Assim Estava Escrito
25 Celebrando o noivado
Notas iniciais
Clara e Marina ficaram ali por um tempo, com as mãos e testas unidas, sentindo o calor, a maciez, e a respiração uma da outra. Abriram os olhos e sorriram. Voltaram a se beijar, agora com muito mais intensidade. A fotógrafa passou suas mãos pela cintura da morena, que fez o mesmo com a noiva. Seus corpos se uniram ainda mais.
O beijo não parava. Pelo contrário, ficava ainda mais intenso. Seus lábios molhados em contato, suas línguas se explorando. O sexo de ambas pulsava. Suas bocas se soltaram muito tempo depois, apenas quando sentiram necessidade de renovar o fôlego.
Fitaram-se. Estavam ofegantes. Sorriram juntas.
– Como eu amo o seu beijo Marina! O beijo mais gostoso do mundo! — Clara foi enfática.
– O nosso beijo Clara! O nosso beijo é o mais gostoso do mundo! Desde o primeiro é assim. E fico feliz que todos os dias a gente consiga reviver aquele primeiro beijo que tanto nos marcou! — Marina se declarou.
– Obrigada amor! Pelo pedido, por entrar na minha vida e me fazer tão feliz, como eu nunca fui! — A assistente completou.
– Eu que te agradeço minha linda! — Marina acariciou o rosto de Clara, que retribuiu com um beijo na palma da mão da amada. — Obrigada por permitir que eu entrasse na sua vida e demonstrasse todo o amor que carrego aqui dentro por você! — A fotógrafa completou, apontando para seu próprio coração.
Selou os lábios da morena, e a olhou com aquele sorriso de quem está prestes a aprontar algo.
– Tive uma ideia! — Marina falou empolgada. — Hoje é dia de comemorar! — Abriu um sorriso e piscou para Clara. — Me espera aqui só um minutinho que vou ali pegar um negócio na cozinha e volto já.
A fotógrafa beijou a assistente mais uma vez e foi em direção à saída do estúdio. Clara a acompanhou com os olhos brilhando. Depois que perdeu a noiva de vista, passou a fitar sua mão e contemplar o anel que tinha ganhado há pouco. Permaneceu com o sorriso aberto, ainda surpresa por tudo que estavam vivendo, e pelo tanto que sua vida havia mudado desde que decidiu ficar com Marina. Surpresa e feliz. A morena se sentia cada dia mais próxima e mais apaixonada pela fotógrafa, que a encantava a cada encontro, a cada beijo, a cada simples gesto de carinho e amor.
Clara ainda estava imersa em seus pensamentos, com um sorriso bobo na cara, quando se deu conta de que a amada já havia voltado da cozinha. A fotógrafa segurava com firmeza duas taças e uma garrafa de champanhe, que desta vez ela teria cuidado para não deixar cair. Marina deixou tudo sobre a mesinha de centro que ficava próxima ao sofá do estúdio.
– Bom, eu nunca gosto de usar minha prerrogativa de chefe, e não quero parecer mandona, mas hoje é um dia especial. — A fotógrafa falou, caminhando para a saída do estúdio. Clara observava atentamente o movimento da noiva. — Sendo assim, declaro nosso dia de trabalho encerrado! — Puxou a porta e trancou o espaço. — Agora somos só eu, você e a comemoração do nosso noivado! — Marina piscou para a morena novamente e se encaminhou para perto de onde havia deixado a garrafa.
Serviu as duas taças. Entregou uma delas para Clara e a fitou com aquele olhar sedutor que havia conquistado a assistente desde o primeiro encontro.
– Sabe meu amor, eu nunca me imaginei casada, nunca me imaginei com uma vida em família, nunca me imaginei vivendo com uma pessoa só. Mas agora Clara, tudo que eu quero nesse mundo é me casar com você, formar a nossa família, e acordar todos os dias ao seu lado, pro resto da minha vida! — Marina declarou, olhando fixamente nos olhos da assistente, que já tinha deixado algumas lágrimas caírem.
– E eu não imaginava que minha vida fosse mudar mais. Tinha uma história já consolidada, casa, marido, filho. Percebia que algo dentro de mim estava preso e pedia pra sair. Queria mais da vida, mas não me sentia no direito de buscar isso. Mas você me mostrou que era possível mudar. Me mostrou que sempre é tempo pra buscar aquilo que desejamos. Me mostrou que nunca é tarde pra recomeçar! — Clara não conseguia segurar suas lágrimas, e a própria fotógrafa já havia começado a chorar também. — Obrigada Marina! Por acreditar em mim, por não desistir, e por despertar em mim esse amor tão grande que eu sinto por você! Te amo demais!
– Também te amo muito meu amor! — A fotógrafa falou. Selou os lábios de Clara, e em seguida enxugou as lágrimas da noiva, que retribuiu o gesto. Quando as lágrimas cessaram, olharam-se e sorriram.
Marina levantou sua taça e exclamou:
– Ao nosso amor!
Clara completou:
– Hoje e sempre!
Brindaram e deliciaram-se com o doce sabor da champanhe que celebrava aquele momento tão especial. Marina segurou a taça de Clara e se ajoelhou próximo à mesinha onde a garrafa se encontrava, para servir-lhes mais uma vez. De repente Clara vislumbrou uma cena que lhe pareceu muito familiar: a fotógrafa de costas sentada perto da mesinha de centro do estúdio, com o vestido azul que lhe deixava parte de seu belo dorso à mostra. Em poucos segundos, passou um filme na cabeça da morena. Lembrou-se daquele dia em que deixou a amada chorando ali sozinha, após a fotógrafa dizer que não aguentava mais vê-la indo embora. Pensou em sua vontade de abraçar Marina naquele dia, e se permitir amá-la como ela desejava já há muito tempo. Recordou tudo que tinham vivido desde aquele episódio, e ficou feliz ao se dar conta de como o relacionamento delas estava cada dia mais consolidado e fortalecido.
Então, antes que a fotógrafa chegasse efetivamente a servir, Clara se ajoelhou por trás dela. Passou sua mão pelo braço direito de Marina e delicadamente segurou o gesto da fotógrafa, que começava a servir a segunda taça de champanhe delas. Ainda segurando a mão da noiva, envolveu a amada pelo abdômen e aproximou seu rosto do ombro da outra.
– Me deixa te amar. — Sussurrou com sua voz rouca no ouvido de Marina.
A fotógrafa fechou os olhos e sorriu. Tinha evocado a mesma lembrança de Clara, e assim como a morena, estava feliz que agora podiam viver tudo aquilo que gostariam de ter feito naquela noite do jantar. Marina virou o rosto, olhou nos olhos da assistente e selou seus lábios carinhosamente.
Em seguida a fotógrafa ficou de pé, e ofereceu sua mão para ajudar a noiva a se levantar também.
Marina não respondeu o pedido de Clara com palavras, mas com gestos. Desabotoou o cinto da morena e carinhosamente desceu a calça que a amada vestia. Clara sorriu. Adorava a sintonia que elas tinham, e como a noiva sabia ir ao encontro de seu desejo. Fitaram-se e voltaram a se beijar. A fotógrafa envolveu o corpo da assistente. Massageava as costas da outra com desejo. Deslizou suas mãos pela pele da morena e aos poucos foi retirando o body que ela usava, deixando-a apenas de calcinha. Com um movimento semelhante a assistente retirou o vestido de Marina.
A fotógrafa se agachou novamente e deitou-se apoiando em algumas almofadas que estavam no chão. Clara deteve-se a admirar o belo corpo de sua noiva.
– Como você é linda amor! Linda demais! — A morena exclamou admirada. A seguir se deitou junto à amada, debruçando seu corpo sobre o da outra. Com os rostos bem próximos, olhou nos olhos de Marina. — Te amo muito! — Completou.
– Também te amo demais! — Respondeu a fotógrafa.
Voltaram a se beijar e a morena logo passou a pressionar o sexo da outra com seu joelho. O clima esquentou. O beijo e a pressão que um corpo exercia sobre o outro eram intensos. Clara soltou os lábios da amada e passou a fazer carícias em seu pescoço e no lóbulo de sua orelha, o que levou Marina a soltar pequenos gemidos. A morena sentia o desejo da outra crescer a cada carinho. Retiraram suas calcinhas e uma pôde sentir como o sexo da outra estava molhado. O beijo reiniciou, e Clara voltou a pressionar o sexo de sua noiva. Tinha um desejo quase incontrolável de tocar a amada, mas segurou sua vontade, pois queria esperar que a fotógrafa pedisse por ela. Gostava de vê-la fazendo isso. Marina também adorava esse jogo que Clara fazia e estava disposta a ver até que ponto conseguiria resistir às provocações da amada.
Os beijos se tornavam mais quentes a cada momento e o contato de suas peles provocava arrepios que ambas tinham dificuldade de controlar.
Marina segurou por um tempo, mas logo não conseguiu mais se conter:
– Mete gostoso Clara! — Implorou para a assistente.
Ao ouvir essas palavras, a morena sorriu e lentamente levou sua mão ao sexo da outra, que já estava encharcado. Seus dedos deslizaram com facilidade para dentro de Marina. Clara sentia seu próprio sexo vibrar enquanto seus dedos tocavam a amada por dentro. A fotógrafa apertou ainda mais o corpo da assistente junto ao seu.
A morena passou a movimentar seus dedos rapidamente, e o estímulo levou Marina a gemer ainda mais forte.
Como já estava muito excitada, não demorou muito para que a fotógrafa soltasse um gemido alto, e logo depois Clara sentisse o gozo da amada escorrer entre seus dedos. O prazer de ver a noiva atingir o clímax era tão grande que a morena também gozou, deixando a perna de Marina ainda mais molhada.
A morena deitou ofegante sobre o peito de sua noiva, que também respirava muito forte. Ficaram assim por um tempo, mas logo voltaram a se beijar e se amar, e assim foram até o início da noite, quando a fotógrafa decidiu pedir o jantar e pegar outra champanhe para brindar mais uma vez o pedido de casamento aceito.
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