Assombrada
13 Capítulo 13
– Cale-se pequena vadia! — Gritou Margareth enravecida puxando com mais força meus cabelos.
Ela começou a me puxar pelos cabelos de um lado para o outro, seus olhos percorriam cada canto da cozinha, como se procurasse por algo.
De repente, ela parou e seu rosto se illuminou com um sorriso assassino.
Virei meu rosto na direção para qual ela olhava tão impinotizada.
Havia uma faca em cima da pia. Uma faca grande e pontuda.
Margareth se aproximou da pia e pegou a faca nas mãos.
Depois olhou para mim sorrindo e apontou a faca para meu rosto.
– O-oquê va-vai fa-fazer, ma-mamãe? — Perguntei olhando horrorizada para a faca.
– Não se preocupe, meu anjo. A mamãe vai te libertar de seus pecados e depois os de seus irmãos também. — Ela disse sorrindo feito um anjo.
Ela já sorriu assim pra mim antes, quando íamos a igreja. Margareth parecia outra pessoa. No dia a dia, ela era um tanto depressiva e estressada, seja pela minima coisa que eu e meus irmãos fazíamos errado. Como conversamos na hora do jantar, ou soltar um risinho, coisa de criança, durante a oração. Margareth nos castigava, nos batia, queimava nossas mãos na boca do fogão. Papai nunca soube. Ela nos ameçava, se contasse-mos alguma coisa, Margareth dizia que queimaria nossos rostos. Terrível. Horroroso. Assustador. Então, apenas sofríamos calados.
Acho que a minha eu menina, sabia o que iria lhe acontecer.
– Não! Eu não quero.....ser libertada, mamãe! — Gritei e depois a empurrei com força para longe de mim.
Margareth caiu no chão e bateu a cabeça violentamente. Ela permaneceu no mesmo lugar, não conseguia ver seu rosto, seus cabelos o cobriam como uma máscara assustadora.
Margareth parecia não respirar e por isso comecei a me aproximar dela preocupada.
– Ma-mamãe me desculpe! Eu nã-não queria machuca-la..........- Eu disse estendendo os braços para ajuda-la a se levantar.
Mais direpente Margareth virou o rosto para mim e parei no mesmo lugar petrificada.
Seu rosto estava muito vermelho, seus lábios epertados como se pudessem se rasgar e havia um corte sangrando em sua testa.
– EU VOU TE MATAR MALDITA! — Ela gritou e se jogou contra mim me levando ao chão.
Margareth estava em cima de mim e suas mãos foram direto para meu pescoço. Comecei a me debater e a tentar gritar , mais não conseguia mais ter forças pois já estava começando a ficar sufocada.
Margareth começou a bater minha cabeça contra o chão com muita violencia.
Ela estava louca. Completamente louca, eu já não tinha mais dúvidas.
Em um momento Margareth parau de bater minha cabeça contra o chão, mais suas mãos ainda apertavam com muita força meu pescoço. Eu me debatia dedesperada.
Os olhos de Margareth se fecharam e seu corpo em cima do meu parecia ter congelado. Suas mãos em meu pescoço começaram a se fechar fazendo com que suas unhas perfuracem e rasgacem minha pele.
Ela abriu os olhos e uma gargalhada demôniaca saiu de sua boca enquanto seus olhos viam o estrago que suas unhas estava fazendo em meu pescoço. A dor era agoniante, eu não aguentaria mais.
Minha visão começou a perder o foco, e senti meus pulmões falharem implorando por ar.
Então tudo começou a escurecer, e a última coisa em que pensei antes de voltar a conciência foi ''eu deveria ter salvo meus irmãos''
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