Atlantis
6 O Labirinto do Desespero
Notas iniciais
Narração de Ben
Estava tudo correndo bem até esse ponto, o que eu mais queria era voltar pra casa e tudo mais, mas eu não podia, tinha que salvar a vida de uma vampira ou sei lá o que o que ela era, mas eu tinha que cuidar de todo mundo que estava ali, eu olhei rapidamente para Joanne e percebi que ela não estava muito afim de encarar o bicho. Peguei uma arma e mirei na boca do bicho :
– Vou tentar acertá-lo ! – Atirei, mas o plano foi inútil, atirei mais centenas de vezes onde eu pude atirar, mas no final não tive resultado, até que olhei o murinho e tive uma ideia. Disse a Joanne :
– Joanne, lembra daquilo que fizemos no teste ? – Perguntei a ela.
– O que ? a que você se refere ? – Ela estreitou o olhar, até que eu disse
– A parada das espadas, você precisa fazer isso, agora! – Ela assentiu com a cabeça e atirou a espada dela, mas foi alto demais pra eu conseguir pisar, então eu dei uma improvisada com minha própria espada ficando ela e puxando o peso do meu corpo em um braço enquanto tentava pisar na espada, quando consegui, peguei impulso e fui, na cabeça do meio do bicho, fincando diretamente na boca dele, quando eu mudei de ideia, e em uma fração de segundos, mudei a espada de posição cortando toda lateral do bicho, e adivinha, dentro dele havia milhares de larvas minúsculas branquinhas e nojentas, mas o animal de três cabeças enfraqueceu e eu saí logo dali.
– Que Nojo – Realmente, Joanne ficou com nojo, — Você vai fazer isso com as outras cabeças ?
Antes que eu pudesse esconder, a criatura começou a estremecer quando em um reflexo eu disse :
– Corram todos, vai explodir ! – E fomos, Dare, o loiro, foi na frente, seguido por Geovanne,depois Ash, e sem me esquecer de Liah que estava lá em cima se livrando do bicho, quando entramos na porta de volta, até que ouvimos um barulho, e eu grito:
– Tem alguém aí ? – falo
– Dâaarph, buu – Diz um Zumbi, e depois mais um montão deles começa a emitir o mesmo som, quando todos achamos que é muito tarde para voltar, aí tínhamos duas opções, ou éramos mortos por zumbis ou levávamos um banho de larvas nojentas, e você qual escolheria ?
Foi nessa hora que eu disse :
– Temos que voltar – eu tentei ser claro, — Vamos passar pela larva gigante antes que ela exploda...
– Ou podemos usar meu teletransportador e tirar todos daqui – Dare me interrompe, e eu me irrito apesar daquela ser uma ótima ideia, depois não teríamos como chegar ao nosso destino já que tudo estaria infestado de zumbis
– Acho que não, é tudo ou nada – Aponto a direção e todos corremos, como em uma contagem regressiva, como se nossa vida dependesse disso, conseguimos passar pela larva até que ela explode, quando ouço Geovanne exclamar:
– Eca! Tem larva no meu cabelo – Ele passa as mãos nos cabelos retirando as larvas e eu ouço o grito agudo de Joanne entrar em meus ouvidos, e Liah revirando os olhos.
Fomos parando a medida que fomos identificando uma porta antiga e enorme de madeira, Liah vai na frente:
– Isso, não estava aqui, estava ? – Liah Observa
– Eu realmente não me lembro dessa parte no Subterrâneo existir, eu achava que daqui teríamos que voltar e seguir caminho, ou não estamos apenas fugindo das larvas nojentas ? – Dare diz
– Não tem como abrir essa porta ? – Geovanne chega perto e dá uns chutes, e passando alguns minutos a porta se abre.
– Não sei se é seguro entrar aí – Liah diz, olhando a enorme sala de metal, ou melhor um enorme laboratório, com andares e tudo mais, caldeirões e produtos químicos, aparentemente não tinha ninguém, mas eu também acho que não era seguro entrar.
– “Talvez non seje mesmo necessário entrar” – Ash diz, se aproximando
– Não temos muito tempo – Olho para trás e é muito tarde para voltar, mais ou menos uns trinta zumbis caminhavam em nossa direção. Assim que nós entramos, a porta se fecha, eu pego minha espada, suja de larvas, mas ignoro. Andamos mais até acharmos uma saída, e sem sucesso não encontramos. Eu vi uma portinha e uma chave na fechadura, eu abaixei um pouco e empurrei a porta, era uma enorme biblioteca, ou melhor... uma fábrica de jornais ? Sim, talvez nós estivéssemos muito, muito perto do Entregador de Jornais, eu ali abaixado olhando enormes prateleiras e inúmeros livros, além de muitos, mais muitos jornais na sala e uma enorme máquina feita para produzir jornais. Eu entro com a espada pronta para atacar, Liah vem logo atrás de mim, e opta pela arma.
– Acho que está tudo tranquilo – Eu digo a Liah, enquanto Ash entra na sala, acompanhado de Dare, Joanne e Geovanne.
– Sim, não tem ninguém, mas eu não estou segura, e a tal da pedra de sei lá o que ? onde ela está ? – Liah diz
– A pedra de Hiskamhan está próximo, mas duvido muito que ela esteja aqui – Dare analisa.
– Então, quando é que a gente sai ? – Geovanne diz
– Não, vocês não saem – Diz um cara,ele estava nos observando da sacada, ou melhor, ele parecia ter uns 20 anos, só que era bem forte, eu duvido muito que ele seja o entregador de jornais, mas tudo bem, ele tinha olhos verdes e o cabelo meio loiro espetado e vestia uma roupa toda preta e uma calça nas mãos.
– Quem é você ? – Eu pergunto, e percebo que todos estão armados, prontos para o ataque.
– Não se preocupe cara, eu não vou matar vocês, futuristas não ? e... oi Liah, quanto tempo, conseguiu sair daquela tortura ?
– Você o conhece Liah ? – Eu pergunto a Liah e ela me olha
– Nós... estudamos juntos em um internato – Ela começa
– E... – o cara a interrompe – Vai lá, conta o resto...
– E... todos tivemos que fugir quando detectamos um gás estranho que surgiu do nada, isso me fez ... bem, essas presas, e minhas habilidades, reflexos .. enfim
– E isso te tornou uma vampira ... – Joanne disse, quase hipnotizada
– Não sou bem uma vampira, se refira a mim como quiser, sou apenas uma felina. – Liah diz
– Mas o que ele tem a ver com você ? – Pergunto.
– Roy fugiu comigo, mas com o tempo nos perdemos. – Liah olha diretamente nos olhos dele
– Bem... vejo que lembra meu nome Liah, e... vocês são todos amigos ? – Todos fazem que sim com a cabeça e Roy continua – Precisam sair daqui rápido, eu não posso fazer isso, eu ainda preciso de deletar as cenas nas câmeras de segurança
– Você trabalha para o entregador de jornais ? – Joanne diz, ele pula lá de cima e tira o cabelo do rosto de Joanne, como se fosse beijá-la, então ele olhou pra cima.
– Vocês tem que ir, agora! – Ele dá um salto duplo e arreda uma estante com uma mão, e vejo um esgoto, acho nojento, mas era a única saída, ele dá um chute e arrebenta, e logo todos entramos e ele puxa a estante de volta pro lugar, e meche em alguns livros, dando para escutar tudo o que se passa na sala.
Ouvimos passos fundos como se estivessem batendo metal no chão, e uma vós forte de robô disse :
– Tem alguém aqui ? – a voz pergunta
– Não senhor – Roy responde.
– E o que faz na minha biblioteca ? – a voz pergunta de novo
– Nada senhor, eu estava, hm , arrumando
– Não minta pra mim – Meu coração parou, e pude sentir Geovanne reclamar até que peço pra ele se calar :
– Shhhh – digo, baixinho.
– Espere um pouco, — Os passos se aproximam, e sinto aquele frio na barriga – Você não mente pra mim não é Roy ?
– Claro que não senhor – Roy diz
– Então... ouço alguma coisa vindo... dali – Sinto que ele logo nos descobriria. Então a voz assustadora de robô diz:
– Frankie! Retire essa estante! – A voz ordena, e sinto passos novos vindo correndo e se aproximando, quando sinto um golpe e a estante cai ao chão, sim, eu dei de cara com o “Homem” que mais parecia o Exterminador do futuro, com um olho de robô e um canhão em vez de um braço, ele rosna, e apontando uma de suas armas ele olha para Roy :
– Você falhou – Assim ele ativa suas armas e em uma fração de segundos, uma luz ilumina toda a sala, era Frankie, eu reparei que era um pequeno garoto ruivo, que com o peito brilhando ele distrai o grande robô, dando tempo de Roy se esquivar e abrir um enorme buraco na parede. Frankie cega o robô que coloca a mão na sua metade humana, e cobrindo também o seu olho vermelho de Cyborg. Roy deu sinal para que entrássemos no buraco ainda em chamas e todos saímos sem olhar para trás, correndo ele diz :
– Oshian virá atrás de nós, a menos se formos para o Labirinto do Desespero.
E assim fomos, numa aventura onde ninguém sabia se voltaríamos vivos ou não.
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