Atlantis

10 O outro lado da História


Notas iniciais
Bem, fiquei um tempão sem postar porque tinha perdido a inspiração e leitores, mas preciso dar um fim nisso.

Narração de Joanne

Não poderia ser diferente. Frankie apareceu. Mas eu não poderia adivinhar nem em um milhão de anos o que seria ele. Ele era pequeno e brilhava, mas mesmo assim, ele não era bem... “humano”, mas não tinha tempo para perguntar. Eu disse:

- Ajude nos.

Ele não disse nada, sabendo que cada um de nos estávamos feridos depois de tão pouco tempo termos lutado muitas e muitas vezes e enfim, é isso. Mas Ben, um rapaz tão corajoso, e eu em especial, ele cuidou de cada um de nós e agora eu tentava o convencer de não respirar.

- Ben, o que está acontecendo ? – Disse Geovanne, eu o repreendi para que não falasse porque ele estaria de um jeito, respirando, Roy entra pela sala de onde meu querido “papai” saiu.

- Venham por aqui! – Roy gritou, Ben, eu tinha que carregá-lo ou algo parecido, eu precisava mantê-lo vivo, porque eu precisava dele.

- Eu te ajudo- A mão fria de Liah tocou o meu pulso. Percebi que dentro dela tinha uma garotinha confusa que assim como eu tinha passado por muita coisa, eu estava acabada, não dava para carregar nas costas um rapaz que simplesmente foi o “anjo” e mesmo Frankie estando na sala, ele que era o anjo, e nada é mais devastador do que seu pai matar sua meia irmã e todas as pessoas que ela gostava por pura vingança.

Liah era incrivelmente forte e decidia a ajudar, pegou Ben, que mesmo sangrando ainda estava permanecendo vivo. Só pude fazer uma coisa, correr.

Corri e meus pés pareciam ser pesados como chumbo, Liah vinha atrás de mim, Roy na frente e Geovanne do lado dele, éramos só nós, os sobreviventes já que o “gênio” da turma era um traidor, fomos, no meio do nada, entrando e saindo de portas sem rumo até que vimos um espaço, um círculo enorme e logo acima tinha um buraco, onde carros pareciam cair a todo momento, mas eles passavam direto como um campo de força, a porta se fechara sozinha por trás de nós e o ar, ficou mais ou menos respirável, com o ar condicionado. Ficamos olhando aquela tela e vimos uma cafeteria, onde pessoas entravam e saíam com bolos e pães, mas eu não podia esperar, deitamos Ben e o examinamos:

- Acham que ele vai sobreviver ? – Disse Geovanne

- Claro que vai – eu disse, mas era coisa demais para absorver. Ben simplesmente força um sorriso.

- Joanne... eu só , quero que você me dê... – ele tosse, para por um momento tentando manter os olhos abertos, embora eu queira saber o que ele tem a dizer mas não quero que ele se esforce. – Água.

Tinha uma torneira ali, eu corri,

- Joanne, pode ser envenenada! – Liah berrou, mas eu só queria ver Ben feliz, satisfeito mesmo sabendo que aquele poderia ser o último pedido dele.

- Eu tenho isso- Disse Frankie , tirando um pequeno líquido brilhante, não sabendo eu se se tratava de pérola, branco, ou um tom claro de amarelo. – Eu ganhei do dia que fizeram o teste comigo – O olhar dele era triste então ele continuou:

- Me pegaram para fazer uns testes e misturaram o meu DNA com o de vários animais e outras coisas químicas, mas em mim tem uma parte humana, e o dia que essa parte em mim voltasse a ficar ativa, eu teria que tomar isso, porque me tornaria orgânico de novo, eu seria só um garoto com asas que obedece a robôs de novo, e isso, me faria voltar a minha forma perfeita. Eu preciso mais do que ele, até mesmo porque não quero voltar a ser escravo de ninguém. Dê isso a Ben.

- Tem certeza Frankie ? – me certifiquei

- Tenho, ele voltará a ficar bem.

...

Os olhos deles abriram- se num instante, ele deu um salto como se estivesse pronto pra combate. Ele então me viu e passou a mão por trás de meu pescoço como se fosse me beijar ou me dar um golpe com a cabeça, ele parecia estar louco, mas estava bem. Com todo mundo feliz, eu dei um forte abraço nele e agradeci a Deus bem baixinho:

— Ben, você está bem ? – eu disse

- Bem, até demais, posso passar meus dias com você agora- Ele falava depressa, ele estava maluquinho.

- Para alguém assim tão humano, creio que o remédio vai deixar ele pancada – Frankie deu uma risada – Mas não é permanente, não se preocupe.

Okay, estava tudo indo bem, porque menos um problema, mas era informação demais para processar, resolvi olhar o grande circulo em cima, enquanto Roy manejava os botões. Ele pegou uma alavanca que mais pareciam aquelas de velhos fliperamas, enquanto ele fazia isso, a imagem mecheu.

- Então era aqui... – disse logo, — Era aqui que ele nos observava... mas , onde seria isso ? Inglaterra ?

- Não, a Inglaterra é diferente, tudo é diferente, até as pessoas são, pode ser aqui na frança – começou Liah, mas ela ficava boquiaberta olhando pra lá, uma moça chegou ao lado de fora para sacudir as toalhas, aquela senhora, ruiva, com traços familiares, então seu rosto ganhou cor, e esperança dizendo :

-Mãe ...

Um relógio comunicador que estava com Geovanne apitou e recebemos uma mensagem de Max, ele nos disse que era para voltar porque tinham pistas fortes, Geovanne conseguiu dizer de volta que tínhamos matado, mas Max não compreendeu muito bem e deixou, mas eu tinha que ir fundo, queria rever a minha mãe, mesmo que tenha me abandonado ou coisa assim. Não tinha acabado ali, ou talvez eu achava que não, ainda restava o gás, os arquivos escondidos, e o mais importante, os vestígios das vítimas e o que aconteceu com cada uma delas mesmo que seja doloroso saber o destino final de minha irmã.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.