Assim Estava Escrito
34 De volta a Angra
Notas iniciais
Clara tinha voltado para casa com Ivan. Ela e Marina estavam bem, apaixonadas e felizes como nunca! Aquela felicidade que dava até medo, como a morena costumava dizer. Mas ela havia entendido também que o mundo é dinâmico, que problemas não deixam de surgir, e viver é aprender a enfrentar os desafios e aproveitar as coisas boas que a vida dá.
A fotógrafa então fez uma proposta que a esposa não pôde recusar: passariam um final de semana em Angra, só as duas, para curtirem a companhia uma da outra longe do trabalho e de toda a agitação do dia a dia.
Chegando à casa do pai de Marina, foram logo para a praia, coisa que a morena tanto gostava. Começaram a caminhar pela areia, deixando a água molhar os pés enquanto sentiam o vento no rosto e a tranquilidade que aquela paisagem lhes proporcionava:
— Eu gosto tanto de vir aqui! — Comentou a assistente. — Lembra a primeira vez que a gente veio juntas?! — Perguntou para a esposa.
— Claro que lembro meu amor! — Respondeu Marina. — Aquela viagem ficou na minha memória. A gente dormindo na mesma cama... nossa, que delícia poder estar mais próxima de você! Meu amor por você já gritava forte aqui dentro. — A fotógrafa disse apontando para seu coração. — Eu te queria tanto, mas não podia ter você.
— Me 'queria'?! Não quer mais?! — Perguntou Clara fazendo mimo.
— Claro que quero minha vida! Te amo e te quero cada dia mais! — Respondeu a fotógrafa olhando nos olhos da amada.
Continuaram caminhando de mãos dadas. Após algumas voltas, decidiram sentar na areia para observar a paisagem e o movimento de algumas pessoas que passavam por ali, gente que estava navegando com os barcos e que vez ou outra atracavam para entrar na água ou curtir um pouco a praia.
Um casal chamou a atenção das duas. Um homem acariciava com delicadeza a barriga de uma mulher, que aparentava uns 6 meses de gravidez.
Clara sorriu e comentou:
— Olha que delícia aquele casal, o cara cheio de mimos com a esposa. É tão gostoso ficar grávida, sentir o bebê dentro de você, a atenção e carinho das pessoas, é mágico!
Marina sorriu com o comentário da esposa. Ficaram observando o casal seguir pela praia até sumirem do horizonte.
— Quando nos conhecemos, lembro de você falar que tinha vontade de engravidar de novo. — Comentou a fotógrafa. — Ainda tem vontade?! — Completou.
A morena sorriu.
— Tenho sim!! — Respondeu com alegria.
Os olhos de Marina brilharam.
— Então vamos tentar ué!! O que você acha?! — Perguntou a fotógrafa.
— É sério?! — Clara estava surpresa. — Você quer tentar?! — A morena queria a confirmação da mulher.
— Claro que quero!! O cadastro que fizemos para adoção pode demorar anos. — Marina falou pesarosa. — Vamos tentar a gravidez. Se a adoção sair, melhor ainda!! Casa cheia!! — Sorriu. — Eu não quero que o Ivan se sinta sozinho como muitas vezes eu me senti. Quero que nossos filhos encham a casa de amor e alegria!
— Que bonitinho você falando 'nossos filhos'! — Clara se emocionou.
— Ué, os filhos serão nossos, não serão?! — A fotógrafa perguntou.
— Serão sim meu amor!! — A morena estava feliz. — Então combinado, quando voltarmos a gente começa a olhar isso, pode ser?!
— Claro minha linda!!
— Mas olha só: eu quero engravidar de um filho seu! — A morena declarou.
Marina riu.
— Um filho meu?! Amor, entre duas mulheres a coisa é um pouquinho diferente. — Disse a fotógrafa para a esposa.
Clara soltou uma gargalhada.
— Eu sei amor. Eu sei que vamos fazer a fertilização no laboratório e tal. E eu quero muito ficar grávida, sentir minha barriga crescer. Mas quero gerar um filho seu!! Quando formos no laboratório, quero que a fecundação seja feita com um óvulo seu. — A morena completou.
— É sério isso?!
— Claro minha linda!! É só utilizar na fecundação um óvulo seu ao invés do meu. Quero olhar pro nosso bebê e ver seus traços! — Clara explicou.
Marina se emocionou. Estava com os olhos cheios de lágrimas. Se aproximou da morena e deu-lhe um beijo doce e apaixonado.
— Obrigada por tanto amor e carinho! Te amo tanto minha vida! — Marina completou. — Será um prazer e uma alegria imensa ter um filho com você!
— Eu também te amo demais minha linda!
Continuaram por ali mais um tempo e depois voltaram pra casa para tomarem banho. Clara não sabia, mas Marina havia preparado uma noite especial para as duas.
Depois do banho e de algumas taças de vinho, Marina convidou Clara mais uma vez para irem até a praia, que agora já estaria deserta, visto que os passeios de barco por ali só aconteciam durante o dia. Após caminharem alguns metros, a morena percebeu uma fogueira acesa, próximo a uma mesa baixa e um saco de dormir.
— Ichh Marina, acho que vamos ter companhia na ilha essa noite, tem gente ali. — A morena declarou.
Marina riu.
— Ah, será Clara?! Vamos lá pra ver. — A fotógrafa puxou a esposa.
Quando se aproximaram, puderam ver melhor a mesa que estava posta: um belo barco de comida japonesa, uma garrafa de saquê e um papel.
— Ué, engraçado, não tem ninguém por aqui e a mesa está posta. — A morena comentou.
— Pega esse papel aí! — Sugeriu Marina. — Vamos ver o que tem.
O papel na verdade era um cartão. Quando abriu, a morena se emocionou. Nele estava escrito:
"Jantar especial para você, minha paixão, amor da minha vida!
Obrigada por existir e ser minha companheira.
Te amo cada dia mais!
Beijos da sua Marina"
— Você sempre me surpreendendo né amor?! — Clara falou voltando-se para a esposa.
— Gostou minha linda?! — Perguntou Marina.
— Amei! — Clara afirmou, dando-lhe em seguida um beijo caloroso.
Sentaram-se, abriram a garrafa de saquê e saborearam a comida. À medida que bebia, a morena ia ficando cada vez mais relaxada.
— Acho que eu já bebi bastante hoje. — Clara falou.
— Não amor, hoje a noite é nossa! Não quero que você se prive de nada! — A fotógrafa completou.
Marina aproximou-se lentamente de Clara, olhos nos olhos. Delicadamente tocou os lábios da morena com os seus. O beijo começou delicado e aos poucos foi ganhando intensidade.
A mão direita de Marina foi subindo desde o joelho da esposa, passando por sua coxa sob o vestido, até chegar à calcinha de Clara. Os dedos da fotógrafa entraram pelo lado da peça e logo alcançaram o centro da morena, que já estava molhado. Sentir a esposa neste estado deixou Marina ainda mais excitada.
A fotógrafa retirou a calcinha da amada descendo-a suavemente pelas pernas da morena. Fez o mesmo com sua própria calcinha. Continuou a beijar Clara enquanto a deitou no saco de dormir. Marina deitou por cima da morena, posicionando-se entre as pernas da esposa. Passou a esfregar seu centro no de Clara, estimulando o clitóris da assistente com o seu. A morena ficou louca de tesão. Com as mãos, apertou a cintura da mulher contra a sua. Continuavam naquele beijo quente. Em alguns momentos os lábios se soltavam para passar pelo rosto e pelo pescoço da outra.
Ambas estavam explodindo de tesão. Clara virou-se sobre a fotógrafa e agora era ela quem estava entre as pernas de Marina, esfregando seu centro no da outra. Quando as duas já estavam muito molhadas, a morena saiu do meio das pernas da esposa, mas permaneceu sobre a fotógrafa. Levou sua mão direita até o centro da mulher e começou a tocar seu clitóris com os dedos, gesto que foi seguido por Marina.
A fotógrafa estava ofegante. Gemia gostoso, o que deixava a morena ainda mais excitada.
A respiração de Marina foi ficando ainda mais forte. A fotógrafa pediu:
— Não pára Clara.
A assistente então continuou a massagear o centro da mulher, até que ouviu seu gemido mais alto, anunciado o êxtase atingido pela esposa. A morena, que também estava sendo estimulada por Marina, gozou junto.
Ainda ofegantes, ambas relaxaram o corpo, mas permaneceram naquela posição por um tempo. Clara continuava sobre a mulher. Olhou-a nos olhos e sorriu.
— É um sonho fazer amor com você, sabia?! Nunca fui tão feliz! — A morena declarou.
— Nem eu Clara! Você me dá tudo que eu sempre quis! Te amo e te quero demais! — A fotógrafa completou.
Beijaram-se apaixonadamente. Clara deitou ao lado da fotógrafa e a aconchegou em seus braços. Adormeceram por ali, juntinhas, encaixadas no saco de dormir.
Acordaram apenas na manhã do dia seguinte, bem cedo, e assistiram juntas o nascer dos primeiros raios de sol na beira da praia.
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