Notas iniciais
Boa leitura e não esqueçam de deixarem seus reviews.

Em torno daquela porção de água com sangue, aquele lago do desespero, na Ilha Sangrenta, estavam os membros da Lamentação. E sobrevoando o lago, com suas asas lotadas de penas experientes e com seu martelo viciado em eletrocutar almas, está ele – liderando a reunião -. Luci:

– Eu não quero saber, Agnini. Você deixou seu parceiro ser preso pelo conselho. Esse feito é de tua responsabilidade. Se alguém deve ser penalizado, é você e não a Esmeralda. – comentou Luci, aumentando e diminuindo sua altitude.

Agnini, assim como todos, estava curvada diante Luci. Respondeu, como todo remorso possível:

– Mas mestre, foi ele quem me trouxe à ilha. Ele invocou o portal. Eu não tive tempo de reagir.

Luci com toda sua frieza respondeu:

– Não tem importância. Lorin é muito fraco diante à um da Esmeralda. Ele não faria diferença nenhuma. Um verme inútil e asqueroso. Assim como todos vocês. Eu quero resultado. Eu quero número. E quando me refiro a número, não digo dinheiro, e sim exército. Estamos apenas com oito magos. Esmeralda possui dezenas. É lógico, que o único inútil daqui foi preso e cada um de vocês possui um certo mérito. Não são fáceis de serem derrotados. Mas podem ser.

Osmund pediu a vez à Luci, o qual permitiu:

– Mestre, o que faremos com a Esmeralda? A prisão de Lorin vai passar assim? Batido? Devemos fazer algo e rápido. Mais uma entrou para a Esmeralda, e a qualquer momento pode entrar mais um, dois e assim vai. Devemos fazer algo em relação a isso. Não podemos deixar a facção favorita do governo aumentar suas forças. Isso será um problema para nós. Se o mestre ao menos quisesse enfrentar a facção, mas resolve esconder as caras.

Rapidamente, Luci pegou Osmund pelo pescoço – apertando bem forte. Estavam sobre o lago e Luci estava pensando em soltar Osmund:

– Você ousa me questionar? Eu posso muito bem destruir Gaetown com apenas uma magia. Imagina o que eu posso fazer com você.

– E-Eu sei, mestre. Você está cobrando a gente e sequer está mexendo um músculo. A Esmeralda já ganhou uma novata. Aumentou sua força. Nós perdemos um. Você é a única solução. Você é a carta na manga.

Luci refletiu e colocou com cuidado Osmund em seu devido lugar. Os outros não olharam. Tinham medo de Luci. Quem não tinha?

– Você tem razão, Osmund. Peço desculpas pelo ocorrido, mas que sirva de lição aos demais. Eu posso muito bem matar todos vocês e dominar o mundo sozinho, mas meu poder aqui é limitado. Se eu der o meu mínimo, eu posso disputar este mundo com mais deles.

Kazak se manifestou:

– Qual é o seu plano, mestre?

– Há algo que me deixa intrigado. Na verdade, alguém. A Princesa Branca. Eu sinto a presença dela, mas de uma forma mais leve, porém, aumentando lentamente. Ela é minha filha. Eu já matei ela há muito tempo atrás, porém não sei porque, mas acho que alguém está com sua magia. Como Agnini me mandou por relatório, essa tal de Kyara tem o poder de customização. Magia rara. Uma coisa é que me deixa mais confuso ainda... como ela pegou o poder dela? Como o poder de minha filha está nas mãos dessa garota? Esse é o problema, Lamentação. É ela quem é o problema, por enquanto. E quero que alguém resolva isso. Não importa quem. Quero que tragam ela para mim, já que Lorin falhou.

– Então escolha um, mestre. – comentou o terceiro líder, Zusman.

– Agnini, na minha opinião, tem o dever de concertar isso. Quero que você, Agnini, encontre um substituto para Lorin. Alguém de uma força muito maior. Não importe como. Você deve trazer um substituto à altura de cada um daqui. Não precisa ter pressa. Meus planos não têm pressa.

– Sim, mestre. – concordou ela. – Mas enquanto a Kyara?

– Bronislovas e Vergilius. Vocês enfrentarão a Esmeralda. Apenas vocês dois são o suficiente para reduzir a defesa desta facção pela metade, no mínimo. E quem falhar, irá enfrentar a Fúria dos Anjos.

Bronislovas e Vergilius, empolgados e com todo o respeito, aceitaram.

– Por enquanto é só. Obrigado pela reunião. Vão buscar mais almas. Aumentem suas forças. Em breve a guerra começa. – disse isso Luci, enquanto afundava no lago até sumir de vez.

Depois de um tempo, Agnini se encontrava numa estrada de terra, no cruzamento de duas cidades:

– Já que eu tenho que encontrar um substituto à altura, acho que você servirá. Bloody Demon, estou chegando.

– Aonde pensa que vai? – gritou um dos guardas da fronteira que avistou Agnini.

Ela olhou e contou todos:

– Acha que 13 soldados irão me derrotar? Vou ignorar você.

Depois de um passo, um tiro. Depois de outro passo, vários tiros:

– Como vocês são chatos.

– Capitão, estamos atirando sem parar e ela nem se move. Ela é uma maga, capitão. – disse um dos soldados.

– Vamos relatar à Esmeralda. Mande um sinal de fogo para o alto. Eles aparecem.

– Esmeralda? Então a coisa pode ficar mais séria? É disso que eu preciso. Acho que Bloody pode esperar um pouco. Façam isso. Chamem a Esmeralda e deixe as coisas mais interessantes.

Assim fizeram. O capitão pegou um tipo de pérola e jogou para o alto, a qual por vontade própria foi mais alto ainda e explodiu. Seus pedaços se multiplicaram em brilho, fazendo uma linda chuva de luz, a qual ao desaparecer mostrou os dois magos que haviam sido chamados e transportados pela pérola:

– Então é aqui, na fronteira, que eu vou ter que lutar? – comentou Lyssa.

– O que está acontecendo? O que eu estou fazendo aqui? Cadê minha casa? – se perguntou, Kyara, que estava no banho e que por sorte não apareceu sem roupa.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.