Notas iniciais
aqui estou novamente! :3 com mais um capitulo prontinho. bjs e boa leitura!

– O que está acontecendo? — Bea perguntou enquanto jogava seus materiais na mochila.

– Não sei, mas tenho que ir atrás de Isabelle, se bobiar até do Thiago! -falei, pois Isa e Thiago não voltaram do intervalo.

– Não ouviu o que a velha coroca disse? Temos que sair daqui! — Bea gritou no meu ouvido.

– NÃO! — gritei de volta, peguei a mochila do Thiago — leva a mochila dele eu levo a dela.

– YASMIN! Isso é suicídio! — Bea gritou

– Ela é minha irmã, não vou abandoná-la jamais! — falei com raiva, saí gritando no meio da multidão.

– ISA! — aquele aglomerado de pessoas estava se tornando perigoso — ISABELLE!

Cheguei em uma parte vazia, o silencio era a única coisa predominante naquele local, só se podia ouvir minha respiração desregular.

– YASMIN! — pude ouvir a voz de Isa, a mesma era assustada.

– ISABELLE! CADÊ VOCÊ? — girei em trezentos e sessenta graus.

– Aqui embaixo! — andei um pouco para frente e olhei para o andar de baixo, vi todos, Bea tinha trazido todos!

Daniel, Lucas, Hélio, Maria, Kemily, Thiago, sem contar com a própria Bea. Desci as escadas correndo, entreguei a bolsa para Isa e a abracei.

– Nunca mais fique aqui com o Thiago. — Falei e ela riu, depois disso saímos correndo para o portão da escola — Vamos mais rápido!

Olhei para o céu e vi algo grande e vermelho se aproximando.

– Me sigam — falei, peguei a mão de Isa e sai puxando-a.

Há mais ou menos três meses descobri que a escola tinha um porão, nada muito impressionante mesmo assim acho que era seguro.

– Por que estamos aqui? — Bea perguntou, tirando uma teia de aranha de suas roupas.

– Porque ...- fui interrompida por pedaços do teto que começaram a cair, senti uma pancada na cabeça e tudo ficou preto no mesmo instante. Acordei um tempo depois, minha cabeça doía e minhas roupas estavam sujas de pó, sangue escorria em direção à minha boca e o gosto metálico predominava a mesma.

– Isa, Isabelle! — chamei-a até encontrá-la tentando se sentar.

– Yas, minha cabeça dói! — afirmou com uma voz chorosa

– A minha também. Agora vamos me ajude a acordar os outros — puxei-a, tentando a colocar de pé, minha cabeça doía muito e tudo ao meu redor estava girando em alta velocidade, senti minhas pernas fraquejarem e logo fui encostando no chão, não estava aguentando meu próprio peso. Respirei fundo e fechei os olhos e não consegui abri-los novamente, desmaiei.

Quando recobrei a consciência percebi que o local estava quieto, passaram-se 2 minutos e vozes começaram a aparecer e a falar juntas, abri os olhos lentamente e pude ver Isa quase deitada em cima de mim.

– Isa sai de cima, não consigo respirar — falei com certa dificuldade, ela levantou e comecei a tossir para normalizar a respiração, olhei ao redor e todos já estavam acordados e me encarando, Daniel me olhava fixamente, desviei o olhar.

– Vejo que consegui acordar todos! — afirmei, as vozes de todos começaram a falar mais ainda — Isa fala pra esse povo parar de falar por favor!

– Yas, não tem ninguém falando- ela me encarou, confusa.

– Deve ser coisa da minha cabeça, então — me levantei coçando a cabeça – Vem, vamos sair daqui.

Subimos as escada que sobraram e tentamos abrir a porta do porão

“ e agora como vamos sair?”

–não sei Lucas- falei encarando a porta, ele franziu a testa.

–não falei nada!- afirmou estranhando, o pessoal estava me encarando como se eu fosse uma louca que tinha fugido do hospício.

–falou sim! Não falou Isa?- perguntei, pensando que Isabelle concordaria comigo mas foi bem ao contrario.

–não Yas ele não falou nada! Não acha melhor se sentar afinal você bateu a cabeça- falou preocupada

–tanto faz se ele falou ou não. E não quero me sentar estou ótima1- falei dando de ombros.

Tentamos vários modos de abrir aquela maldita porta, ate que finalmente todo mundo teve a idéia de ajudar a empurrar a porta, só assim que conseguimos sair. Mas lá em cima estava o verdadeiro caos. Algumas paredes estavam em pé, pedaços de escada sobraram, poeira para todo o lado, ate mesmo cadáveres, eu acho que era cadáveres de alguns funcionários ate mesmo de alunos estavam espalhados pelo recinto que um dia foi minha escola. Escombros estavam amontoados em pilhas enormes, era de se assustar.

Comecei a vasculhar o local, andando com dificuldade e sendo atenta. Quando consegui ter noção do que estava realmente acontecendo, estava perto da saída e que tudo estava devastado.

Fogo, destruição, parecia que o inferno havia vindo à terra.

– Yasmin! — ouvi a voz de Bea — Cadê você?

Olhei para trás e vi que todos estavam tentando sair dos escombros, comecei a andar e nem respondi o chamado de Bea, já sabia que eles tinham me visto, precisava achar uma área que poderíamos considerar segura.

Depois de um tempo andando ouvimos um barulho de helicóptero, olhei para o céu e vi a aeronave descendo, quando todos já estavam a bordo começaram as perguntas.

– Como vocês sobreviveram? — um cara perguntou, ele estava mascarado e com um rifle na mão.

– Não sei muito bem – falei -, só sei que descemos para um porão e o teto começou a cair.

– Mas então... — não consegui ouvir muito bem, pois novamente as vozes recomeçaram a aparecer, todas juntas sem sincronização.

Coloquei minhas mãos nos ouvidos e comecei a me encolher. Com os olhos arregalados consegui ver a reação de todos os presentes, as vozes não paravam, e todas diziam a mesma coisa.

“Ela está bem?”, “Por que está se contorcendo?”, “Meu Deus ela ficou louca, só pode!”.

Era muita coisa eu não sabia em quem prestar atenção, parecia que meu cérebro iria explodir.

– Para, para, para, para agora! – cochichei, apertando as mão ainda mais. Senti a mão de Isa nos meus braços.

– Shh, calma, está tudo bem... — ela não consegui falar o resto, pois simplesmente caiu no chão assim como todos.

Quando finalmente as vozes acabaram, pude me sentar. Senti o helicóptero tremer e logo começar a cair. Fechei os olhos, esperando o impacto no chão mas ele não veio.

Notas finais
ate o próximo! :3