Através do Muro

1 Uma visita proibida


Notas iniciais
é mais um prólogo do que um capítulo.

Mais uma noite de festa na cidade, uma comemoração, 100 anos que a não somos atacados e 15 anos que nasci. Quando nasci, boatos de que era a noite da lua de sangue, ninguém sabe o que isso significa, e minha mãe fala que é um bom presságio... Até parece, ser ruiva, a única de uma linhagem de 200 anos, isso causa sérios problemas na escola. Quando estudamos a era das bruxas em ClwendTown, todas as bruxas originais nasceram na mesma noite da lua de sangue, todas eram ruivas, cabelos de fogo, cabelo de sangue. Fui chamada de bruxa até essa época passar, depois fiz muitos amigos, um em especial é o Leonard, alto, moreno, olhos sóbios, expressão divertida, eu amo ele, e já ficamos juntos por um tempo, mas não deu certo e viramos amigos.

Hoje era uma noite de alegria, mas eu passaria uma parte para vigiar o muro, era a ,minha primeira noite, não era lua cheia, então o perigo não era tanto, normalmente na lua cheia elas estão atacadas e dá pra ouvir seus gritos a noite toda, é assustador, sempre me senti tentada a ir ver, mas é proibido, para a nossa segurança.

– Jenn! Esta pronta para vigiar o muro? — perguntou Leo com aquele sorriso bobo.

– Claro! Assumo meu turno em 2 horas. — respondi.

Leo me puxou e fomos dançar, nos divertimos muito e cantaram parabéns pra mim antes do meu turno, me diverti muito e nessa noite tive a total certeza de que éramos felizes. Mesmo cientes de todos os perigos do qual o muro não nos protegia, nos divertíamos e nunca perdemos boas risadas para o medo.

Passou 3 horas e eu vigiava o muro, se algo acontecesse eu deveria tocar o sino de alerta, mas nada acontecia. Eu vi algo... Era... Era uma fada! era alta, magra, suas asas era grandes e usava um vestido, mas no final não se via pés, era como se os pés fossem névoa, seu cabelo era ruivo como o meu, e suas feições eram como as minhas! Ela foi se aproximando, não sei o que houve mas congelei e não consegui tocar o sino, não consegui parar de olhá-la. Cada vez mais perto, sua pele era totalmente branca, seu sorriso era simples e belo. e um de seus olhos era tampado pela franja, ela se aproximou e olhou pelo buraco e disse:

– Olá! Qual seu nome? O meu é MàLuá. — Parecia mais uma criança como eu, do que um ser amaldiçoado e perigoso.

– Je-Jennie, mas me chamam de Jenn. — Disse finalmente, nervosa, assustada e encantada.

– JennMàLuá certo? — Perguntou cheia de certeza. E meu sobrenome era Mandua.

– Não, Jenn Mandua. — Corrigi.

– Não! Jenn Màlua! MàLua significa Sangue Da Lua, Mà é lua e Luá é sangue. Jenn Mandua... Jenn é nascida, Mandua é Fogo. ou um derivado de MàLuá, Jenn é minha Calauan. — A fada estava animada como se tivesse descoberto uma festa surpresa.

– O que é Calauan? — perguntei curiosa.

– Calauan significa gêmea de alma. Nós somos irmãs! Jenn é minha irmã Calauan! Você também nasceu na lua de sangue 15 anos atrás? — Eu gelei, não pode ser. Será que o que ela estava falando fazia sentido? Eu n ão entendia nada mas concordei. — Olha tem uma maneira de você vir pra cá, é uma entrada secreta, só eu conheço. vou te ensinar e você entra, precisamos ir até a rainha. Você é minha Calauan Jenn Mandua MàLuá.

Ela me explicou como entrar e disse que me esperaria na saída do túnel. Não acredito que estou mesmo fazendo isso. Passei 15 anos ouvindo como as fadas são más, assassinas cruéis, e acabo de descobrir que sou Calauan de uma fada, seja lá o que isso signifique, tenho certeza de que ir ao bosque das fadas, mesmo com essa justificativa, continuaria sendo uma visita proibida.