Atrás dos Ovos Dourados
3 Parte 3 - Final
Notas iniciais
Enquanto isso, com Daniel e Dentinho...
Os dois caçadores de ovos dourados estavam perseguindo a ave que tinha um dos ovos em sua posse. A ave voa até chegar em um ninho e aterrissa no mesmo.
– Beleza! Agora é comigo! – Daniel já ia subir a árvore novamente, mas Dentinho pula em cima do garoto e foi buscar o ovo em seu lugar. – EI! Que negócio é esse?!
– Você ia demorar muito! Deixa que eu pego, tá? – E Dentinho retorna a subir na árvore novamente. Dentinho sobe, até chegar ao ninho da ave. Só que lá tinha 3 filhotes de águia recém-nascidos. –Opa gente não tenho muito o que dizer só vim pegar esse ovinho aqui e já vou, tá? – Quando dentinho ia pegar no ovo, os três pássaros ficam na frente dele fazendo uma barreira. As aves olham para o coelho rerendo o fuzilá-lo. E Dentinho sem perceber, é jogado para fora do ninho para o chão. Daniel assim que percebe, agarra o coelho, salvando da queda.
– Mas essa agora! – Exclama Daniel.
– Relaxa chara! Eu tenho um plano... – Diz Dentinho passando suas mãos uma na outra, e com um sorriso de dar medo.
– Iiiiiiii danou-se! – Falou Daniel preocupado com o que viria, mas sem escolha.
Algum tempo depois...
– Woohoou isso é DEMAIS!
– SEU COELHO BESTA! ISSO NÃO VAI PEGAR!
– Do que você tá falando cara? Agora já temos o ovo com a gente!
– É! Mas... PRECISAVA USAR A AVE AQUI PARA NOS CARREGAR ATÉ NÃO SEI AONDE!!!!!!!!!!!!!!!???????????????? – Dizia Daniel sendo carregado pelas presas da águia. Enquanto Dentinho está em cima da mesma.
– AÍ! Bora fazer um giro? – Pergunta Dentinho para ave.
– O QUE?! Não! Por favor! Giro não! – E não adiantou. A águia não só fez o que Dentinho avia pedido, como também largou os dois, fazendo-os cair no meio da floresta da praça. Dentinho gritava um “que irado” enquanto caia. Já Daniel gritava “você me paga” por ter sido largado em pleno ar.
Enquanto isso, com Letícia e Narizinho...
– Ah!!! Eu não aguento mais!!!!!! – Exclama Letícia.
– Eu também não... Mas não podemos fazer nada. E se o cachorro for bravo?
– E a gente fica aqui, sem fazer nada?
– Não, é que... – As garotas se discutem, ignorando o bicho e, sem perceberem, um homem chega se aproximando do animal.
– Ah...! Então você tá ai Rufos? Olha toda essa sujeira que você fez! – O moço que parentava ser o dono do cachorro, o amarra em uma coleira e depois limpa o chão da sujeira que seu cão tinha feito, e sem perceber, o homem pega o ovo dourado e joga dentro de uma sacola, junto com o que estava ao seu redor. As garotas param de discutir quando percebem isso e imediatamente correm até o homem.
– É... Com licença, senhor? – Pergunta Leitícia simpática, porem, sem jeito.
– Sim?
– É que o seu cão fez coco bem em cima do meu ovo. Será que o senhor poderia pegá-lo para mim?
– Bom... Vamos ver... – O homem verifica dentro da sacola procurando o ovo, até encontra-lo. – É esse aqui?
– Sim! É esse! Mas...
– Esta sujo de... Bom, você sabe! Deixa que eu limpo isso e já volto, tá? – E foi o que o homem fez. Limpou o ovo dourado com seu cantil de água, e depois o enxugou, limpando toda a sujeira que tinha. Ele entrega o ovo para a garota, ela agradece e volta com Narizinho para se reencontrar com os outros.
Enquanto isso, com Rabinho e Rafá...
Depois de um tempo daquele jeito, Rafá finalmente decide tirar o coelho da água. Rabinho fica irado com o garoto, mas resolveu ignorar isso e voltar a pegar o ovo.
– Cara, eu to todo ensopado!
– Cala a boca e pega esse ovo de uma vez!!!!!!!!!!!!!! – Dizia Rafá segurando Rabinho de mal jeito na margem, enquanto Rabinho estava em cima de uma pequena pedra com apenas um de seus pés. Os dois se esticavam para pegar o ovo, que ainda estava muito longe.
– Caramba! Tá difícil de pegar isso!
– Vamos lá cara! Só mais um pouco! – Os dois faziam de tudo para tentar pegar o ovo sem se molharem. Até que Rabinho finalmente consegue agarrar o ovo com as duas mãos.
Mas isso só fez com que os dois caíssem na água.
– Droga! To todo molhado! – Dizia Rafá após ter cuspido água como uma torneira. – E você pegou?
Rabinho sai da água abanado sua cabeça, se enxugando. Depois viu que o ovo estava sendo levado pela pequena correnteza que os dois fizeram quando caíram na água.
– Ah não! Ele tá indo embora! – Rabinho e Rafá correm em direção do ovo na água. Mal percebem eles que, quanto mais eles correm, mais o chão fica mais fundo pra eles. Até perceberem que tinham entrado em uma maré com uma forte correnteza que tinha perto da praça.
A correnteza fica mais forte, e quando eles percebem que estavam sendo levados pela água, já era tarde demais.
– Pega! Pega o ovo! Pega! – Rafá torcia para o coelho pegar o ovo que só se distanciava deles ainda mais. Rabinho começa a nadar em sua direção. Até que finalmente o agarra de jeito. Rafá se aproxima do seu parceiro e assim que o alcança, o garoto agarra a margem, jogando Rabinho para fora. O coelho aterrissa no chão quicando com o bumbum duas vezes até parar. Enquanto Rafá tenta sair da água, Rabinho corre de volta para o lugar onde se encontra o garoto e o puxa para fora de lá.
– (suspiro) Obrigado... – Dizia Rafá ofegante após tudo isso.
– (suspiro) De nada... – Dizia Rabinho ofegante também. Rafá ficam com um aperto no coração de repente. Se sentia arrependido de tê-lo tratado mal antes. E estava grato por ter tido ajuda do coelho sem pedir ou ele reclamar.
– Me desculpa por antes... Naquela hora que eu te deixei na água sem te tirar de lá... – Falava Rafá, se desculpando com o coelho arrependido. Rafá ia continuar, mas Rabinho o interrompe.
– Esquece isso! O importante é que você reconheceu o seu erro. Se você não fizer algo assim de novo para mim ou para qualquer um, vai ficar tudo bem. Tá? – Rabinho sorria para o garoto o tranquilizando.
– Hmm... Será que isso é gostoso? – Pergunta Rafá com o ovo Dourado na mão. Rafá então morde o ovo tentando come-lo.
– Ei não faça iss- Rabinho logo para de falar quando ver que os dentes do garoto foram destruídos por causa da mordida. O ovo não era só mágico, como também era de Ouro mesmo. Rabinho caiu em gargalhadas no chão. Deixando Rafá com raiva.
– AÍ! Isso não tem graça, tá?! – Falou o garoto.
– Hehe tem graça pra mim! – Afirmou o coelho voltando a si. Assim que conferiram que o ovo estava em perfeito estado, partiram para se reencontrar com seus amigos.
Algum tempo depois...
Narizinho, Letícia e a pequena boneca Suzi chegam ao local de partida. Foram as primeiras a chegar. E quando percebem que os garotos não estão por perto, Narizinho sente falta.
– Eles ainda não chegaram? – Pergunta Letícia.
– Será que eles não encontraram os ovos ainda? – Pergunta Narizinho.
– Não sei... – As duas ficam um tempo olhando ao redor, até verem alguém. – Olha Narizinho! – A pequena coelha olha para a direção indicada pela amiga e vê Rafá e Rabinho molhados e com um dos ovos na mão.
– Você encontraram? – Pergunta Narizinho para os dois recém-chegados.
– Sim! E vocês? – Pergunta Rabinho.
– Ele está bem aqui! – Narizinho mostrava o seu ovo dourado para os garoto.
– Então só faltam aqueles dois! – Afirmava Rafá.
E não muito longe dali, Daniel e Dentinho, arrebentados depois da queda, vinham com o ultimo ovo de Páscoa Dourado.
– Se alguém perguntar, diga que foi um macaco gigante! – Falou Daniel.
– Ah! Olha o pessoal ali! – Dentinho e Daniel chegam junto dos outros que os aguardavam.
– Hahahahahahahaha! Vocês tão um caco vei... – Ria Rafá.
– O que aconteceu com voc- Rabinho é interrompido por Daniel.
– E vocês encontraram os ovos? – O restante só repode mostrando seus ovos.
Algum tempo depois...
– Estão todos aqui! – Dizia Rabinho conferindo a quantidade de ovos pela ultima vez.
– Então... Vocês já vão? – Pergunta Daniel.
– Agora que temos todos nós temos que voltar o mais rápido possível. Para que a Páscoa não perca sua magia. – Explicava Rabinho, deixando as crianças, inclusive Rafá, tristes.
– Será que nos encontraremos de novo? – Perguntava Daniel já sentido saudades dos coelhos.
– Hehe eu espero que sim! E qual quer coisa, eu faço os ovos durados fugirem para cá de novo só para voltarmos, tá? – Dentinho recebe dois pares de olhos mortais o encarando pelo comentário que o coelho acabou de fazer. – Calma gente, é brincadeira!
– Eu vou sentir saudades... E a Suzi também vai! – Dizia Letícia.
– Não se preocupe. Posso não saber quando, mais eu sei que algum dia nós vamos nos reencontrar de novo, viu? – Falava Narizinho.
– Eu também vou sentir saudades da sua chatice cara! – Falava Rafá para Rabinho.
– Heh e eu também vou sentir saudades de você, seu brutamontes! – Falava Rabinho.
E depois de tudo, todos se despedirem novamente, os três coelhos retornam para a fabrica de ovos de Páscoa, esperando receberem o tal castigo. Papai coelho logo soube do ocorrido, mas como não tinha acontecido nada mais grave, e como também não ouve nenhum dano à magia da data, eles foram poupados do castigo por terem ido buscar os ovos mágicos dourados e os trouxeram sem um arranhão. Ninguém da fabrica notou a falta dos ovos e isso ajudou também.
No dia seguinte...
Já era Páscoa e a magia que a data transmitia está no ar. Assim como o grande evento tão esperado pelas crianças foi aberto. A caçada aos ovos foi iniciada. Rafá, Daniel e Letícia participaram também. E no final, Os três foram os vencedores da caça aos ovos da praça.
Daniel ficou em primeiro...
Letícia ficou em segundo...
E Rafá ficou em terceiro.
– Parabéns pela vitoria meninada! – Dizia o organizador do evento com um microfone na mão.
– Obrigado! – Disseram os três em uníssono.
– Agora me digam? Como encontraram tantos ovos em tão pouco tempo? – Pergunta o moço simpático e animado. Os três se olham e se lembram da aventura que tiveram no dia anterior.
– É... Bom.. – Dizia Daniel sem ter o que dizer.
– É... Sabe como é, né... – Dizia Letícia mais sem jeito ainda.
– Ah é que nós treinamos ontem! – Respondeu Rafá. E de fato, o que eles passaram ontem não se compara com a busca no evento.
– Entendo... Bom! Então recebam o seu premio! – E uma moça chega com uma mesa com rodinhas. E nela tinha três estatuas de chocolates, em formas de coelhos que só eles conheciam. A estatua de chocolate de Daniel tinha o formato de Dentinho. Assim como a de Letícia tinha de Narizinho e a de Rafá tinha de Rabinho. E por um estante pareceu que as estátuas tinham piscado para seus “parceiros”. Mas só os três puderam ver.
– Assim dá até pena de comer... – Falava Letícia.
– É mesmo... – Refletia Daniel.
– Dá pena nada! Vamos ATACAR!!! – E sem pensar duas vezes, Rafá acaba com o seu premio. Depois de devora-lo todo o garoto dá um mega arroto que dava para ouvir de lá da china. Os dois riram do mesmo, e Rafá acabou entrando nas gargalhadas também.
Um ano depois.
– Heh lembra daquela vez que o Dentinho nos fez ir atrás dos Ovos Dourados? – Lembrava Rabinho para Narizinho.
– O se lembro! Nunca vou esquecer aquele dia. – Dizia a coelhinha.
– Pessoaaaaaaaaaaaaaaal! – Gritava Dentinho chegando ao longe.
– O que foi Dentinho? – Perguntou Rabinho preocupado.
– Os ovos fugiram de novo! – Falou após ter tomado fôlego.
– O QUE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – Disseram os dois coelhos ao mesmo tempo.
– Pois é, eu tava brincando com eles e... Gente? – Dentinho para de falar quando vê a ira de Rabinho e Narizinho elevarem ao máximo.
– Corre seu pangaré disfarçado de coelho...! – Dizia Rabinho prestes a se explodir de raiva.
– ... antes que a gente dê um jeito em você! – Avisou Narizinho estando no mesmo estado que Rabinho.
– Ei. Gente! Não precisam ficar assim e... Ah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! — E Dentinho sem escolha corre para salvar sua vida, enquanto era seguido por uma coelha brava e outro coelho furioso da vida.
FIM
FELIZ PÁSCOA!!!
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