Notas iniciais
foi mal ter demorado, tinha escrito já mais cinco capítulos, mas meu pc deu erro e nao salvou e nao tive como recuperar. quando pensei em voltar, teve provas e deveres, projetos sem fim entao nao deu... e hoje é a terceira vez que rescrevo todo esse capítulo, que o destino luta contra mim, dava erro sempre!! hahahha
mas espero que minha inspiração tenha voltado, porque adoro escrever e espero escrever mais frequentemente sobre essa fic -que tenho umas que nao vou postar hehehe- beijos, aproveitem

Estava deitado em um piso liso e frio. A escuridão era total, e o vento gelado estava me dando arrepios. Olhei para cima, tentando reconhecer alguma coisa daquele lugar totalmente desconhecido por mim, mas tudo o que conseguia ver além do preto era que aquele lugar parecia não ter fim, e milhares de pontos brilhantes no céu. Consegui entender que as coisinhas brilhantes eram estrelas, mas na cidade de Lima, Ohio, onde eu moro não era possível ve-las nessa quantidade abundante e brilhando tanto como estava. Me levantei, e comecei a virar, procurando por algum sinal de vida naquele lugar. Meu corpo recebeu uma pontada de esperança quando avistei uma luz amarela no fim daquele infinito. Meu primeiro impulso foi pensar que era uma estrela, mas estava baixo demais para ser uma.

Comecei a andar, enquanto esperava e torcia para que naquela casa uma pessoa que estivesse disposta a ajudar completos estranhos no meio do nada, andava e andava mas não parecia que eu estava avançando, nem um centímetro.

Quando percebi estava correndo. Após o que pareceu uma eternidade estava mais perto, faltava poucos metros, e pude entender que ali tinha uma pequena casa, feita de madeira, com uma varandinha. Nessa varanda uma mulher — era o que parecia — estava sentada em uma cadeira de balanço, com uma luzinha acima de si e um livro em suas mãos. Porém, o rosto da moça estava escuro e impossível de se reconhecer. Me aproximei, e ela se assustou um pouquinho quando percebeu que havia uma pessoa parada ali como uma múmia.

-Oi, meu nome é Puck, desculpe incomodar, mas não sei onde estou e agredeceria muito se me deixasse entrar, estou há horas morrendo de frio, com fome e muito cansado. — Falei, tudo bem rápido, talvez até rápido demais, mas naquele momento a melhor opção era ir direto ao assunto.

-Claro, entre. -Respondeu calmamente, se levantando e me acompanhando até a porta. — Aliás, eu me chamo Rachel.

Como magia, naquele instante em que ela disse que ela se chamava Rachel, seu rosto se iluminou. Consegui perceber que aquela pessoa não era uma mera estranha, eu a conhecia muito bem. Era a Rachel, Rachel Berry, a minha Rachel. Era ela a garota pela qual estava completamente apaixonado.

Enquanto ela estava preparando um chocolate-quente para mim, estava sentado em uma poltrona antiga de couro, na frente de uma pequena televisão dos anos 90, me perguntando se aquele aparelho tecnológico ainda funciona.

-Onde eu estou, exatamente? — Tive que perguntar, a curiosidade estava gritando mais alto que a paciencia dentro de mim.

- Em lugar nenhum. — Ela falou aquilo após ter me entregado o meu chocolate-quente e se sentando na minha frente com sua própria bebida, mas algo me incomodou na forma como ela falou aquilo, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Rachel deve ter percebido a minha confusão pois adicionou rapidamente: — Estamos em todo lugar e nenhum lugar.Em seu subconsciente. Aqui voce está no controle.

Agora sim não estava entendendo nada. Como aquilo tudo poderia ser criação minha? Como eu poderia inventar um lugar tão diferente de onde eu vou normalmente, na cidade onde nasci e morei a vida toda? e principalmente, como aquilo seria ideia minha, enquanto eu reconhecia e me lembrava de tudo, a Rachel agia como se eu fosse realmente uma pessoa que não conhecia que bateu a sua porta pedindo abrigo, comida e ajuda. Se eu realmente estivesse no controle, esta'riamos sentados juntos, rinso de qualquer besteira que estivessemos conversando.

Após termos terminado as nossas bebidas, aquele clima e aquele silencio desconfortável estavam começando a pairar sobre o ar, então decidi mudar um pouco. Se aquela pessoa na minha frente era a Rachel que eu conhecia, a que eu amava, a que eu poderia considerar minha melhor amiga, pode'riamos conversar normalmente. Essa seria a prova de que tudo aquilo poderia ser real, de que poderia ser o que estava acontecendo de verdade.

-Voce gosta de cantar? — Essa pergunta era fundamental, talvez a mais importante de todas elas. Rachel de verdade amava cantar, e tinha a voz mais linda que eu já tinha ouvido. E naquele momento que aquela frase foi dita, Rachel se virou para mim, seus olhos brilhando e respondeu.

-Eu sei e amo cantar, sim. Amo música. Voce já ouviu falar da Barbra Streisand? Ela é minha ídola. Sou apaixonada por musicais da Broadway. Não é muito minha escolha, fui criada cercada por eles, mas isso não foi ruim não, foi magnífico.- Ela falava sem dar pausas, rapidamente e a apaixonadamente. Eu a ouvia falar de coisas que eu já sabia, mas tinha que prestar atenção. Na verdade não era uma obrigação, eu queria prestar atenção. — E voce? Consegue cantar alguma coisa?

-Mesmo com esse seu tom de desafio, sim eu sei. Vai dizer que nunca ouviu falar de mim? Eu sou o cantor mais famoso dos últimos dez milenios. — Falei de brincadeira, obviamente.

Ela começou a rir, e só por ouvir aquela gargalhada linda comecei a rir também. Alguns minutos depois, ela murmurava alguma música, bem baixinho, uma música que eu conhecia, o ritmo e a letra me faziam lembrar de alguma coisa.

-Que música é essa que está na sua cabeça?

-É Lucky, do Jason Mraz com a Colbie Caillat, essa música é divina.

-Vamos Rachel, cante mais alto. Me passe um pouco de seu talento. -

Ela deu um risinho, mas começou, e sua voz era realmente angelical.



Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday


Passei a cantar junto, esse pedaço era meu preferido.

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music fill the air
I'll put a flower in your hair

Though the breezes through the trees
Move so pretty, you're all I see
As the world keeps spinning round
You hold me right here right now

E assim a noite foi passando, com conversas, risos e um pequeno Sarau acústico. Só eu e ela.

Mesmo o tempo passando, o sol não subia e aquela escuridão não clareava. Mas mesmo assim, ficamos cansados e dormimos ali. Ela fechou os olhos antes de mim, e tive a oportunidade poder olha para aquele seu belo rosto, de uma menina linda, meiga, simpática e extremamente talentosa. Cada um em sua antiga e empoeirada poltrona. Meus olhos estavam muito pesados, e chegou a hora em que eu também os fechei. Mas quando os abri de novo não estava naquele chalé no meio do nada.

Tudo aquilo tinha sido um sonho.

Estava deitado em uma cama, ao lado de uma linda menina.

Infelizmente, aquela não era a Rachel.

Notas finais
gente, espero que gostem! Peço por favor que comentem, favoritem, recomendem, façam alguma coisa! ahahhah
com o trabalho que tive....hahaha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.