Até que o batom vermelho vire cinza
1 O controle depende da vaidade
Notas iniciais

Usando um batom avermelhado, a moça beijou seu príncipe encantado logo antes de sair para uma missão. Fez por impulso, já que estaria afastando-se do amante. Ele, por assim, retribuiu, e depois cessou, para que ela finalmente pudesse ir.
Acenou brevemente para a moça, Levy, que saiu com dois outros amigos. Gajeel às vezes sentia remorso ao ver ela saindo com outros homens. Respeitava por serem amigos e tal, mas...
Sair com ela produzida daquele jeito? Nem com ele saíra tão bonita assim. O seu único desejo era beijar aqueles lábios até que o batom vermelho vire cinza, até que o ar de seus pulmões a façam soluçar, até que o azul dos céus escureça, até que os dois mordam-se exaustos na cama...
Queria ele ir para uma missão tão chique com ela.
Bateu os pés forte no chão. Endureceu a coluna e finalmente sentou-se. Qualquer lugar serviria, precisava, de algum jeito, eliminar a raiva que tinha dentro de si. Talvez fosse só adrenalina pelos pensamentos exóticos.
A maga celestial, Lucy, olhou para ele e murmurou algo. Era inaudível, porém possível de fazer leitura labial. A palavra ficou a critério de cada um. Quem sabe Gajeel só teria entendido errado?
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