Assim Que Vivemos

2 Ainda a esperança?


Notas iniciais
Nesse capitulo vemos o ponto de vista de Megan Casey, do mesmo acontecimento do capitulo anterior e mais adiante

Eu estava lá...... em pé, gritando desesperada, estava com medo, com um homem que nunca tinha visto antes, um desconhecido. Tinha acabado de perde minha irmã, lembro de suas ultimas palavras: — Vá para Terminus, e fique salva Meg.

''Meg'', assim que ela me chamava. Oh deus, como vou sentir falta dela. Naquele momento não pensava em nada além de chorar. Um lugar que devia ser um santuário, não era nada disso. quando cheguei lá pegaram minhas coisas e me botaram naquele vagão.

Pouco tempo depois, ele chegou. Um homem, moreno, cabelo enrolado e uma barba rala, aparentava ter vinte e quatro anos. Me assustei, quem era aquele homem? sera que ele estava ali como eu, buscava um paraíso mais caiu num inferno ou estava a mando deles?

Ele sentou no canto e ficou lá, eu tentei algo, gritei por ajuda, me desesperei. Depois de um tempo ele se levantou e gritou comigo. Quem era ele para fazer isso?. Fiquei com medo, ele foi agressivo, abaixei a cabeça, sentei num canto e tentei chorar o mais baixo possível para ele não o irritar.

Passou um tempo ele veio até mim sentou do meu lado e disse que se chamava Fabio. Nem um pedido de desculpa ele deu!, levantei a cabeça e me apresentei, tentei parecer valente apesar de estar assustada. Conversamos um tempo, descobri que ele estava sempre sozinho e não confiava em ninguém, mas se ele não confiava em ninguém por que estava me contando sobre sua vida? o que ele queria com isso? minha confiança? Preferi não perguntar nada pois ele já foi agressivo uma vez. Por que não seria de novo? Tentei ser simpática dei alguns sorrisos falsos e sempre respondia tudo o que ele me perguntava.

Passou um tempo e um homem veio me pegar, gritei para Fabio me ajudar pois se ainda não confiava naquele homem que estava no vagão preso comigo por que confiaria em um homem que queria me levar a força? De repente ouvimos o barulho de uma explosão, me assustei com o barulho, quando vi Fabio já tinha tirado a vida daquele homem. Fiquei em choque, ele me disse que devíamos ir embora, ele revistou o homem e me disse que devíamos sair logo dali, ele parecia tão seguro, calmo, não sei o porque aquilo me encantou, me deu uma segurança e então concordei, corremos vi pessoas sendo mortas por aquelas criaturas. Ele parecia não ver nada só corria em direção a cerca, também não quis parar só queria fugir daquele inferno.

Chegamos na cerca, ele me ajudou a subir a cerca e depois a subiu com facilidade, me senti mais segura do lado de fora daquilo. Não paramos de correr, até chegarmos nos trilhos. Tinha Milhares daqueles monstros lá, indo em direção a Terminus, nunca tinha visto tantos, segurei a mão dele e a apertei com força. Ele me olhou me disse para ficar calma e simplesmente disse que agora era assim que vivemos.

Que droga foi essa! uma frase de efeito naquele momento? comecei a pensar que ele era um louco suicida, que iriamos morrer ali. Ele deu alguns tiros naqueles monstros, mais rapidamente parou, acho que acabou a munição. Pela primeira vez vi medo em seu olhar. Ele respirou fundo e me puxou para a floresta. Corremos tanto que parecia que estávamos correndo a horas, apesar de ser minutos.

Finalmente chegamos em uma cabana, não parecia ter monstros atrás da gente. Ele pediu para mim ficar quieta e de olho nas arvores em caso de aparecesse algum monstro, em quanto ele olhava se a caba estava segura. Passou um tempo ele demorava bastante. Cheguei devagar e entrei na cabana fazendo o minimo de barulho possível, estava com tanto medo. Vi que não tinha nada lá dentro, só moveis velho é um alçapão no chão. desci as escada, era o sótão um lugar cheio de teias de aranha, com apenas uma cadeira de praia e meio que um altar. Fabio estava-lá, ajoelhado com lagrimas nos olhos em frente a uma estatua de Jesus Cristo na cruz. Me aproximei e perguntei se estava tudo bem, ele me responde que sim, que só precisava de um minuto. preferi subir e deixa-lo lá.

Passou poucos minutos e ele subiu, disse que havia encontrado um pouco de comida, nada muito vistoso, apenas uma lata de feijão e um saco de batata. Disse que dava para passar uma noite lá e nada mas, concordei e disse que poderia ficar de vigia em quanto ele dormia. Ele se negou e falou que era melhor ele ficar de vigia, porque o dia seguinte seria longo e que era melhor irmos para o sótão que lá era só uma porta para ele se preocupar ao invés de uma porta e janelas, concordei, desci. Forrei o chão com a fronha que cobria o sofá e me deitei.

Não conseguia dormir. Me levantei e sentei ao lado de Fabio que estava sentado na cadeira de praia, perguntei se ele tinha água pois estava com sede, ele me disse que não, que pela manhã iriamos procurar um rio, concordei e voltei para minha fronha. Apesar de nós conhecermos a pouco tempo, consegui dormir extremamente bem, me sentia segura com ele ali.

Na manhã seguinte, me levantei e não o vi na cadeira subi e vi que ele estava do lado de fora olhando uns arbustos, perguntei o que estava acontecendo, ele me respondeu que havia ouvido alguns barulhos mas que já estava tudo bem. me senti aliviada e perguntei se já podíamos ir, ele me respondeu que sim e fomos pela floresta, ele me perguntou se eu tinha dormido bem, respondi que sim. Perguntei por que ele estava fazendo ajoelhado de frente a imagem de Jesus, ele me perguntou se não era obvio, me disse que estava rezando pelas pessoas que ele perdeu e pelas que ainda vai perde. Me senti mais encantada ainda por ele, não entendia, nunca tinha sentido nada do tipo na minha vida, sera que eu estava apaixonada?

Ao entardecer chegamos ao rio. O que vi me chocou, tinha uma menina já zumbificada, enforcada em uma árvore, não me senti bem vendo aquilo, era só uma criança, Fabio me puxou e me abraçou, comecei a chorar em seus braços eu o perguntei se tudo podia voltar ao normal um dia. Ele só ficou em silencio...

Notas finais
Espero que gostem do segundo capitulo. O terceiro será postado no domingo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.