Astoria's Life
2 Daphne e a Doninha
Notas iniciais
Depois de sair da sala de Dumbledore, Astoria começou a pensar no que faria até a hora de sua missão. Ficara decidido que ela iria nas férias, quando ninguém suspeitaria e a escola estaria praticamente vazia, e até lá ela seguiria sua vida monótona normalmente. Astoria gostaria de ir mais cedo, a oportunidade de não precisar aturar sua irmã Daphne era a melhor parte de viajar, mas ela teria que aturar Tom Riddle e, pior ainda, salvá-lo.
– Ahh... aí esta o fardo da família Greengrass, a filha que deu errado. — ela ouviu a voz debochada de Daphne falar atrás de si, acompanhada pela risada de Pansy, a idiota.
Astoria virou-se lentamente, tentando controlar a sua raiva.
– Daphne, que lástima te ver por aqui. — ela disse, encarando a irmã com um olhar frio.
– Digo o mesmo, querida irmãzinha. — Daphne sorriu falsamente. — Desculpe incomodar, tenho certeza que você deve ter deixado algum amigo te esperando e... aah, verdade, você não tem amigos.
Astoria sentiu seu rosto ficar vermelho e estava a um fio de socar a cara de sua irmã, Pansy ria da piada de Daphne e Draco Malfoy, outro espectador, revirava os olhos, como se fosse obrigado a assistir aquela cena.
– Está sem humor hoje, Draco? — perguntou Pansy. — Nunca te vi tão sério.
– Isso é ridículo. — Draco manifestou-se, falando diretamente com Daphne. — Não seria ridículo se fosse com alguém inferior mas ela é sua irmã e está exatamente no mesmo nível que você! Se quer um conselho, deixe Astoria em paz.
Astoria olhou para ele, assustada, ela nunca simpatizara com Draco "doninha" Malfoy, mas ele a estava defendendo neste exato momento.
– Inacreditável... — ela murmurou.
Daphne estava tão assustada quanto ela e apenas disse.
– Querido Draco, você realmente não entende a família Greengrass. — Daphne começou, com seu mesmo tom debochado. — Esta menina é uma vergonha para a nossa família e provavelmente acabará como um nada no mundo bruxo.
Astoria não podia aguentar mais, a raiva já havia tomado conta dela e a fizera explodir em um grito.
– VOCÊ É IDIOTA?! O DRACO ESTÁ COBERTO DE RAZÃO, NÓS SOMOS DA MESMA FAMÍLIA! ALIÁS, VOCÊ É A VERGONHA DA NOSSA FAMÍLIA! VOCÊ É UMA ARROGANTE E AS SUAS NOTAS SÃO PÉSSIMAS! TEM CERTEZA DE QUE É MELHOR QUE EU? POIS NÃO É! ASTORIA GREENGRASS É MUITO ABSOLUTA PARA OUVIR SUAS PALAVRAS IDIOTAS! — e saiu andando, furiosa.
Pansy a olhava assustadíssima, com a boca formando um "O" perfeito. Daphne estava planejando a melhor forma de matar a irmã e Draco só faltava bater palmas de tanta empolgação.
Astoria corria o mais rápido que podia até um lugar onde pudesse gritar com todas as suas forças, o banheiro das meninas no andar de cima. Ela chegou lá e respirou uma enorme quantidade de ar de uma vez só que explodiu em um:
– IDIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOTA!
Pronto, este grito bastara para a fazer se sentir muito melhor e Astoria já poderia se preparar para o jantar. Ela caminhou tranquilamente até a mesa da Corvinal quando uma voz quebrou sua paz interior.
– Aquilo foi incrível, Astoria, simplesmente incrível! Parabéns!
Astoria virou-se para encontrar Draco, a doninha, a encarando com um sorriso enorme.
– Ela me irrita tanto! — disse Astoria. — Eu não aguentava mais.
– Fez bem. — respondeu Draco. — Daphne bem que merecia, ela é realmente mais arrogante do que se deve ser, não se pode humilhar uma irmã.
Astoria olhou para Draco abismada, o sr. Mais Arrogante do Mundo falara o que ela sempre pensara, desde que Daphne a ofendera pela primeira vez? Inacreditável.
– Eu concordo plenamente! Daphne se acha tão superior, como se ela fosse perfeita! — concordou Astoria, feliz por poder conversar com um colega que a entendesse neste ponto.
– Olha.. Astoria... eu notei que Daphne disse que você não tem amigos, é verdade? — ele perguntou, meio sem jeito.
Astoria não poderia negar este triste fato, ela não tinha amigos. As vezes falava com Luna Lovegood nas aulas, mas ela não era sua amiga.
– É verdade... — disse Astoria, baixando a cabeça.
– Hmmmm.. agora você tem um. — disse Draco, sorrindo para ela. — Se precisar de qualquer coisa, conte comigo.
Astoria corou.
– O-Obrigada, Draco. — ela sorriu. — Mas, você não é um dos amigos da Daphne?
Draco riu.
– Eu odeio a Daphne, só fico com ela porque ela fica com a Pansy. — e saiu.
– Ina...creditável... — murmurou Astoria, ainda confusa sobre a estranha conversa.
Naquela noite, ela havia tido um pesadelo.
Sonho
Um garoto de aproximadamente 16 anos estava parado na frente dela, os cabelos negros dele caiam muito bem com seus olhos e a pele branca, ele era realmente bonito.
– Olá! — sorriu Astoria. — Meu nome é Astoria Greengrass.
– Astoria, finalmente você chegou. — o menino sorriu. — Meu nome é Tom Riddle, mas você pode me chamar de Lord Voldemort.
Ele se aproximou dela e quando ele estava a centímetros de distância, Astoria acordou com um grito.
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