Atlanta

13 Capítulo Doze


No CDC, as análises que os cientistas de fora faziam, eram enviadas por email. De todas as partes dos Estados Unidos e do mundo, todos comunicavam entre si. Em cada região dos EUA, haviam cientistas trabalhando. E os líderes destes grupos enviavam seus relatórios sobre os tratamentos. Mary Cousin, a estudante, ficou responsável por receber os emails dos diagnósticos mandados por outros cientistas. Todos tinha diagnósticos parecidos, e todos os emails chamaram a atenção da estudante por um motivo: todos os pacientes que estariam morrendo, voltavam à vida. Ela logo chamou Jeremy para ler um dos emails com ela.

―O que houve, Srta Cousin? ―perguntava o homem acompanhando a jovem. Mary sentou-se em sua mesa e o cientista puxou uma cadeira sentando-se ao lado dela.

―Recebi os vários emails com os diagnósticos de cientistas que estão analisando o caso, em todas as partes do país. E o que é mais curioso é que em todos eles, são relatados os mesmos sintomas e isso aqui... ―ela apontou para a tela do computador, onde se via escrito um pequeno trecho interessante. Jeremy fixou seus olhos na mensagem.

Ao ler, ambos ficaram boquiabertos.

―Mary, este relatório é muito importante. Você tem que encaminhá-lo de imediato para todos os outros cientistas como resposta. ―ele parou um instante. ―De quem é este remetente?

―É de Curtis Solomon, senhor. Cientista do CDC no Estado da Carolina do Sul. ―respondeu Mary, um pouco tensa e ansiosa.

―Mande o email. E destaque este remetente para que todos possam vê-lo. ―disse o homem seriamente logo saindo dali. Iria refazer as análises da vacina, assim como Curtis o fez, queria ver se obtinha as mesmas conclusões que o médico científico de CA havia obtido. Este caso estava deixando todos bastante preocupados, ninguém sabia no que poderia dar o final disso tudo, talvez fosse o motivo para tanta tensão em todo lugar.

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Ivne estava com Edward em casa. Ela havia dito que o levaria ao hospital, e o levou. Foram ao Atlanta Medical Center, mas a lista de pacientes estava cheia. Não conseguiram esperar, Edward estava piorando e precisava de repouso, logo resolveram voltar para casa.

―Iv... ―chamou o homem.

―O que foi, querido? ―ela olhou preocupada.

―Não estou agüentando mais. ―ele falou com dificuldade, Ivne colocou as mãos sobre sua testa e ele estava muito quente. A jovem modelo caiu no choro, se continuasse a piorar, perderia o homem que amava. Seria difícil, logo agora que iriam ter um filho. Provavelmente o criaria sem o pai.

―Aguente firme, meu amor. Logo virá ajuda. ― ela tentava tranqüiliza-lo, o que não surtiu muito efeito pois, nem ela mesma conseguia estar tranqüila com a situação.

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Carla havia chegado no apartamento de Gavin. Não tinha trabalho a fazer no dia, os que tinham estavam concluídos. O próximo evento seria dali a quatro dias, então tinham que esperar para editar mais fotografias. Foi até lá apenas para companhia.

―Ainda bem que não estamos doentes. Owen ouviu uma estranha teoria por aí, acho que deve ser da cabeça dele. ―contava Gavin sentado no sofá com Carla. A loira de cabelos curtos ouvia atentamente.

―O que ele disse? ―ela ficou curiosa.

―Acho isso bastante estranho, mas ele disse que pode ser que o Governo esteja tentando abafar o caso para não assustar a população.

―Fale logo, Gavin! ―ela falou autoritária.

―Tudo bem,eu falo. ―ele suspirou. ―Ele ficou sabendo que as pessoas que estavam doentes e morreram nos hospitais, estariam voltando à vida depois de um tempo.

―Credo! Que horror! ―Carla fez uma careta.

―É o que ele me disse que ouviu dizer.

―Ah, esse disse-me-disse... ―falou a loira como se estivesse cansada de boatos.

―Pode ser mentira, tanto quanto pode ser verdade. ―ele alertava.

―Tá, e em quanto tempo isso acontecia então?

―De quê? ― Gavin perguntou distraído.

―Dos mortos reviverem! ―ela estava ficando sem paciência.

―Ah sim, segundo as fontes, 24 horas ou menos.

Carla ficou pensativa por uns instantes, e logo em seguida respondeu algo inaudível, Gavin ignorou-a. Achava que as vezes a amiga era louca, mas gostava dela.

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Jack foi interrompido de seu sono do dia por um chamado do exército, logo teve que deixar Grace dois dias depois e seguir para o quartel, estava sendo convocado. O sargento Vincent aguardava os soldados enquanto se preparavam. Todo o grupo se colocou em sentido quando o sargento chegou.

―Atenção! ―gritou Vincent. ―Boa tarde, todos estão me ouvindo?

―Sim, senhor! ―todos os soldados responderam em coro.

―Prestem atenção, temos uma missão emergencial. ―explicava o sargento andando de um lado para o outro. ― O presidente dos Estados Unidos teve uma reunião com os governadores de todos os Estados do País e chegaram a uma conclusão. ―o homem fez uma pausa. ―Todos os doentes que estão nos hospitais devem ser executados, entenderam?

―Entendido, senhor! ―os soldados prestavam atenção e respondiam prontamente.

Jack prestava atenção, mas estava pensando em várias estratégias também. “Preciso pensar em algo, se a cidade virar um caos precisarei buscar Grace...” Pensava ele, logo tendo seus pensamentos interrompidos pelo grito do sargento.

―Já foram mandadas algumas equipes para as cidades pequenas, nós cuidaremos de Atlanta. Vasculhem todos os estabelecimentos suspeitos! ―ele fez um pausa. ―Alguma dúvida?

Um soldado levantou a mão.

―Pode falar. ―disse Vincent.

―Senhor, quando invadirmos os estabelecimentos, como vamos saber se foram infectados ou não?

―Boa pergunta, soldado! ― o homem olhou todos. ―Caso hajam dúvidas quanto a infecção naqueles que forem abordados, chequem a garganta. De acordo com as informações dos médicos, quem é infectado possui pequenos cortes visíveis na garganta.

O sargento continuou e mandou os soldados se prepararem, Jack estava preocupado, se a situação piorasse, ainda não havia sido informado do que fariam pois, ainda não sabiam até onde iria isso. Pensando assim, era realmente preocupante.

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Alicia Herzog estava cansada, havia trabalhado muito naqueles dias. Deu Graças a Deus por Julio não ter tido nenhum sintoma da doença, e nem ela. Estavam devidamente vacinados e protegidos. Pelo menos por enquanto.

―Espero que eles consigam erradicar esta doença. ―falava Alicia.

―Eu confio nos cientistas, se nenhum aviso foi dado ainda, provavelmente eles devem estar finalizando alguma solução para isso.

―Eu espero que sim... ―Alicia disse. ―Mesmo assim, acho que devia arrumar suas coisas, Julio.

―Por quê? ―indagou ele vendo a expressão de ansiedade no rosto da irmã.

―Estou com um mau pressentimento, e acho que vamos precisar de nossas coisas... ―ela falou, e logo combinou com o rapaz para ela ir primeiro no apartamento dos dois e buscar as coisas dela enquanto ele ficava tomando conta da loja, e depois ele iria, e ela ficaria na loja.

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Levi Benton sentou-se em frente ao computador, na sala de análises do Grady Memorial. Checava seus emails. Viu que na caixa de entrada possuía um encaminhamento do CDC, re-enviado por Mary Cousin. “Ela esta aprendendo bem.” Pensou o homem, ele conhecia a jovem e viu que Diana Dowt havia ensinado bem as teorias, enquanto Jeremy a guiava na prática, em todos os aspectos.

―Pensando bem... acho que vou imprimir. ―disse o rapaz para si mesmo, ele enviou uma resposta ao CDC, que seria vista por Mary, dizendo que imprimisse o email original recebido e o guardasse nos arquivos do Centro. A cópia que ele fez, mostraria a Grace e aos outros médicos.

Enquanto isso, o Governo se preocupava em não dizer nada ao público, pois não queria alarmar a situação, achavam que poderia dar um jeito por baixo dos panos. Mal sabiam a gravidade do problema.

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Penny e Phillip não tiveram condições de levar o corpo de Sarah para organizar um velório e enterro. Os médicos e autoridades do hospital não deixaram que removessem o corpo, eram ordens maiores. O homem foi reclamar na direção do hospital.

―Por favor, eu quero falar com as autoridades! ―ele estava nervoso e Penny chorava silenciosamente ali ao lado.

―A senhora Lavínia Audrey está vindo, só um momento senhor. ―falou a moça que recepcionava no escritório da direção. Logo a diretora chegou no local, vendo a reação de Phillip.

―Olá, sou Lavínia Audrey, diretora do Grady Memorial. ―ela o fitou por um instante, analisando o homem. ―Em que posso ajudá-lo?

―Minha esposa morreu. Maldita doença! ―ele praguejou. ―Eu queria levar o corpo dela para ao menos fazer um velório para a família, e um enterro digno. ―ele deixou as emoções aflorarem e quase chorou. ―Mas o médico que estava cuidando dela não quis deixar que o corpo fosse liberado.

―Lamento senhor, sei o quanto queria homenageá-la, eu entendo. Também tenho minha família e se algo acontecesse, gostaria de fazer o mesmo. ―ela parou uns segundos, logo voltando a falar. ―Mas são ordens da presidência, não podemos liberar os corpos das pessoas que morreram e devemos manter em quarentena os doentes.

Phillip apenas assentiu e não podia realmente fazer nada, apenas se retirou do local, Penny falou algumas coisas para o pai que de algum modo, talvez o reconfortasse.

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―Todos tomaram a vacina mesmo? ―indagou Grace a Jeremy ao telefone.

―Sim, já fizemos a contagem de pessoas vacinadas. Ninguém, absolutamente ninguém deixou de tomá-la.

―Sim. ―ela falou com o pensamento vago.

―Onde está Levi Benton? ―perguntou o homem.

―Provavelmente analisando mais pacientes. Está se alastrando rapidamente e estão acontecendo coisas estranhas que provavelmente o senhor já deve saber. ―disse a cientista com a voz preocupada.

―Sei sim, e um pouco mais do que você própria sabe...