Assim Estava Escrito

25 Celebrando o noivado


Notas iniciais
Olá pessoal, A postagem de hoje é muito especial pra mim, e, espero, pra vocês também. Pra vocês, pois estou postando um capítulo que não estava previsto, não estava escrito. Mas foram tantos comentários na expectativa do que ocorreu após o pedido de casamento, que não tive como deixar de escrever algumas linhas sobre isso. Peço desculpas àquelas que imaginaram que eu iria reescrever a cena do pedido. Infelizmente não vou, mas justifico por 2 motivos: o primeiro, em respeito à cena que foi escrita, gravada e transmitida na TV. O segundo motivo é porque gosto da cena do pedido de casamento. É claro que eu gostaria de ver um beijo mais quente, que a ocasião merecia. Mas fora isso, acho a construção da cena interessante, inclusive pela participação da Vanessa. Vejam que é no momento em que ela fala "Você vai casar??? Eu não tô acreditando nisso..." que a Clara percebe o que a Marina está tentando fazer ali. E é muito singela e doce a carinha da Clara quando se dá conta de que está sendo pedida em casamento. Então pessoal, a cena foi aquela mesma, e a proposta da fic sempre foi se adaptar ao que foi ao ar, e é isso que eu vou tentar fazer aqui, mostrando o momento depois daquele beijo... Espero que gostem! Antes disso, explico porque este capítulo é especial pra mim. Ontem fez um ano que eu publiquei o primeiro capítulo de Assim Estava Escrito. Mas hoje, dia 24 de setembro, faz um ano que uma leitora muito especial veio ao encontro desta fic, a quem eu hoje chamo carinhosamente de Pequena. É engraçado como um simples evento pode mudar completamente a nossa vida. Algo que no momento vivido talvez nem seja completamente dimensionado, mas que com o passar do tempo percebemos o tanto que aquele 'simples' evento modificou toda a nossa história. Para a Clara, esse momento definidor foi quando ela recebeu o convite para a exposição e decidiu ir até lá. Para mim, foi quando eu decidi escrever esta fic. Logo que Assim Estava Escrito foi ao ar, a Pequena conheceu a fic, e começou a comentar com frequência, sempre atenta aos detalhes e nuances da história que aqui me propus a contar. Daí veio o segundo evento definidor. A fic (e eu) recebemos uma crítica muito dura, a mais dura de todas até aqui. Respondi com polidez, mas também com firmeza, pois tenho muita seriedade e carinho por este trabalho e por todos que o acompanham. Mas eu me aborreci com a crítica, claro que sim. Fiquei matutando, pensando. E então recebi uma mensagem muito carinhosa e motivadora da Pequena, que havia lido a crítica e a minha resposta. A Pequena me escreveu buscando me colocar pra cima, me incentivar, de modo que eu não me abatesse e não desanimasse por conta de uma crítica assim. Achei muito sensível e atencioso da parte dela me escrever. Passamos a nos corresponder com frequência, e o Nyah se tornou um ponto de encontro quase diário. Como eu já disse a ela, eu ficava esperando a mensagem dela chegar, assim como uma adolescente fica sentadinha na porta de casa esperando o carteiro chegar com aquele envelope que fará o seu coração palpitar mais forte. Era assim que eu me sentia quando chegavam as mensagens da Pequena. Isso mexeu comigo, de uma forma que eu nunca imaginei que poderia ficar mexida. A Pequena foi o meu apoio em momentos muito difíceis da minha vida. Passada a tempestade, nasceu um grande amor. E é ele que inspira diariamente esta autora que vos escreve. Mais do que compartilhar um pouco desta história (a mais linda que eu já conheci), queria aproveitar para agradecer a você Pequena. Agradecer por vir de encontro a esta fic, e entrar na minha vida e no meu coração. Agradecer por todo o incentivo e força que você sempre me deu, desde o início, não só para a fic, mas para a minha vida. Agradecer por tanto carinho e amor, como eu nunca imaginei ter. E agradecer por viver junto comigo uma história muito, mas muito mais intensa do que qualquer história que já sonhei, li ou assisti. Eu e você era pra ser mesmo. Assim Estava Escrito. Te amo e te quero demais! Bjs bjs bjs Boa leitura a tod@s! Cena anterior: Marina pede Clara em casamento (30/06/2014) - http://globotv.globo.com/rede-globo/em-familia/t/cenas/v/marina-pede-clara-em-casamento/3466736/

Clara e Marina ficaram ali por um tempo, com as mãos e testas unidas, sentindo o calor, a maciez, e a respiração uma da outra. Abriram os olhos e sorriram. Voltaram a se beijar, agora com muito mais intensidade. A fotógrafa passou suas mãos pela cintura da morena, que fez o mesmo com a noiva. Seus corpos se uniram ainda mais.

O beijo não parava. Pelo contrário, ficava ainda mais intenso. Seus lábios molhados em contato, suas línguas se explorando. O sexo de ambas pulsava. Suas bocas se soltaram muito tempo depois, apenas quando sentiram necessidade de renovar o fôlego.

Fitaram-se. Estavam ofegantes. Sorriram juntas.

– Como eu amo o seu beijo Marina! O beijo mais gostoso do mundo! — Clara foi enfática.

– O nosso beijo Clara! O nosso beijo é o mais gostoso do mundo! Desde o primeiro é assim. E fico feliz que todos os dias a gente consiga reviver aquele primeiro beijo que tanto nos marcou! — Marina se declarou.

– Obrigada amor! Pelo pedido, por entrar na minha vida e me fazer tão feliz, como eu nunca fui! — A assistente completou.

– Eu que te agradeço minha linda! — Marina acariciou o rosto de Clara, que retribuiu com um beijo na palma da mão da amada. — Obrigada por permitir que eu entrasse na sua vida e demonstrasse todo o amor que carrego aqui dentro por você! — A fotógrafa completou, apontando para seu próprio coração.

Selou os lábios da morena, e a olhou com aquele sorriso de quem está prestes a aprontar algo.

– Tive uma ideia! — Marina falou empolgada. — Hoje é dia de comemorar! — Abriu um sorriso e piscou para Clara. — Me espera aqui só um minutinho que vou ali pegar um negócio na cozinha e volto já.

A fotógrafa beijou a assistente mais uma vez e foi em direção à saída do estúdio. Clara a acompanhou com os olhos brilhando. Depois que perdeu a noiva de vista, passou a fitar sua mão e contemplar o anel que tinha ganhado há pouco. Permaneceu com o sorriso aberto, ainda surpresa por tudo que estavam vivendo, e pelo tanto que sua vida havia mudado desde que decidiu ficar com Marina. Surpresa e feliz. A morena se sentia cada dia mais próxima e mais apaixonada pela fotógrafa, que a encantava a cada encontro, a cada beijo, a cada simples gesto de carinho e amor.

Clara ainda estava imersa em seus pensamentos, com um sorriso bobo na cara, quando se deu conta de que a amada já havia voltado da cozinha. A fotógrafa segurava com firmeza duas taças e uma garrafa de champanhe, que desta vez ela teria cuidado para não deixar cair. Marina deixou tudo sobre a mesinha de centro que ficava próxima ao sofá do estúdio.

– Bom, eu nunca gosto de usar minha prerrogativa de chefe, e não quero parecer mandona, mas hoje é um dia especial. — A fotógrafa falou, caminhando para a saída do estúdio. Clara observava atentamente o movimento da noiva. — Sendo assim, declaro nosso dia de trabalho encerrado! — Puxou a porta e trancou o espaço. — Agora somos só eu, você e a comemoração do nosso noivado! — Marina piscou para a morena novamente e se encaminhou para perto de onde havia deixado a garrafa.

Serviu as duas taças. Entregou uma delas para Clara e a fitou com aquele olhar sedutor que havia conquistado a assistente desde o primeiro encontro.

– Sabe meu amor, eu nunca me imaginei casada, nunca me imaginei com uma vida em família, nunca me imaginei vivendo com uma pessoa só. Mas agora Clara, tudo que eu quero nesse mundo é me casar com você, formar a nossa família, e acordar todos os dias ao seu lado, pro resto da minha vida! — Marina declarou, olhando fixamente nos olhos da assistente, que já tinha deixado algumas lágrimas caírem.

– E eu não imaginava que minha vida fosse mudar mais. Tinha uma história já consolidada, casa, marido, filho. Percebia que algo dentro de mim estava preso e pedia pra sair. Queria mais da vida, mas não me sentia no direito de buscar isso. Mas você me mostrou que era possível mudar. Me mostrou que sempre é tempo pra buscar aquilo que desejamos. Me mostrou que nunca é tarde pra recomeçar! — Clara não conseguia segurar suas lágrimas, e a própria fotógrafa já havia começado a chorar também. — Obrigada Marina! Por acreditar em mim, por não desistir, e por despertar em mim esse amor tão grande que eu sinto por você! Te amo demais!

– Também te amo muito meu amor! — A fotógrafa falou. Selou os lábios de Clara, e em seguida enxugou as lágrimas da noiva, que retribuiu o gesto. Quando as lágrimas cessaram, olharam-se e sorriram.

Marina levantou sua taça e exclamou:

– Ao nosso amor!

Clara completou:

– Hoje e sempre!

Brindaram e deliciaram-se com o doce sabor da champanhe que celebrava aquele momento tão especial. Marina segurou a taça de Clara e se ajoelhou próximo à mesinha onde a garrafa se encontrava, para servir-lhes mais uma vez. De repente Clara vislumbrou uma cena que lhe pareceu muito familiar: a fotógrafa de costas sentada perto da mesinha de centro do estúdio, com o vestido azul que lhe deixava parte de seu belo dorso à mostra. Em poucos segundos, passou um filme na cabeça da morena. Lembrou-se daquele dia em que deixou a amada chorando ali sozinha, após a fotógrafa dizer que não aguentava mais vê-la indo embora. Pensou em sua vontade de abraçar Marina naquele dia, e se permitir amá-la como ela desejava já há muito tempo. Recordou tudo que tinham vivido desde aquele episódio, e ficou feliz ao se dar conta de como o relacionamento delas estava cada dia mais consolidado e fortalecido.

Então, antes que a fotógrafa chegasse efetivamente a servir, Clara se ajoelhou por trás dela. Passou sua mão pelo braço direito de Marina e delicadamente segurou o gesto da fotógrafa, que começava a servir a segunda taça de champanhe delas. Ainda segurando a mão da noiva, envolveu a amada pelo abdômen e aproximou seu rosto do ombro da outra.

– Me deixa te amar. — Sussurrou com sua voz rouca no ouvido de Marina.

A fotógrafa fechou os olhos e sorriu. Tinha evocado a mesma lembrança de Clara, e assim como a morena, estava feliz que agora podiam viver tudo aquilo que gostariam de ter feito naquela noite do jantar. Marina virou o rosto, olhou nos olhos da assistente e selou seus lábios carinhosamente.

Em seguida a fotógrafa ficou de pé, e ofereceu sua mão para ajudar a noiva a se levantar também.

Marina não respondeu o pedido de Clara com palavras, mas com gestos. Desabotoou o cinto da morena e carinhosamente desceu a calça que a amada vestia. Clara sorriu. Adorava a sintonia que elas tinham, e como a noiva sabia ir ao encontro de seu desejo. Fitaram-se e voltaram a se beijar. A fotógrafa envolveu o corpo da assistente. Massageava as costas da outra com desejo. Deslizou suas mãos pela pele da morena e aos poucos foi retirando o body que ela usava, deixando-a apenas de calcinha. Com um movimento semelhante a assistente retirou o vestido de Marina.

A fotógrafa se agachou novamente e deitou-se apoiando em algumas almofadas que estavam no chão. Clara deteve-se a admirar o belo corpo de sua noiva.

– Como você é linda amor! Linda demais! — A morena exclamou admirada. A seguir se deitou junto à amada, debruçando seu corpo sobre o da outra. Com os rostos bem próximos, olhou nos olhos de Marina. — Te amo muito! — Completou.

– Também te amo demais! — Respondeu a fotógrafa.

Voltaram a se beijar e a morena logo passou a pressionar o sexo da outra com seu joelho. O clima esquentou. O beijo e a pressão que um corpo exercia sobre o outro eram intensos. Clara soltou os lábios da amada e passou a fazer carícias em seu pescoço e no lóbulo de sua orelha, o que levou Marina a soltar pequenos gemidos. A morena sentia o desejo da outra crescer a cada carinho. Retiraram suas calcinhas e uma pôde sentir como o sexo da outra estava molhado. O beijo reiniciou, e Clara voltou a pressionar o sexo de sua noiva. Tinha um desejo quase incontrolável de tocar a amada, mas segurou sua vontade, pois queria esperar que a fotógrafa pedisse por ela. Gostava de vê-la fazendo isso. Marina também adorava esse jogo que Clara fazia e estava disposta a ver até que ponto conseguiria resistir às provocações da amada.

Os beijos se tornavam mais quentes a cada momento e o contato de suas peles provocava arrepios que ambas tinham dificuldade de controlar.

Marina segurou por um tempo, mas logo não conseguiu mais se conter:

– Mete gostoso Clara! — Implorou para a assistente.

Ao ouvir essas palavras, a morena sorriu e lentamente levou sua mão ao sexo da outra, que já estava encharcado. Seus dedos deslizaram com facilidade para dentro de Marina. Clara sentia seu próprio sexo vibrar enquanto seus dedos tocavam a amada por dentro. A fotógrafa apertou ainda mais o corpo da assistente junto ao seu.

A morena passou a movimentar seus dedos rapidamente, e o estímulo levou Marina a gemer ainda mais forte.

Como já estava muito excitada, não demorou muito para que a fotógrafa soltasse um gemido alto, e logo depois Clara sentisse o gozo da amada escorrer entre seus dedos. O prazer de ver a noiva atingir o clímax era tão grande que a morena também gozou, deixando a perna de Marina ainda mais molhada.

A morena deitou ofegante sobre o peito de sua noiva, que também respirava muito forte. Ficaram assim por um tempo, mas logo voltaram a se beijar e se amar, e assim foram até o início da noite, quando a fotógrafa decidiu pedir o jantar e pegar outra champanhe para brindar mais uma vez o pedido de casamento aceito.

Notas finais
Cena posterior: Clara e Marina brindam casamento e planejam vida juntas (30/06/2014) - http://globotv.globo.com/rede-globo/em-familia/v/clara-e-marina-brindam-casamento-e-planejam-vida-juntas/3466782/ Até mais pessoal! Não deixem de comentar!! Twitter: @marcellasfr :D Próximo capítulo (agora sim): Família Pinguim Capítulo 25 postado em 24 de setembro de 2015.