Atlântida: O Motim

4 Calliste, a princesa


O capitão Theltor impediu que Ragendra e seus homens levassem a princesa e Serena. Ele desembainhou sua espada e ficou entre os soldados e as garotas.

"Afastem-se imediatamente!", gritou Theltor. "Não vão levá-las!"

Os soldados de Ragendra avançaram contra Theltor. Theltor lutou bravamente, mas estava em menor número. Corajosamente, o homem conseguiu abrir caminho entre os soldados, enfrentando com sucesso aqueles que tentavam impedi-lo.

Ragendra, entretanto, não permitiria que Theltor escapasse levando as garotas. Ele se colocou no caminho de Theltor e os dois começaram a lutar. Trocando rápidos golpes de espada, que eram habilmente desviados um pelo outro. A luta parecia uma coreografia de dança, aquele que errasse o tempo ao desviar, inevitavelmente seria atingido pela lâmina do rival.

Theltor era um espadachim habilidoso, mas o general era experiente em combate, além de ser mais jovem e forte. Ragendra conseguiu segurar o braço de Theltor e arrancá-lo usando sua espada, com um corte seco e poderoso.

Theltor caiu no chão, agonizando enquanto seu sangue escorria pelos degraus da escada atrás de si. Ragendra se aproximou dele e o golpeou com a espada na altura do pescoço, matando-o de uma vez.

A princesa Calliste assistia a cena com olhos arregalados. Ela estava chocada e horrorizada, esta era a primeira vez que ela assistia a morte de alguém.

Neste momento, Serena segurou o braço de Calliste e a puxou, tentando correr dali.

O capitão Dimitrios rapidamente se pôs na frente delas. Ele se virou para Serena e usou sua espada para cortá-la.

Calliste não conseguiu ver a cena direito. Ela viu Serena caindo e o sangue jorrando, manchando seu rosto e pintando de vermelho o vestido azul que vestia.

Calliste ficou atônita. Ela entrou em choque e ficou paralisada de medo.

Quase um dia inteiro se passou e a princesa Calliste ainda estava em choque, paralisada. Ela se encontrava presa na masmorra de Atlântida, trancada em uma das celas dos andares superiores, fora da área submersa, onde deveriam estar os nobres presos por traição. Ela ainda estava completamente suja de sangue, mas agora este sangue estava seco e grudado em sua pele.

Repentinamente, ela pareceu recobrar a consciência, despertando do choque com um grande grito vindo diretamente de seus pulmões. Ela olhou ao redor, tentando entender o que acontecera. Ela não reconhecia o lugar, e o cheiro de mofo já incomodava o seu olfato.

Mas ela conseguiu ver uma frágil luz em outra cela, onde ela conseguiu ver um corpo feminino atirado em uma cama feita de tábuas velhas. Olhando mais atentamente, ela conseguiu ver que a mulher estava vestindo farrapos, bem como diversas tiras de tecido, manchadas de sangue, eram usadas como bandagens. Ela conseguiu ver o rosto da mulher e lhe reacendeu uma ponta de esperança. Era Serena.

Serena parecia em um estado deplorável, mas viva. Calliste tentou arranjar uma forma de sair da cela, mas era inútil tentar. Por um instante ela lembrou do capitão Theltor e lágrimas escorreram por seus olhos.

Ela então começou a lembrar de algumas décadas atrás, quando Theltor foi promovido a capitão da Guarda Real e começou a ensiná-la como poderia lutar para se defender sozinha, caso fosse necessário.

Calliste lembrou-se das aulas de Theltor com grande clareza, embora a dor de sua perda embaralhasse as suas memórias. Ele lhe ensinou os fundamentos da luta, como se defender com uma espada e como usar seus poderes de semideusa.

Calliste sabia que, se ela quisesse sobreviver, teria que se defender conforme foi ensinada naquela época. Ela teria que aprender a usar seus poderes e sua força para se libertar da cela e derrotar Ragendra.

Calliste respirou fundo e se concentrou. Ela fechou os olhos e imaginou Theltor ao seu lado, ensinando-a como lutar. Lembrou-se de cada palavra que ele lhe disse no primeiro dia de treinamento, sobre a origem dela e de outros semideuses de sua família.

Ela sentiu uma energia fluindo através dela, e então abriu os olhos. Ela estava pronta.

Calliste começou a golpear a porta da cela com seus punhos. Ela era forte, mas a porta era resistente. Ela continuou a golpear, cada vez com mais força.

De repente, a porta cedeu. Calliste caiu no chão, mas ela se levantou rapidamente.

Ao sair da cela, Calliste escutou o som de soldados se aproximando. Ela tentou se esconder, mas não havia tempo. Os soldados entraram no corredor e perceberam a porta de uma das celas aberta, imediatamente eles começaram a procurar pela princesa.

Calliste se escondeu atrás de uma pilha de sacos de areia que serviriam para fechar alguns buracos entre as pedras do piso das celas. Ela estava com medo, mas ela sabia que tinha que ser corajosa.

Os soldados procuraram por Calliste por todas as celas daquela andar, mas não a encontraram. Eles saíram de lá, frustrados e furiosos.

Calliste respirou fundo. Ela estava aliviada por ter escapado, mas ela sabia que ainda estava em grande perigo.

Ela começou a andar pelos corredores da masmorra, lentamente e com cuidado para não ser escutada. Ela precisava encontrar um lugar seguro para se esconder.

Calliste continuou andando, procurando um lugar para se esconder. Ela estava prestes a desistir quando viu uma porta aberta.

A princesa entrou pela porta e encontrou um corredor escuro, com um cheiro de mofo muito forte e uma fina camada de água escorrendo por seus pés. Ela entrou no corredor e fechou a porta atrás de si, segura, ao menos por alguns momentos..

Contudo, a jovem semideusa sabia que não podia ficar ali por muito tempo. Ela precisava encontrar uma maneira de escapar da masmorra.

Calliste começou a explorar o corredor. Ela estava procurando uma saída, mas o local era tão escuro que não era possível enxergar um palmo à frente dos seus olhos, então a garota já estava prestes a desistir.

De repente, ela ouviu um barulho. Ela se virou e viu um vulto que, pelo porte físico, deveria ser de um soldado, se aproximando.

Calliste se escondeu atrás de uma coluna, protegida pela falta de iluminação daquele corredor. O soldado passou por ela, sem vê-la.

Calliste respirou fundo, com uma gota de suor escorrendo pela sua testa. Ela estava começando a se desesperar.

Ela precisava encontrar uma maneira de escapar da masmorra, e a urgência de sua tarefa só aumentava.

Calliste começou a pensar, batendo os dedos da mão contra a testa. Ela precisava de um plano.

Ela pensou por um momento, olhou bem para os dois lados do corredor, e então ela teve uma ideia.

Ela saiu do seu esconderijo momentâneo e começou a andar pelo corredor. Ela estava se dirigindo para a porta em que o soldado havia saído.

Quando ela chegou à porta, ela gritou.

"Socorro!", ela gritou. "Alguém me ajude!"

Vários soldados ouviram o grito de Calliste e correram em disparada na direção da porta em que ela gritava.

Calliste fechou a porta atrás de si e saiu correndo. Os soldados a seguiram.

Calliste correu pelos corredores da masmorra. Os soldados a perseguiram ferozmente, a garota imaginava o que poderia motivar tanto esses atlantes para traírem a família real, que governava o reino desde sua formação..

Calliste chegou a uma sala grande, com diversas outras portas que levavam a outras partes da masmorra. A princesa imaginava que este era o salão de distribuição deste andar da masmorra. Ela se escondeu dentro de um dos sacos de pano que estavam ali, a princesa ficou imóvel, fingindo ser mais um saco cheio de areia para manutenção.

Os soldados chegaram à sala. Eles olharam ao redor, procurando pelos rastros de Calliste.

Calliste não se moveu. Ela estava parada, respirando fundo enquanto tentava não fazer som algum.

Os soldados desistiram da busca e saíram da sala, acreditando que ela planejava voltar ao corredor escuro e usar uma porta para o lado externo como rota de fuga da masmorra, então, eles correram até a saída da masmorra, tentando evitar a fuga.

Calliste soltou a respiração. Ela havia escapado dos soldados.

Ela estava segura, mas ela ainda estava presa na masmorra. Ela precisava encontrar uma maneira de escapar.

Calliste olhou ao redor da sala. Ela estava procurando algo que pudesse ajudá-la.

Ela viu uma mesa com algumas chaves, provavelmente os guardas deveriam usar esta sala para guardar suas ferramentas de trabalho e descansar entre as rondas, pensou. Ela se aproximou da mesa e pegou um molho de chaves.

Calliste retornou até o andar em que ela estava presa anteriormente. Testou as chaves em uma das celas, a cela em que Serena estava. Uma das chaves abriu a porta da cela após algumas tentativas.

Calliste abriu a porta da cela em um único pulo. Serena estava muito ferida, mas ela estava viva.

Calliste ajudou Serena a sair da cela, a carregando e dando leves tapas em seu rosto, para que recuperasse a consciência.

"Vamos", disse Calliste. "Temos que sair daqui."

Calliste e Serena saíram da sala e começaram a andar pelos corredores da masmorra. Ambas estavam sujas e cansadas, o sangue de Serena cobria as roupas das duas. Havia um grande e profundo corte em seu peito, que fora porcamente costurado por algum enfermeiro da própria masmorra.

Elas estavam procurando um esconderijo seguro.

De repente, elas ouviram um barulho. Elas se viraram e viram um grupo de soldados se aproximando, eles corriam pela masmorra, Calliste imaginava que haviam sido informados de sua fuga e tinham a missão de encurralá-la antes que pudesse chegar a alguma saída.

Calliste e Serena se esconderam debaixo das tábuas que serviam como cama de uma das celas. Os soldados passaram por elas, sem vê-las.

Calliste e Serena respiraram fundo. Elas estavam seguras, por enquanto. Serena arrastou-se para sair daquele esconderijo improvisado, sujando o chão com o seu sangue.

Elas continuaram andando pelos corredores da masmorra. Elas estavam procurando um lugar escondido, onde pudessem descansar e limpar os ferimentos de Serena.

Depois de algum tempo, elas encontraram um pequeno quarto. Elas entraram no quarto e fecharam a porta atrás de si.

Calliste e Serena estavam seguras. Elas estavam escondidas dos soldados. Onde descansaram por um momento. A princesa rasgou uma tira de seu vestido, onde ainda estava limpo, e o utilizou para limpar a pele ao redor do ferimento e de sua amiga.

Enquanto descansavam, elas começaram a planejar seu próximo passo.

Elas precisavam encontrar uma maneira de escapar da masmorra e chamar pela ajuda de Poseidon.

Calliste e Serena se sentaram no chão do pequeno quarto. Elas estavam cansadas e feridas, mas precisavam conversar.

"Eu não acredito que isso esteja acontecendo", disse Calliste. "Eu nunca imaginei que Ragendra pudesse fazer algo assim."

"Eu também não", disse Serena. "Ele sempre foi um homem cruel, mas eu nunca pensei que ele fosse capaz de algo tão monstruoso."

As duas ficaram em silêncio por um momento, refletindo sobre o que havia acontecido nas últimas 24 horas.

"Eu estou com medo", disse Serena. "Eu não sei se vou conseguir sobreviver a isso."

"Eu também estou com medo", disse Calliste. "Mas não vamos desistir. Vamos encontrar uma maneira de escapar e colocar o Ragendra nessa masmorra."

Serena sorriu.

"Obrigada", disse ela. "Eu precisava ouvir isso."

As duas continuaram conversando por um tempo. Elas falaram sobre seus medos e suas esperanças.

Depois de algum tempo, Serena começou a se sentir cansada. Ela estava perdendo muito sangue, e seus ferimentos estavam doendo.

"Eu preciso dormir", disse ela. "Eu não consigo mais manter os olhos abertos."

Calliste ajudou Serena a se deitar no chão. Ela cobriu Serena com um cobertor velho.

"Descanse", disse Calliste. "Eu vou ficar aqui com você."

Serena fechou os olhos e logo dormiu.

Calliste ficou sentada ao lado de Serena, observando-a dormir. Ela se lembrou do tempo em que foi treinada por Theltor.

Ela não acreditava que pudesse lutar. Ela era uma semideusa, mas era frágil e insegura, vivendo toda a sua vida como uma princesa e não uma guerreira.

Theltor foi quem a ensinou a se defender. Ele foi quem a incentivou a acreditar em si mesma.

Calliste respirou fundo. Ela sabia que precisava ser forte. Ela precisava encontrar uma maneira de escapar da masmorra e derrubar Ragendra.

Ela olhou para Serena e sorriu. Ela sabia que Serena ficaria orgulhosa dela.

Calliste fechou os olhos e começou a meditar. Ela precisava descansar e se preparar para o que estava por vir.

Enquanto meditava, ela teve visões do seu treinamento com Theltor.

Ela lembrou de si mesmo quando jovem, vestindo um simples robe branco. Theltor estava à sua frente, vestindo sua armadura. Os dois usavam espadas de madeira, próprias para treinos.

Calliste tinha dificuldades em manejar a arma. Ela dizia-se fraca e indefesa. Ela sentia que nunca seria capaz de lutar.

Theltor a observou por um momento.

"Você não é fraca", disse ele. "Você é filha do Deus Tritão, herdeira de Atlântida. Você tem o potencial de ser uma grande guerreira, dentro de você vive a fúria do mar."

Calliste balançou a cabeça.

"Eu não sou como Hércules", disse ela. "Eu não sou forte o suficiente."

"Você é mais forte do que pensa", disse Theltor. "Você só precisa acreditar em si mesma."

Theltor e Calliste começaram a duelar. Calliste lutou com todas as suas forças, mas ela não conseguia vencer.

Theltor a desarmava com facilidade.

"Você está perdendo", disse ele. "Você precisa se concentrar."

Calliste respirou fundo e fechou os olhos. Ela se lembrou de tudo o que Theltor havia lhe ensinado.

Ela abriu os olhos e atacou Theltor com toda a sua força.

Theltor foi pego de surpresa. Ele não esperava que Calliste fosse capaz de movimentar a sua espada tão rapidamente contra o lado desprotegido dele.

Calliste conseguiu desarmar Theltor. Ela estava vitoriosa.

Calliste abriu os olhos e se viu de volta ao quarto da masmorra. Ela estava sorrindo.

Ela sabia que poderia derrotar Ragendra. Ela tinha o potencial de ser uma grande guerreira.

Calliste se levantou e se aproximou de Serena. Ela acordou Serena e contou a ela sobre sua visão.

"Eu sei que podemos fazer isso", disse Calliste. "Nós vamos derrotar Ragendra e libertar Atlântida."

Serena sorriu.

"Eu sei que sim", disse ela. "Eu sempre acreditei em você."

Calliste e Serena se abraçaram. Elas estavam determinadas a sobreviver a esta provação.

Entretanto, Serena ainda tinha dúvidas sobre a missão que ambas estão enfrentando. "Você não pode fazer isso sozinha", disse Serena. "Você precisa de armas e armaduras."

Calliste concordou. Ela precisava de sua armadura para lutar contra Ragendra. A princesa tinha a vívida lembrança de um presente que ganhou do capitão Theltor após as sessões de treinamento. Uma poderosa armadura dourada.

"Eu vou pegar minha armadura", disse Calliste. "Ela está no Templo de Guerra de Poseidon."

Serena balançou a cabeça.

"O caminho até lá deve estar cheio de soldados traidores", disse ela. "É perigoso."

Calliste sabia que Serena estava certa, mas ela estava determinada a derrotar Ragendra.

"Nós vamos arriscar", disse Calliste. "Nós vamos encontrar uma maneira de chegar ao Templo de Guerra."

As duas garotas se levantaram e começaram a se preparar para seguir em sua fuga.

Calliste ajudou Serena a se levantar, pois ela ainda estava ferida. Elas saíram do quarto e começaram a andar pelos corredores da masmorra.

O caminho era escuro e silencioso. Calliste podia ouvir o som da água corrente e o grito de morcegos. Antes deste motim, as masmorras de Atlântida eram cheias de criminosos e traidores, mas, estranhamento, agora elas pareciam vazias.

Elas caminharam por horas, sempre se escondendo dos soldados que encontravam pelo caminho.

Finalmente, elas chegaram ao corredor escuro que Calliste havia encontrado mais cedo.

A saída estava próxima a este corredor, elas tinham certeza disto. Calliste e Serena se esconderam no corredor e esperaram para ver se havia soldados por perto.

Depois de alguns minutos, elas ouviram passos. Elas se prepararam para lutar.

Os soldados apareceram no final do corredor. Eles eram liderados pelo capitão Dimitrios.

Dimitrios parou quando viu Calliste e Serena. Ele sorriu.

"O que temos aqui?", disse ele. "As duas “princesas” perdidas?"

Calliste e Serena se encararam. Elas sabiam que estavam em perigo.

"O que você quer?", disse Calliste.

"Eu quero você", disse Dimitrios. "Você é a chave para atingir o meu objetivo."

Calliste riu.

"Então venha", disse ela. "Eu vou lutar até a morte para defender Atlântida."

Dimitrios ficou furioso.

"Você vai se arrepender dessas palavras", disse ele. "Preparem-se para morrer."

Dimitrios deu um sinal para seus soldados. Os soldados sacaram suas espadas e se prepararam para atacar.

Os soldados atacaram Calliste e Serena. Calliste protegeu Serena, antes de algum dos soldados conseguir acertá-la.

Calliste sofreu um corte no braço, mas conseguiu desarmar e derrotar os soldados. Ela pegou uma espada e se preparou para lutar contra Dimitrios.

Dimitrios sorriu.

"Você é forte", disse ele. "Mas você não é páreo para mim."

“Eu não consigo entender… por que tudo isso?” Perguntou a princesa.

“Poder… simples poder” Ele respondeu. “Nós, aqueles que não nasceram com o sangue nobre, só podemos ascender até um certo ponto, não importa o quanto nos esforcemos. Mas eu já tive um gosto do poder e do dinheiro, eu também quero a vida que vocês no palácio vivem.”

Calliste escutou chocada, ela não acreditava que esta também fosse a motivação de Ragendra. “Mas… o general Ragendra, ele pode não ser um nobre, mas ele é um general, e estava prometido a casar comigo, ele não precisava disso…”

Dimitrios soltou uma gargalhada profunda. “Não, ele é diferente. Ele tem o ego maior que a própria armadura. Ele se ressente pela pobreza que ainda existe no reino, então eu o convenci pela sua mania de grandeza, eu disse que ele poderia ser maior do que Poseidon e que o reino precisava dele e somente dele… Aquela mente orgulhosa fez o resto.” Terminou de dizer o homem.

Dimitrios sacou sua espada e avançou contra Calliste.

Calliste se defendeu com bravura. Ela lutou com todas as suas forças, mas Dimitrios era um guerreiro experiente.

“Ragendra quer você viva” Ele começou. “Mas eu tenho outros planos… Se você morrer, tenho certeza que Poseidon não vai poupar nenhum dos soldados deste motim. Ele vai acabar com o general Ragendra!”.

As duas garotas olharam confusas para o homem à sua frente.

“Meu plano é simples: Trair o traidor. Poseidon vai anistiar quem entregar a ele a cabeça do mandante do motim que acabou com a vida da herdeira do trono.Talvez até mesmo me tornar seu protegido” Dimitrios falou isto apontando a espada na direção de Calliste, para então investir novamente. “E só estamos nós aqui, ninguém vai saber se eu matar as duas agora!”

Dimitrios conseguiu acertar Calliste com um golpe forte no ombro. Calliste gritou de dor.

"Você está perdendo", disse Dimitrios. "É hora de desistir."

Calliste se levantou, determinada a continuar lutando.

"Eu nunca vou desistir", disse ela. "Eu vou lutar até o fim."

Dimitrios ficou furioso. Ele avançou contra Calliste com uma fúria cega.

Calliste se defendeu com tudo o que tinha. Ela usou sua espada e sua força de semideusa para lutar contra Dimitrios.

A luta foi longa e sangrenta. Calliste e Dimitrios lutaram com ferocidade.

Finalmente, Calliste conseguiu acertar Dimitrios com um golpe certeiro no pescoço. Dimitrios caiu no chão, agonizando.

Calliste estava exausta e ferida. Ela olhou para Serena, que estava de pé, segurando-se na parede ao seu lado.

"Você está bem?", disse Calliste.

Serene assentiu.

"Sim", disse ela. "Eu estou bem. Graças a você."

Calliste sorriu.

"Eu não poderia deixar você morrer", disse ela.

Calliste e Serena se abraçaram, com lágrimas escorrendo por seus olhos. Elas haviam sobrevivido, mas a batalha ainda não tinha acabado.

Dimitrios havia sido um dos principais generais de Ragendra. Sua morte seria um golpe para o exército do tirano, mas, elas sabiam que este motim só ocorrera por ter apoio de muitos soldados, então logo alguém o substituiria.

Calliste sabia que ela precisava aproveitar esta oportunidade para libertar Atlântida.

Ela olhou para Serena.

"Precisamos encontrar um jeito de chegar ao Templo de Guerra", disse ela.

Calliste e Serena saíram da masmorra pelo mesmo caminho que Dimitrios havia feito e se depararam com um cenário desolador.

Parte da cidade estava em chamas, e os corpos dos mortos estavam espalhados pelas ruas.

Soldados de Ragendra estavam levantando barricadas, preparando-se para algum tipo de ataque.

Calliste sabia que ela precisava agir rápido. Ela precisava encontrar uma maneira de chegar ao Templo de Guerra e pegar sua armadura.

Ela olhou para Serena.

"Você precisa ir para um lugar seguro", disse ela. "Você precisa se recuperar dos seus ferimentos."

Serena assentiu.

"Eu vou encontrar um lugar seguro", disse ela. "Eu vou te encontrar quando você estiver pronta."

Calliste abraçou Serena.

"Eu vou te encontrar", disse ela.

Calliste se virou e começou a andar em direção ao Templo de Guerra.

O caminho era longo e perigoso. Calliste teve que se esquivar de soldados e barricadas.

Finalmente, depois de algumas horas de caminhada, ela chegou ao Templo de Guerra.

O templo estava fechado. Havia uma magia que somente os membros da família real atlante podiam abrir.

Calliste sabia que ela tinha que usar seus poderes de semideusa.

Ela fez um pequeno corte na mão e colocou a mão na porta, enquanto o sangue escorria pelo desenho que se projetava pela porta.

A porta magicamente se abriu.

Calliste entrou no templo. Ela estava sozinha, suja e machucada.