Notas iniciais
Estou super contente que estejam gostando! Fiquei super feliz com a recomendação!
Espero que gostem. Boa leitura!

“Jamais pensara que estaria apaixonada por ela. Mas seu jeito me encanta, seu cheiro me fascina, seus lábios me seduzem e seu amor me fortalece. Ela fez-me acreditar que poderia amar e que não estaria errada ou enlouquecida. Sofremos juntas, e teremos que aguentar cada dia mais um novo desafio. Nós sabemos que não será fácil, mas no momento que seguro sua mão, mesmo que um leve toque, ela me faz lembrar que somos apenas duas pessoas perdidamente apaixonadas!”

Santana lia quase todo dia a declaração de Antonieta que achara no final de seu livro. Não se cansava de ler, mesmo que já soubesse de cor as belas e sábias palavras de Antonieta, e aquelas palavras juntas formavam exatamente o que sentia por Brittany.

Após a troca de confissões no quarto na penumbra, as duas só poderiam estar apaixonadas. Um relacionamento meio descontraído havia começado entre as duas, fazendo todos aos seus redores acreditarem na força de uma bela amizade. Brittany adorava visitar Santana, como fazia sempre que seu pai autorizava. Santana havia conhecido melhor o pai e a casa de Brittany. Santana definiu Howard, pai de Brittany, um homem sério, meio frio e causador de calafrios quando falava com sua voz grossa e grave. Mais acima de tudo, ela definiu-o como um homem que perdera seu amor da vida. A casa de Brittany não ficava longe da casa de Santana, cinco quarteirões à Leste. A residência da família Grant era luxuosa e confortável. Possuía dois patamares, que se dividiam em pequenos cômodos, como cozinha, sala-de-estar, sala-de-jantar e uma despensa, no primeiro patamar, e três quartos e dois banheiros, no segundo patamar. Era adequada para um homem aposentado pelo exército e sua filha com grandes sonhos.

A primavera conquistava o lugar do inverno. Deixando o clima mais quente, porém não muito. As árvores pareciam despertar de um longo sono, os lagos congelados pareciam se rachar feito uma grande geleira, algumas flores já eram vistas ao longe por suas cores vibrantes e esses efeitos pareciam cada vez mais bonitos os olhos dos, agora, desocupados. Com esses efeitos e com a primavera, as férias começavam.

Santana acordara cedo, como fazia todos os dias. Parou rapidamente de arrumar sua maleta de couro e começara a fitar a janela. O Sol fazia um esforço para estar presente, mas com pouca probabilidade de chuva. Ela se arrumava para seu último dia de Academia antes das férias de Primavera e pensava no que faria nas férias. Ela e Brittany haviam concordado de se encontrarem, saírem e namorarem. Santana sorrira, poderia ver Brittany durante as férias.

-Bom dia, querida! – disse Joanne tomando um gole de seu habitual chá.

-Bom dia, mamãe. – disse Santana sentando-se à mesa. – Bom dia, papai.

-Bom dia. – bradou a voz de George pela copa.- Entrarás de férias? Essa semana?

-Hoje. – respondeu Santana. – Algum ocorrido?

-Nenhum, apenas um declínio no banco. – disse George.

-George! – Joanne chamou-lhe a atenção. – Deixe os assuntos financeiros para mais tardar. Santana, quase esquecera. Catarina se ofereceu de lhe buscar na Academia.

Santana nada falou, apenas confirmou com a cabeça.

Após o café, o caminho para a Academia e o adeus de Felícia, Santana entrara na Academia. Sua última aula seria Ballet, e a cada dia gostava mais das aulas. Ao empurrar a pesada porta, encontrava o movimento rotineiro das alunas. Subiu pela escada em espiral e encontrou Brittany, já vestida com seu macacão azul royal, encostada na porta da sala de Música, onde a senhora Daisy Patrick odiava atrasos.

-Olá, Britt! – disse Santana indo em sua direção e dando-lhe um abraço.

-Bom dia, Sant! – disse Brittany sorrindo com o abraço. – Preparada para as férias de Primavera?

-Claro! E vóis? – perguntou Santana.

-Não muito, mas pelo menos poderemos nos divertir. – disse Brittany sorrindo – Vá se trocar, esqueceste da última vez que nos atrasamos para uma aula de Música?

-Não, foi um dia inesquecível. – disse Santana que se aproximara seus lábios nos de Brittany. – E sei que vóis também não esquecera.

Brittany sorriu. Empurrou Santana para frente, levando-a até o vestiário.

As aulas passavam rapidamente nos olhos das alunas. A senhora Palender havia discursado sobre o desempenho e a formação que melhoravam a cada dia. As professoras dispensaram as alunas, fazendo algumas saírem correndo para se trocar. Na hora da saída, Santana e Brittany debatiam sobre o lugar que iriam no dia seguinte e ouve uma pequena surpresa ao verem Catarina conversando com Howard.

-Tia Catarina? – Santana sussurrou para Brittany.

-Papai? – Brittany sussurrou em resposta.

Catarina avistou as duas garotas confusas na porta da Academia. Acenou e pediu que se juntassem a eles.

-Olá senhor Grant, tia Catarina. – disse Santana.

-Olá Catarina, papai. – disse Brittany.

-Meninas. – disse Catarina sorrindo.

-Olá Santana. – disse Howard.

-Meninas! Eu conversava com seu pai, Brittany, pedindo à permissão para levar, ambas, ao Teatro. O que achariam? – disse Catarina.

-Muito bom. – disse Brittany – Se o papai permitir, é claro.

-Poderás ir. Estarás de férias. – disse Howard com sua voz grave.- A senhorita Catarina é muito gentil em levá-las. Mas agora, teremos que partir. Se despeça de Santana.

Brittany abraçou Santana e beijou-lhe rapidamente a bochecha, em silêncio. Ela ainda olhou para trás e sorriu, e continuou a seguir seu pai.

Catarina olhava a cena com os olhos franzidos. Santana sabia que Catarina suspeitava de seu relacionamento com Brittany e no dia que contasse para alguém, seria para Catarina. Mas Santana ainda tinha muito medo e Brittany e ela concordaram que se tivessem algum relacionamento, ele seria escondido. Por momento, enquanto ainda dependiam de seus pais e suas casas, enquanto ainda não possuíssem liberdade.

Santana chegara em casa, correra para seu quarto e deitara em sua cama. Sentimentos de realização e pensamentos sobre uma vida adulta invadiam sua mente. Às vezes, ela se imaginava acordando ao lado de Brittany ou passeando pelo parque segurando suas mãos. Esses pensamentos faziam-na lembrar de um outro parágrafo do livro de Antonieta.

“Os pensamentos são folhas em branco, onde a cada minuto há de aparecer uma nova imagem. Apenas quem faz jus a criatividade faz jus aos pensamentos. Eles são livres, na maioria das vezes são nossos refúgios. A maioria de meus pensamentos é sobre ela. Não consigo entender, basta apenas um pensamento sobre ela e me sinto amada, feliz! Dividimos histórias, segredos e pensamentos. Pensamentos são pessoais e libertadores. E agradeço aos céus por ainda ser dona dos meus!”

Notas finais
Espero que estejam gostando da história, estou planejando acontecimentos marcantes para ela. Qualquer opinião...
Beijos ;)