Asvenet
2 Capitulo 1- Que lugar é esse?
Notas iniciais
Lá vai o primeiro capitulo, espero que gostem...
Grama? É cheiro de grama. Respirei fundo inalando calmamente o cheiro da grama e terra molhada, provavelmente deve ter algum córrego por aqui. Onde eu estou? Eu me lembro de cair e me lembro de um brilho ardente e então tudo sumiu, tudo mesmo... Quem eu sou? O que estou fazendo aqui? E o que é aqui? Onde fica aqui!
Levantei-me rapidamente, colocando as mãos na cabeça quando a dor aguda me atingiu.
-Awt- Choraminguei abaixando a cabeça novamente, eu podia sentir o sol batendo no meu rosto.
-Fique deitada um pouco até melhorar- Aconselhou uma voz conhecida, eu só não sabia de onde.
-Quem é você- Eu disse entre gemidos e o silencio reinou enquanto ele pensava em uma resposta.
-Queria saber... — Respondeu ele e completou- Esperava que você tivesse uma resposta.
-Acho que digo o mesmo então- Respondi e calmamente fui me levantando e olhei para a paisagem. Era sem duvidas um lugar bonito, cheio de flores, uma campina, um riozinho corria ao lado, árvores, grama e um sol que aquecia mais não queimavam. Além disso, mais dois adolescentes desmaiados e menino que falará que e eu não tinha coragem para olhar.
-Onde acha que estamos?- Perguntei brincando com o cadarço do meu All Star.
-Não faço a menor ideia, acordei mais ou menos uma hora antes que você estava totalmente sem rumo, fiquei esperando um de vocês acordarem- Respondeu ele, e eu então tive coragem para encara-lo. Ele tinha estatura mediana, cabelos negros como a noite em um corte básico, olhos de um azul céu lindo, pele pálida com algumas sardinhas, corpo bem definido, nariz delicado e sobrancelhas que lhe caiam perfeitamente. Ele usava um casaco simples, jeans de lavagem escura e tênis botinha. Quem seria ele?
-Alguma ideia de quem são eles?- Perguntei indicando os dois desmaiados com a cabeça.
-Não e você?
-Nem uma ideia, aliás, a única coisa que eu sei que eu vi é que estava caindo e então vi uma luz. Será que eu morri?- Indaguei curiosa.
-Acho que não, afinal sempre achei que o céu era feito de nuvens e tinham anjos tocando arpas enquanto inferno era quente e tinha pessoas com chifrinhos- Respondeu ele com um sorriso.
-Verdade e, além disso, aqui está muito bonito para se o inferno e eu não sou boazinha o bastante para céu- Eu disse com um sorriso maior que o dele.
-Sabe pelo menos o seu nome?- Perguntei para ele.
-Nem se quer isso, e você?- Respondeu ele
-No. Tem mais algum assunto para falar? Estou ficando sem ideias- Falei com um sorriso.
-Não, gostei de você, é uma pessoa legal- Disse ele.
-Ai- Ouviu-se o gemido vindo do canto, a outra menina acabara de acordar e colocara a mão na cabeça- Onde será que eu estou?
-Ninguém sabe- Ela pulou surpresa com minha resposta.
-Quem é você? Quem são vocês? Que lugar é esse?- Disparou ela levantando-se rapidamente, o que fez com que cai-se novamente.
-Calma lá! Somos inocentes!- Respondeu o garoto desnomeado com um sorriso, alias acabei de achar um jeito de chama-lo.
-Estamos tão perdidos quanto você, então se sente e tente se lembrar de alguma coisa, porque aqui tá meio difícil- Falei e apontei uma arvore, ela por alguns minutos pareceu considerar a minha ideia e se sentou entre eu e o Desnomeado. Parei para avaliá-la, ela era uma garota meiga, com cabelos longos, castanhos e cacheados nas pontas, pele pálida com sardinha no nariz, olhos avelã e corpo franzino, tinha um olhar inocente e fofo. Ela usava uma blusinha verde agua, com um bolero branco, short branco no meio da coxa e sapatilhas brancas com florezinhas.
-Sabe qual é seu nome?- Perguntei.
-Não e vocês como se chamam?- Contrapôs ela.
-Não sei- Falei
-Não faço a menor ideia- Disse Desnomeado.
-Porém eu já sei como chamar ele- Disse apontando para o carinha sem nome- Desnomeado!
-Desnomeado? Fala serio cara!- Reclamou ele.
-hahaha, eu gostei!- Disse a garota sem nome.
-Agora já que nós duas não temos nomes, vamos escolher um apelido para nós. Pode começar com as sugestões Desnomeado- Falei lhe passando um pauzinho.
-Para que o pauzinho?- Perguntou ele e pude perceber o olhar de “ãh” na garota sem nome.
-Palavrun Cajadun, que estiver com ele fala-Falei com um risinho.
-Palavrun Cajadun? Isso existe? É o que Latim?- Perguntou a menina sem nome.
–Não! Acabei de inventar- Respondi colocando um sorriso “32 dentes” no rosto.
–Você é louca-Disse Desnomeado
–Então manda ai Desnomeado, apelidos- Falou a menina sem nome.
–Não! Até você! Eu ainda tenho chance de me livrar desse apelido?- Choramingou ele.
–Não!- Respondemos em coro. Ele soltou um suspiro e começou com um olhar vingativo sugerindo:
–Que tal Emo e Nerd?
–N... — Fui cortado por um:
-P*** que pariu!- Ralhou o menino que até agora estava desmaiado.
-Hehehe nervosinho, acho melhor se acalmar- Disse Desnomeado.
-Que P****é essa? Quem são vocês? Que lugar é esse?- Disse ele num folego só olhando para cada um de nós com um olhar desconfiado.
-Bem, não sei, não sabemos mais ele é o Desnomeado- Disse a sem nome- E você quem é?
-Não sei- Respondeu ele com um suspiro se tacando no chão.
-Não se entristeça ninguém aqui sabe quem é de onde veio o que é e como viemos parar aqui. Mas então quer entrar para a Roda de Palavrun Cajadun?- Falei com um sorriso sincero.
-Que P**** é essa?- Perguntou ele.
-É o nosso novo grupo, mas esse nome é temporário. Palavrun Cajadun é o nome que eu dei para o pauzinho que o Desnomeado está segurando, quem esta com ele fala. Estávamos decidindo apelidos para cada um de nós, já que ninguém se lembra do seu nome. Então quer entrar?- Expliquei.
-Quero!- Exclamou ele- Pode começar Desnomeado!
-B*****, o apelido pegou. Foguinho? Chamas? Fagulha? Sininho?- Sugeriu Desnomeado apontando-me.
-Sininho ou Foguinho- Disse a sem nome.
-Foguinho, é mais a cara dela- Disse o sem nome.
-Não! Foguinho não!- Choraminguei.
-É com certeza “Foguinho”!- Exclamou Desnomeado com tom de vingança.
-Me passa a P**** da varetinha- Disse o sem nome para Desnomeado.
-É Palavrun Cajadun! Não “varetinha” o boca suja- Repreendi-o. Senti uma luz se acender na minha cabeça.
-Boca Suja é seu apelido agora- Falou a sem nome como se lê-se meus pensamentos.
-Por quê?- Perguntou ele indignado.
-Porque você é educado é que não é- Respondi no mesmo tom.
-Vocês são chatas- Resmungou ele.
-Agora só falta você garota sem nome- Eu disse roubando o Palavrun Cajadun de Boca Suja que soltou um sonoro “Ei!”, alias preciso diminuir esse nome, Palavrun Cajadun é muito grande!
-Que tal Flufy?- Perguntou Desnomeado.
-Por que Flufy?- Indagou Boca Suja.
-Porque ela é fofinha- Respondeu ele como se tivesse todo o sentido do mundo.
-Okay, agora que temos como chamar uns aos outros vamos começar tentando lembrar algo das nossas vidas- Falei como uma comandante, quando Desnomeado ia abrir a boca para falar alguma coisa uma envelope grande foi caindo aos poucos bem no meio do circulo que nós formamos sem querer.
Boca suja logo se adiantou para pegar o envelope. Ele olhou intrigado e leu em voz alta:
-“Senhores e Senhoritas, bem vindos a Asvenet”.
-Acho que já sabemos que lugar é esse aqui. Asvenet
Notas finais
Bjs
Gran'Nolla
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