Atração
5 Rastejando aos meus pés
Notas iniciais
Ama nada! Eu falei comigo mesmo, como alguém consegue se enganar tanto assim? E não só a si mesmo quanto a Rachel. Não posso acreditar, o que será que ela vai falar? Voltar com ele, obviamente é o que espero. Toda bonitinha, olhando para você com aqueles lindos olhos realmente fazendo pensar que você poderia ter uma chance, aí no momento que ela sorri para você *bum!*, está fisgado, enquanto você fica todas as noites “chorando” de falta de carinho e não conseguindo tirá-la de sua cabeça, a única coisa que Rachel deve sonhar é com ele.
Porém dessa vez sua reação me pegou de surpresa.
-Não ama. – A voz de Rachel soava extremamente seca.
-Óbvio que amo. E há não tanto tempo atrás você me amava também. – Finn respondeu, com uma expressão misturada, confusão com arrependimento.
- Não ama. Você está se enganando, não me tem mais e finalmente conseguiu perceber que você não é ninguém. Não tem a menor ideia do que quer ser, menor ideia de quais são seus sonhos, de quem você é. E isso é... triste.
Olha, não importa o quanto Finn merecia, ou o quanto ela tinha razão, achei que Rachel foi dura um pouco demais.
-Mas olha, não importa o que eu sou, isso ainda tenho uma vida inteira para descobrir, o que importa é o agora. E eu sei que eu quero você. Eu quero descobrir novamente o “nós”, então por favor, me de mais uma chance. – Seus olhos e sua voz suplicavam perdão.
-Mais uma chance? Eu já não te dei várias? Você, Finn Hudson, se esqueceu de tudo? Aquelas várias vezes que esperei na porta da sua sala tentando falar e você simplesmente passava sem nem olhar para trás. Teve também aquela outra vez que fiquei ligando para o seu celular e deixando mensagens de voz que, imagino eu, você deletou sem nem mesmo ouví-las!
-E.. –Sem nem mesmo ter a chance de falar alguma coisa já que Rachel o interrompeu.
-E teve também aquela aula do Glee que cantei na frente de todos, pedindo perdão, e você simplesmente saiu. Como pode? Como pode me deixar? Eu ganhei o premio de tola do ano... – Sua voz passou de seca para chorosa.
-Mas eu nunca quis te magoar com nada disso.
-É, tinha me esquecido como seu namorado te dar um fora e não falar com você por mais de duas semanas te deixa felicíssima! –Disse ela, com o sarcasmo tentando esconder a dor – Estou sorrindo agora, de acordo com você, Finn!
Rachel começou a andar rápido pelos corredores, deixando Finn sozinho, porém alguns passos mais tarde ela voltou, seus olhos estavam cheios de água.
-Como pode? Você não tem esse direito Finn! Você não tem! Não pode simplesmente voltar e pedir pra reatarmos! Bem quando estava começando a pensar que tinha esquecido você. Que tinha esquecido o “nós”. Eu te amei. E um amor nunca é fácil de esquecer. – Lágrimas escorriam pelo seu rosto, porém ela não parou, continuou falando o que parecia que estava preso dentro dela há algum tempo. — Durante o tempo que estava me ignorando, eu não podia deixar tudo daquele jeito. Não é fácil, e eu agora estava começando a te esquecer. Não esquecer, porque eu realmente não quero que isso aconteça. Mas simplesmente, não estava pensando tanto em você quanto pensava antes! Você chegou e estragou tudo!
Finn a puxou calmamente passa perto de si mesmo e a abraçou. A abraçou com força, como se aquela fosse a última vez.
-Me desculpe, eu não imaginava. – Ele sussurrou em seu ouvido. – Eu te amo, Rach.
Ela se afastou um pouco, e o beijou. Não foi um beijo ardente, vamos dizer. Foi carinhoso e apaixonado, um beijo de adeus. E Finn pareceu entender isso.
-Eu ainda te amo, Finn. – Foi a vez dela sussurrar no ouvido de Finn. E após ter feito, saiu e desta vez não voltou.
Se doeu ouvir Rachel falar para o Finn que ainda ama ele depois de eu ter achado que ela não sentia mais tanta coisa por ele? Sim, soeu, muito obrigada por perguntar.
O que eu faço? Eu simplesmente não a tiro da cabeça. O sorriso da Rach é como uma droga, depois que você prova você não consegue viver sem ela. E nós nem nos falamos mais... Eu não tenho mais o que fazer.
Estou perdidamente apaixonado por ela.
Rachel não havia falado comigo há três semanas e eu simplesmente desisti. Não desisti de amá-la, não sou eu que escolho e não aprendi ainda a controlar meu coração. Desisti de ficar esperando ela me notar como alguém que tenha o potencial para ser seu namorado. O melhor que tinha que fazer era ficar com outra.
Havia uma garota nova na escola ,ela está na minha turma de cálculo, eu só devo ter visto umas quatro vezes durante o período letivo, já que eu simplesmente odeio cálculo. Como se algum dia eu fosse usar aquelas coisas de verdade. Ok, continuando... o nome da garota é Emma, ela é alta, magra, loira, e tem peitos grandes. Resumindo, ela é gostosa, e parece fácil, então vou chamá-la para um cinema.
Encontrei Emma tentando abrir o seu armário, que estava emperrado, e naquele momento vi a oportunidade perfeita.
-Quer ajuda?
-Sim, obrigada, seu nome é Puck né? –Ela perguntou com um sorriso no rosto.
— Meu nome é Puck sim, e o seu é... – Consegui abrir o armário e liguei meu estilo garanhão, e as meninas curtem esses caras difíceis.
— Emma. Meu nome é Emma, e obrigada pela ajuda com o meu armário Puck...
-Eu estava pensando se você gostaria de sair comigo hoje á noite, nós poderíamos ir ao cinema depois comer alguma coisa.
-Claro! Aqui está o meu telefone. – Rasgou um pedacinho de papel do seu caderno e escreveu seu número ali e me entregou. – Me manda uma mensagem me dizendo a hora e o lugar, tchau!
Emma saiu dali com um sorriso no rosto e foi contar as novidades para suas amigas que estavam do lado do bebedouro.
Foi mais fácil do que pensei...
Decidi, no fim da aula, mandar uma mensagem para Emma.
Emma, passarei pela sua casa às oito da noite, sei um filme perfeito para nós assistirmos, depois podemos ir no Breadstix! Beijos
Quase no mesmo instante que apareceu que a mensagem foi enviada eu recebi a resposta.
OK! Estarei esperando! Minha casa é na rua principal, número 549. Beijoos!
Ótimo, tudo está indo como planejado. Quando deu a hora, peguei as chaves do carro, dei partida e fui em direção a casa da Emma. Eu buzinei de leve, e ela saiu de casa. Estava linda. Com uma pequena saia de couro, e uma blusa preta com um decote em V.
-Você está linda, tão sexy! – Assobiei.
Ela riu. -Obrigada! – Emma falou, sorrindo timidamente.
No caminho do shopping ela ficou falando sobre coisas normais, que adolescentes conversam com os amigos. Chegamos e comprei o nosso ingresso, para ver um documentário que tinha cara de que seria muito chato, então não precisaríamos ver o filme, e a sessão estaria praticamente vazia, o que é melhor ainda.
Entramos na sessão e nos sentamos no canto esquerdo do fundo.
Começamos a ter que sussurrar pois os dois casais de idosos – as únicas pessoas na sala além de nós dois- disseram que não estavam conseguindo ouvir.
-Por que você escolheu esse documentário chato?
-É para poder fazer isso. – Me inclinei mais, nossos rostos muito perto, lábios quase se tocando. Beijei-a apaixonadamente – mesmo não estando apaixonado pela Emma – e ela, que no inicio estava hesitando um pouco, cedeu.
Notas finais
deixem reviews aqui, e mudei o nome porque estavaaquele estava bobo demais, algum dia eu ainda vou achar o nome bom!!
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