Assault

1 O Desertor


O sol estava terminando de ser por na cidade de San August, quando em frente a uma imensa mansão uma pessoa aparece. A figura magra de estatura média se aproxima do portão. Toca a campainha, cochicha algo pelo interfone e passa pelo portão após o mesmo ser aberto.

Logo na entrada ele avista uma placa que diz “Bem-vindo a Mansão dos Cotton”. Essa mansão, dizem os rumores, foi construída pelo George Cotton e que hoje ela pertence ao seu bisneto Willian Cotton – o qual é o único vivo da família. Os mais corajosos espalham que todos os familiares de Willian foram assassinados brutalmente, porém, até hoje nada foi confirmado.

Passando por essa placa, ainda havia um longo caminho até a grande porta da casa. Esse caminho separava o lindo jardim em dois. O jovem foi recebido com a porta aberta e rapidamente entrou.

— Boa noite, Sr. Wesley. – disse a voz rouca de um velho que se sentava a frente a uma poltrona vermelha, iluminada pela lareira.

— Sem mais delongas, qual é a missão hoje? – perguntou bruscamente o jovem.

— Hoje alguém da Organização foi visto perto do Olho da Cobra. Meus contatos descobriram que terá uma grande festa naquele local. Sua missão é fazer o que você faz de melhor...

— Que é matar assassinos. – completou. Então se virou de costas e foi saindo.

— Espere... Saiba que não é ele. – avisou Willian.

— Eu não esperava que ele fosse aparecer tão rápido. – retrucou.

— Mais uma coisa...

— O que?

— Se aquele que você procura estivesse no Olho da Cobra hoje?

— Então eu faria oque faço de melhor.

O jovem saiu. Will observava o fogo com um olhar de preocupação, se perguntando se esse era o caminho certo para o garoto.

Já era tarde da noite em uma parte muito movimentada da cidade. Encima do prédio se encontrava uma pessoa com um capuz e uma máscara. Ele observava atentamente o movimento de tudo. Em um prédio específico chegavam vários carros, enquanto mais pessoas ainda entravam lá dentro.

— Procurando alguém? – disse uma voz fria atrás do encapuzado.

Assustado o homem se vira e pergunta: — Quem é você?

Então o refletor ilumina um homem todo de preto, usando um chapéu, luvas, uma blusa de manga comprida com um colete por cima, calças de couro e uma bota. Em sua cintura, havia um chicote enrolado e dependurado.

Depois de observar bem o jovem, o rapaz mascarado recupera a razão e diz calmamente: — Esse olhar frio... Porém essas vestes não são da Organização. Você é um desertor?

— Desertor? – perguntou o jovem quase num tom de sussurro. Logo em seguida soltou uma curta gargalhada.

— Bem, não importa, você vai morrer de qualquer jeito. – disse o mascarado confiante – Na Organização sou conhecido como “Bradd das Adagas Mágicas”. Agora você verá porque, ou não – ironizou.

As mãos de Bradd se moveram em uma velocidade sub-humana, e quando menos se percebera, havia três adagas voando rapidamente até Wesley. Porém o mesmo já havia desaparecido dos olhos dele. E um segundo depois um chicote estava enrolado no pescoço de Bradd.

— Adagas Mágicas, né? – perguntou ironicamente Wesley – Você perguntou se eu sou um desertor, certo? Bom, podemos dizer que eu sou O Desertor...

Imediatamente Bradd recebeu o recado.

— Você é O Desertor? Pensei que isso fosse somente uma lenda...

Friamente Wesley puxou o chicote enforcando Bradd e assim o matando. Logo em seguida ele parou para observar a cidade.

— Sem piedade... – disse ele a si mesmo – Foi assim que fui ensinado por você aquela noite, Jack. E assim será minha vingança contra você.

Notas finais
"Rápido como as sombras, forte como um leão e impiedoso como os deuses. O Desertor não parará enquanto não tiver sua vingança!"
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.