Até à verdade e mais além

3 Começa o campeonato e uma amizade termina


Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo da minha fic. Boa leitura!

–Toca a acordar!!!- gritou Mariah em conjunto com os tachos e panelas.

–Ai!!! Para quem ficou acordada até à meia-noite, estás muito viva! — resmungou Kevin, ainda ensonado.

–Está caladinho. O pequeno-almoço está na mesa.

Chegaram à cozinha: leite comprado de manhãzinha com café, rodelas de fiambre e queijo, ovos mexidos, bolinhos de arroz, açorda à moda dos Wong, banana com mel, lanches, maçã com canela, bolachas de canela...

Todas aquelas coisinhas que se faz com muito amor e carinho para tentar impressionar um irmão mais velho, que por acaso só diz:

–Não está mal! – disse Lee, pegando num grafo para devorar os ovos mexidos.

–Não está para ti, mas para mim está fantástico! — exclamou Gary, devorando a açorda.

–Gary, para ti, tudo está sempre fantástico... – respondeu Kevin, secamente.

–Lee, se não gostas, para a próxima, cozinhas tu! — irritou-se Mariah.

–NÃO!!! EU NÃO QUERO COMIDA E COZINHA QUEIMADAS!!! – berrou Gary.

–Ok, já percebemos que detestas os meus cozinhados, mas não é preciso dares ênfase! – afirmou Lee.

–Mas porque é que tenho de ser sempre eu a cozinhar? — perguntou Mariah, pegando nos bolinhos de arroz.

–Lembras-te da última vez que o Kevin cozinhou? Quase que nos matava. – rosnou Lee.

–Por favor, só coloquei um bocadinho de pimenta! – exclamou Kevin.

–Kevin, desculpa, mas foi um frasco inteiro. – levantou-se Lee da mesa.

–Lee, não tenho culpa de o teu paladar e olfacto serem muito apurados como os cães!! — empoleirou-se na cadeira, Kevin, para fugir à pancada de Lee.

–Anda cá, seu macaco!!!

Nesse momento. Kevin e Lee andavam à volta da mesa; Kevin a fugir do capitão enfurecido e Lee a andar atrás do macaco saltitante e irritante.

Mariah berrou:

–JÁ CHEGA!!!! PAREM DE ANDAR ATRÁS UM DO OUTRO!

Naquele momento, os dois sentaram-se nas suas cadeiras.

–Fica resolvido. Fico sempre eu a cozinhar. Não me importo. Até é bom. – concluiu Mariah.

A paz regressou à sala. Gary parecia ser o único que não tinha notado.

Devoraram a mesa em 5 segundos, perdão a mesa não, os pratos, peço desculpa, os pratos não, a comida.

Depois de terem a barriguinha cheia, fizeram os sues sacos e puseram-se a caminho. Dentro do correio Expresso, lá foram eles em direção a Hong Kong.

Em casa dos seus oponentes, todos estavam muito concentrados: Ray, o traidor, Kai, o sinistro, Tyson, o falta de parafusos e Max (mais conhecido por Maxy), o americano, nem um pio davam . Contudo, Kenny entrou por ali dentro... aos berros.

Bolas, lá para o miúdo que teve de estragar o silêncio que até ele achou estranho...

–Malta, tenho a lista das equipas que vão participar no campeonato. São elas: Bing Bang, Shine Metal, Fusion Plus, Mega Bladers, Metal Masters e Metal Fusion.

–Sim, as equipas são fantásticas e os nomes também! – gozou Max enquanto limpava o seu Draciel.

–Os nomes são péssimos, mas podem ser poderosos! -disse Kay da outra ponta do quarto.

–Desculpa, já cá não está quem falou...-arrependeu-se Max.

–Chefe, diz-me uma coisa. A equipa White Tigers vai participar? – perguntou Ray, curioso.

– Sim, eram os que eu ia dizer. São a equipa da casa. Esta equipa é constituída por 4 elementos. Vou dizê-los e aos seus bit-beasts... – começou Kenny.

–Não, Chefe. Não gastes a tua própria saliva. Deixa que eu digo. Primeiro temos o Gary. Este menino é digno de se lhe chamarmos de gorila; tem muita força. Daí, o seu bit-beast ser Galzzy, o urso. Depois, temos Kevin. A especialidade deste miúdo é fazer distrair o seu adversário. É ágil, daí o seu bit-beast ser Galmon, um macaco. A seguir, temos Mariah. A especialidade desta é a velocidade. Daí o seu bit-beast ser o Galux. Um gato. Temos é de ter cuidado com as suas garras. Por último, mas não o menos importante, temos Lee. A especialidade do Lee é a junção de todos. Daí ser o capitão e o rei da selva. Sim, o bit-beast é um leão raivoso. Tal como a irmã, é preciso ter cuidado com aquelas unhacas. – disse Ray, acariciando Driger.

–Ouve lá. Mas como é que tu sabias? – perguntou Max.

–Talvez por eram a minha antiga equipa. — disse, prontamente Ray.

–Bem, malta. Vamos embora. O campeonato começa às 3 horas – disse Kenny.

Em Hong Kong, toda a gente, era muito simpática. Mariah estava deslumbrada com as bijutarias que lá haviam...

Os White Tigers foram dar a um beco de onde estavam a sair os Blade Breakers.

–Olha, olha. Se não é o traidor com a sua equipa de meia-leca. – enervou-se Lee.

–Ouve lá, nós não te conhecemos de lado nenhum. Não precisas de nos estar a insultar – resmungou Tyson.

–Ai isso é que nos conhecem. Principalmente o teu amiguinho Ray – incentivou Kevin.

–Ray, então estes é que são os White Tigers? — perguntou Max.

Mariah, que estava encostada a um canto, cansada de ver e ouvir os rapazes discutir sobre o mesmo assunto vezes sem conta, disse:

–Sim, somos. Porquê? Tens algum problema?

Aí, Ray acordou para a vida. Afinal Mariah também lá estava, mas não sabia onde, portanto gritou aos ventos:

–És tu? Onde quer que estejas aparece.

Tyson que já se tinha colocado ao colo de Max, por pensar que tinha ouvido um fantasma perguntou:

–Ouve Ray. Tu conheces a voz da tal rapariga?

–Sim, conhece-me muito bem. — disse Mariah, saindo da penumbra.

–Mariah! Há quanto tempo !!- exclamou Ray a caminhar para Mariah para lhe dar um abraço.

–Chega Ray. Pára de te armares em santinho. Chega de mentiras. Porque é que não contas aos teus novos amigos aquilo que aconteceu entre a tua antiga equipa? Sim, porque pelos vistos esqueceste os White Tigers num instante. E pelos vistos também me esqueceste num abrir e fechar de olhos. – disse Mariah. Irritada.

–Não, não. Isso não é verdade! — exclamou Ray desiludido.

–Oh, Oh, Oh... Alguém me pode explicar o que se passa aqui? – disse Kenny, confuso.

–Mete-te nos teus assuntos! — exclamaram os White Tigers.

–Portanto, Ray. A nossa amizade termina aqui, se é que ainda havia. Ah, e nestes últimos anos tinhas-me andado a evitar muito. Sempre que queria treinar contigo, tu dizias sempre que tinhas de treinar os miúdos da pré-escolinhas. Durante a tarde, ia ter com os mais pequenos perguntar-lhes como tinha corrido a aula e eles diziam que tu não tinhas estado com elas. Com então, tu não lhes davas as aulas, davas outras aulas e tu sabes bem quais são à Momoko, a ex-namorada do Lee. — irritou-se de vez Mariah.

–Eh... Pois, Ray. Como é que te sentes em que agora a única pessoa que te protegia está contra ti? E difícil, não é, vermos os amigos de quem mais gostamos virarem-se contra nós? — apoiou Kevin, empoleirando-se no ombro de Gary.

–Mas, malta... amigos... Porque é que não me desculpam por aquilo que vos fiz? E não Mariah, já não namoro com a Momoko. Terminei com ela uma semana antes de me ter ido embora! — disse Ray.

–Malta? Amigos? — interrogou Gary. –Ray qual foi a parte do que a Mariah disse de que já não éramos teus amigos de que tu não percebeste?

–Desculpa? Tu pedes-me desculpa? Uau!! Afinal não és assim tão orgulhoso como eu pensei! Não é a mim que deves pedir desculpas... Deves pedir desculpas a todos os miúdos a quem falhaste. Já aos White Tigers não é preciso pedires desculpas. Nunca serás perdoado. És um fraco , Ray. Mas isso eu acho que tu isso já sabias — acabou Mariah.

–Já acabaste Mariah? -perguntou Lee.

–Já, Lee. — disse Mariah, sacudindo as suas mãos.

–Então, vamos embora. O ar aqui está a ficar um pouco poluído. — afirmou Lee virando costas aos Blade Breakers.

–Espera um pouco. És tu o capitão dos White Tigers? — perguntou Kay, aquele que permaneceu calado durante toda a discussão.

–Sim, sou. Porquê? Tens problemas? Não estou disponível para o que quer que seja aquilo que queiras... – respondeu Lee, secamente.

–Estás a esquivar-te? – perguntou Kay, como que se já esperasse aquela resposta.

–Sim, acho que sim.

Nesse instante, surgiu um beyblade rosa a voar. Ia em direção de Kay, mas desviou a sua rota e foi parar a um taça. Despedaçou-a em mil cacos. Até Tyson ficou de boca aberta por ver uma rapariga lançar um beyblade com tanta precisão.

–Aprendi com o Ray! Se ele quisesse eu estaria ao seu nível. Mas ele não gosta de concorrência .- respondeu Mariah, fazendo o seu beyblade retornar à sua dona.

–E agora? Já acabaste? Já podemos ir, Mariah? – tornou a perguntou Lee.

–Sim, maninho. Já podemos ir. — afirmou Mariah.

Mariah lançou um olhar frio a Ray. Estes dois entreolharam-se. Não falaram, pois as suas expressões diziam tudo.

Ray pensava: “Desculpa Mariah. Se eu pudesse fazer o tempo voltar atrás, eu fazia-o para compensar todos os males que vos fiz. Mas não posso. Portanto, voltamos a ver-nos no campeonato onde os Blade Breakers vão ganhar!”.

Mariah pensava:” Desculpa Ray. Mas se queres guerra, é guerra que vais ter. Vemo-nos no campeonato”.

Entre os olhares frios, as duas equipas afastaram-se para só se voltarem a ver no campeonato.

–Mariah, não te sentiste perturbada pelo Ray estar lá, pois não? – perguntou Gary.

–Ah... Não, não. Não te preocupes. — disse Mariah um pouco desanimada.

–Bem-vindos ao torneio mais comovente que eu já vi em toda a minha vida!!- gritou Bread Best.

–Bread, esqueceste-te de um pormenor. O campeonato ainda não começou e já estás a dizer que é o melhor que já viste... – resmungou A.J.Toper.

–Ah, pois desculpa! Foi o entusiasmo. Mas porque é que não começamos a apresentarmos as equipas? – sugeriu Bread Best.

–Ah... Sim, claro!!- exclamou A.J.Toper.

Nesse momento, o público ficou ao rubro, principalmente o público masculino por ver a menina Mariah avançar com os White Tigers.

Durante o campeonato, houveram equipas tanto fáceis como difíceis de derrotar, mas duas equipas conseguiram chegar às finais do campeonato onde se irão enfrentar para decidir qual delas será a melhor.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Próximo capítulo: Um novo inimigo na cidade
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.