Camus, relaxa, vai dizer que você nunca tocou uma!

- Não, nunca, não sou nenhum tarado, pervertido, torpe, depravado e viciado! Seu estúpido, que idéia de asno foi essa de espionar as pessoas, isso é violação de privacidade. Peraí, pessoas!?, Mas aqui não era pra ser uma ilha deserta?

- Sim, era o que eu também pensava, mas... Ah quer saber Camus, relaxa, ó já que você me broxou mesmo vamos embora à velocidade da luz, daqui a pouco tá escuro aí o pau quebra lá no santuário.

Milo ostentava o sorriso mais sacana na cara e já maquinava o que fazer para obter algumas vantagens, com o que vira. O episódio de entre as pedras poderia lhe render ótimas vantagens no futuro. Talvez um futuro mais próximo do que ele esperava.

- Milo, se eu não tivesse no meio dessa merda, juro que te entregaria.

- Qualé, Camus, eu sei que você está curioso em saber quem eram as pessoas lá atrás.

- Eu não sou nenhum abelhudo, e quem eram aquelas pessoas não me interessa. – Ele negava, mas estava se corroendo de curiosidade.

- Mas eu preciso te dizer, eles são...

- Eu NÃO quero saber porra, já disse!

- Cara você vai ficar boquiaberto. – Milo tentava por o vermezinho da curiosidade na cabecinha ruiva, mas ele estava inflexível.

- Milo já basta um tarado sem vergonha que é você, não quero saber de mais dois.

- Mas você conhece. Tem certeza que não quer saber... Mesmo?

- JÁ DISSE QUE NÃO CARALHO!!

- Tudo bem, cê que sabe.

- Não estou nem aí, pro caralho você e seja lá quem for. Milo, você é a vergonha do santuário, como pode se masturbar observando os outros.

- Tá bom, sei. Vou fingir que acredito que você não tá curioso e admita ruivão, se você pegasse alguém dando uma também não ia ficar excitado? Conta outra. Mas quero te pedir uma coisa, e me prometa, como amigo, que não vai contar pra ninguém o que você viu ta ok?

- O que?

- É geladinho, isso mesmo, me prometa que não vai contar pros outros o assuntinho lá atrás, pelo menos por enquanto. Da punheta até pode falar, mas não conta sobre o que ouviu, ta ligado!? Não seja fofoqueiro.

- EU NÃO SOU FOFOQUEIRO seu tarado punheteiro de uma figa!

- É isso é bom, eu confio em você. – Nesse momento olhou profundamente nos olhos azuis de Camus, ele sabia que seu segredinho estaria seguro, uma vez que foi Camus quem o descobriu. Camus podia ser um certinho e cabeça dura inveterado, mas não trairia um segredo pedido por um amigo, mesmo que o amigo em questão fosse Milo.

- Vou pensar no seu caso, Milo, mas uma coisa eu te falo, se você me aborrecer, eu te entrego. – Tentou ser o mais frio possível arrancando um sorriso alegre de Milo.

Chegaram á praia e o sol já estava se pondo, todos os outros já estavam de volta no local combinado aguardando o regresso dos outros dois.

- Ah, mas veja só, ali está o irresponsável. Que merda você estava fazendo? Será que temos que por uma coleira em você toda vez que sair de casa? – Aioria estava bufando de raiva.

- Ah seu filho da puta, quando forr saair porr aí, ao menos se dê ao trrabalho de avisarr, (hic).

- Nossa Milinho, você quase nos matou de preocupação queridinho, não faz mais isso tá. Já chega que temos um bebum pra carregar, não íamos querer carregar você também.

- Bom galera, já que agora ta todo mundo aqui, vamos vazar, ainda temos uma boa caminhada pela frente. Bora macacada. – Disse Aioria já recuperando o bom humor. Milo era todo sorriso enquanto Camus estava imparcial, como sempre.

Seguiram de volta ao santuário conversando animadamente, e tomando todo o cuidado em não serem vistos, já planejando o próximo retorno ao local, selecionando quem não era traíra para levar ao mais novo lugar de diversão, para que também pudesse se distrair das dificuldades do cotidiano do santuário.

Ao longe já podiam ver as luzes do vilarejo de Rodorio e do santuário. Tomando todo o cuidado, usaram as entradas alternativas e seguiram para seus respectivos alojamentos. O restante da noite seguiu tranqüilo, e ainda deu tempo de jantarem no refeitório. Eles estavam exaustos, e nem ao menos quiseram ficar na arena para assistirem a uma luta que haveria na arena para entreter a todos os aprendizes.

Mas logo adiante, um sorriso pernicioso estava estampado nos lábios de certa pessoa que os havia flagrado em sua chegada soturna. Resolveu se manter no mais absoluto segredo até o dia seguinte, entregar os colegas seria uma chance e tanto para conseguir o que queria.

No alojamento, Camus estava pensativo. Por mais que não demonstrou, ele estava muito encabulado com o que vira Milo fazendo. Mesmo que de relance e pelo curto espaço de tempo que pôde observar o corpo moreno do grego, a mera lembrança fazia seu corpo ferver. E de quem eram aqueles gemidos, quem estava transando naquele lugar tão ermo. Logo, pensou em tomar outro banho gelado para afastar aquele calor.

Do outro lado, em seu quarto, Milo estava perdido em seus pensamentos. Como é que pode alguém dar tanta bobeira daquele jeito. Ser pego transando, era o cúmulo da burrice. Aquilo infringia um castigo terrivelmente humilhante, como alguém em sã consciência pode ficar aí perambulando pelas praias trepando ao ar livre. Lembrou-se também da feição de Camus ao pegá-lo tocando uma, sentiu-se excitado com a visão tímida e vermelhinha do ruivinho e sorriu. Resolveu dormir. Além do mais ele tinha em mente muito mais coisas que simples punhetas. Elas poderiam esperar.

Na manhã seguinte ás cinco da matina, estavam como sempre os vinte e dois aspirantes a cavaleiros de ouro na arena. Sim, vinte e dois, já que Dohko ainda ostentava a armadura de Libra desde épocas remotas, e na era atual, cada armadura era disputada por dois aprendizes, o mais forte, astucioso e outros atributos mais que todo mundo já está cansado de saber que é necessário ter, levavam-na para casa.

Eis que se aproximava o dia da escolha dos afortunados a usarem as vestimentas sagradas. Todos estavam apreensivos os últimos treinos seriam difíceis. Ao longe podiam ser vistos o Grande Mestre e o seu fiel puxa saco, digo, amigo, sentados em tronos bem adornados no alto da arena principal. Ele faria um discurso naquela manhã como incentivo e tal, e a manhã correu mais rápido que uma competição de lesmas. Realmente tediosa e se arrastou por algumas horas. Todos os presentes o ouviam, com o pensamento na cantina, já que sempre treinavam primeiro para depois fazerem o desjejum. Milo e seus amigos estavam impacientes. Um largo bocejo se fez presente em sua boca, ao passo que recebeu uma cutucada de um soldado para que se comportasse. Os outros apenas esboçaram leves sorrisos abafados entre os lábios.

Finalmente encerrou-se o discurso batido e fastidioso do Grande Mestre na arena, seguiram todos em silêncio para a cantina para o desjejum. Ao adentrarem o local, Milo se manisfestou:

- E aê galera, dormiram bem? – Disse lançando um olhar felino para Camus, que abaixou a visão enquanto servia-se de um copo de suco de maçã.

- Aii, Milinho, eu dormi como uma pedra.

- Já tô doido pra voltar. – Aioria já havia se recuperado da raiva do dia anterior.

- Minha cabeça ta doendo, acho que foi o refri que o Camus levou.

- Ahh cala boca seu projeto de búfalo de meia tigela. – Disse Camus fingindo irritação

- Bom galera, o negócio é o seguinte, nós temos que levar alguém que ainda não foi, quem vocês sugerem? – Milo agora tentava socializar com os outros colegas.

- Olha não sei não, têm uns aí, que não são dignos de confiança, tipo o Saga.

- É verdade Milinho, o Mu e o Shaka tenho minhas dúvidas a não ser que lá tenha uma biblioteca.

- Se nós conseguimos levar o Camus, aqueles dois lá são fichinha, mas resta saber se vão querer ir né? – Disse Aioria tentando provocar o amigo

- Bom, eu não cedo meu lugar pra ninguém. Sou egoísta hehe! – Aldebaram foi crucial.

O desjejum corria tranqüilamente, os quatro amigos trocavam piadinhas sujas, fazendo os ocupantes das mesas próximas corarem, Camus que não participava da sessão de obscenidades, encolhia-se na cadeira quase que se fundindo a ela.

Foi então que abruptamente entraram pela porta principal, três guardas robustos caindo sobre eles com as lanças apontadas, gritando alto, fazendo Aldebaram se engasgar com o bolo de fubá e Camus quase cair da cadeira. Um frio correu o estômago de Milo.

- Milo, Camus, Aioria, Aldebaram e a bonequinha de louça aê, Afrodite. Paradinhos e nem tentem fazer alguma gracinha com seus poderes, vocês estão presos!

- PRESOS!!! – Disseram todos muito agoniados, pois já imaginavam o motivo.

- Mas que merda, digo, mas o que foi que nós fizemos senhor. – Milo tentou fingir ingenuidade.

- Cala a boca, seu grego sem vergonha, silêncio na presença das autoridades, acompanhem-nos.

- E vocês. Façam o favor de continuarem comendo e logo após retornem para a arena e vão treinar, seus medíocres. – Disseram aos demais aprendizes.

Foi então que seguiram porta a fora da cantina, sendo seguidos por vários olhos que não entendiam patavinas do que estava acontecendo ali. Seguiram em silencio em direção ao templo do Grande Mestre. Camus teve arrepios quando se lembrou das formigas. Mantiveram-se em total silencio durante a longa subida por todas aquelas escadarias que pareciam não ter mais fim.

Uma hora depois chegaram ao grande salão. Lá os guardas os deixaram á sós com o Grande Mestre e seu cachorrinho de estimação, digo, amigo Dohko. E começou enfim a falar:

- Primeiramente gostaria de dizer que estou totalmente consternado com a postura ínfima de vocês aspirantes a Cavaleiros de Ouro. E reavisá-los que serão punidos severamente devido à conduta desrespeitosa de vocês cinco para com o grande santuário. Pois saíram sem permissão para praticarem atos ilícitos e ainda mais saíram para longe dos limites deste lugar.

Todos permaneciam de cabeças baixas ajoelhados perante o Grande Mestre, apenas ouvindo e aguardando a sentença, imaginando quem seria o filho da puta que teria caguetado.

Depois de muito baba ovo o Mestre deu o veredicto:

-... Portanto declaro a vocês cinco uma semana inteira na solitária... – Nesse momento ele foi abruptamente interrompido por Milo, que explodiu se pondo de pé e encarando o Grande Filho da Puta Mestre.

- Vossa Excelência, Grande Mestre, creio que seus motivos para nos castigar tenham sido válidos devido termos saídos sem permissão. Mas solicito uma audiência, por favor. — Ele teria que agir e rápido se não quisesse sofrer os castigos do santuário. Teria que ser rápido e eficaz e não fazer rodeios.

- Caro aprendiz Milo, acredito ser esse ser seu nome sim? Pois bem, suas justificativas não me interessam e nem mesmo suas perguntas, portanto suas sentenças serão... – Novamente interrompido por Milo que agora estava um passo mais próximo do altar, fazendo Dohko se colocar em posição de ataque.

- Calminho ai, tio, relaxa por que eu tenho só uma perguntinha pro Grande Mestre. Quem foi o filho da puta do X9 que nos entregou?

- Contenha suas palavras moleque desaforado. Já que teve seu momento de surtinhos e sua pergunta, me reservo ao direito de não responder quem os entregou fazendo jus ao exercício da preservação das boas condutas deste santuário.

- Pois bem, já que o senhor se reserva ao direito de não me dizer quem foi o condenado, eu tenho outra pergunta. Por acaso ele também disse onde fomos?

- Não, ele não entrou em maiores detalhes, apenas disse-me o suficiente.

- Ah e por acaso o suficiente que ele disse incluía uma praia deserta?

- O que? – O mestre começou a alterar.

- É senhor, ele disse também o que foi que EU vi, atrás das pedras mestrinho.

- O que está dizendo, não compreendo suas palavras.

- Ah talvez o senhor compreenda essas então: Ahhii, mais forte vai, isso ahhn, mete tudo seu safado, hummmm!!! – Milo fazia caras e bocas se tocando e gemendo imitando a cena. Seus amigos estavam perplexos e Camus ficou sabendo imediatamente de quem se tratava no dia anterior.

- COMO OUSA SEU INSOLENTE! – Shion estava possesso e parecia estar vermelho até por baixo do elmo. Dohko estava mais pálido que um cadáver e não conseguiu mover um músculo sequer.

- Sim mestrinho, eu vi!

Camus, Aioria, Aldebaram e Afrodite estavam procurando seus queixos pelo mármore do salão nesse momento com as sutis revelações de Milo. Dohko não conseguiu sequer mover do lugar onde estava ao lado de Shion.

- Seu moleque, eu te mato! – Shion ia desferir o seu poderoso Extinção Estelar, quando Dohko, finalmente se manifestou.

- Calma, amor, err... Quer dizer Shion, deixa que eu resolvo. Se os matarmos aqui isso levantará muitas suspeitas, temos que ser coerentes nesse momento. Senhor Milo, o que quer para se silenciar e dar por morto esse assunto?

- Nossa como isso mudou! – Milo saía de seu lugar se dirigindo até uma bancada e pegando uma taça de vinho. – Isso mesmo, eu vi vocês numa trepada homérica lá na praia que era pra ser deserta, e sim, foi sem querer que eu os vi. Mas voltando ao assunto tenho alguns pedidos aos senhores.

- Claro senhor Milo, manifeste seu desejo e veremos o que podemos fazer. – Shion estava pasmo, mas deixou o amante resolver a parada.

- Bem, é o seguinte, primeiro quero saber o nome do cagueta, depois quero que nos livrem das acusações, terceiro quero a abolição dessas merdas de castigos sem sentido aqui do santuário, quarto quero ser o escolhido para a armadura de Escorpião, e quinto, para não ser filho da puta, quero que meus quatro companheiros aqui também ganhem as armaduras, tá ligado. – Nesse momento ele já estava sentado no trono do Grande Mestre bebendo o vinho calmamente.

- Você é uma criatura muito insolente, mas não podemos correr o risco. E saiba que faremos esse trato com você, mas que também faremos o seguinte, se algum de vocês aqui presentes contarem sobre o acontecido atrás do santuário, considerem-se homens mortos. Nosso trato acaba quando vocês abrirem os bicos. E a entrega das armaduras será daqui a um mês. Até lá pensaremos bem na sua proposta, e quanto à extinção dos castigos creio que isso levará algum tempo, afinal não podemos simplesmente aboli-la da noite para o dia, isso levantaria muitas suspeitas, mas veremos o que podemos fazer. E declaro essa sessão encerrada. Passar bem rapazes.

- Ahh peraí Senhor Dohko, e o nome do cagueta.

- Kanon. – Foi seco e logo se virou saindo do salão abraçado a Shion pasmo e trêmulo de ódio por ter sido vítima de um voyeur.

Todos se surpreenderam com a revelação, ficaram indignados com postura cagueta de Kanon, embora já esperassem algo assim vindo dele. Mas ele não perderia por esperar. Milo não ia deixar barato aquela situação. Kanon tinha que pagar pela trairagem e com uma “moeda” de valor inestimável. Ao menos era o que ele pensava.

Mais tarde se encontraram novamente sob uma oliveira após o treino, o acontecido de mais cedo no refeitório era comentado pelos cantos, mas a maioria resolveu fazer vista grossa e esquecer o ocorrido voltando a rotina normal no local.

- Cara, se tivesse merda pronta naquela hora, juro que tinha me borrado.

- Aii Aldebaranzinho, sem piadinhas, ainda estou me recuperando do susto até agora.

- Puta merda, eu também achei que ia me cagar. Mas Milo, por que cargas d`água você escondeu aquela história da gente seu viado? E você Camus, o Milo até que é um pilantra e cínico, mas você? Muito me admira não ter nos contado.

Camus ouvia as acusações em silencio e de cabeça baixa, preferiu não dar mais asa a cobras.

- Calma aê galera, vocês viram, todos nós saímos beneficiados nessa história. Podemos nos considerar Cavaleiros de Ouro. No fim tudo termina bem... hehehe.

- Milo, eu não sei se quero ser beneficiado por isso, eu quero ganhar a armadura por meus próprios méritos. – Camus estava pensativo. – E depois se sabe lá se isso realmente vai dar certo, ainda tenho minhas dúvidas.

- Olha Camus, se você não quer, eu quero e fim de papo.

- Cara jamais pude imaginar o Grande Mestre dando a bundinha... — E caíram todos na gargalhada com o comentário maldoso de Milo. – Bom, minha missão foi cumprida, agora falta pegar o cagueta.

Mais adiante no refeitório Kanon estava todo preocupado. Ele ficou sabendo por um dos servos que Dohko o tinha entregado e que seus planos tinham ido por água a baixo. Resolveu então ir até o salão falar com o Mestre filha da puta.

- Mas senhor, isso é muito grave, o Milo pode me matar, o senhor deixou que Dohko me entregasse.

- Meu caro, fique sabendo que nesse momento digamos que antes o seu do que o meu, se é que você me entende.

- Mas e quanto a Armadura de Gêmeos? Você me prometeu.

- Ah, sim, a armadura, ela será mesmo de Saga. E se você quer se dar bem advirto que vá embora do santuário imediatamente para a vila Rodorio, Milo está atrás de você.

- Mestre, com todo respeito, mas você é UM GRANDE VIADO FILHA DA PUTA, MAL AMADO E DESCARADO! Um dia você vai se arrepender do que fez, isso eu lhe garanto. A Armadura de Gêmeos era pra ser minha, entendeu, MINHA!

- Se é tudo que você tem a dizer, pode se retirar preciso descansar agora. – Lançou um olhar para Dohko que sorriu safado.

- Tudo bem, eu vou, mas eu volto... Hi hi hi he he he há há há!

E essa foi a última vez que Kanon foi visto no santuário. Nesse momento seus cabelos mudaram de cor e seus olhos tomaram-se vermelhos e assustadores. Retirou-se do templo utilizando uma frase que mais tarde foi copiada e usada e em filme muito famoso.

- ASTA LA VISTA, BABY! – Eu vou voltar.

Milo nunca pôde se vingar como havia planejado, mais tarde soube o motivo de Kanon tê-los caguetado e se deliciava com o gostinho de saber que o irmão invejoso, não conseguiu obter a armadura de Gêmeos. E isso ainda causaria uma grande revolução no santuario num futuro bem proximo. Mas essa é outra história...

Notas finais
Obrigada por lerem, espero que tenham gostado de mais essa sandice minha...rs
Abraços.