Até Parece!
11 Festa
Notas iniciais
Nossa só podia ser pegadinha isso o que eu tinha acabado
de ouvir! Sophia sentindo minha falta?! Isso era algo inconcebível para mim. Não fazia o menor sentido. De forma que eu coloquei esse assunto de lado e coloquei o almoço entre mim e Al em pauta. Quando ele acordou nos tomamos café da manhã que poderia ser considerado almoço pela hora já avançada e minha tia não gostou muito de ter Al nos acompanhando na refeição e acho que só não armou
um escândalo porque Andy estava presente e também boa parte de sua resistência se desfez quando Al mostrou ter dotes culinários que eu nem sabia que existiam.
-Eu não sabia que você era um cozinheiro assim tão bom — comentei meio magoado por ele nunca ter me mostrado isso.
-Quando se é da realeza há muito tempo ocioso — ele riu- aí eu e a Sophia passávamos horas na cozinha inventando pratos, era legal, mas meu pai não achava isso então tivemos que parar- ele suspirou- sua tia parece que aprovou.
-Verdade — falei- você realmente a conquistou acho que esta ela até pensando em te pedir em casamento- brinquei, ele riu.
-Casamento? Isso não me soa nada mal — ele também estava brincando.
-Como você ousa dizer uma coisa dessas?- grunhi fingindo estar ofendido e fechei a cara.
-Léo você sabe que eu te amo — ele disse beijando minha carranca e como sempre eu não resisti e me deixei levar por suas caricias.
E então ele se levantou e foi ate o táxi que estava o esperando, eu não entendi direito porque ele chamou um táxi, mas ele disse que precisava ir ate sua casa e pegar seu carro, pois o lugar que iria me levar para almoçar era um pouco longe.
E agora eu estava ali, sentado na varanda da casa minha tia esperando Al voltar. A chuva de ontem deixou toda a rua e a calçada praticamente ensopadas e eu não me surpreenderia se alguém acabasse escorregando.
Alguns minutos depois Andy saiu para ir não sei aonde e nem falou comigo. Isso estava começando a me perturbar.
Al apareceu logo em seguida e eu fui sem pestanejar e quase caindo de cara no chão até ele.
-Onde nos vamos?- perguntei curioso ele colocou um sorriso no rosto como vai aprontar alguma coisa e respondeu:
-Surpresa! E não adianta nem perguntar, choramingar, dar um piti, fazer cara de cachorrinho que caiu do caminhão de mudança que eu não vou te contar onde é!
Bufei. E quando ele disse que não iria me contar não estava de brincadeira, eu usei praticamente todo o meu arsenal de formas de persuadir uma pessoa a fazer o que você quer, mas nada deu certo.
Ele dirigiu até os limites de nossa pequena cidade, eu pessoalmente nunca tinha ido até mas sempre tive vontade. Por fim Al parou carro perto de um grande muro de pedra.
-Onde nos estamos?- perguntei.
-Aqui é um antigo castelo de Lombardia e tem o jardim mais lindo que eu já vi -ele sorriu-eu achei que seria legal e romântico almoçarmos aqui, tipo como um reencontro.
Ele até ficou um pouco vermelho.
-Você gostou?
-Eu amei -falei emocionado e o abracei. Eu tinha sentido muita falta daquele abraço!
-Então vamos logo!
Eu nunca tinha entrando em um castelo, só havia visto em fotos e
filmes.
Al disse que o castelo pertencia á sua família e hoje tecnicamente pertence a Lombardia por ser uma atração turística. Havia grandes fotos de antigas reis, rainhas, príncipes e princesas e também havia escutaras. E o jardim realmente era muito lindo, era como estar no próprio paraíso. E era ainda mais maravilhoso pois Al e eu estávamos praticamente sozinhos pois o castelo tinha sido fechado para que preparassem a decoração de uma festa que aconteceria amanha em comemoração do dia dos namorados, com direito ate a baile de mascaras. E claro eu estava convidado. Não sei porque, mas isso me deixou um tanto quanto nervoso,talvez fosse a possibilidade de reencontrar os pais de Al
nessa festa. Isso sim pode deixar uma pessoa nervosa.
Al estendeu uma toalha sobre a grama perto de uma roseira e ali foi feito nosso almoço de reencontro. Foi tudo tão perfeito, Al me contou historias sobre quando ele era pequeno e ia ate ali brincar e seus pequenos acidentes que o levaram até o pronto-socorro. Eu me diverti ouvindo ele contando e fiquei tentando imaginar a cena, a Paty devia ficar morrendo de preocupação.
Quando o sol começou a se pôr Al e eu tivemos que voltar para o mundo real e deixar de lado nosso pequeno mundo particular no antigo castelo de Lombardia.
Al me deixou na porta da casa da minha tia e teve que ir ver Paty,
pois ela precisava da ajuda dele. Ninguém merece.
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-Você sabe que horas são?- alguém grunhiu me tirando dos meus sonhos. E foi logo abrindo a janela e remexendo no meu armário como se fosse da policia e tivesse ali procurando uma prova de assassinato que me incriminasse. Quando eu finalmente vi quem era a pessoa eu desejei que fosse mesmo a policia, pois não seria tão ruim quanto ver Paty em carne e osso mexendo nas minhas coisas.
-O que ta acontecendo?- perguntei-e quem deixou você entrar?
-Seu primo -ela respondeu. Andy!
-Olha me desculpe te acordar desse jeito, mas a festa de hoje é muito importante para minha família e eu quero que saia tudo perfeito. Só que o Al insiste em dizer que só vai ser perfeito se você estiver lá, então, por favor, me ajude.
-Como você quer que eu te ajude?- perguntei meio desconfiado.
-Vista isso aqui e apareça na minha casa as cinco -ela ordenou e colocou uma caixa branca na minha cama. Respirei fundo.
-Pensei que a festa fosse no castelo -falei.
-Antes eu tenho que ver se você soube se vestir adequadamente -ela falou
-Essa festa deve ser realmente muito importante — falei meio irritado
finalmente percebi que havia uma pessoa parada na soleira da minha porta. Era Sophia, ela ostentava um olhar que eu não consegui decifrar.
Paty nem se deu ao trabalho de responder e foi logo saindo do meu quarto.
-Eu espero você na minha casa as cinco -ela resmungou -vamos Sophia.
Sophia ficou me olhando por mais um tempo e por fim se foi.
Al ainda estava ajudando os pais quando eu liguei para lhe informar que eu fiquei o dia inteiro só eu e meus pensamentos e não foi nada agradável.
A ultima coisa que eu queria fazer era tocar naquela caixa branca em cima da minha cama. E se houvesse uma bomba lá? Mas as horas foram passando e foi ficando cada vez mais impossível encontrar formas de evitá-la. E também se eu me demorasse mais eu chegaria atrasado na casa da Paty e ela me estrangularia por isso. E como eu sou muito novo para morrer eu tive que finalmente Abri-la. E me surpreendi ao me ver segurando um elegante smoking e uma mascara que cobriria metade do meu rosto. Por mais elegantes e bonitos que fossem esses trajes eu não me imaginava dentro deles, esse tipo de coisa era algo que não pertencia ao meu mundo normal, assim como aquele castelo. E se eu desse algum
vexame? E se eu dissesse alguma besteira?
.
.
.
Com minhas últimas reservas de coragem eu saí do táxi tendo que percorrer aqueles últimos 20 metros que nem um palhaço dentro daquele smoking, me esqueci completamente da campainha e praticamente esmurrei a porta. E quem atendeu ,para minha surpresa,foi
Valério.
-Essa sua delicadeza não é admirável senhor Aspranger -ele disse se segurando para não rir de minhas vestimentas.
-Também é ótimo te rever Valério.
-Patrícia vai odiar ver que sua gravata borboleta está mais perecendo um colar! -ele disse quase me sufocando com aquele pedaço de pano maldito.
-Eu não sei o porquê dessa gravata se chamar borboleta...Se a borboleta fosse uma gravata ela não iria querer me sufocar!* -eu disse fazendo ele sorrir de lado.
-Ok,chega de blá,blá,blá e vamos.
A sala estava arrumada como sempre e no sofá estavam Paty e Sophia.
-Olá Léo! –as duas disseram com um sincronismo invejável.
-Olá!
-Pelo visto o smoking você soube vestir corretamente não é? –ela disse sorrindo- Você já sabe se portar e falar graças ás aulas de Valério, agora vamos te mostrar as pessoas mais importantes
da nossa sociedade –ela disse já me mostrando a foto de uma bela menina de lábios carnudo e olhos verdes –você sabe quem é?
-Pelos olhos e pela boca diria que ela é uma filha bastarda da Angelina Jolie...Ai! –eu disse depois de Valério me dar um tapa na cabeça.
-Não seja tolo, essa é minha amiga Kateri Greengrass, filha do Barão de Greengrass –Sophia completou.
E ficamos ali por algumas horas, foi até legal ,deu para memorizar até os melhores amigos de Al:um baixinho de cabelos castanhos que se chamava Will ,um também baixo de cabelos pretos que atendia por
Halt ,um moreno muito alto de olhos azuis era o Horace e por último o
que eu achei mais normal,tinha olhos verdes e era loiro,o nome se eu me lembro era Duncan.
Eu tive que voltar pra casa para esperar Al, e ele foi rápido, logo que eu cheguei ele já estava na rua buzinando.
-Você está... Perfeito –ele disse me secando
-Ok, só seca a baba.
-Vamos logo senhor cheio de si!
Fizemos o mesmo caminho que trilhamos para almoçar, o castelo estava o mesmo só que agora com luzes da várias cores, o salão principal estava adornado com tecidos azuis e vermelhos, ao fundo tocava uma música calma, dava para reconhecer alguns rostos graças á aula de Paty, e já deu para ver Halt e Will discutindo sobre qualquer coisa e Duncan vindo em nossa direção.
A festa foi tranqüila e eu acho que posso me dar por
aceito pela família Guzzo e pela realeza.
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