Astoria's Life

4 O monitor da Sonserina.


Notas iniciais
=)

Astoria costumava sempre andar pelos corredores de Hogwarts durante a noite e falar sozinha, já que não tinha amigos antes e agora suas amigas estavam dormindo. Em sua primeira noite na antiga Hogwarts ela decidiu andar e pensar sobre sua missão.

– Ele não é tão ruim assim.. — ela murmurou para si mesma. — Achei que ia ser um assassino sanguinário e assustador, mas seu verdadeiro eu está muito bem escondido em uma máscara de bom aluno, e uma coisa me surpreendeu mais do que as outras: Ele é bonito! E tem nariz.

Como se suas palavras pudessem chamar uma pessoa, o menino do qual ela falava, Tom Riddle, apareceu atrás dela.

– Srta. Greengrass, não é seguro ficar andando sozinha pelos corredores durante o toque de recolher. — ele disse, em um tom frio e sem emoção, como sempre.

Astoria arrumou os cabelos castanhos e levantou o olhar, para encarar Tom Riddle nos olhos.

– Desculpe-me, Sr. Riddle, mas andar no meio da noite é um hábito que eu costumava ter e eu não vejo nenhum perigo. — ela mentiu, pois sabia muito bem de que perigo ele falava. — Poderia me explicar qual o perigo?

Riddle assumiu sua postura de monitor.

– Você ficará melhor se não souber, agora vá para seu dormitório. — ele disse e Astoria preferiu não insistir.

– Está bem. — ela sorriu. — Boa noite, Riddle.

– Boa noite, srta. Greengrass. — ele respondeu com um meio sorriso.

Astoria andou até perto de seu dormitório e esperou Riddle ir embora, ele pareceu não notá-la e ela apressou o passo para um dos inúmeros corredores, no qual ela esperava não ser interrompida por ninguém.

– Como vou impedi-lo? Não posso fracassar. — ela murmurou em uma voz quase chorosa, debruçando-se perigosamente em uma janela.

– Srta. Greengrass, eu já lhe disse para voltar ao seu dormitório. — ela ouviu uma voz atrás dela murmurar.

Astoria olhou para trás, assustada, e viu Tom Riddle novamente, voltou sua atenção para o céu estrelado.

– Já percebeu que nós vemos mais estrelas aqui do que nas cidades? — ela disse, distraída. — Eu prefiro assim, quando tudo está calmo... parado. Me sinto segura, acho que não sou aquele tipo de pessoa sociável que ama bailes e festas.

– Nem eu. — sorriu Riddle, parando ao lado dela e também olhando para o céu estrelado.

– Olhar para as estrelas pode ser ótimo quando você está longe de alguém. — Astoria continuou. — Você sempre saberá que, uma hora ou outra, a pessoa verá as mesmas estrelas que você.

– O céu nunca termina, continua eternamente em uma imensidão inimaginável. — disse Riddle. — Por isso, se você falar com o céu vai aumentar seu sentimento de que é ignorada. Se quiser ser ouvida, fale para alguém escutar.

– Ah, não. — Astoria disse, suavemente. — As pessoas não me entenderiam, elas nunca me entendem.

Riddle a olhou, com o meio sorriso de antes aparecendo.

– Temos coisas em comum, Greengrass. — ele disse.

– Me chame de Astoria. — ela respondeu, odiava o sobrenome "Greengrass."

– Me chame de Tom. — ele retrucou. — O que você pensa dos que não são puro sangue?

Essa é minha deixa. — pensou Astoria.

– Eles são pessoas comuns. — começou Astoria. — São pessoas exatamente como nós, mas não tiveram a sorte de nascer puro sangue, isso não é motivo de discriminação e preconceito, alguns deles podem se tornar ótimos bruxos e fortes aliados para o futuro, não gosto de pessoas que queiram fazer mal à eles.

Riddle suspirou.

– Eu não os respeito, não gosto da existência deles. — ele disse.

– E por quê não? — perguntou Astoria.

– Eles destruíram minha vida... — Riddle murmurou.

– Oh, sinto muito... — disse Astoria, não sabendo o que fazer. — Mas isso não é motivo para você odiar todos eles, apenas os que te magoaram. Você me odiaria se eu não fosse puro sangue?

Riddle sorriu, desta vez um sorriso inteiro.

– Não, Astoria, você é diferente de todos os outros.

Astoria enrubesceu, os dois disseram boa noite e foram cada um para seu dormitório.

No dia seguinte.

– Diferente de todos os outros? — repetiu Annie, depois de Astoria ter lhe contado todo o acontecido.

Lucy gargalhou.

– Riddle está se apaixonando por você, Astoria! — ela disse.

Astoria jogou um travesseiro nela.

– Sua sortuda! — disse Annie. — Ele é lindo!

Astoria suspirou.

– Vamos pra aula, meninas!

O resto do dia se passou tranquilo, mas a noite anterior não saía da cabeça de Astoria.

Diferente de todos os outros, pensou Astoria, Oh Riddle, o que você quis dizer com isso?

Naquela noite, ela sonhara com ele.

Notas finais
Ficou pequeno, eu sei :( Desculpem, mas só com uma leitora não dá muita vontade de escrever!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.