Ato de Proteção
1 Ato de Proteção
Notas iniciais
Ela gritou com toda a força que possuía, forçando os pulmões com tamanha intensidade que sentiu a ferida em seu corpo doer. Mas aquilo não era comparado com a dor de perder alguém. De ver o seu amor caído, quase sem vida, sem força. Tudo para protegê-la.
O sorriso nos lábios sujos de sangue, desarmaram a shinigami, que tremeu todo o corpo com a simples ideia de voltar a ser só.
Ele se despedia, enquanto as lágrimas da mulher molhava seu rosto. Um sorriso no final, era tudo o que poderia restar.
O grito desesperado da mulher ao perder o amor da sua vida, a dor lhe sufocava a alma, sentindo seu coração quase parar junto com o dele. Desejava muito que o inimigo lhe enfiasse de uma vez a zanpakutou em seu peito, para assim morrer ao lado de seu amado.
Debruçou seu corpo sobre o dele, ainda chorando, em soluços. A dor aumentava, e sequer notou a presença de outra pessoa em meio aquela cena de derrota.
Ate que se viu tão zangada por ele ter partido, não deveria ter partido! Bateu com força no peito de Gin, com as duas mãos, seguidamente. Gritando angustiada para que ele não morresse, não a abandonasse.
Ouviu um resmungo, baixo. Todo aquele barulho que faziam ali perto não a permitiu ouvir antes a reclamação.
— Ran...giku. – seu nome sendo chamado pelo homem embaixo de seus seios fartos. Parecia quase sem voz, ou sem ar.
— Gin! Gin! Você tá vivo. – Ela sorriu animada, ainda chorando, abraçou-o com tanta força que não mediu as consequências.
— Desse... jeito... – ele tentou buscar ar no meio do abraço apertado. – não por muito tempo.
Percebendo o que fazia, Matsumoto afastou-se um pouco, secando as lágrimas. Ajudou-o a se sentar, rasgando um pedaço de sua roupa para estancar o sangramento da ferida no braço. Ou o que restou dele.
Os olhos de raposa estavam direcionados ao que acontecia em outro lugar, mesmo que não conseguissem enxergar, ainda assim, sabia que a luta não estava sendo fácil. Pra nenhum dos dois.
— Gin! – Rangiku chamou-lhe a atenção, segurando seu queixo, fazendo com que ele a olhasse. – Onegai. Não me dê mais um susto desses. – Ele sorriu, meneando a cabeça para o lado, mesmo que não quisesse, sempre a fazia chorar.
— Vou tentar.
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