Athenas
25 Recebo um Presente de Papai
Notas iniciais
[Jace Stephen]
O dia foi exaustivo, mas a luta foi muito boa. Vi como Anthony tinha dificuldade de bloquear e atacar Rovena e me senti feliz por saber que eu tinha uma garota que sabia se defender muito bem.
Na aula de estratégia quase dormi. Parecia que podia sentir Hipnos me influenciando a fechar os olhos e cair no mais profundo sono, quando senti que estava prestes a fazer isso senti a mão de Rovena apertar a minha e uma onda de energia passou por mim, acordei imediatamente.
Depois de uma janta normal deixei Rovena em seu Chalé com um beijo na testa e sai em direção ao meu chalé, quando cheguei vi que nenhum de meus irmãos encontravam-se lá e senti que algo estranho iria acontecer. Saquei minhas lâminas e passei a mão sobre elas, esperei meu inimigo me atacar e quase como se tivesse acesso aos meus pensamentos ele atacou.
Brandi minha espada e ataquei o inimigo, não pude ver seu rosto, apenas podia ver o contorno de seu corpo e mirei no coração. Durante muito tempo ataquei e ele bloqueava, fiz floreios de esgrima e saltei de um lado para o outro, dei o melhor que pude no escuro quase total, foi quando o inimigo me imobilizou. Senti uma onda de adrenalina por meu corpo quando ele jogou minhas espadas longe apenas com a força do pensamento e senti que ali seria meu fim.
Foi quando ouvi uma risada conhecida e quase relaxei.
–Boa luta filho- Disse meu pai.
–Boa luta pai, quase consegui acertar seu coração umas três vezes, no mínimo.
Ele me soltou do peso de seu corpo e levantei-me massageado o pescoço.
– Tens razão. És um ótimo lutador.
–Obrigado.
–Vim porque sei de sua missão e queria lhe dar um presente especial. Um presente que apenas o melhor e mais poderoso filho de Hades pode ganhar.
Ele tira uma espada de dentro do casaco e as luzes do chalé acendem-se, foi então que pude ver a grandeza da espada. Vi que também é feita de ferro Estígio, mas durante toda sua extensão tinha filetes vermelhos. A espada de dois gumes tinha um punhal incrustado com rubis e diamantes e logo acima do punhal havia uma grande caveira que tinha olhos de rubi. Da boca aberta da caveira saia uma espécie de névoa e alguns sussurros que eram quase inaudíveis. Era uma linda espada e me sentia honrado em poder segurá-la.
–Pegue ela, se conseguir manusear é sua.
Peguei a arma e ela me pareceu muito leve. Dei uns golpes no ar e fiz alguns floreios até que a espada parou na garganta de meu pai.
–Bom o bastante para você?- Perguntei desafiador.
– Muito. É sua, meu filho- Ele tira a espada da garganta com a mão- Essa é a Saga da Morte e ela foi forjada para mim há muito tempo atrás. Ela é feita de almas perdidas e sonhos destruídos, ninguém jamais conseguiu controlar ela com tamanha destreza além de mim, até você fazer tudo isso. Não é você que a escolhe e sim ela que escolhe o portador. Ela o escolheu, é sua.
–Obrigado pai, é o melhor presente que já ganhei.
– Faça bom uso dela e me orgulhe meu filho. Confio em você, num futuro eu precisarei de você e espero que se lembre de minha confiança.
Meu pai desaparece num estalo e guardo a arma no meu compartimento secreto, vou dormir pensando nas palavras de meu pai. O que aquilo queria dizer?
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