Atos.
1 Atos.
XLVI- Atos
Quantos atos futurísticos temes
E recriminas por profanos,
Ao tudo, não entendes a realidade
E foge dela com suas palavras.
Confesso ainda ser singela
A dor que me desgasta a saliva
E marcas a profunda desesperança,
Morre.
Comprimido pelos agouros e intérpretes,
Perdido, apagado.
Pois entre palavras e atos,
Estes são visivelmente mais fortes.
Uma súplica cálida e tortuosa
Que repudia monges e divindades,
Faz dela, outrora, maldades,
Pois atos recriminais.
Desespera-te e confirma,
Tal como olhos escuros,
Que foi sua alma vendida
Ao incrédulo dos atos futuros.
Pois, outrora reprimida,
Sua fé ficara vazia
De relentos e ventos infernais.
Dos vasos que crescem na alma,
Florescem na primavera
Coisas que nunca se espera
E na raiva, atos machucam.
Das flores que em ti nasceram
Nenhuma tem cor, ou cheiro,
Ficam quietas, silenciosas,
Invejando a harmonia das rosas
Na espera.
O frio que caminha é forte
E consigo traz atos, atos de morte.
Eis que me ergo ao som das trombetas,
E com olhos serrados entro na dança.
Nesta vida é a sorte quem lança,
E não há futuro a destinar.
Uma estrada vasta e longa
Pôr-me-ei a caminhar.
Atos bons não trazem sacrifício,
Enganam o precipício
Que a vida tende a nos levar.
Nas mãos de Deus nada é falha,
Se nele seus atos nunca duvidar.
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