Notas iniciais
Que bom que está gostando Twilght00 !!!

Vou postar sempre, fique tranquila...rsrsrs

Aí vai mais....

BPOV

Eu podia ter socado Jasper. Eu entendi que Edward estava tentando ser legal e não me incomodar.. na verdade ele não iria. Eu queria passar mais tempo com ele. Eu fiquei muito irritada por terem cortado nosso clima.

Eu avistei o pacote de biscoitos, fechado. Suspirei e fui até a cozinha em busca de um copo de leite. Encontrei o maior copo e o enchi, pensando em devorar pelo menos metade do pacote.

"Ohh.. Jasper escolheu a hora mais imprópria, huh?" – Alice sorriu pensativa.

Eu assenti, decepção escrito em letras garrafais na minha testa. "Ele não teve a intenção." – ela defendeu.

"Eu sei. Assim como Edward, mas eu não consigo evitar.. ah, eu não sei..." – Eu encolhi meus ombros.

Voltei pro meu quarto e Alice me seguiu. "E você vai afogar sua tristeza num copo de leite e biscoitos?" – Ela sorriu enquanto abria o pacote. Me ofereceu um e depois pegou outro.

Eu assenti novamente, mordendo o biscoito, como se quisesse desenhar pra ela. Ela riu e deitou na minha cama. – "Você gosta mesmo dele, não?"

"Mais do que eu deveria. Ele me pediu para ligar para ele amanhã. Eu quase peguei o telefone e disquei seu número assim que ele pôs o pé pra fora do nosso apartamento." – Falei deitando ao lado dela e pousando meu braço esquerdo sobre meus olhos.

EPOV

Já se passavam do meio dia e eu estava me sentindo meio como criança que esperou toda uma tarde para seus pais chegarem do trabalho e fica sabendo que eles não vem. Se desse mais uma volta — no meu pequeno quarto, gastaria o chão. Me senti um bobo, ainda era cedo. Talvez ela ainda não tivesse acordado.

Jasper se desculpou pelo menos umas 10 vezes por nos interromper na noite passada. Eu não estava chateado com ele. O que me incomodava de verdade era a situação. Se eu fosse um homem completo eu seria capaz de dirigir para casa, a hora que eu quisesse. Ou pelo menos ir andando sem medo de ser atingido por um carro. Ele saiu bem cedo para ir a livraria, me deixando sozinho – e mal humorado – até ouvir sua voz de novo.

Eu tentei tocar. Tentei ler. Nada me prendia atenção por muito tempo. Eu disse a mim mesmo que se ela não ligasse até as duas da tarde eu ligaria. Faltando 5 minutos para o meu prazo expirar o telefone tocou:

"Alô?" – Eu respondi animado.

"Nossa! É bom ouvir sua voz também, filho." – Meu pai riu de minha avidez. Não sei porque — ou talvez saiba — senti meu coração bater mais fraco.

"Oi pai, como vai?"

"Bem. Como estão as coisas na escola?" – Ele tentava falar casualmente, mas entendi que ele estava preocupado.

"Muito bem." – Tentei manter a conversa bem casual, mas não funcionou muito bem.

"Oh, então você não sente mais falta de mim ou de sua velha mãe?" – Ele brincou. E eu ouvi, bem baixinho no fundo algo como 'Eu não sou velha'. Eu sorri ao lembrar da minha mamãe.

"É claro que sim. Diga oi a mamãe. E que eu a amo."

"Com pressa para desocupar o telefone?" – ele riu.

"Soou assim tão óbvio?" – Sorri — "Estou esperando uma ligação."

"De uma menina?"

"Pai." – Eu falei num murmúrio, roçando minha bochecha com a mão direita. Ele riu de novo e eu escutei minha mãe perguntando o que estava acontecendo.

"Tudo bem. Eu vou deixar você ir. Não deixe de ligar se precisar de qualquer coisa. Tenha um bom dia, filho."

Eu desliguei o telefone com uma ponta de culpa. Eu não deveria ter agido dessa forma com o meu pai.

Pelo menos ele me entendeu. Eu apertei o botão do meu relógio para ouvir a hora. 1:59. Me lamentei perguntando-me porque o tempo passava tão devagar para mim. Eu contei os segundos silenciosamente.

E o telefone tocou. Atendi um pouco mais cautelosamente dessa vez. "Alô?"

"Oi Edward." – ela soprou meu nome e eu não contive um sorriso.

"Como você está?" – falei me deitando.

"Melhor agora, e você?"

"Eu estaria melhor se você estivesse aqui comigo." As palavras correram garganta afora antes que eu pudesse contê-las. Eu estava indo rápido demais. Nós começamos a sair há alguns dias, não queria que ela pensasse que eu era um desequilibrado ou algo parecido.

"Na verdade eu estou me sentindo da mesma forma. Hm.. O que você fará essa tarde?" – Ela soou tímida, tão linda.

"Estou no meu apartamento sozinho. Companhia seria uma boa pedida. Sabe de alguém que gostaria de juntar-se a mim?"

"Estarei aí em 10 minutos" – Ela falou empolgada.

"O que? Sério?" – eu me sentei, de um pulo, na cama. Pensamentos como 'oh, merda!' correram por minha cabeça. Eu não tomei banho ou me barbeei. Eu ainda estava de pijamas, meu Deus!

"Você não quer que apareça aí?" – senti sua voz desanimar, instantaneamente.

"Você sabe que eu quero, Bella. Sua bobinha."

"Bem, então estarei aí em alguns minutos. Tchau Edward."

Eu desliguei e coloquei o telefone na cômoda ao lado da cama antes de quase correr para o meu closet. Primeiro eu teria que achar um jeans. Me despi o mais rápido que pude. Joguei as roupas sujas no cesto e coloquei o jeans limpo. Corri para a pia do banheiro e coloquei desodorante e corri as mãos pelo meu rosto "Quando pêlos começaram a crescer tão rápido?", liguei o barbeador elétrico tentando chegar pelo menos perto de aceitável.
Ouvi batidas a porta mais cedo do que eu esperava. Eu ainda não tinha achado uma camisa. Mas também não podia deixá-la esperando do lado de fora. "Entra!"

"Oi Edward, eu estava pensando – " Ela parou. "Oh, você precisa de mais alguns minutos?"

"Não, deixe-me colocar uma camisa." Disse caminhando em direção ao closet. Me perguntei se ela percebeu como corei de vergonha.

"Não precisa, se for somente por minha causa." – Ela disse com ar brincalhão. Ouvi quando ela sentou-se na minha cama.

Coloquei uma camisa, fui até a cama e me deitei. "O que você prefere?"

Ela soltou uma risadinha e se aconchegou a mim. "Como você preferir. Posso dizer uma coisa que vai fazer você pensar que sou uma boba?"

"Duvido que eu vá achar isso de você, mas diga." Eu a aninhei. Seu rosto contra meu peito.

"Senti sua falta."

"Também senti sua falta." – Disse honestamente. Meus braços agora ao redor de sua cintura. "Posso te fazer uma pergunta?"

"Claro." Seus dedos passeando por meu abdômen por cima da camisa. Me peguei pensando "talvez devesse ter ficado sem camisa..."

"Quando é seu aniversário?"

BPOV

Eu quis ligar para Edward desde que acordei. Mas Alice me convenceu de que eu deveria esperar pelo menos mais algumas horas. Não seria legal ligar as 8 da manhã. Para me ocupar fiz meu café da manhã, limpei meu quarto, fiz alguns trabalhos da faculdade, tomei um banho e até fiz uma hidratação no cabelo. Olhei o relógio. Duas da tarde não me pareceu nem tão cedo, nem tão tarde. Provavelmente ele já estaria acordado, a menos que ele tenha tirado uma soneca ou ido a igreja. Mesmo que ele tenha ido a igreja ele já deveria estar em casa. Nota memorial: Descobrir mais a respeito dele.

Dizer que não fiquei chocada ao abrir a porta do apartamento dele seria mentira. Normalmente, eu odeio surpresas. Mas essa foi tão boa. Edward estava sem camisa e com um jeans baixo. Eu esqueci o que ia dizer quando o vi. Eu não acredito que disse que ele não precisava se vestir. Me chutei mentalmente, mas relaxei quando percebi que ele não se incomodou. Sentei em sua cama observando-o colocar a camisa com cuidado para não deixar cair seus óculos. Ele veio em direção a cama e engatinhou sobre ela deitando-se ao meu lado bem confortavelmente. A necessidade de me deitar em cima dele e começar a beijá-lo como na noite passada me atingiu como um trem em altíssima velocidade mas, a muito custo, me controlei. Deitei minha cabeça em seu peito e aspirei seu cheiro inebriante.

"Quando é seu aniversário?" – ele me perguntou brincando com uma mecha do meu cabelo.

Soltei um pequeno rosnado. Não consegui evitar. "Não importa. Eu não comemoro aniversários." – Talvez tenha soado rude. Mas não consigo mesmo evitar.

"Por quê?" – Ele perguntou confuso.

"Eu odeio presentes e surpresas. Principalmente surpresas. Odeio quando pessoas gastam dinheiro comigo." – Murmurei contra seu peito.

"Bem, se é o dia que você nasceu, eu quero comemorar. Posso te levar para jantar no seu aniversário?" – Seus braços acharam minha cintura e me puxaram para cima dele.

"Edward, não gaste seu dinheiro comigo..." E enfiei meu rosto em seu pescoço.

"Então você não vai me dizer, huh?" – Eu balancei minha cabeça, sabendo que ele sentiria o movimento.

"Tudo bem então. Eu vou ter que te comprar um presente por dia até descobrir qual dia certo. Você gosta de jóias? Vamos ver..." Ele correu os dedos até o lóbulo de minha orelha esquerda, fazendo com que uma descarga elétrica corresse minha espinha. "Você tem orelha furada, então para começar.. hmm.. brincos de diamantes. E no dia seguinte.. hmm.. um colar para combinar. Que tal? Depois um bracelete, talvez. E depois disso pérolas e–"

"13 de setembro."

"O quê? Desculpe eu não entendi." – Eu sei que ele me ouviu. Mas também sabia que ele queria que eu falasse mais alto.

"Meu aniversário é dia 13 de setembro. No próximo sábado." – Cuspi as palavras me forçando a sentar na cama, mas suas mãos me apertaram e eu não consegui me levantar.

"Viu? Foi assim tão ruim?" – ele disse me puxando de volta.

"Eu não quero fazer nada no meu aniversário. Por favor." – Eu implorei. Ele me deitou de volta enquanto brincava com meus cabelos.

"Tudo bem. Mas podemos pelo menos ir jantar? Por favor?" — Ele estava fazendo aquela carinha que não me deixa negar nada. Se eu olhasse era jogo perdido.

"E se eu cozinhar?" – Tentei negociar.

"Você não deveria cozinhar no seu aniversário" – ele suspirou – "Mas se é o que você quer."

"Sim, é o que eu quero." – Eu estava feliz por ter conseguido. Me aconcheguei mais ainda, sentindo seu cheiro.

"Bella, você pode me fazer um favor?" – Seus dedos correram minha espinha lentamente.

"Qualquer coisa."

"Você pode me mostrar o caminho de sua casa? A pé, eu digo." – Ele estava envergonhado por me pedir isso, eu podia dizer. Levantei meu rosto e beijei-o levemente, torcendo para que isso mudasse sua expressão de volta para aquela que eu tanto gosto. Ele sorriu nos meus lábios.

"Eu adoraria."

A caminhada foi silenciosa. Não demorou mais que 10 minutos, mesmo que andando lenta e cautelosamente. Juntos. Sua mão segurando constantemente a minha. A outra segurando sua bengala. Era fascinante observá-lo. Ele era muito mais gracioso que eu. Eu senti uma certa inveja.

"Edward, chegamos." – falei quando chegamos a porta da frente. Sua mão soltou a minha e ele tocou a porta, analisando-a – e acredito eu, memorizando-a. Minha mão foi até a maçaneta e eu ouvi uma risadinha e algo quebrando. Ouvi a voz de Alice.

"Oh! Assim.. continua!"

"Eww!" – Meu rosto corando.

"Biblioteca uma porra!" – Edward começou a rir alto. Eu olhei para ele confusa mas fiquei quieta.

"Vamos voltar?"

"Vamos para qualquer lugar longe daqui" – disse me virando e pegando sua mão. Ele riu de novo.

Mais uma vez ficamos em silêncio. Eu estava realmente desconfortável e pensei que Edward também estava..

EPOV

Eu contei cada passo enquanto voltávamos. Achei o caminho razoavelmente fácil. Eu só precisava atravessar uma rua e o caminho era curto depois disso.

Eu ouvi os barulhos de dentro da casa antes dela. Um barulho de um tapa e algo quebrando.

"Oh! Assim.. continua!" – Alice parecia estar realmente gostando de estar fazendo o que quer que estivesse fazendo. E então me toquei sobre Jasper. Quando ouvi Bella não consegui me segurar e ri alto.

"Biblioteca uma porra! Vamos voltar?"

Ela concordou e não vi isso com surpresa. Tinha certeza que eles estavam na sala e Bella não gostou do pouco que viu.

Recontei os passos desde o meu apartamento até o dela e cheguei bem perto na contagem. Bom sinal. Com certeza poderia ir até seu apartamento sozinho. Isso fez com que eu me sentisse bem.

Quando chegamos ao meu apartamento Bella quebrou o silêncio.

"Edward posso te perguntar uma coisa?"

"Vá em frente." – eu disse trancando a porta. Sentei na minha cama e me recostei. Para meu desgosto, ela não se juntou a mim.

"Como estamos?"

"O que você quer dizer?"

"Nós estamos namorando? Digo, você é meu namorado? Quero dizer... hmm.. estamos fazendo planos e eu não tenho certeza se você quer que sejamos amigos. Parece que temos um tipo de amizade colorida –"

"Bella, você quer ser minha namorada?" – Eu sei que soou formal demais, mas ela parecia precisar ouvir a pergunta.

"Eu quero." – Ela se sentou na cama – "Mas você tem certeza?"

"Bella, minha querida Bella." – Tateei até encontrar sua cintura puxando-a para mim. "Você tem certeza?"

"Sim." Ela sussurrou. Seus lábios encontraram os meus, deixando um gosto doce na minha boca.

Deitei-me na cama, trazendo-a para junto de mim. Nenhum de nós precisou dizer nada. Estávamos felizes e radiantes. Eu mais feliz do que já estive em muito tempo.

.

Jasper voltou depois de um tempo. Ouvi as chaves girando no trinco da porta. "E aí, como foi na biblioteca?"

"Bem, consegui adiantar bastante uns papéis." – Ele disse parecendo um pouco cansado. Bella enterrou o rosto no meu pescoço e começou a rir. "O quê?"

"E a Alice?" – Perguntei educadamente?

"Bem, eu acho..."

"Ela me pareceu muito bem." – falei e Bella riu mais ainda no meu pescoço, seus dedos em meus ombros.

"Devo evitar sentar no sofá por um tempo?" Bella murmurou contra minha pele. Eu ri.

"Umm..."

"Ew, Eww. Oh, eu vou precisar de água sanitária para livrar minha mente daquelas imagens." – Bella se sentou e era evidente que isso a deixava desconfortável.

Finalmente consegui parar de rir, peguei as mãos dela e perguntei. "Você veio dirigindo ou andando?"

"Andando."

"Então permita-me levar a senhorita para casa."