Através de Sperion
1 Capítulo 1 - Meu sonho vira realidade
Notas iniciais
Personagens
Luna - Personagem principal.
Sr e Sra Castellan - Pais adotivos
Julian - Irmã ( filha dos Castellan)
Tudo bem, eu entendo que você vai achar estranho quando eu disser que sou uma alienígena. Mas mesmo não tenho anteninhas, nem olhos grandes e pretos . O que eu falo é a mias pura verdade.
A verdade é que eu não queria, juro. Mas eu não sou como você, ou como qualquer outra pessoa que está perto de mim. Eu sou diferente. Infelizmente, diferente demais.
Desde que me lembro da minha vida ( desde os últimos meses), eu sou Luna Castellan, filha adotiva do sr e Sra Castellan.
Desde que que comecei a morar com os Castellan, me senti cada vez mais parte da família. Eles nunca me trataram diferente, exceto o Augusto que é implicante, mas enfim, eles foram uma família pra mim. Durante algum tempo tudo parecia normal até eu começar a ter sonhos. Isso mesmo, sonhos que eram demasiadamente assustares. Digo isso porque eu não sentia medo, mas não entendia o porquê. Eu sonhava com coisas fora da minha realidade, monstros ,pessoas diferentes, lutas sangrentas e eu sentia como se estivesse lá, no meio daquilo, participando, e de certa forma, adorando. O problema foi quando os sonhos começaram a se tornar realidade, e todos a minha volta começaram a sentir medo de mim. E eu medo de me deixarem.
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Todos os dias da semana eu estudava das 7h30 as 15h tendo aulas complementares depois do almoço de música e artes – eu amo música e artes.
Meus hobbies eram tocar violoncello e desenhar. Com o aprimoramento dos meus desenhos, comecei a desenhar o que sonhava para que a July entendesse eu via de tão pertubador.
E eu July não nos desgrudávamos, afinal, tínhamos muito em comum, falávamos de música, livros, séries e, bom , e ela me ouvia falar dos meus sonhos, mesmo ficando um pouco desconfortável com isso.
–Me sinto péssima, não consegui dormir – murmurei
Julie me deu um tapinha nas costas, tentando me confortar.
–Vai ficar tudo bem. Vamos assistir nossa série hoje, para você se descontrair.
Ela abriu um saco de bala de gomas que compramos no Ralphs – doces e cia. A melhor loja de doces da cidade.Eu adorava os doces daquela loja, eles me acalmavam até. Mas o sonho de ontem foi tão perturbador, tão real, que não consegui deixar de pensar nele.
– Vamos a praia ver os golfinhos antes do crepúsculo – Ela adorava animais marinhos, falava deles com os olhos brilhando, seu sonho era ser uma grande biologia.
– Claro, preciso ficar perto do mar, ver as estrelas.
Eu não sei o que o mar tinha de tão especial, mas eu adorava vê-lo no entardecer, a água ficava mais fria, e o céu, fica tão estrelado que eu podia ficar admirando-o a noite toda
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E finalmente uma das aulas mais maravilhosa do dia. E amo música, e estar ali, no meio dos instrumentos me deixava feliz. Eu havia aprendido violoncello com a Sra Castellan. . A Sra Andrea Castellan é musicista e professora de Violoncello de uma escola particular ( a mais cara e exigente do Estado e do país.)Ela é simplesmente uma fofa, gentil , educada e carinhosa.Me tratava como uma filha de verdade.
– Cara, tô morrendo de fome, vamos comprar algo pra comer antes que eu desmaie – July disse com uma cara, que eu tinha certeza que ela mataria uma cavalo só pra saciar a fome.
Eu não sentia muito fome durante o dia, ás vezes com apenas uma refeição eu me sentia satisfeita, mas me achavam estranha quando eu dizia isso, então preferi não agir assim pra não assustar ninguém.
– Lanchonete da Malu, ou o Subway? – Eu disse, mesmo não estando muito animada.
– Subway, por favor, não to afim de nada gorduroso hj – July ria, olhando as vitrines de doces do Ralph.
Andando um pouco no shopping, e claro, eu fiquei na livraria olhando o que tinha de novo pra comprar. Ficamos algumas horas rindo, e comentando sobre capas e histórias e próximo de anoitecer fomos pra praia.
Chegando lá, esperamos alguns minutos, e os golfinhos apareceram, era um grupo enorme, acho que uns cinquenta ou cem, não consegui contar, mas era lindo de olhar.Enquanto July ficava olhando, tirando fotos, e anotando algo que não entendia muito bem o que era, mas sabia que era algo relacionado a pesquisas científicas, fui até onde tudo começou, onde minha vida meio que começou.
Eu fui encontrada num domingo á noite, durante uma tempestade pelo Sr e Sra Castellan, desmaiada e sangrando. Eles não falam muito sobre isso, mas pelo que ouvi da polícia e pelo médico, e pelo pouco que me lembro , eu levei uma queda (não se sabe como) , e foi algo milagroso eu ter sobrevivido já que minhas feridas eram tão graves que eu deveria ter morrido mas, minha estrutura óssea é tão resistente, que eu estava viva.E ainda tem um fato que até hoje a polícia ignora. O senhor Castellan disse ter visto uma luz próximo de mim, que se afastou para cima, e desapareceu. O que ele quis dizer é que era uma nave alienígena, mas é claro, ninguém acreditou nele.
Enquanto eu ficara observando a pedra com o formato do meu corpo devido a queda, senti um cheiro estranho, que me deixou alerta . E vi que alguém ou algo, que observava de longe.Eu fiquei durante um tempo em pé olhando em volta, mas como nada acontecia, resolvi voltar a ficar próxima a July. Nesse momento o cheiro voltou, com mais intensidade, e vi algo, que eu nunca tinha vido em minha vida.
Era um animal grande, peludo, de três cores, mais predominante era marrom escuro, ele devia ter uns 2,5m , tinha garras enormes, e não parava de babar. Eu achei que a escuridão da noite me enganava, por isso via algo que não existe, mas eu conhecia aquele animal. Ele era dos meus sonhos, num dos mais resentes pra falar a verdade.
Quando percebi que ele cheirava o ar, resolvi correr até a Judy. Má ideia. Ele correu no triplo da minha velocidade, e avançava com determinação em cima dela. Eu gritei antes que ele chegasse nela, mas ela olhava pelo binóculo e estava com o fone de ouvido , então, foi perda de tempo.
E no minuto seguinte, eu a vi no chão gritando e sendo arranhada pelo animal. Então ele parou e me olhou, como se me desafiasse, e avançou na minha direção. July gritou e pensei que seria minha morte, mas eu fiz algo que não esperava. Eu dei um salto e chutei o mostro que voou um doze metros á frente. Ele voltou e dei um salto e voei em direção ao seu pescoço. Ele então conseguiu se soltar e mordeu o meu braço com toda sua força. Senti uma dor horrível, mas dei um soco nele que o fez choramingar. E então, avancei, dei um chute na sua barriga, o puxei pela cabeça, o virei, bate sua coluna no chão ,e quebrei o seu pescoço com as mãos.
– O-oque.. mas, que bicho é ... – July gaguejou e me olhou apavorada, balançando a cabeça e com os olhos arregalados.
Eu fui em sua direção temendo que ela se esquivasse ou me chamasse de aberração.
–July, Você lembra dos monstros com que eu sonho o tempo todo? Então, esse é um deles.
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