Até As Nerds Sabem Lutar!
15 Capítulo 15
Acordei com os gritos desesperados de Alice e o barulho de algo de vidro se quebrando no banheiro. Levantei-me da cama em um sobressalto e corri para o banheiro com Annabeth logo atrás de mim. Quando cheguei ao banheiro, havia um Dnalien querendo atacar a Alice. A espada de Alice tremia na mão dela. Ela estava em completo pânico. O DNAlien ia se aproximando cada vez mais dela e ela ia recuando assustada.
— O que é isso? – Annabeth perguntou apontando para o DNAlien
Infelizmente, o DNAlien ouviu e virando-se para nós, cuspiu algo como uma bola verde e gosmenta. Eu sabia que aquilo era ácido, e por isso, empurrei a Annabeth para ela não ser acertada. Que ótimo! Agora a bola de ácido vinha na minha direção. Cruzei os braços na frente do rosto e fechei os olhos esperando o pior. Mas o pior não veio. Quando eu abri os olhos, um escudo de energia, roxo estava na minha frente. Olhei para trás e vi Gwen disparando alguns blastos de energia contra o DNAlien. Mais alguns DNAliens apareceram e vieram para cima de nós. Kevin apareceu atrás da Gwen e absorveu o batente de madeira da porta. Ben veio correndo e bateu no super omnitrix transformando-se no Ra’at (ou Irado como alguns conhecem).
— Deixa eu te mandar a real, ô DNAlien. Ninguém mexe com amigos do Ra’at! – Ben disse jogando um deles pela janela.
Alice ainda estava aterrorizada e quando o DNAlien foi jogado janela abaixo, ela foi ver o que havia acontecido com ele. O problema não foi a Alice ter se preocupado com o DNAlien e sim o que veio a seguir. Nós estávamos no terceiro andar e quando ela se debruçou na janela, ela acabou se desequilibrando e caiu dela.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!! – ela gritava enquanto caía do terceiro andar
Legal, agora salva ela! Nenhum de nós sabia voar, e a Gwen estava muito ocupada levando uma surra de um DNAlien, para poder ajudar. Corremos para a janela para ver se surgia uma idéia de como salvá-la. Percy deu um assovio, esperando que Bluesky, do outro lado da floresta, pudesse ouvir. Alice gritava e apertava os olhos fortemente para não ver o chão aproximando-se cada vez mais rápido. Antes de chegar ao chão, porém, Alice abriu os braços e COMEÇOU A PLANAR! Seus olhos ainda estavam fechados e ela devia estar pensando que ou um alienígena do Ben a tinha salvado, ou o Bluesky havia ouvido o assovio do Percy.
— Alice, abre os olhos! – eu gritei
Hesitantemente Alice fez isso. Quando percebeu que voava, ela começou a rir descontroladamente. Ela deu piruetas no ar, subiu bem alto e depois mergulhou, pousando em pé no gramado do jardim da pousada. Desci as escadas correndo, atropelando um DNAlien quando passava. Quando cheguei ao jardim, Alice estava sentada no chão e ria como uma maluca batendo com os punhos no chão.
— C-como você fez isso? V-você estava caindo, aí depois você... – eu disse ofegante
Alice levantou do chão, olhou para a janela do terceiro andar, deu uma risada e falou:
— Antes de eu explicar, olha a cara do Percy e da Annabeth lá em cima!
Virei para a janela e vi Percy e Annabeth boquiabertos com uma cara hilária de: “Como ela fez isso!”. Logo atrás deles, uma luz esverdeada apareceu de repente e a Gwen correu para a janela com Ben e Kevin logo atrás. Ela subiu na janela e criou várias plataformas de energia que formaram uma escada. Kevin, Ben, Annabeth e Percy desceram logo atrás dela.
— Como você fez aquilo? – Percy chegou gritando – Você quase nos matou de preocupação!
— Eu não sei como eu fiz aquilo, está legal? – Alice disse furiosa levantando do chão – Ou não era para eu morrer hoje e aconteceu um milagre, ou eu acabei de descobrir a que deus eu serviria se eu estivesse em Hélade. Acredito mais na segunda.
— Zeus? Você é serva de Zeus? – Percy perguntou abismado – Por isso que você me lembra tanto a Thalia!
— Eu saí de Hélade, antes de descobrir a quem eu serviria. Legal, eu sei voar! Será que eu também posso fazer cair raios do nada? – Alice disse pensativa
— Não inventa Alice! – eu disse – E os DNAliens?
— Achávamos que tínhamos expulsado todos junto com os Soberanos, mas acabei de perceber que nos enganamos. – Gwen disse
— Digamos que nós demos as “boas-vindas” a eles. – Kevin disse
— Você não tem pena de ninguém, não é Kevin? – Percy disse
— Hey! Eu só dou porrada em quem merece! – Kevin disse
— Kevin é assim durão, mas no fundo, ele tem um coração mole. – Gwen brincou
— GWEN! – Kevin brigou e nós caímos na risada
Voltamos para a pousada, tomamos um banho e atacamos a geladeira. Estava frio lá fora.
Quando saímos da pousada, a primeira coisa que fizemos foi agarrar os nossos casacos. Entrei na floresta com a Alice e fomos buscar o Bluesky. Logo que entramos na floresta, eu enxerguei a crina loira do Bluesky. Ele tinha a cabeça no meio das asas e dormia serenamente. Ficamos até com pena de acordá-lo, mas precisávamos ir.
— Bluesky! – nós duas chamamos
Imediatamente, Bluesky levantou a cabeça e relinchou feliz.
— Poxa! Até o Bluesky acorda mais rápido que você, Alice! – eu brinquei
Alice me olhou feio e tirou algumas maçãs de dentro de uma bolsa. Ela as deu a Bluesky, mas ele não comeu.
— O que foi Bluesky? Enjoou de maçãs? – eu perguntei afagando-lhe a cabeça
Ele levantou a cabeça e apontou o focinho para uma macieira próxima a nós. Só havia sobrado umas três maçãs para contar a história. Bluesky caminhou até a árvore e nós o seguimos. Ele parou em frente à macieira e bufou. A árvore se espreguiçou.
— Você viu o mesmo que eu? – eu perguntei a Alice – A árvore se espreguiçou!
A árvore balançou um pouco e de dentro dela, saiu uma garota verde de cabelos vermelhos, vestindo uma saia e uma pequena blusa branca que deixava aparecer toda a sua barriga. Ela usava um colar e uma coroa de flores e tinha os pés descalços.
— Você é uma dríade? – Alice perguntou
— Sou! Esse pégaso é de vocês? – ela perguntou
— É sim! Ele não te deu trabalho não, não é? Desculpe-me se ele fez alguma coisa errada! – eu disse
— Ele não me deu trabalho nenhum! Ele é muito é engraçadinho! Dei algumas maçãs a ele. Ele gosta muito de maçãs, não é? — a dríade falou
— Gosta! O nome dele é Bluesky. – eu disse
— O meu é Jane, como vocês se chamam?
— Meu nome é Lana, e o dela é Alice. Estamos em uma missão para tentar encontrar o Carro do Sol.
— Mas... Vocês não são meios-sangues! São apenas simples mortais! Estão ficando loucas?
— Eu venho de Hélade e ela descende de uma helena, sou de Zeus e ela é de Apolo. – Alice disse
— Ah sim! Não sei se isso vai ajudar, mas eu tenho uma prima em Toronto, no Canadá, que disse que lá está fazendo um calor escaldante e que a maioria das dríades, animais e pessoas estão adoecendo e morrendo por causa da mudança repentina de clima. Ela disse que o gelo e a neve toda derreteram e que a água está invadindo a casa dos mortais. Está um verdadeiro caos lá.
— Então eu estava certa! O Carro do Sol está mesmo lá! Obrigada, Jane! Mas agora precisamos ir! Temos apenas mais três dias!
Eu e Alice montamos no Bluesky e ele decolou conosco. Quando passamos pela estrada, apontei para frente em cima do Bluesky e o Ben nos seguiu com o seu carro. Faltavam uns 500 km para chegarmos ao Canadá. Isso não era nada com a velocidade que estávamos. A estrada estava deserta. Era raro ver um carro em algum lugar. De certo modo, isso era estranho, muuuuuito estranho. Paramos para almoçar em um restaurante caipira. O lugar era pequeno e quente e no balcão, havia uma pequena televisão antiga. Quando estávamos terminando de comer a nossa galinha caipira, o telejornal local começou. A manchete principal foi à invasão domiciliar, a uma casa na beira da estrada. Até aí, tudo bem. Porém, quando foram falar dos suspeitos, adivinha quem apareceu na tela da televisão!? NÓS! Apareceu simplesmente a nossa foto no jornal! Terminamos de comer rápido, pagamos e pegamos a estrada novamente antes que o dono do restaurante pudesse processar a informação que acabara de receber do jornal. Ótimo! Já não bastava ter que fugir de Zeus? Agora eu teria que fugir da polícia também?
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