Notas iniciais
Espero que gostem deste capítulo, estou adorando fazer a história e aproveitem!
Boa Leitura!

O dia estava literalmente perfeito para sair com a família, o Sol resolvera aparecer num dos meses mais frios de Londres, o que deixou os londrinos muitos felizes para sairem de casa e aproveitar o ar quente. Com a família Kutterin não foi diferente, até Santana, que ainda se sentia confusa com os acontecimentos recentes, fora se juntar a família num almoço em seu restaurante preferido. Joanne escolhera, propositalmente, o restaurante preferido das filhas. Acompanhando o casal e suas três filhas, Catarina também fora.

O restaurante ficava no Hotel Phill Colles. Era um restaurante grande, trinta mesas cobertas por toalhas brancas, cinco tipos de garfo em cada lado do prato de porcelana, taças de cristal que brilhavam ao contato da luz solar, que entrava com grande facilidade pelas três janelas enormes na lateral do restaurante.

- Por favor, uma mesa para seis pessoas. – pediu George ao gerente, que estava sorrindo olhando-os.

-Por aqui, por favor. – ordenou o gerente, seguindo pelas mesas.

O gerente parou numa mesa mais longa que as demais. Possuia seis cadeiras costuradas à mão, em cor bege. Duas cadeiras nas cabiçeiras da mesa, onde sentaram George e Joanne, e outras quatro cadeiras no centro, onde de um lado sentaram Santana e Catarina e de outro Rachel e Elizabeth. Os seis pediram seus pratos e ficaram num silêncio inquebrável.

Santana, que encarava seu prato pela metade, levantou seus olhos e viu-a. Bem, não era ela, mas se parecia com ela. Era uma mulher loira de olho azuis, se parecia tanto com Brittany ou Santana que não tirava a loira de sua cabeça? Ela sentia sua cabeça dar um giro e seu estômago dar um pulo.

- O que foi, querida? Quase nem comeste... – disse Catarina sussurrando para Santana.

-Não estou com muita fome... – disse Santana sussurrando de volta, com os olhos fitando a loira, se certificando de que não era Brittany.

-O que achas de sairmos mais tarde? Poderíamos ir até o jardim central... – disse Catariana.

Santana, que teve certeza de que a loira não era Brittany e sim uma mulher mais velha, apenas concordou com a cabeça, apesar que sua vontade fosse correr para sua casa e deitar em sua cama.

Após o almoço muito agradável, Santana e Catarina sairam mais cedo e foram até em casa. Onde Catarina disse que precisava pegar algumas coisas para levar. Santana subiu até seu quarto para pegar sua pequena bolsa, que usava para ir à lugares perto de casa. Ao lado de sua bolsa, estava o livro que ganhara de sua tia Catarina. Santana ainda não lera o livro, não porque não tivera o tempo e sim, porque não entendeu o livro. Ela não falava muito bem francês, mas o livro não falava apenas de Ballet como dissera sua tia Catarina. Numa página do meio, que estava escrita com um caligrafia fina e rápida, Santana entendera apenas as palavras “Estou perdidamente apaixonada”.

Ela pegou o livro, com intúito de descobrir mais sobre o mesmo e subiu até o andar de cima em direção da biblioteca. Como esperava, sua tia estava escolhendo um livro para levar.

-Oh, leverás o livro que te deis? – perguntou Catarina levantando a cabeça e sorrindo.

-Sim. Tia Catarina, será que poderias me emprestar seu dicionário de francês? – perguntou Santana caminhando até sua tia.

-Claro, acabei de segurá-lo. Deve estar por aqui... – disse Catarina verificando os livros em cima da mesa.

-Achei! – exclamou Catarina segurando um livro da mesmo tamanho que o de Ballet, só mais grosso e de capa totalmente preta. – Já poderiamos ir andando...

-Claro. – concordou Santana pondo o dicionário sob o livro de Ballet. – Estáis levando qual livro, tia Catarina?

-Shakespeare, William. A tempestade. – disse Catarina sorrindo.

Catarina estava sob a o carvalho lendo e ao seu lado estava Santana, decifrando as letras em francês. Santana abriu a página com as palavras que havia conseguido decifrar “Estou perdidamente apaixonada” e sua cabeça voltou a girar quando terminou de decifrar a página inteira :

“Ainda há quem diga que isto é errado e hei de acreditar que o consetimento de que é certo demorará à entrar nas mentes fechadas das pessoas. Tudo que tenho a lhe dizer é que estar amando é a melhor sensação de todas as outras. Estou perdidamente apaixonada por ela e não acho que há de ser errado. Deveria ser punida por amar alguém? Me sinto mais viva quando aqueles belos olhos castanhos me olham quando aproximo. Sinto que num futuro muito longuíquo, as pessoas achem normal uma mulher sinta amor por outra. Mas sabendo que você, querida amiga, aceita nosso amor já é um passo enorme para a humanidade.”

Santana estava boquiaberta. Aquela era uma mensagem de Antonieta para sua tia Catarina. Então, aquela mensagem queria dizer que Antonieta era apaixonada por uma mulher? E que tia Catarina aceitava esse amor?, pensava Santana.

-Tia Catarina? – chamou Santana depois de um tempo.

-Hum... – disse Catarina tirando seus olhos de seu livro e olhndo para sua sobrinha.

-É bom, ... é que... Tia Catarina, o que pensas sobre o amor? – perguntou Santana sentindo sua pele facial esquentar.

-Amor? Considero-o o sentimento mais poderoso que existe. – disse Catarina sorrindo.

-E achas que todos tem o direito de senti-lo? – perguntou Santana ainda corada.

-É claro que sim! O ar é para todos, por que o amor hai de ser diferente? Os dois são essenciais para uma pessoa sobreviver. – disse Catarina olhando-a curiosa.

-Não acharias diferente, então, um homem se apaixonar por um homem ou uma...hãã... uma mulher se apaixonar por uma mulher? – perguntou Santana ainda envergonhada, mas tomada pela curiosidade.

Catarina fitou-a, e por um breve momento Santana achou que a tia ia lhe dizer que ia contradizer o que acabara de dizer, mas não fez. Continuou com sua ideia inicial.

-Mesmo sendo uma mulher apaixonada por uma mulher ou um homem por um homem. Acho eu, que são pessoas iguais a mim e a você. Eles sentem dor, alegria e é claro, amor. – disse Catarina sorrindo. – Tenho certeza que mais tarde, entenderás melhor.

“Acho que o mais tarde chegou cedo, tia Catarina. Porque acho que estou começando a entender o que sinto.”, pensou Santana.

A segunda-feira havia chegado rapidamente, assim como o Sol fora embora. A rotina de Santana fora igual, descera para fazer o desjejum e ir até a academia. Mas apenas uma frase fez Santana perder a linha de lucidez que possuia antes de encontrar Brittany. Santana relembrara os pais que talvez Brittany fosse dormir ali. Seus pais disseram que estaria tudo bem se ela fosse.

Logo chegou na Lady’s Academy of Dance acompanhada de Felícia. Entrou na academia, passou pelos corredores cheios de alunas e subiu em direção do vestiário, onde geralmente encontrava Brittany na segunda-feira. Não encontrou-a no vestiário e pensou que já estivesse na aula. Trocou de roupa e encontro Brittany, mas não na sala da Dança de Representação, que era a primeira aula na segunda-feira, e sim na classe de Ballet.

-Bom dia, Britt. – disse Santana entrando na sala.

-Ah, bom dia, Sant. – disse Brittany parando num pulo e correndo até ela. – Meu pai deixou eu ir dormir na sua casa. É claro, se seus pais concordarem.

-Eles também deixaram. Vais adorar, poderemos fazer um monte de coisas e Felícia já até sabe o que vai fazer para o jantar. – disse Santana soltando um sorriso.

Brittany soltou uma risada.

-E onde eu irei dormir? – perguntou Brittany chegando perto de Santana, deixando-a com as pernas vaciladas.

-Tem um quarto de hóspedes... – disse Santana que ia sussurrando até o pé da orelha direita de Brittany. – Mas, se quiseres, poderás dormir comigo.

Santana não sabia porque tinha feito aquilo, Brittany havia começado, então é porque queria que ela continuasse, certo? Santana sentiu um arrepiu subir pela sua coluna, passando por todo seu corpo.

Na hora da saída, Brittany e Santana seguiram Felícia com um certo silêncio, que foi quebrado apenas quando as três adentraram a porta da casa da família Kutterin.

Notas finais
Espero que estejam gostando da história e qualquer opinião...
Beijos!