Atemporal
7 Encontro
Notas iniciais
Ela então começou a ver o meu futuro, tava na hora de saber se essas premonições eram de fato premonições, ou se significavam alguma outra coisa. Depois de um minuto ela soltou minhas mãos e abriu os olhos e ficou olhando para mim com uma cara surpresa. "O que ela estaria pensando?" Eu pensei. E sem perder mais tempo perguntei a ela:
— E aí? O que houve? Conseguiu ver algo?
— Dessa vez sim.
Ela respondeu com uma cara de surpresa.
— E então? O que você viu? Fala logo Amber!
Ela ainda surpresa colocou a mão na testa e abanando a cabeça disse:
— Parece que você tinha razão. Realmente no seu futuro você tem um encontro comigo.
Comemorando muito eu respondi:
— Ah há! Uhul! Eu sabia! Eu sabia!
— Ei abaixa a bola Ian, eu nunca disse que era um encontro amoroso.
— Putz... É verdade.
— Eu vou sair com você, mas não pense que você vai conseguir alguma coisa. Vamos usar essa oportunidade para...
E a interrompendo eu disse, tentando completar o que ela falou:
— Nos conhecermos melhor?
— Não Ian, será que da pra parar de pensar com o seu pênis? Você tem poderes capazes de controlar o tempo e só consegue pensar nisso? Coloca isso na sua cabeça, não vai rolar nada entre a gente.
— Tá bom, tá bom, não tá mais aqui quem falou.
— Ótimo. Me pega sábado as oito da noite na minha casa.
E ela saiu aindando, mas naquela hora eu me lembrei que eu não tinha um carro:
— Ei, espera! Eu não tenho carro...
— Ah Ian... Então eu te pego no seu apartamento.
— Espera Amber, você tem carro?
— Não é meu é do meu namorado.
— O que!? Você tem namorado? Como eu fiquei sabendo disso só agora?
— Você nunca perguntou.
Coçando a cabeça eu disse:
— Ah, mais que coisa! E seu namorado vai emprestar o carro assim, de bom grado?
— Ele vai estar jogando futebol no sábado.
Sério? Um jogador de futebol Amber? Tomara que ela não fale com o Isaac.
— Bom, já que é assim nos vemos lá Amber.
— Certo.
Olhando ela partir, fiquei imaginando o quão fracassado eu era, não tinha um carro, ela ia me buscar na minha casa, e o pior com o carro do namorado dela. Mas eu tinha algo que dinheiro e reputação nenhuma podia comprar: poderes. Poderes que ainda não estavam aprimorados por completo.
O tempo passou e o sábado chegou, estava uma noite maravilhosa, e lá estava ela dirigindo um conversível vermelho de luxo, o namorado da Amber tinha dinheiro pelo jeito, mas tentei não ficar pensando nisso afinal, não ia existir competição nenhuma entre nós, pelo menos é o que eu achava. Mas o que realmente me chamou a atenção foi ela, a Amber. Ela estava tão bem vestida com um longo vestido preto que logo me fez esquecer do seu namorado. Eu estava vestindo um terno preto comum, que fazia eu me sentir pequeno ao lado da Amber. Ao entrar no carro eu disse com um pouco de receio:
— Nossa Amber, você está... Linda.
— Obrigada, Ian. Você não está nada mal também.
— Obrigado, eu acho. Mas e então aonde vamos?
— Eu vou te mostrar.
Depois de uns trinta minutos andando com aquele carrão ao lado de Amber chegamos ao um restaurante em uma das avenidas mais importantes da cidade, o restaurante era chamado de: "Voyage" Parecia francês.
— Chegamos.
Amber disse, logo após estacionar o carro.
Nós entramos no restaurante, e ele era bem familiar, era o mesmo restaurante do sonho, bem chique por sinal, não era coincidência, será que a Amber sabia qual era o restaurante por ter visto o meu futuro? Nos sentamos numa mesa para dois e pedimos duas taças de vinho enquanto esperavámos pela comida, mas não demorou muito tempo para um cara estranho, com cabelinho preto e arrepiado de estatura alta, forte, com calça jeans, tênis e trajando uma jaqueta daquelas que só os jogadores de futebol americano usam, entrar pela porta do restaurante com uma cara feia, gritando:
—Amber!
Ela surpresa olhou para mim dizendo:
— Essa não, é o meu namorado!
E eu respondi, abanando a cabeça:
— Ah, essa não, me ferrei.
O namorado da Amber então já chegou falando:
— Quem é esse cara? Porque você tá saindo com ele?
— Steve, o que é que você tá fazendo aqui?
— Eu faço as perguntas aqui!
Vendo o clima tenso e o problemão que eu estava me enfiando, tentei argumentar:
— Olha cara, nós somos apenas amigos, não aconteceu nada e...
Antes de fechar a boca para terminar de falar ele me interrompeu se preparando para me acertar um soco, eu então, instantaneamente tentei me defender e fechei os olhos, esperando o ataque, mas nada aconteceu, fiquei uns cinco segundos esperando o soco, mas nada aconteceu eu abri os olhos e percebi que o namorado da Amber estava parado na posição de desferir o golpe. Era como se ele tivesse congelado no tempo.
"O que aconteceu? Eu fiz isso?" Pensei comigo. Mas quando olhei para todos os clientes do restaurante, todos eles estavam imóveis, exceto ela: Amber.
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