Assunto Confidencial
1 Lar Doce Lar!
Notas iniciais

Meu nome? Amy Smith. Tenho 28 anos e sou agente de nível 7 no escritório de Langley da agência.
Ao longo de seis longos anos estive dentro de diversas missões, e admito, algumas quase custaram minha vida. Atualmente faço trabalhos para CIA, tanto dentro da agência, quanto fora. Benefícios de se ter habilidade para as duas coisas. Mas se você acha que é simples assim, então está errado.
Cá estou eu. Sentada na sala de espera do John Hopskins Hospital, em Baltimore, minha cidade natal. É muito estranho estar de volta pra essa cidade. As pessoas estão um tanto diferentes, digamos assim.
Deixei Baltimore aos 17 anos, de início fui fazer um intercâmbio em Bristol, na Inglaterra. Quando estava próximo do fim e eu já tinha meus 18 anos, simplesmente me "casei" com um amigo. Ficamos casados por dois anos e isso me deu o acesso ao "green card do Reino Unido".
–Amy Smith, favor comparecer a U.T.I. Amy Smith, favor comparecer a U.T.I. Disse o locutor de voz robótica do hospital.
Nesse exato momento meu coração disparou. Eu não sabia se isso era um sinal bom ou não. Levantei da pequena poltrona de couro e corri para a porta da U.T.I.
–Sou a Amy. Amy Smith. Minha mãe está...
–Amy? Prazer. Interrompeu-me a mulher de cabelos loiros. Me chamo Marie Collins e sou a nova oncologista da sua mãe. Ela não me deu tempo de responder a sua saudação e já começou a falar do caso. Preciso que você saiba que o estado de saúde dela é muito frágil. O câncer migrou para o pulmão, ocorreu algo que chamamos de metástase. Ela franziu a testa. Sendo muito otimista, sua mãe terá mais dois meses de vida, se ela sair dessa, claro.
–Não há nada que possamos fazer? Indaguei, recusando-me a acreditar no que acabara de ouvir.
–Apenas observar. Todos os remédios já foram dados, as sessões de quimioterapia feitas, apenas um verdadeiro milagre pode mudar a situação dela.
–Dois me-meses? Eu gaguejava. Não sabia o que eu deveria fazer. De repente o chão caíra e o ar se fora. Tudo que eu conseguia pensar era em tudo que eu poderia ter feito, mas não fiz.
–Eu entendo que seja difícil. Mas não há nada que possamos fazer, apenas esperar. Marie não parava de franzir a testa, ela era nova em dar notícias desse porte e podíamos notar isso em seus olhos.
–Posso-sso vê-la? Indaguei, ainda gaguejando.
–As visitas estão restringidas. Ela está em um estado muito frágil. Estamos evitando que novos residentes cheguem perto de seu leito para evitar novas infecções. Esperamos que seu quadro melhore, e se, em breve você poderá vê-la.
E eu sai do hospital. Tudo que eu queria era correr, chegar o mais longe possível. Nem o frio congelante de Dezembro conseguia me abalar, eu simplesmente não sentia nada. Corri para uma das esquinas do gigantesco hospital e sentei-me em um banco coberto de neve quando se aproximou um estranho.
–Amy Smith? Disse um homem de terno e gravata. Suas roupas eram claramente de marca. Aparentava não ter mais de 30 anos e tinha um bom porte atlético.
–Sim, sou eu. Quem é você? Respondi. Estava tentando entender como alguém me achara no meio do frio da meia noite em uma cidade com tantos habitantes.
–Sou amigo de um velho amigo seu e temos uma proposta pra você. Ele falava de forma confiante. Parecia que conseguia ler e compreender meus pensamentos mais profundos.
–Quem é você? Disse. Eu na verdade não queria e nem precisava saber.
–Isso não interessa, ou interessa? -Indagara o homem misterioso.
–Certo, então o que eu posso fazer por você? -Eu estava começando a ficar nervosa.
–Por nós. Sabemos que você é uma agente de campo da CIA. Acompanhamos o seu trabalho por muito tempo e também sabemos sobre a situação da saúde da sua mãe.
–CIA? Como assim? Eu trabalho em uma escola, na Virgínia. Sou secretária pessoal do diretor. Nunca sequer cheguei perto de Langle... E eu dei com a língua nos dentes. Eu estava abalada demais pra pensar em tudo que aprendi depois de tanto tempo sendo uma espiã. Era como se todo o treinamento tivesse sido esquecido minutos atrás.
–OPA, OPA, você está me dizendo que é uma simples secretária mas está falando de Langley? E ele realmente entendeu.
–Qual a sua proposta? Admiti.
–Temos a cura do câncer. É um tratamento feito em duas etapas, de início, uma quimioterapia com componentes diferenciados em uma sala de concreto e chumbo lacrada. A segunda etapa é feita dentro de um centro cirurgico comum, implantando um microchip que gera células de defesa artificiais e mais poderosas. Simples, rápido, eficaz e a cura que todos os seres humanos que sofrem dessa doença procuram. Mas..
–Mas é claro que isso não sairá barato. O interrompi.
–Sim. O grupo qual estou representando precisa de informações secretas que só uma interna de nível alto da CIA poderia conceder. Conhecemos sua história, suas recomendações, sabemos que você é a certa e por isso a escolhemos.
–E se eu disser não?
–Então veremos sua mãe morrer, e de camarote! A organização detém 51% das ações do Hospital. É viver ou morrer, pela sua mãe.
–E quanto tempo eu tenho para pensar? Disse. Tentando colocar os pensamentos em seus devidos locais.
–24 horas. Estarei nesse exato lugar em 24 horas esperando sua resposta. Uma Mercedes sedã parou na nossa frente. Um segurança desceu do carro e abriu a porta de trás pro homem misterioso, que entrou e então desaparece no breu da noite.
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