Atemporal

2 Retroceder


Notas iniciais
Neste capítulo Ian tenta entender o que são seus poderes. Obrigado pelo interesse boa leitura! Não esqueça de deixar um review por favor! Seus lindos :)

Continuei andando procurando entender o que tinha acontecido, mas me lembrando do passado eu corri para o outro lado da rua, antes de passar no beco e o ladrão vinha naquela direção.

Para meu azar eu era o único na rua. Ele a atravessou andando rápidamente, mas eu já sabendo o que ia acontecer, comecei a correr.

E ele veio atrás de mim.

Eu corri com tudo o que tinha até chegar na avenida, por sorte dois policiais estavam em um posto de gasolina, eu então gritei socorro:

— Socorro! Tem um maluco atrás de mim!

— Como é que você sabia que eu ia te roubar, cara?!

Os policiais jogaram as rosquinhas que estavam comendo, e retiraram suas armas mirando no meliante. Este que por outro lado, também tirou a sua arma e um tiroteio começou, e infelizmente eu estava no meio dele.

— Mas que droga! Vou morrer de novo?! Isso tá piorando!

Mas dessa vez eu consegui me livrar, por sorte nenhum tiro me acertou e eu consegui correr e me distanciar alguns metros do tiroteio.

Naquele momento eu percebi, como uma alteração no passado faria um futuro diferente. E que dependendo das escolhas que eu fizesse eu seria capaz de alterar o futuro.

"Eu seria capaz de alterar o futuro?" Pensei. Mas como poderia? Foi um milagre o que aconteceu, quer dizer, eu nem sei o que fiz e como eu fiz, e se eu poderia fazer de novo.

Totalmente atordoado eu voltei para a casa, e me joguei na cama, trabalhar o dia inteiro e ainda correr seis quarterões não foi fácil, e amanhã ainda tem mais.

Eu apaguei.

E tive outro sonho.

E quando eu pensava que não dava pra ter um sonho pior do que aquela premonição, eu tive esse.

Um daqueles sonhos comuns, onde você aparece pulando de um prédio e acordando antes de se esborrachar no chão, mas esse sonho tinha alguns detalhes.

O prédio em que eu pulava era o edíficio do meu escritório de jornalismo eu acabava de destruir a vidraça do prédio e o Isaac tava do meu lado tentando me segurar antes que eu pulasse, o mais estranho é que eu não cai, eu quis pular.

Até ai tudo bem, sonhos não fazem o menor sentido mesmo.

Mas depois do último que eu tive, isso me deixou preocupado.

Então acordei, me arrumei, peguei o metrô e fui para o trabalho, como eu sempre faço, e quando eu cheguei contei tudo para o Isaac, tudo o que tinha acontecido ontem.

E adivinhem só? Ele não acreditou.

— Cara, você tá maluco! Como assim voltou no tempo?

— É verdade cara, não sei como aconteceu, só... Aconteceu!

— Você tomou algumas ontem né?

— Não cara, claro que não! Já disse que é verdade!

— Então prova!

— Como?!

— Pula de um prédio e me conta a sensação!

— Peraí o que?!

— Eu tô brincando cara, qual é!

Naquele momento, eu não sabia o que pensar, eu deveria fazer o que aconteceu no sonho? Da última vez eu o ignorei e quase não vivi pra contar a história. Mas pular de um prédio? Isso é demais.

— Cara, você não tá pensando em...?

Eu tinha a sensação de que devia pular, mas eu estaria arriscando minha vida.

Mas talvez fosse assim que a "coisa" funcionasse, quando eu estivesse em perigo. Talvez um mecânismo de alto defesa.

— Eu vou pular.

Com meu corpo tremendo dos pés a cabeça, eu disse.

— Cara, você tá maluco?

— Já era pra eu ter morrido Isaac, talvez esse seja o meu teste.

— Cara, eu não vou deixar você fazer isso!

— Você não tem escolha.

— Ian!

Eu sai correndo e me joguei contra a vidraça que ficou em pedaços e o Isaac tentou me segurar. Exatamente como no sonho. Aquela sensação de estar caindo... De um prédio de vinte andares, cara... Não é uma coisa que eu vou esquecer tão cedo. Mas no que eu estava pensando?

Enquanto eu caia do prédio me lembrei que a "coisa" poderia não acontecer, mas eu estava muito convicto de que ia. E antes de me quebrar inteiro no chão, eu fechei os olhos, e os abri.

E lá estava eu de volta, conversando do lado de Isaac:

— Pula de um prédio e me conta a sensação!

— Viu? Eu pulei!

— O que? Cara, você tá aqui parado, conversando comigo.

— O que disse?

(Quer dizer que as pessoas não sentem nenhuma mudança? Não percebem nada?).

Eu pensei.

Naquele momento eu percebi. Que o tempo só alterava para mim. E ninguém iria perceber isso, pelo menos não por enquanto.

Notas finais
Por favor se gostou, deixe uma review, se não gostou também, aponte os erros da história se possível, ajude um autor. hauehueahueahuea Obrigado por ler até o fim!