Atração Perigosa
35 Capítulo XXXIV - ALISON
Notas iniciais
6 meses depois
Minha barriga está pesando como nunca. Agora estou grávida de seis meses e a faculdade está pelo menos me deixando sair 30 minutos antes do que é o certo. E Rachel como é aproveitadora, insistiu para que eu afirmasse que precisava dela e acabou ganhando este benefício também.
– Quer café?
– Sabe que eu não posso exagerar, já bebi umas duas vezes hoje. – respondo descendo as escadas da faculdade me apoiando no corrimão.
– O que Pietro disse quando você falou que tinha marcado o parto para uma semana antes?
– Não falei uma semana certa. Falei algum tempinho antes, mas ele mal ouviu porque estava fascinado com a roupinha feminina dos Sneakers que Edward nos entregou na sexta.
– Ai, eu terei um irmãozinho! – Ela bate palmas, animada.
– Cale a boca! E se Deus quiser, será irmã. – resmungo empurrando a porta da frente do prédio. Sinto cheiro da grama e me sinto mais calma quando sei que estou livre de tanto trabalho e discursos cansativos.
Corro os olhos pelo campus até parar no carro de Rachel onde Tom está parado de óculos escuros e braços cruzados. Ray sai correndo na minha frente, mas eu continuo o meu caminho normal.
Não aguentaria fazer isso, não aguentaria que ele me visse grávida e casada com outro homem, não posso fazer isso com ele, já o magoeei de mais.
– Alison, venha aqui. – Ray grita e acena e eu vou relutante e com a barriga dolorida. – Eu levo seus materiais para casa. – Ela pisca e pula para dentro do carro dando partida.
– Olá.
– Oi. – cumprimento ele concertando meus óculos.
– Vamos tomar um café?
– Não posso beber café. – Estou olhando para meus próprios pés e evito encará-lo.
***
Fomos a uma cafeteria e colocamos o papo em dia. Tom estava dirigindo a empresa junto com Troy e ficou muito feliz em saber que Carlos iria se casar em alguns meses.
Contei que estava tento alguns privilégios como grávida, mas que a vida continuava a mesma e que estava trabalhando em casa como Editora de Moda na revista Baby&Woman.
Estamos caminhando de volta para faculdade onde deixei meu carro e ele está dizendo o quão fico bonita com a bochecha enchada de grávida.
Posso dizer que fiquei totalmente mexida em toda a nossa conversa, mas estava na hora de assumir e seguir em frente, parar de achar que vou poder agir como uma puta e ficar traindo Pie sempre que Tom aparecer.
Combinamos de não forçarmos mais nada e respeitarmos um ao outro e os rumos que nossas vidas estão tomando.
– De quem é o bebê? – Ele pergunta cruzando os braços e dando seus passos largos.
– Como assim? – guaguejo e dou uma risada, nervosa. – É claro que é de Pietro. – minto.
Naquela tarde ensolarada e na rua cheia da faculdade ficamos conversando sobre como é criar um filho e quão mais difícil é segurar um filho.
– Amora é um nome lindo. Lembra “amor” no Brasil. – comentou ele, antes de bater a porta do carro.
– Obrigada pela sugestão. – Acenei para ele enquanto o carro se distanciava e alisei minha barriga certa de que se a criança nascesse o nome seria Amora.
Em lealdade ao pai.
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