Atividade espiritual
1 Capítulo unico.
Notas iniciais
Boa leitura. Não esqueça do comentário aqui, okay?
Essa história comeca em 1876, quando uma familia muito humilde resolve se mudar para uma pequena cidade ao sul de califonia, que chamava-se Dead City. Uma famila um tanto tradicional, os lendários empresários Barnos, compraram uma casa muito grande nessa pequena cidade. Nela reside Thomas, o filho mais velho e rebelde. Thais, a garota caçula. keiti , a mulher de um grande coração. E seu marido, Jhony .
Com o passar do tempo eles foram se adaptando a casa e a pequena cidade dead city, que havia uma população de apenas 1001 habitantes. E quase nada de agito, uma cidade considerada pacata.Mas existia uma lenda nessa cidade , uma lenda que temia todos os velhos habitantes , e que assustava os turistas que ali iam. A historia dessa lenda conta que um pouco antes da cidade ser inaugurada, em 1706, ja existiam moradores nela , e era a famosa familia Dead. Essa famila tinha uma mulher que se chamava Lusa, e dizem que a Lusa não era uma pessoa normal . A lenda diz que Lusa tinha o grande demônio que dominava seu corpo, e que ela não era capaz de controlar. Toda a familia Dead foi morta, um por um, por esse demônio que colocou cada um da familia em um poço bem fundo, que ficava no quintal. Lusa foi exorcizada por um grande padre, mas as almas da familia morta nunca deixaram a cidade em paz , alguns dizem que já viu pessoas dentro de suas casas, outros falam que sente algo estranho presente em muitos momentos, mas nunca foi comprovado nada. Thomas, em um certo dia, ficou sabendo dessa tal lenda, mas não quis conta nada para sua familia, pois ao seu ver, não se passava de mais uma lenda estúpida. E ele era maduro o suficiente pra não acreditar em histórinhas inventadas.Thomas não era religioso, pois sua familia também nunca foi. Ao longo do dia, ele ficou repensando na lenda que haviam lhe contado e decidiu falar com sua mãe. — Mãe, hoje me contaram uma coisa ridícula. Você acredita que existe uma lendazinha dessa cidade infame?- Riu seco.- Eu não acredito e nem nunca vou acreditar em espiritos .— Pois eu acredito, filho.- Ele a encarou assustado.- Mas não gosto de falar disso.Sem mais nem menos, a expressão no rosto de Keiti mudou, como se ela tivesse vendo algo ou sentindo algo.— Mãe, o que foi?— Nada não, só senti uma tontura.- Piscava os olhos ainda perdida. Thomas tratou logo de trocar o assunto.No dia seguinte, Thomas acordou de madrugada e saiu de seu quarto, pois tinha escutado ruídos no andar de baixo. Mas aquilo definitivamente não eram ruídos normais, tinha um som diferente. Quando ele chegou no térreo o som parou, e ele deu de cara com sua irmã mais nova, Thais, que estava parada na cozinha com uma cara muito estranha.— O que diabos você está fazendo aqui, Thais?- Perguntou assustado. Ela apenas o ignorou, subindo em direção ao seu quarto. Thomas achou aquilo muito estranho, não entendia nada do que estava acontecendo, mas resolveu voltar para seu quarto.Na manhã seguinte, a familia se reuniu para o café da manhã, e o garoto chegou já questionando sua irmã. — Thais, posso saber o que você tava fazendo aqui em baixo 3 horas da manhã? — Não estive aqui em baixo, maninho.- Disse o encarando, sincera.- Eu dormi junto com o papai e a mamãe, não desci pra nada. Thomas ficou espantado, não sabia mais o que pensar.— Mas pai, eu vi ela ontem aqui em baixo sim!— Thomas, pare de mentir. Sua irmã dormiu comigo e sua mãe, perceberiamos se ela saisse. E ela só tem 8 anos, não mentiria pra todo mundo por uma bobeira dessas. O garoto ficou arrepiado e passou o resto da refeição pensando naquilo. No inicio da tarde, ele seguiu para o centro da cidade, para pesquisar mais sobre a lenda da cidade . Assim que começou, foi ficando cada vez mais obececado pela lenda e os acontecimentos daquela cidade. Depois de muito pesquisar, ele se assustou com sua nova descoberta. O endereco de sua casa era a mesma onde morou a familia Dead e a tal Lusa, que era conhecida por possuir o demônio em seu corpo. Extremamente assustado, Thomas andou sem rumo por um tempo. Tinha medo de contar para seus pais que a casa onde moravam poderia ser assombrada , e sabia muito bem que seu pai nunca iria acreditar nele. E a julgar pela ultima reação de sua mãe, não poderia lhe falar nada. Então, sem opção, se manteve calado e deixou que as coisas rolassem normalmente. Uma semana passou e ele percebeu que nada mais de estranho havia acontecido, preferiu assim acreditar que tudo era coisa de sua cabeça. A mudança de cidade que havia lhe afetado, afirmava para si mesmo, tentando se convencer.Durante essa semana que se passou, Thomas começou suas aulas no Colégio Harve, e assim conheceu a sua amiga e também vizinha, Jhemi. Ela era uma garota de 17 anos, com cabelos castanhos e olhos que davam arrepio. E acima de tudo, ela era uma menina extremamente linda e misteriosa. No tempo que passaram juntos, Jhemi costumava falar muito sobre a tal lenda da cidade e em um certo dia, ela contou que ao voltar para casa, passando pela frente da casa de Thomas quando esta ainda estava vazia, viu algo muito estranho, que parecia até sobrenatural. Na janela, que atualmente era o quarto dos pais de Thomas, tinha uma sombra se movimentando e quando ela fixou seu olhos para ver o que era, a tal ''sombra'' simplesmente sumiu. No mesmo momento, Thomas voltou a ficar com aquele medo de antes. Contou a Jhemi do acontecimento com sua irmã, qaundo ela estava estática na cozinha olhando para o nada no meio da madrugada e depois negou fielmente que isso tinha acontecido. Além disso, ele contou da tal descoberta que havia feito, seu endereço ser o mesmo de Lusa.Jhemi ficou espantada com o que ele havia lhe falado,principalmente com a noticia de que o poço onde a Lusa jogou todos da sua familia era simplismente em baixo de sua casa.
Então, os dois resolveram ir a igreja no centro da cidade, para falarem com o Padre Daniel ,eles contaram exatamente o que estava acontecendo. O Padre, que não acreditava na lenda, disse que os dois tavam se precipitando e mandou eles irem para suas casas. Os dois adolescentes sairam muito bravos, mas não reclamaram e fizeram o que o Padre dissera.Thomas, ao chegar em casa, vê sua família simplesmente desesperada. Seu pai estava com as duas mãos na cabeça e os olhos avermelhados inchados, enquanto sua mãe chorava sem parar encolhida no canto do sofá. — O que está acontecendo aqui?- Peguntou sem obter resposta. Até que uma maca sendo carregada por dois médicos vinda da direção da cozinha passou rapidamente, e ele só conseguiu visualizar sua pequena irmã nela, sangrando muito.A partir dai tudo foi uma confusão. Pegou seus pais e dirigiu conturbado até o hospital para o qual levaram sua irmã. Somente quando os médicos os acalmaram, avisando que a menina iria ficar bem, que Thomas parou para pensar no que realmente tinha acontecido em sua casa.Ao permitir a entrada de parentes para ver a menina, o garoto foi o primeiro a ir em direção ao quarto. Viu sua irmã cheia de tubos, e uma grande pedaço branco cobria seu braço. Curioso, ele afastou levemente a faixa branca, e viu que o que ali tinha era uma mordida. Uma mordida de um ser humano. Chocado, mostrou aos seus pais, que se assustaram de imediato. A menina os encarava sem entender. — Filha, o que aconteceu com você?— Eu... Não sei.- Disse olhando pra mordida.- Só me lembro de estar brincando escondida, pra mamãe não brigar. E... As luzes...elas se apagaram sozinhas. Comecei a sentir uns calafrios estranhos, e parecia que eu não tinha voz. Não conseguia gritar. Depois disso, só me lembro de sentir uma dor horrível no meu braço, como se alguém o estivesse mordendo. Meu ouvido começou a doer, e uma voz muito feia dizia ''morteee''- Disse cabisbaixa.- E não lembro de mais nada, só que eu acordei... aqui.Jhony e Keiti ficaram nervosos com a situaçao, e muito preocupados. Jhony tinha certeza que algum homem entrou em sua casa e fez mal a sua filha. Mas Thomas, logo entendeu com que aquilo tava ligado. A lenda. Esperou chegar em casa, com sua irmã já melhor, para desabafar. — Mãe e pai, eu preciso falar com vocês. É sério, por favor, acreditem no que vou dizer.- Começou receoso.- Eu sei que vocês vão achar que é besteira, mas não é. Muitas coisas esquisitas aconteceram desde que chegamos aqui, e eu acho que quem fez isso a Thais foi a Lusa. Sim, pai, a da lenda. Eu descobri que o endereço da nossa casa é o mesmo da lenda, e que coisas estranhas aconteciam nela antes de a gente chegar aqui. Foi ela, foi ela que atacou a Thais. Eu tenho certeza! Foi ela, pai, a gente tem que sair dessa cidade! Temos que sair agora!- Dizia desesperado para que eles acreditassem.— Thomas, pare com isso já! Estamos passando por uma coisa séria, sua irmã foi atacada e o bandido que fez isso com ela está solto, e você quer que percamos tempo com histórias da sua cabeça?- Jhony falava nervoso- Você já não é mais uma criança, moleque, então cresça. Keiti, que até então observava calada, encarou os dois séria.— Eu acredito em você, filho.- Seu marido a olhou como se ela estivesse louca.- Eu sempre te disse que sentia uma coisa estranha nesse lugar, Jhony, mas você nunca me ouvia. — Vocês estão acreditando em uma lenda urbana! É uma lenda!- Dizia vermelho. Ao terminar a frase, as luzes de toda a casa se apagaram. Os três ficaram assustados, principalmente Thomas. Antes que qualquer um pudesse dizer algo, um grito agoniado ecoou pelo local. Desesperado, percebeu que seus pais não o respondiam. Tateando pela sala, achou uma lanterna que ali tinha. Chamava veemente pelos seus pais, que não o respondiam. Ao olhar todos os comôdos da casa, percebeu que eles não estavam em nenhum deles. Só faltava o porão. A penumbra e o silêncio o deixava ainda mais aflito, enquando caminhava lentamente em direção ao porão. Mas nada superou o terror que sentiu ao ouvir o grito de sua irmã.— ME AJUDA! POR FAVOR, ALGUÉM ME AJUDAA! Por puro instinto, correu o máximo que pode até onde vinha a voz da sua irmã. Abriu a porta com tudo, que se fechou fortemente logo que ele entrou. Mirou sua lanterna pelo porão, procurando sua irmã. Mas tudo o que viu foi o que mais rezava para não ver. Seus pais, mortos. Jogados no chão daquele porão sujo. O grito e choro de dor do garoto fizeram eco pelo local. Depois disso, Thomas só conseguiu ouvir uma coisa... Uma voz. Uma voz que ele conhecia, que ele costumava ouvir. A voz que agora também pertencia ao demônio que matara seus pais.Fim.
Notas finais
Então é isso, gente. Deixem seus comentários.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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