Assim Estava Escrito
28 Na aula de pintura
Notas iniciais
Marina entrou devagar no quarto e percebeu que Clara ainda dormia na mesma posição que estava quando a deixou ali, um pouco mais cedo. Virada para o lado esquerdo da cama, de costas para a porta, a morena vestia apenas uma de suas camisetas de dormir. A fotógrafa ficou um tempo a observá-la. Adorava contemplar a esposa, e poderia fazer isso por horas e horas. Mas naquela manhã, passados alguns minutos, Marina não resistiu e se deitou novamente, por trás da amada, ficando de conchinha com ela. Pressionou seu corpo no de Clara. Passou sua mão direita pela coxa da assistente, lentamente, sentindo o calor e a maciez da pele da outra. Apertou o quadril da mulher com desejo. A morena ainda dormia. Marina então levou a mão até o sexo da outra, e delicadamente começou a tocar o clitóris de Clara, enquanto beijava sua nuca. Não demorou muito para que a esposa despertasse:
— Acordou com vontade hoje hein?! — A assistente exclamou ainda um pouco sonolenta.
— Muita vontade amor! — Marina respondeu, tocando a morena com mais intensidade, enquanto esfregava seu próprio sexo no quadril da outra.
Clara então se virou e olhou para a porta.
— A gente precisa fechar a porta amor. O Ivan... — Preocupava-se a mãe do pequeno.
— Amor, o Ivan está na escola há muito tempo. Eu mesma o levei. — A fotógrafa a tranquilizou.
— Sério?! Nossa, então eu dormi muito, que horas são?! — A morena se assustou com o tanto que havia dormido.
— Hora de fazer amor gostoso com a sua mulher! — Marina deu aquele sorriso que fazia Clara se desmanchar completamente e esquecer de tudo.
A morena então beijou a amada calorosamente. Enquanto a beijava, debruçou seu corpo sobre o da outra, e começou a esfregar seu sexo no da fotógrafa. Seus lábios se tocavam com desejo, enquanto suas línguas se penetravam, conduzindo o calor daquele momento. Ambas sentiram que estavam ficando ainda mais molhadas.
A morena interrompeu o beijo por um instante e olhou nos olhos da esposa:
— Te amo minha linda! — Declarou.
— Também te amo Clara! Amo demais! — Marina respondeu.
A assistente afastou seu corpo um pouco e tirou o vestido da fotógrafa, deixando-a apenas de calcinha. Aproveitou e despiu-se da camiseta que vestia.
Ficou de joelhos na cama e beijou o pé da amada, sentindo com os lábios a suavidade da pele de Marina. Seguiu beijando as pernas da fotógrafa, passou pelo joelho e suavemente traçou um caminho de beijos pela coxa esquerda da esposa, que se arrepiava ao sentir a respiração de Clara em sua pele.
Quando chegou na altura do centro de Marina, beijou sua calcinha, pressionando com os lábios o sexo da esposa, que soltou um gemido gostoso.
A morena então delicadamente desceu a lingerie, deixando nu o que tanto desejava. Assim que tirou a peça, voltou-se novamente para a amada. Beijou seu sexo com suavidade. Passava sua boca pelos contornos do centro da fotógrafa, primeiro pelos grandes e depois pelos pequenos lábios, sentindo o tanto que Marina já estava molhada. Clara então começou a usar a língua. Lambeu todo o sexo da mulher, do clitóris até sua entrada. Deixava assim a fotógrafa ainda mais lubrificada. Lambia com vontade, mostrando ali o tanto que desejava a esposa.
Marina se contorcia de prazer sobre a cama. Com uma das mãos acariciava o cabelo de Clara, e com a outra levava o travesseiro até sua boca, tentando inutilmente conter seus gemidos.
Clara voltou seus lábios até o clitóris da fotógrafa e passou a chupá-lo com intensidade. A cada movimento seu a esposa gemia mais alto. A mão esquerda da morena tocava o seio direito da amada, e a fotógrafa não conseguia mais se segurar de tanto prazer. Quando percebeu que a mulher iria gozar, a assistente aumentou o ritmo de suas chupadas, e só parou quando ouviu Marina gemer alto, e contorcer o corpo indicando que havia chegado ao clímax.
Clara se aproximou da fotógrafa ainda ofegante, deliciando-se com o sabor do gozo da outra.
— Tá tudo bem?! — Perguntou para a esposa que mantinha os olhos fechados.
— Está perfeito amor! — Respondeu Marina ao abrir os olhos. — Te amo tanto! — Declarou, beijando a morena logo em seguida.
Um beijo quente, cheio de desejo e vontade de se amarem ainda mais. Mas antes de continuarem, a fotógrafa provocou a assistente:
— Você é fogo sabia?! Até um tempo atrás nunca tinha ficado com uma mulher, e olha como você me deixa! Nunca me deixaram assim antes Clara! Nunca! O desejo que você me provoca e o prazer que você me dá eu nunca tive antes!
A assistente sorriu orgulhosa. Adorava ouvir as declarações da esposa, ainda mais quando ela lhe dizia o tanto que estava realizada. Aos poucos a morena espantava toda a insegurança que lhe rondava no início, tanto por nunca ter ficado com uma mulher quanto por saber que Marina já tinha se relacionado com muitas outras antes dela.
— Eu posso não ser sua primeira, mas quero te perceber e te amar como ninguém nunca te amou! — Clara afirmou.
— Eu sinto seu amor minha linda! E sinto que você me percebe como ninguém! — Marina respondeu, voltando a beijá-la com intensidade.
As duas continuaram se amando, e naquela manhã de terça ficaram na cama até pouco antes da hora do almoço.
Flavinha e Vanessa haviam chegado cedo no estúdio. As duas tinham se mudado para um apartamento ali mesmo em Santa Teresa, mas continuavam por perto, afinal os trabalhos felizmente voltaram a aparecer, o que demandava que elas passassem boa parte do dia por ali. Quando Clara e Marina chegaram para trabalhar, a ruiva e a namorada se olharam e sorriram. Sabiam como era a vida de recém casadas, pois elas mesmas viviam assim, embora não tivessem ainda oficializado a união.
As donas da casa ficaram ruborizadas, mas tentaram disfarçar.
— Ehhh, Vanessinha, hoje à tarde eu e a Clara vamos para o Galpão pras nossas aulas. Vocês cuidam de tudo aqui?! Está tudo certo para aquele ensaio que a Flavinha está fotografando?
— Tudo certo Marina! Tudo sob controle! Flavinha leva muito jeito pra coisa! — A ruiva declarou, sorrindo para a namorada.
Enquanto a fotógrafa se ocupava de seu novo ensaio, Flavinha atendia às demandas de trabalho de agências, e assim mantinham o estúdio sempre funcionando e com as contas equilibradas. Além disso, a participação de Branca como sócia tinha dado um novo gás para os negócios.
Há pouco tempo o Galpão Cultural havia começado a oferecer aulas de pintura com Regina Garcia, a mesma artista que estava expondo suas obras na galeria de arte onde Marina e Clara se conheceram. A morena se encantou pelos trabalhos da artista quando revisitaram o local, no dia em que ela e a fotógrafa tiveram seu primeiro encontro (Capítulo 11 — O primeiro beijo). Quando Clara soube que Regina iria dar aulas de pintura no Galpão, não pensou duas vezes e logo se inscreveu. Havia descoberto uma nova paixão, em que ela associava o olhar apurado que vinha ganhando nas aulas de fotografia, com a habilidade de inscrever na tela a percepção deste olhar.
Todas as terças e quintas Clara e Marina passavam a tarde no Galpão. No primeiro horário de aulas, Marina lecionava para a turma de iniciantes enquanto Clara frequentava as aulas de pintura. No segundo horário, a morena participava da turma de fotografia — nível avançado que a esposa havia começado a ofertar naquele semestre.
No caminho para o Galpão conversavam sobre as aulas de Clara:
— E como está o curso com a Regina. O que vocês vão fazer hoje?! — A fotógrafa perguntou.
— Ah, hoje a Regina vai levar um modelo vivo pra gente pintar! Eu estava doida pra começar a pintar figuras humanas. — A assistente respondeu empolgada.
— Modelo é?! Hum... E quando eu terei o privilégio de ser a sua modelo hein?! — Marina falou com uma pontinha de ciúmes da morena.
Clara então passou a mão carinhosamente no rosto da esposa, que estava dirigindo.
— Amor, será um prazer te ter como minha modelo! Você é a minha inspiração pra tudo! Tudo! — A morena declarou. — Eu vou levar uma tela pra casa. Posa pra mim? — Clara pediu mordendo os lábios.
Marina abriu um sorriso enorme, pegou a mão esquerda da amada e beijou sua aliança:
— Poso minha linda! Sempre que você quiser! — Respondeu sorrindo.
— Combinado então! — Clara falou empolgada.
Seguiram conversando animadamente sobre as aulas que teriam naquela tarde.
Chegando no Galpão, se despediram e combinaram de se ver no segundo horário, quando a morena iria para a turma de nível avançado de fotografia.
A assistente entrou na sala de pintura e foi cumprimentar a mestre, com quem ela já havia criado uma relação mais próxima.
— E então Clara, animada para começar a pintar figuras humanas?! — A professora perguntou.
— Muito animada Regina! Quero muito pintar as pessoas, isso foi o que mais me encantou em seu trabalho, e me trouxe até aqui. — A morena respondeu.
— Então pode já se posicionar que a modelo logo logo vai chegar. O rapaz com quem eu havia combinado inicialmente teve um problema pessoal, mas a agência encontrou alguém disponível e ela deve estar chegando já já. — Regina explicou.
A professora já tinha passado aos alunos algumas indicações sobre a luz, profundidade, volume e os traços básicos para iniciar a pintura de figuras humanas, quando a porta da sala se abriu e a modelo entrou apressada, desculpando-se pelo atraso. Clara estava atrás da tela organizando seu material e não viu essa movimentação. Só depois perceberia quem tinha sido enviada como substituta.
— Oi, você é a Regina certo?! Peço mil desculpas, a agência me ligou de última hora, foi só o tempo de eu pegar minhas coisas e vir pra cá. Ah, muito prazer, eu sou a Dani. — A modelo se apresentou para a professora.
Quando ouviu o nome da modelo, Clara entendeu porque aquela voz lhe parecia tão familiar. Colocou a pontinha do rosto por trás da tela, para que pudesse olhar sem ser percebida. Assim que a viu, fechou os olhos. Respirou fundo e falou baixinho:
— Eu não acredito que essa oferecida está aqui. O que eu fiz pra merecer isso?! Não acredito, não acredito. — A morena não cansava de lamentar a infeliz coincidência de ter como modelo viva na aula de pintura a ex de Marina, a mesma mulher que lhe afrontara alguns meses antes quando se conheceram na boate, quando ainda estava namorando a fotógrafa (Capítulo 21 — Vamos dançar?). Não imaginava revê-la tão cedo, muito menos ali. — Eu não vou ficar aqui. De jeito nenhum que vou pintar essa oferecida.
A assistente começou a juntar seu material despistadamente, mas assim que deixou alguns pincéis caírem no chão, chamou a atenção de toda a sala, inclusive de Regina.
— Tá tudo bem aí Clara?! — Perguntou a professora.
A morena não teve outra alternativa que não fosse sair detrás da tela e mostrar seu rosto. Quando a viu, Dani deu um sorriso irônico, reconhecendo na aluna desastrada a 'amiguinha da Marina'. A esposa da fotógrafa lhe deu um olhar seco, sério, e em seguida se voltou para a professora:
— Sabe o que é Regina?! Eu lembrei agora que fiquei de ajudar a Marina com umas coisas na aula dela hoje, ainda no primeiro horário. Então eu preciso ir pra lá. — Mentiu a morena.
— Mas você estava tão animada pra essa nossa primeira aula com modelo vivo. O que aconteceu? — Questionou a artista.
— Eu sei Regina. Mas eu preciso ir mesmo. Já tinha me comprometido a ajudar, não posso ficar em falta com ela. Mas olha só, eu vou levar a tela e prometo começar o exercício em casa. — Justificou a assistente.
— Ah, tá bom. Que pena. Bom, mas deixa ao menos eu te passar as orientações pra essa primeira parte do exercício. — Clara terminou de juntar suas coisas e foi se encaminhando para a porta da sala, sendo acompanhada por Regina, que continuou a lhe passar algumas indicações do lado de fora, enquanto lá dentro Dani se posicionava para o início do exercício por parte dos demais alunos.
— Vamos começar fazendo apenas os contornos, um esboço. — Regina explicava para a morena. — Quero que vocês tirem uma fotografia, pode ser com o celular mesmo, da cena a ser pintada. Daí começamos hoje o esboço, e depois faremos o acabamento a partir da fotografia, já sem a presença da modelo vivo, ok?! Então na próxima aula, podem só trazer o esboço que continuaremos daí.
— Entendi! Então eu vou fazer o exercício com uma modelo que vai posar só pra mim lá em casa. — A morena declarou com um sorriso.
— Ah, quer dizer que nossa fotógrafa internacional agora vai experimentar o gostinho de ser a modelo?! Que privilégio hein Sra. Clara Fernandes Meirelles?! — Regina brincou, arrancando uma risada da morena.
— Pois é, um privilégio mesmo ter uma modelo tão linda e que vai posar exclusivamente pra mim! — A morena falou orgulhosa. — Mas olha só, vou te deixar voltar pra classe. Na quinta eu volto com o esboço tá?!
— Tudo bem minha querida! Ah, quinta-feira virei com um assistente, que vai assumir algumas aulas pra mim. Ele se chama Juan Garcia, foi meu aluno há muitos anos e sempre que preciso de um substituto em minhas aulas ele me ajuda.
— Ah, mas porque você vai precisar de um substituto?! O que aconteceu?! Tá tudo bem com você?!
— Sim Clara, comigo está tudo bem, não se preocupe. É por um motivo muito bom! Fui convidada para a abertura de uma exposição em Portugal, onde farão uma retrospectiva do trabalho de vários artistas que pintam retratos como eu. E eles selecionaram alguns de meus quadros para essa mostra. Teremos lá pinturas de pessoas de todo o mundo, apresentando personagens e culturas diversas. Fazia tempo que eu não expunha fora, não podia recusar o convite.
— Claro que não! Que coisa boa! Então sua ausência é mais do que compreensível. — Comentou a aluna.
— Não é menina?! — A artista falou animada. — Daí vou aproveitar a viagem e descansar uns dias lá, mas volto em 2 semanas, não vou ficar muito tempo fora não.
— Que bom então! Gosto tanto do seu jeito de ensinar, de mostrar seu amor pela pintura. Vou sentir sua falta. Mas quinta-feira conversamos mais, e daremos as boas vindas ao professor substituto! — Clara completou.
— Sim sim, ele é ótimo também, vocês vão adorar!
— Até quinta então Regina! — Clara se despediu da professora e foi se encaminhando para a sala onde a esposa dava sua primeira aula da tarde.
Ao se aproximar da classe, a morena percebeu que a porta se encontrava aberta. Ficou a observar a fotógrafa dando aula, como sempre gostava de fazer, mesmo antes delas estarem juntas. Quando a olhava, era como se o mundo parasse e todos os problemas pudessem ser esquecidos.
"Meu Deus, como ela é linda!!" — A assistente pensou.
Nesse instante, Marina olhou para o lado de fora da sala e viu a esposa ali, parada, a contemplando, carregando a tela em branco em uma mão e seus materiais da aula de pintura na outra. Como ainda estava no início da primeira aula da tarde, a fotógrafa estranhou ao ver a assistente por ali. Pediu licença aos alunos e saiu ao encontro da amada.
— O que foi Clara?! Não teve aula de pintura hoje?! — Perguntou surpresa.
— Teve aula sim. Está acontecendo aliás. Mas não dava pra eu ficar ali. — A morena respondeu.
— Por quê? O que aconteceu? — Marina estranhou.
— Você lembra que a aula de hoje seria com um modelo vivo?! — Perguntou a aluna de Regina.
— Lembro sim! — Respondeu a fotógrafa. — O que foi? Ele não veio? — Completou.
— Não. Aliás, não veio o que estava previsto pra vir. Veio uma substituta.
— Mas então meu amor. Se a modelo está lá, por que você não participa da aula?!
— Eu não consigo ficar ali Marina. Não dá. — A assistente começou a se alterar. — Te dou uma chance pra adivinhar quem veio como modelo substituta! — Clara completou já nervosa. Olhou fundo nos olhos da esposa. Marina a fitou por um instante até que se desse conta do motivo de sua irritação.
— Não pode ser! Você tá brincando né?! — A fotógrafa exclamou quando percebeu de quem se tratava. — A Dani está aqui?! — Falou com uma cara de pesar.
— Está! — A morena confirmou. — Toda exibida como sempre. Ah que raiva! — Desabafou. — Não dá Marina. Aquele dia na boate eu não avancei nela por um triz. Não suporto essa mulher. Não consigo ficar no mesmo ambiente que ela. De jeito nenhum. Ainda mais ter que olhá-la por um longo período. — Clara deu um suspiro profundo e desabafou: — Tudo que eu não preciso é ter que contemplar e pintar as curvas de alguém com quem você já dormiu.
Marina olhou nos olhos da esposa e percebeu toda sua angústia. Tentou tranquilizá-la.
— Calma Clara. Não quero que você fique nervosa com isso. Essa mulher está no passado e é lá que ela vai ficar. Vamos pra minha aula, daí você já fica direto pra turma do avançado. — A fotógrafa olhou para as mãos da esposa e pegou a tela em branco que ela carregava. — E o exercício com a modelo viva você faz com alguém que está doida pra ser pintada por você. — Marina a olhou e piscou. — O que acha hein?!
Nesse momento, Clara abriu um sorriso tímido. Já estava um pouco mais calma.
— Não poderia pensar em uma modelo melhor pra mim! — A morena declarou.
Selaram os lábios e então se encaminharam para a classe de fotografia.
Depois disso, as aulas de Marina transcorreram normalmente. No final da tarde, Clara ajudou a esposa a pegar seu material, e a fotógrafa saiu carregando a tela na qual seria pintada. A morena já estava até esquecendo o que tinha se passado mais cedo, quando um encontro no meio do Galpão fez retornar toda sua raiva.
— Olha só quem está por aqui: Marina Meirelles! Que alegria reencontrá-la Marina! — Exclamou Dani com a cara mais lavada do mundo. — E sempre com a 'amiguinha' por perto! — Ironizou, deixando Clara espumando de raiva. Mas a provocação maior estava por vir, quando a ex da fotógrafa falou diretamente para a morena: — E você, por que saiu da aula de pintura?! Ficou intimidada pela modelo? — Dani insultou, acendendo de vez o curto estopim da assistente.
Clara partiu pra cima da ex de Marina.
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