Assim, do meu jeito.
23 Capítulo 23 - I Invite You
Notas iniciais
Hamptons, 10h04min, Mansão de Praia Cullen.
POV. ROSALIE
Desde as 09h47min eu treinava meu despertar, até que, enfim, minha ansiedade não me deixou descansar mais. Levantei sentindo frio, com o ar condicionado sempre ligado, e levei um tapa de mormaço ao abrir a porta da varanda. O vento estava mediano, a temperatura alta e a umidade lá em cima. O "cheiro de praia" era nítido.
Depois de provar o meu primeiro choque térmico matinal, me contentei em entrar novamente no quarto e aproveitar o ar fresco, enquanto arrumava a cama. Dobrei o edredom, bati os travesseiros e empilhei-os organizadamente na grande prateleira vazia de um dos lados do guarda-roupas. Em seguida, fui escovar os dentes e trocar de roupa no closet.
Coloquei uma das minhas regatas favoritas, de praia, em conjunto com um short de tecido fino, preto, com a barra em forma de "cobrinhas". Nos pés, meu chinelo da Ariel — o quão infantil eu posso ser? -, já que o outro estava molhado. Também lembrei de trocar minha capinha por outra de praia, na gaveta da cômoda. Deixei meus cabelos úmidos presos em um coque frouxo.
Look Rosalie:
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Depois de desligar o ar condicionado e me certificar de que o quarto estava arrumado, saí, deixando a porta fechada, sem tranca. Senti o cheiro do café subindo pelas escadas, e imaginei que Esme e Carlisle já deveriam ter acordado. A porta do quarto de Alice, assim como a de Jasper e Emmett, estava fechada.
Depois de resistir ao impulso de bater à porta de Emmett, desci as escadas, esperando encontrar Esme na cozinha. Chegando à sala, vi Carlisle carregando as espreguiçadeiras, da parte coberta, para o deck de madeira onde a piscina estava. Ele estava de costas, então não me viu. Me encaminhei para a cozinha e, como esperado, encontrei Esme em seus afazeres.
—Bom dia, Esme. — ela pareceu surpresa com a minha presença, mas sorriu parecendo contente. -
—Bom dia, querida. — nós trocamos um abraço e um beijo no rosto, e depois ela se voltou para a pia, lavando as mãos. — Vai tomar café? — ela ofereceu um sorriso gentil. -
—Pensei em esperar Emmett, mas acho que ele vai demorar a acordar. — sentei-me em um dos bancos dispostos à frente da bancada em que Esme trabalhava, do lado oposto. -
—Ah, era isso que eu ia falar com você, Rose! — ela limpou as mãos no pano de prato colorido e parou suas tarefas. Permaneci parada, observando-a, disposta a ouvir o que ela tinha a dizer. — Emmett se esqueceu de dar resposta sobre a festa de hoje, que iríamos fazer para ele, se lembra?
Parei por um minuto, e me lembrei da conversa no restaurante. Um estalo veio na minha cabeça: festa hoje?! Não temos tempo.
—Nossa, acabei de me lembrar! — minha expressão se desmanchou, intrigada com o fato de quanto tempo teríamos para organizar tudo, caso Emmett finalmente aderisse à ideia. — O que acha que devemos fazer? Ele sequer tocou nesse assunto ontem. — murmurei, me lembrando vagamente dos assuntos do dia anterior. -
Esme paralisou sua expressão, parecendo pensar, e depois soltou o coque do cabelo, chegando perto de mim em alguns passos, ao lado em que eu estava.
—Bem, tive uma ideia. Acho que podemos fazer um bolo de caneca pra ele, e você leva até lá em cima para acordá-lo com essa surpresa; então, quando ele já estiver comendo, você lembra-o sobre a festa, para ver o que ele fala. — ela me viu assentir, e sorriu, satisfeita, enquanto já ia aprontar os ingredientes para o bolo. — De qualquer forma, — continuou ela, enquanto prendia o cabelo novamente — são quase onze horas, temos pouco tempo para resolver tudo até de noite.
—Pensei nisso, por isso me preocupei. — fiquei alguns segundos pensando em como resolver tudo, e quando me dei conta do que precisava fazer, desliguei-me de meu transe e levantei do banco. — Precisa de ajuda para o bolo de caneca, Esme? — me ofereci para ajudar, e ela deu de ombros, sorrindo. -
—Você quem sabe, querida. Se quiser fazer, pode ficar a vontade, senão eu mesma faço.
—Pode ficar tranquila, vá fazer suas coisas que eu continuo aqui. — sorri, e ela agradeceu com um "obrigada" e um sorriso, enquanto aos poucos saía da cozinha. -
Me ocupei com a receita do bolo de caneca e, logo, em aproximadamente cinco minutos, estava feito. Fiz um pequeno espiral sobre o bolo, com chantilly, e coloquei calda de chocolate por cima. Antes de levar para Emmett, limpei tudo e guardei todos os ingredientes, deixando a cozinha organizada.
Subi as escadas com a caneca na mão, me atentando mais a ela do que aos meus passos, e chegando na porta do quarto de Emmett, dei duas leves batidas, antes de abrir. Sem resposta, abri a porta e encontrei-o deitado de bruços, com os braços e as pernas jogados ao redor do corpo, usando uma calça de moletom xadrez, entre o lençol branco que cobria o colchão e o azul ciano que cobria sua canela e parte do seu braço, num emaranhado desorganizado de quem teve um sono agitado.
Me aproximei da cama, sorrindo por poder ter aquela visão angelicalmente desorganizada, e me permiti sentar na beirada da mesma, para tentar acordá-lo com a minha mão livre, que aproximei das suas costas, afagando ali.
—Ei, bom dia. — sussurrei perto do ouvido dele, que respirou fundo e resmungou, virando a cabeça para o meu lado, ainda de olhos fechados. — Ei, já são quase onze horas, aniversariante. Olha o que eu trouxe pra você, Emm. — insisti, afagando os cabelos escuros bagunçados, sabendo que ele acordaria logo. -
Ele sorriu, com as covinhas aparecendo nas bochechas, e abriu um dos olhos, tentando me ver.
—Bom dia, amor. — ele abriu o outro olho e continuou sorrindo, enquanto se espreguiçava. — Estou sentindo um cheiro muito atraente, além do seu perfume, é claro. — ele brincou, enquanto me puxava para um selinho. -
Depois do breve selinho, ele se ajeitou na cama, sentando-se, enquanto eu oferecia o bolo de caneca para ele.
—Feliz aniversário, de novo. — sorri, quando ele arregalou os olhos, sorrindo para o bolo. -
—Você não existe. — ele sorriu, agradecendo, e fiquei observando-o provar o chantilly com o dedo, antes de dar uma garfada no bolo. -
—Está gostoso? — perguntei, quando ele colocou o primeiro pedaço com calda e chantilly, na boca. -
—Uma delícia. — ele tentou falar sem se apressar, depois de mastigar e engolir. -
Deixei que ele aproveitasse aquele momento sem falar nada, e assim ele fez. Depois de algumas garfadas, introduzi o assunto "festa".
—Você já pensou sobre a festa? Temos que dar uma resposta para a sua mãe. — ele sorriu, ainda enquanto comia, e então começou a dizer. -
—Bem, acho que ela vai ficar feliz com isso, afinal ela ama organizar festas. — ele deu de ombros. — E também, acho que vai ser legal. Você vai poder conhecer mais ainda a minha família, alguns dos meus amigos, e vai ser uma noite legal, né? — ele procurou minha aprovação, e para isso, eu sorri, dando um beijo breve nele, antes que pudesse comer outro pedaço de bolo. -
—Vai ser ótimo, meu amor. — sorri mais uma vez, enquanto as covinhas festejavam novamente em suas bochechas. -
Depois de provar também uma garfada do bolo, esperei que ele terminasse de comer, e peguei a caneca e o garfo de suas mãos, antes de sair pela porta, sem que ele esperasse por isso.
—Se apronte e desça pra tomar café comigo, pode ser? — ofereci -
—Claro, moça, te vejo lá embaixo. — ele sorriu, saindo da cama num pulo, para me dar um beijo antes que eu saísse do quarto. -
Maneei a cabeça, assentindo, e saí do quarto para descer até a cozinha e lavar essa louça que havia restado.
Uma hora e meia depois...
Eu e Emmett já havíamos tomado café, e enquanto retirávamos a toalha da mesa, depois de colocar todo o resto em ordem pela cozinha — e Emmett ter recebido todos os "parabéns" possíveis da família -, vimos Esme e Carlisle pararem no batente da porta da cozinha, de mãos dadas. Esme tinha um sorriso alegre, aconchegada ao lado do marido.
—E então, vai ter festa? — ela se moveu para perto de Emmett, que respirou fundo com a menção da palavra "festa". -
—Sim, mãe. Teremos festa. — Emmett rolou os olhos, mesmo sorrindo, enquanto Esme abria um sorriso espontâneo de alegria. -
Carlisle sorriu, provavelmente imaginando o entusiasmo da esposa com os preparativos que viriam a seguir, e estendendo-lhe a mão, atraiu-a para perto de si outra vez.
—Então, podemos começar a preparar tudo! — Esme sorriu, empolgada com a ideia, enquanto Emmett apertava meu corpo contra o seu, num "abraço de urso"-.
—Vamos todos ajudar, certo? — Carlisle propôs, sorrindo para Esme e em seguida para nós. -
—Ótima ideia. — sorri, assentindo positivamente junto a Emmett e Esme. -
Em seguida à conversa na cozinha, começaram as ligações: encomenda de salgados, bolo, sorvetes, docinhos, e depois a hora de fazer a playlist da festa, no notebook que Emmett, com muito custo, havia concedido. Ele alegava que não queria música, afinal de contas "não iria dançar", mas eu insisti: o que seria uma festa sem música?
Mais tarde, às 14h47min...
Com Carlisle e Esme fora, resolvendo a busca pelas encomendas, Alice, Jasper, eu e Emmett, tratamos de resolver a questão dos convidados. Emmett não queria convidar mais do que alguns familiares e um grupo de amigos, mas eu insisti, porque sabia que fazia tempo demais que ele não tinha uma boa festa para se divertir.
Depois de endereçarmos mais de 100 convites para a família de Emmett, amigos da família e amigos dele — além do meu irmão e Isabella, que estavam pelo litoral também — eu e Alice, com pouca autorização do aniversariante, decidimos distribuir convites pelo condomínio, sem destinatário exato, já que todos certamente conheciam os Cullen — sobretudo, Emmett. -. Era só uma ideia para que houvessem bons reencontros dele com alguns amigos antigos.
Não parecia tão ruim, afinal, o que poderia haver de errado nisso? Aliás, quem poderia vir nessa festa, que não fosse exatamente desejado?
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