Atenciosamente Jean

2 We all have a secrets


Notas iniciais
Ma! Oeee, (eu volteeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii e agora é pra ficar) tenho que urgentemente parar de cantar nas notas dos capítulos .-. Vocês devem me odiar muito porque a música deve ficar na cabeça. E música ruim ainda ;-; Então, demorei porque eu estava/ estou em semana de provas (leia matemática e física no mesmo dia) dai a inspiração vai embora, e esses textos são baseados no meu ponto de vista e devaneios a partir de uma conversa que tive com alguém. Espero realmente que vocês gostem.

Bom dia, tarde, noite, querido leitor.

Hoje devo confessar que acordei disposto e inspirado. Tentarei não ser tão maldoso, mas só tentarei ok?

“We all have a secret” pelo menos um, não é? Vai me dizer que nunca se interessou pela namorada do coleguinha? Vai me dizer que nunca sentiu inveja da bolsa da amiguinha? Eu também tenho segredos banais como esses, mas e aqueles pesados? Que lhes tiram noites de sono? Não falo de assassinato, nem de crimes, mas aquela vez que você simplesmente passou a perna em alguém pra garantir algum lucro? Te pergunto, valeu a pena? Acredito que não pois você lembrou justamente do que fez quando leu minha frase anterior. Os seres que nós chamamos de racionais e civilizados de maneira alguma tem o menor pudor quando nos damos de cara com uma situação onde podemos nos dar bem à custa de alguém. Não precisa ser algo avassalador, mas você alguma vez já se aproveitou a situação para sair ganhando. Charlie, conte-me novamente aquela sua historia...


– Bem há alguns anos antes do Jean ter alucinações e imaginar que eu existo eu cursava o quarto módulo de engenharia civil. Um colega meu de curso era formado em arquitetura e como um curso depende do outro ele resolveu cursar engenharia. Certo dia tivemos uma prova em que eu não tinha tido tempo na noite anterior de olhar o conteúdo, a prova era de alternativas e a sala se organizava por números, e não nomes, o lugar que nos sentássemos no primeiro dia de aula determinava quais números representaríamos. Eu me sentava na cadeira 41 da fileira E ele se sentava na cadeira 47 da fileira B. No dia desta prova o Professor pediu para que cada aluno que era o último da fileira levasse as provas para ele. Esse rapaz arquiteto levantou e colocou a sua prova na cadeira ao meu lado. Eu não tinha escrito nada na minha prova, então resolvi pegar a prova dele, como era feita a lápis copiei algumas respostas na minha prova e reorganizei os números. Ele passou a ser o numero 41 da fileira E e eu o 47 da fileira B. No fim do bimestre olhamos a nota e ele não acreditou que errou quase tudo, e eu tinha fechado com 8.7, não interferiu na nota final dele, não muito, mas me salvou o semestre. Está ai a história Jean.


– Certo. Viram como não precisa ser um homicídio seu segredo? A vontade de sair por cima das pessoas é tanta que não nos controlamos mais, dai você pensa: “Ain Jean, mas não prejudicou a vida do rapaz, ele passou normal. Foi desespero do Charlie” Pois é, foi desespero, mas o que mais fazemos por desespero? Ameaçamos? Trapaceamos? Querido, nada justifica o erro. Vai custar sua morte, então que você morra, mas nunca, jamais prejudique alguém por causa de nada, mas menos ainda se você por acaso sair ganhando.

Atenciosamente, Jean.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim, comente. fico muito grata com cada cometário. Não gostou? Que pena, mas me mostre como eu posso melhorar. Aceito sugestões para Jean debater/ mostrar seu ponto de vista nos próximos capítulos. Obrigada por ler, até o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.