At The Begining ( No Começo )

1 At The Beginning No Começo


At The Beginning (No Começo)

É estranho como estamos agora…

We were strangers

Starting out on a journey

Nós éramos estranhos

Começando uma jornada

Apesar de não nos conhecermos, nos dêmos tão bem... Foi tão bom.

– Keirin-chan, vamos logo ou vamos nos atrasar! – um garoto de onze anos gritara, acenando, enquanto corria à frente de Keirin, uma menina de onze anos, que usava uma saia simples e uma camisa branca.

– Espera um pouco, Keiji-kun! – a menina corria, tentando alcançar o outro.

Nos tornamos bons amigos, assim, sem mais nem menos. Sem saber o que aconteceria e o que faríamos; pelo o que passaríamos e o que teríamos de aguentar. Apenas vivendo um dia após o outro.

Never dreaming what we’d have to go through

Now here we are

And I’m suddenly standing

At the beginning with you

Nunca sonhando o que teríamos pela frente

Agora estamos aqui

E eu estou repentinamente parada

No começo com você

– Vamos Keirin, você é muito lerda! – o mesmo garoto gritara, agora, este tinha dezesseis anos.

– a mesma garota, agora com dezesseis anos, correra até o garoto. – Já vou Keiji, seu chato! – falara brava. – Você podia me esperar né?? – cansada, mas fizera uma cara triste, cobrando o outro.

– Eu não. Você que deveria acordar mais cedo... Sempre perde o horário. – andava normalmente com a outra ao seu lado.

– fizera uma expressão brava. – Seu chato... Você é que corre muito! – batera de leve no ombro do outro.

– com um sorriso desafiador. – Quer apostar uma corrida, então?? Vamos passar pelas árvores de cerejeira.

– Ah, não! Eu já estou cansada!...

– Que molenga... – desanimara.

– Você que é molenga, tá?? – falara brava e logo depois saíra correndo na frente do amigo. – Agora fica aí atrás, seu bobo! – mostrara a língua e continuara correndo, rindo depois.

– fizera uma cara de bravo — Ei! Isso não valeu!! – saíra correndo atrás da amiga, depois sorrira.

No one told me I was going to find you

Unexpected, what you did to my heart

Ninguém me disse que iria te encontrar

Inesperado, o que você fez com meu coração

– Aqui é muito bonito, não é? – a menina sorria, estava deitada, olhando para o céu e vento as folhas de cerejeira passar por eles e, às vezes, caírem em cima deles.

– Sim. – estava deitado ao lado dela, e sorrira para ela, por seu comentário.

Alguns dias haviam se passado e Keirin e Keiji estavam na sala de aula.

– Kei-chan, você e o Keiji-san são... – levantara o dedo mindinho (nota: namorados) e sorrira para a outra, curiosa.

– A-ah... – ficara corada. – Nã-não, não!... Por que perguntou isso, Ri-chan??

– Ah... – ficara um pouco decepcionada. – É que vocês andam muito juntos, até para ir e voltar para casa...

– Ma-mas isso é porque nós moramos perto um do outro... Não tem nada a ver, ok?? – demonstrara ficar um pouco brava com a amiga, para ela esquecer o que falara, mas logo depois, disfarçadamente, olhara um pouco para o Keiji, o vendo conversar com alguns amigos, ainda corada.

– Hum... Ok, ok... – suspirara, deixando de lado. – Mas, se você gosta dele, eu acho que você deveria falar, viu?? – sorrira, falando sinceramente para a outra.

– O-o que?? – Keirin ficara um pouco surpresa.

– É, ué... Por que não? Você não gosta nem um pouquinho dele? Vocês se dão bem e ele até que é bonitinho... – falava como se as coisas fossem óbvias.

– A-ah, nã-não!... Ele vive me irritando e é muito chato comigo, sempre! – falava como se estivesse brava. — Não tem como nós dois... – ficara sem palavras, abaixando a cabeça, um pouco triste.

When I lost hope

You were there to remind me

This is the start

Quando eu perdi a esperança

Você esteve lá para me lembrar

Que isto é o começo

Na volta para casa, Keiji notara que Keirin estava muito quieta.

– Keirin, está tudo bem? – olhara um pouco preocupado.

– Hum? – olhara um pouco para o Keiji e sorrira um pouco. – A-ah, si-sim... – não queria que ele a visse triste.

– E como você foi na prova?

– A-ah... – lembrara-se da prova, ficando mais deprimida, abaixando a cabeça. – Bo-bom...

– Não conseguiu?

– A-ah... – Keiji acertara em cheio. — Eu fui ver se minhas respostas batiam com as da Ritsuka-chan, mas... – falava triste e com a cabeça um pouco baixa. – A maioria estava diferente...

– Ah... As minhas estavam batendo com as do Hitsudi... – lembrando-se de sua prova.

– Mas você é um super prodígio! – olhara para ele e falara brava.

– Isso não é verdade. E você não deve se preocupar, afinal, você já passou, não passou?

– A-ah... – desviara o olhar, ainda mais deprimida. – Não... – falara um pouco mais baixo.

– A-ah, mas então falta pouco, não é? – tentara achar algo que a fizesse se sentir melhor.

– Ah, acho que sim... – suspirara um pouco, pensando no que faria para melhorar suas notas.

– Viu, então você não está tão ruim. Pare com essa cara triste agora.

– Hum... Ok, ok... – suspirara um pouco, mas logo sorrira. – Obrigada. Bom, até amanhã, Keiji.

– sorri. – Até amanhã. – continuara seguindo em frente, enquanto Keirin fora para a direita.

No dia seguinte, na escola, o professor havia entregado uma folha para cada aluno em que eles deveriam preenchê-la.

– Ahn... – Keirin estava em sua carteira, encarando a folha, sem saber o que escrever na mesma.

– Kei-chan, você já sabe o que vai fazer?? – falara animada, indo ver o que a amiga escrevera. – Hum? — ficara um pouco surpresa ao ver que o espaço em que era para ser preenchido estava em branco, e olhara para Keirin, um pouco preocupada. – Kei-chan, você não vai preencher?

– Ahn, e-eu... – ficava olhando para a folha, ainda incerta de qual faculdade faria.

– Keiji se aproximara da mesa de Keirin, pegando a folha dela. – Ué... Ainda não preencheu?

– Ei! – olhara brava. – Devolve! – tentara pegar a folha de volta, mas ele desviara o papel.

– Calma, eu só quero ver... — mexia a folha de um lado para o outro. – Você não vai preencher, não? – parara de mexer a folha assim que ela parara de se movimentar.

– Ah... – abaixara um pouco a cabeça e suspirara. – E-eu... Não tenho certeza... – falara um pouco baixo.

Depois da aula, Keiji e Keirin voltavam para casa.

– Você está levando a folha para casa? – vira Keirin apenas fazer um “sim” com a cabeça, um pouco desanimada. – Hum... — pegara na mão de Keirin. – Vem. – a puxara, correndo.

– ficara surpresa e um pouco corada. – O-o que?? Para onde?? – correndo com o Keiji.

– sorrira para Keirin. – Vamos.

Um pouco depois, Keiji e Keirin estavam em um parque, que possuía muitas árvores de cerejeiras.

– Aqui. – sorrira, entregando o sorvete para a Keirin, se sentando no balanço ao lado do dela, tomando o seu sorvete. Os dois olhavam o sol se pôr. – É bom voltar aqui, não é? – sorrira para Keirin.

– sorrira um pouco corada. – Sim.

We were strangers

On a crazy adventure

Never dreaming how our dreams could come true

Nós éramos estranhos

Em uma louca aventura

Nunca sonhando como nossos sonhos se tornariam reais

Fazia tempo que eu não vinha aqui... Sempre que tínhamos um tempo na escola nós vínhamos aqui brincar no balanço, de pega-pega ou esconde-esconde. Era sempre divertido, brincávamos muito e, quando cansávamos, comprávamos sorvete e ficávamos sentados no chão, conversando e apreciando as árvores de cerejeira.

– Keirin rira um pouco, se lembrando de quando eles brincavam. – Lembra que ninguém conseguia te achar? Mesmo que estivéssemos brincando de pega-pega, você se escondia e ninguém o pegava.

– Ah, mas você acabava me achando e, mesmo eu falando para não dizer nada, alguém via você rir e me achava!... – falara um pouco bravo.

– ria mais um pouco. – Desculpa, mas eu achava muito engraçado. – olhara para ele. — E, nem vem, você saía correndo e ninguém conseguia te alcançar, viu?? – falara um pouco brava também, se defendendo.

– virara um pouco a cara, fingindo estar bravo com ela. – Era o jeito, né... – depois olhara para Keirin e rira um pouco, voltara a olhar o pôr-do-sol. – Não sei como você conseguia me achar. – sorria enquanto comentava. – Eu achava que me escondia bem, já que eu era pequeno podia me esconder em qualquer lugar, que ninguém me achava.

– Ah, eu só olhava para um lugar e você estava lá, ué... – falava como se fosse fácil achá-lo, mas achava engraçado o jeito de que era a única a encontrá-lo. – Era tão divertido, não era? – sorria, com saudades daqueles dias.

– Sim... – com um sorriso nostálgico no rosto.

– Keirin suspirara, abaixando a cabeça, ficando um pouco triste. — ... O que é que eu vou fazer?... – olhara para o Keiji. – Você já decidiu?

– Hum... – olhara para o céu, fazendo uma cara de pensativo. — Eu... Bom – voltara a olhar para frente. -, talvez eu faça engenharia, não tenho certeza.

– Engenharia? ... – olhara para frente, pensando um pouco. – Hum, você pode se dar bem, você é bom em exatas.

– Por isso que coloquei engenharia lá, mas eu não sei se realmente irei fazer... Quem sabe eu passe a caneta depois. – rira um pouco, mas vira que Keirin continuara desanimada. – Hum... – suspirara um pouco, ficando sério. – Pense no que você quer fazer. Você não tinha certeza de que iria fazer cinematografia? – olhava para Keirin.

– fizera um “sim” com a cabeça. – Mas... – olhava para o chão, triste, mas pensativa.

– Por que a dúvida agora?

– Ah, é que... Isso é uma decisão para o resto da minha vida. Eu acho complicado... E ficar longe de todos... – ficava cada vez mais triste, pensando que se separaria de seus amigos.

– desviara o olhar, entendendo o que deixava Keirin confusa. — Se você quiser e gostar realmente disso, não será uma decisão complicada...

Now here we stand

Unafraid of the future

At the beginning with you

Agora estamos aqui

Sem medo do futuro

No começo com você

– Keiji olhara sério para Keirin. – Fazer cinematografia é algo que você vem falando há muito tempo. Eu acho que é isso o que você quer fazer. Você decide. Mesmo que eles peçam para preenchermos esse papel agora, se quisermos outra coisa depois, poderemos mudar. E, não importa se cada um formos para um lado, nós ainda poderemos nos encontrar. Não deixaremos de nos falar só por que não nos vemos mais pessoalmente, não é?

– Keirin olhara surpresa para Keiji, ficando um pouco corada. – Keiji...

– Isso é apenas formalidade da escola, você ainda tem tempo de decidir. – sorrira gentilmente. – Apesar de eu achar que você já decidiu.

– com os olhos se enchendo d’água, ficara feliz pelas palavras dele, e sorrira. – Obrigada Keiji.

I knew there was somebody somewhere

Like me alone in the dark

Now I know my dream will live on

I've been waiting so long

Nothing's going to tear us apart

Eu sabia que havia alguém em algum lugar

Como eu sozinho no escuro

Agora sei que meus sonhos viverão

Eu tenho esperado tanto tempo

Nada irá nos separar

O Keiji se tornou uma pessoa muito importante para mim, eu percebi isso. Na verdade, eu acho que ele sempre foi. Eu não posso imaginar ficar sem ele. Eu sei que iremos nos separar assim que sairmos da escola e seguirmos nossos próprios caminhos, mas, mesmo assim, seja onde for, ele sempre será alguém muito importante para mim. Então, não importa que estejamos separados, porque, na verdade, não estaremos. Eu continuarei pensando nele. Sempre lembrarei os momentos que passei com ele, todos eles, pois, só de estar ao lado dele, já se tornou um momento muito importante para mim. Eu vou desejar encontrá-lo novamente, mas, quando não for possível, eu ficarei com as lembranças em minha memória e em meu coração; algo tão importante que sempre ficará comigo.

And life is a road and I want to going

Love is a river I want to keep flowing

Life is a road, now and forever

Wonderful journey

E a vida é uma estrada e eu quero continuar seguindo

O amor é um rio e eu quero continuar fluindo

A vida é uma estrada, agora e sempre

Maravilhosa jornada

Na escola, Keirin entregara o papel para o professor.

– Você conseguiu decidir, Keirin-san? – o professor perguntara à Keirin.

– sorrira. – Sim, professor. Eu tive uma ajuda de meus amigos.

– sorrira. – Fico feliz então, espero que tenha decidido bem.

– Keirin agradecera e voltara ao seu lugar e olhara um pouco para o Keiji, mas logo olhara para a Ritsuka que ia falar com ela. – Ri-chan, você já entregou o seu?

– Ah, já. – sorrira. – Entreguei ontem! – falava animada.

– Iremos nos separar, né?... – mantinha um sorriso triste, mas já havia se conformado.

– A-ah, mas ainda temos mais um ano, ne, Kei-chan! – sorrira um pouco, querendo animá-la.

– olhara para a Ritsuka. – É mesmo, ne? – sorrira um pouco.

– Kei-chan, nós vamos ao cinema no fim de semana, né??

– Ah – lembrara-se do cinema. -, sim, sim... Meus pais deixaram, agora é só confirmar com o resto da turma.

– E você chamou o Keiji-san? – sorrira curiosa, mas falava com segundas intenções.

– A-ah? – olhara um pouco surpresa, mas corada. – E-eu não!...

– Hum? Você não vai chamá-lo? – voltara a falar normalmente com ela.

– A-ah, quero dizer, eu chamei, mas ele ainda ia ver se ia... – olhara um pouco brava para Ritsuka. – Não faça mais isso! Eu já disse que eu e o Keiji somos apenas amigos, não disse??...

– Você disse, mas... – falara inocentemente. – Vai que... – sorrira um pouco. – Vocês formam um belo casal, não é?

– Nã-não! – falara brava e corada. – Pare com isso, Ri-chan!...

– Hum... – fazia uma expressão um pouco triste, sendo repreendida. — Ok... Parei.

– Não faça essa cara... – sentia-se um pouco culpada.

– Ritsuka voltara a sorrir. — Ah é, Kei-chan, você fez a lição de matemática? Eu não consegui fazer uns três exercícios...

– Ah, eu tentei... Mas me passa e eu tento ver se eu consigo, ok?

– sorrira, animada. – Sim! – fora pegar o caderno em sua bolsa.

– Keirin olhara um pouco para Keiji, o vendo fazer alguma lição, mas logo olhara para Ritsuka que se aproximava. – Qual que é?

– É esse aqui... – mostrava no caderno.

I'll be there when the world stops turning

I'll be there when the storm is through

In the end I want to be standing at the beginning

With you

Eu estarei lá quando o mundo parar de girar

Eu estarei lá quando a tempestade passar

No fim eu quero estar no começo

Com você

Passado o fim de semana, Keirin ia para a escola com Keiji.

– Por que você não foi ao cinema? – Keirin olhara um pouco para Keiji.

– Não deu, fui almoçar na casa da minha avó.

– Hum... – voltara a olhar para frente, um pouco chateada, ficando um pouco em silêncio. – Ahn... Você fez a lição de física?

– Ainda não.

– ... Keiji, você vai viajar nas férias?

– Eu ainda não sei. Por que?

– Ah, se a gente decidir sair, eu vou saber que você está por aqui e te chamarei, ué... – falara um pouco corada, mas sem deixá-lo perceber.

– Tudo bem, é só avisar, qualquer coisa eu vejo os dias que eu estarei viajando.

– Sim. – sorrira um pouco.

Eu espero que você vá da próxima vez, pois foi muito divertido e você iria ficar muito feliz também.

And life is a road, and I want to keep going

Love is a river I want to keep going on

E a vida é uma estrada e eu quero continuar seguindo

O amor é um rio e eu quero continuar fluindo

Um ano havia se passado, agora, todos do terceiro ano que passaram de ano estavam na quadra para a formatura, com a presença de seus pais/responsáveis e todo o corpo estudantil, prestigiando-os alegremente.

Já se passou um ano. Eu não acredito que só temos mais alguns dias juntos... Eu vou querer continuar te vendo, mas eu sei que isso não irá acontecer. Eu percebi que eu gosto muito de você, mas eu não tenho coragem de dizer isso a você. Vai demorar a nos vermos novamente, não é?... Vamos seguir nossos caminhos. Eu sei que você ficará muito bem, e fico muito feliz por isso.

– Keiji Shimiya, do terceiro ano A. – o diretor da escola chamara, esperando o Keiji subir no palco para pegar o diploma. – Parabéns Keiji, que você seja muito feliz e se dê muito bem na vida. – sorrira, falando apenas ao Keiji, dando-lhe o diploma. – enquanto isso, Keirin olhava um pouco corada para Keiji, vendo-o pegar o diploma, ficando feliz por ele, mas triste por eles se separarem daqui alguns dias.

– agradecera, segurando o diploma. – Obrigado, diretor. – sorrira e continuara andando, atravessando o palco e descendo, voltando ao seu lugar.

– Keirin Mirahara, do terceiro ano A. – o diretor esperara Keirin subir ao palco. – Parabéns Keirin, continue se esforçando e você irá conseguir alcançar seus sonhos, eu espero que você seja muito feliz. – sorrira, entregando-lhe o diploma.

– agradecendo. – Obrigada, diretor. – sorrira, muito feliz ao pegar o diploma, continuando a andar, atravessando o palco e descendo a escadinha, voltando ao seu lugar.

– depois de chamar mais alguns alunos, o diretor chamara Ritsuka. – Ritsuka Minami, do terceiro ano A. – e esperara a mesma subir ao palco. – Parabéns Ritsuka, continue sempre animada e sorrindo, você conseguirá chegar muito longe. – sorrira, enquanto entregava-lhe o diploma.

– sorrira, agradecendo. – Obrigada, diretor. – e continuara a andar, atravessando o palco, descendo a escadinha e voltando ao seu lugar.

Após a entrega de diplomas, os alunos encontravam-se ao lado de fora da quadra. Muitos choravam pela despedida, outros felizes por se formarem e alguns brincando com outros por não terem passado na faculdade que realmente queriam. Keirin estava com Ritsuka e mais algumas amigas.

– Kei-chan, nós vamos sair, ne? Você só vai viajar na semana que vem, não é? – olhava um pouco triste, não queria se separar da amiga.

– Sim, podemos sair antes de eu ir. – sorrira. – Mas vamos sair hoje, não é, gente?? – olhara para as outras amigas, que concordavam.

Starting out on a journey

Começando em uma jornada

Um pouco depois, Keirin conseguira falar com Keiji, os dois passavam pelas árvores de cerejeira, indo para o parque.

– em silêncio, caminhava ao lado de Keiji. O outro apenas olhava para frente, enquanto segurava seu diploma. – Ahn... – olhara para o Keiji e sorrira. – Parabéns, Keiji.

– olhara para Keirin. – Ah... Obrigado. – sorrira um pouco. – Parabéns, Keirin. – Keirin ficara feliz por Keiji a parabenizar, e sorria para ele. Enquanto isso, Keiji voltava a olhar apenas para frente, um pouco sério. Apesar de notar isso, Keirin não havia dito nada. Ao chegarem ao parque, eles sentaram-se no banco e olhavam para o rio, que tinha algumas pétalas das árvores de cerejeira boiando. – É semana que vem, não é? – falava sem olhar para Keirin.

– Hum? – sem entender sobre o que ele falara.

– Você vai embora semana que vem, não é?

– A-ah... – desviara o olhar, olhando um pouco para o chão. – Sim... – ficara um pouco triste, pensando que o dia em que eles se separariam estava chegando.

– Eu vou dois dias depois de você...

– olhara para Keiji, um pouco surpresa. – Você também já vai?? – e Keiji apenas fizera um “sim” com a cabeça. – Mas... Por que você não avisou antes? – olhara, tentando entender o Keiji, com seu coração doendo, ficando triste e, mesmo querendo chorar, Keirin não queria derramar suas lágrimas na frente de Keiji.

– Eu espero que você tenha uma boa viagem e que consiga se dar bem na faculdade. – sorrira para Keirin, sem responder o que ela havia lhe perguntando. – Ainda manteremos contato, pode me mandar mensagem pelo celular ou e-mail.

– Keiji... – olhava-o com vontade de chorar, mas ainda tentava aguentar. – Para onde você vai? – ficara receosa em perguntar, mas, ao mesmo tempo em que não queria saber, ela pensava que precisava saber, ela queria saber para onde ele iria.

– olhara para frente, ficando um pouco em silêncio e sério. – “Pode ser que um dia deixemos de nos falar... Mas, enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe... Mas, se a amizade permanecer, um de outro se há-de lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos... Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro. Pode ser que um dia tudo acabe... Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente. Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre. Há duas formas para viver sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.” – Keirin olhava-o um pouco surpresa e com os olhos se enchendo d’água. — “Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida... Saudade é sentir que existe o que não existe mais... E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudade, passar pela vida e não viver.”

E havia chegado o dia em que Keirin partiria. Ritsuka estava com Keirin, no quarto da mesma, enquanto Keiji estava no andar debaixo, conversando com os pais de Keirin.

– Kei-chan, você vai falar com o Keiji? – olhara preocupada, queria ver sua amiga feliz.

– Hum? – olhara para a amiga, sem entender o que ela falara.

– Você gosta dele, não é? – fora direto ao assunto.

– A-ah... – olhara um pouco triste, abaixando um pouco a cabeça, um pouco pensativa. – E-eu... Ahn... É melhor assim... Nada irá mudar mesmo, ne. – olhara para Ritsuka, com um sorriso triste no rosto.

– Por que você diz isso, Kei-chan? – olhava preocupada, ainda mais com o comentário da amiga. – Você tem uma chance, sim, afinal, vocês são amigos há bastante tempo...

– Keirin continuava com o mesmo sorriso. – Deixa... – virara, abrindo a gaveta de sua escrivaninha.

– Hum... – fora até a amiga, deixando o assunto de lado. – Kei-chan, o que você está procurando? – olhara curiosa.

– Ah... É... – pegara um livro, o abrindo. – Ah, aqui. – sorrira um pouco, mostrando para Ritsuka. – Lembra?

– Ah... – um pouco surpresa, lembrando-se da viagem que haviam feito no primeiro ano do fundamental dois. – Aquela viagem... – e rira um pouco. – Nós éramos tão pequenos, né?? Que carinha de criança! – sorria vendo a foto.

– Né! – sorria, olhando para a foto, onde estavam todos da sala, inclusive Ritsuka e Keiji.

Um pouco depois, Keirin e Ritsuka desceram, indo para sala. Logo depois todos foram para a estação de trem, acompanharem a despedida de Keirin.

– Boa viagem, Keirin. – Keiji olhava para Keirin.

– A-ah... Obrigada, Keiji. – sorrira um pouco.

– Cuide-se, minha filha, não se esqueça de nos ligar quando chegar, está bem? – a mãe de Keirin sorria, mas estava triste por sua filha partir, e chorava um pouco.

– Sim, mamãe. – sorria. – Não se preocupe.

– a abraçara. – Vou sentir saudades, minha filha. – não aguentando, começava a chorava mais.

– Calma mamãe... – a abraçava, sorrindo um pouco. – Eu vou ficar bem, ne... – olhara para seu pai, para pedir ajuda.

– Amor – fora abraçar sua esposa. -, a Kei-chan já é grande, ela vai saber se cuidar... – e sorrira para sua filha. – Fique bem, filha. Eu e sua mãe estaremos rezando por você, viu?

– Obrigada papai. – sorrira para seu pai.

– Kei-chan, não se esqueça de me mandar e-mails, tá?? E me mande fotos de lá, também!! – Ritsuka chorava, abraçando a amiga. – Vou sentir saudades, ne!

– abraçava a amiga e sorria. – Eu também vou... Eu te mandarei vários e-mails com fotos e tudo, tá? E te ligarei também!

– sorria, feliz pela amiga, enxugando um pouco as lágrimas, mas ainda derramava algumas. – Sim!

– olhara para o Keiji, um pouco triste, mas sorria. – Boa sorte, Keiji. Você vai me mandar e-mails também, não é?

– Ah... – olhara um pouco surpreso. – Acho que sim...

– Hum... – havia pego sua mochila, abrindo-a e pegando a foto. – Aqui – olhara para o Keiji, entregando a foto para ele. -, fique com ela. – sorrira.

– pegara a foto, olhando. – Ah... Tudo bem... Obrigado. – olhara para Keirin e sorrira. – Boa sorte lá.

Life is a road and I want to keep going

Love is a river I want to keep flowing

In the end I want to be standing at the beginning

With you

E a vida é uma estrada e eu quero continuar seguindo

O amor é um rio e eu quero continuar fluindo

No fim eu quero estar no começo

Com você

– Keirin havia entrado no trem, mas olhava pela janela para Keiji, com os olhos se enchendo de lágrimas. – Keiji... – falara um pouco baixo, sentindo seu coração apertar, ficando triste por ter de se separar dele e sem dizer nada a ele. Enquanto isso, Keiji olhava para Keirin do lado de fora.

É isso. É aqui que vamos nos separar. Keiji, eu vou sentir sua falta. Eu não te disse, mas eu te amo, eu te amo muito. Eu quero te encontrar novamente. Eu espero te encontrar naquele parque de novo, onde passamos muitos momentos divertidos. Ter te conhecido foi um milagre e eu agradeço muito por todos os momentos que passamos, todos esses momentos foram um milagre para mim. Eu quero que você seja feliz... Muito feliz... Keiji, obrigada... Obrigada por tudo...

– Adeus, Keiji... – algumas lágrimas escorriam por seu rosto, olhando para Keiji, com um sorriso triste. Ela colocara uma mão na janela, querendo estar ao lado dele, mas sabia que não estaria mais, deixando mais lágrimas caírem. Keiji vira que tinha algo escrito atrás da foto, lendo.

“Por que sinto falta de você? Por que esta saudade? Eu não te vejo, mas imagino suas expressões, sua voz, teu cheiro. Sua amizade me faz sonhar com um carinho, um caminhar, a luz da lua, a beira mar. Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez... Só não quero perder sua amizade, esta amizade... Que me fortalece me enobrece por ter você.”

– Keiji olhara surpreso para Keirin, mas o trem começou a andar. Keirin levantara, colocando as duas mãos na janela, olhando para o Keiji, uma última vez, sentindo seu coração doer e chorando cada vez mais pela separação. — Keiji...

Keiji, vamos nos ver de novo, não é?... Vamos voltar... Vamos voltar naquele mesmo lugar... No fim, eu quero estar no começo com você.

Notas finais
Música: At The Beginning - Donna Lewis e Richard Marx Poemas que Keiji recita: "Amizade Verdadeira" - Albert Einstein; "Saudade" Pablo Neruda. Poema que Keirin recita: "Saudade" - Machado de Assis. Obrigada por lêrem!! E muito obrigada à minha amiga Paah Keiko por revisar minha fic! *-* Mandem reviews comentando, criticando, elogiando... Enfim, eu ficarei MUUUUITO feliz!! *-*/ Mais uma vez, muito obrigada por lêrem! *-*/ Espero que tenham gostado!! o/~ Kissus, Kiyomi Youko.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!